Intimidade e desejo: se complementam ou se anulam?


"Eu tô a vontade!"

“Eu tô a vontade!”

“se cada um soubesse o que o outro faz dentro de quatro paredes, ninguém se cumprimentava” (Nelson Rodrigues)


Há um certo pensamento bastante difundido de que o amor e a intimidade não combinarem com sexo e erotismo, naquela máxima de que a existência do novo e do misterioso seria essencial para que houvesse o tesão. Claro, que há um pouco desse fetiche, pelo menos no meu caso, o de conhecer o outro pela primeira vez e suas vontades. Mas não sei como é com vocês, mas comigo eu nunca consigo relaxar 100% ainda que esteja colocado.

Tente lembrar seus últimos sexos com desconhecidos e aposto que em muitas delas virão a sua cabeça cenas de posições emaranhadas e mal encaixadas, aquele desconforto de se deixar ver pelo outro nas posições que menos te favorecem, o efeito do álcool passando e a inibição voltando e fazendo com que você e o cafuçú se percebendo como dois estranhos dividindo, de maneira incômoda, o mesmo recinto… Aquele silêncio constrangedor… “Tá frio, né?”.


Calma, beesha, não é moralismo, sou super defensor – e quando solteiro “praticante” – do sexo casual. Comer e dar pra quem se quer, na hora que se quer e quanto se quer sempre! O tema aqui é a qualidade e para mim a intimidade é um quesito fundamental. Não tem aquela da “a prática leva a perfeição?”. Então, sou desses. O amor também sabe ser pornô e indecente. Não tem dessas de pai-e-pai, não.

Só com muita intimidade eu me sinto confortável para revelar as vontades mais toscas, as taras mais sinistras sem medo de ser feliz ou de ser taxado como pervertido. Somente quando confiamos em alguém nos atrevemos a partilhar coisas das quais normalmente nos envergonharíamos. É entre quatro paredes e embaixo dos lençóis que o incêndio acontece. Lá dá pra estar no puteiro mais baixo e sujo, ser puta, ser santa, traficante, índia, japonesa, cafetão, cu apertado, cu largo, neca grande, rolinha… com conforto e segurança (pode me chamar de classe média, nem ligo).

“Faço, claro…”

Não existe putaria maior que saborear sem nojo a pessoa que você conhece  por inteira, sem frescuras ou restrições. É uma delícia nos sentirmos confortáveis com nossos desejos mais íntimos quando encontramos alguém com quem fazer um pacto secreto de conivência diante das nossas “esquisitices”. “De perto ninguém é normal!”. É fantástico admitir nossa fragilidade e permitir que o outro faça conosco algo que jamais nos submeteríamos com um estranho. É lindo sentir o laço de lealdade se aprofundando a cada aumento de devassidão. Algo como “o que acontece aqui, fica aqui”, e para isso tem que se ter muita confiança e intimidade.

Vocês concordam?

Guest Post – Eu quero um namorado. Mas preciso de um?


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Vamos trabalhar, minha gente! Olha, eu até faria um BCG sobre esse meu fim de semana (que começou quarta-feira), mas eu juro pra vocês que a minha reputação seria reduzida a zero se eu contasse o que aconteceu.

E digo mais, tem tudo a ver com o post, porque ao contrário do nosso leitor de hoje, eu pretendo namorar em breve, então, para não estragar a minha relação com o meu boy, prefiro que nem ele, nem vocês, saibam o que eu fiz nesse fim de semana.

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Vamos ver o que ele tem pra dizer?

As partes em itálico foram retiradas DESSE LINK.

Passamos nossas vidas guiados – e muitas vezes cegados – por nossas emoções. Uma das mais fortes é o desejo. O desejo está ligado à satisfação. Não só à sexual, mas também a pessoal. Quando um desejo, uma ambição, uma meta é alcançada, temo um breve momento de gozo pessoal e logo esse prazer é substituído por outro desejo.

O desejo obsessivo é reflexo da intensidade e da frequência das imagens mentais que o desencadeiam. Como um disco riscado, fica repetindo o mesmo Leitmotiv. É uma polarização do universo mental, uma perda de fluidez, que prejudica a liberdade interior. Alain escreveu: “Este amante desprezado, que se contorce sobre a cama em vez de dormir e que medita sobre vinganças terríveis. O que sobraria da sua ferida se ele não pensasse mais sobre o passado e sobre o futuro? Este ambicioso, ferido no coração por um fracasso, onde procurará ele sua dor, senão em um passado que ressuscita e em um futuro que inventa?

Para a maioria, esse desejo de ter alguém ao lado não é concretizado de maneira tão repentina. Alguns de nós passamos anos sem alcança-lo, e é aí que mora o perigo: A obsessão.

Estudos indicam que diferentes regiões do cérebro e diferentes circuitos neurais estão em ação quando “queremos” alguma coisa e quando “gostamos” dela. Isso nos ajuda a compreender pelo qual, quando nos acostumamos a sentir certos desejos, tornamo-nos dependentes deles – continuamos a sentir a necessidade de satisfazê-los mesmo quando já não gostamos do sentimento que provocam. Chegamos ao ponto de desejar sem gostar, desejar sem amar. No entanto, podemos querer ser livres da obsessão, que machuca porque nos compele a desejar aquilo que não nos agrada mais. Podemos, também, amar alguma coisa ou alguém sem necessidade desejá-los.

É preciso fazer uma varredura mental e averiguar o que nos leva à essa obsessão. A necessidade de se sentir amado? A suposta segurança? Se sentir amado?

Obviamente são motivos válidos, mas não é mais fácil lidar com esse buraco vazio do que o tapar com uma tábua/tapume? (Péssima metáfora, entretanto o que interessa é a mensagem ser passada). Não, não é mais fácil porém é o certo a se fazer? Certo?

Certo?

Bom, isso só você pode responder.

Há também a questão das prioridades. Parafraseando o que diz uma amiga: Nós curtimos e compartilhamos o status da UFES da Depressão sobre a quantidade de matérias que estamos reprovados ou de final, mas se estivéssemos num relacionamento, como seria? Se você não deu conta das matérias do semestre, como você pensar dar conta de um relacionamento?

É um exemplo que vale para as mais diversas situações.

Mas, se assim como eu, você prefere ignorar tudo isso: boa sorte.

 

Amor gay, amor político!


Antes de mais nada, ouçamos a canção Gayana, escrita por Rogério Duarte e gravada por Caetano Veloso (que está no último álbum do artista, o ‘Abraçaço’):

A canção é a expressão típica da paixão homossexual. Ainda que o amor de casais gays  “não tenha fim”,  seja maior que “terra, mar, céu e estrelas”, “maior que tudo que há”, como qualquer amor romântico, há sempre a chance de “alguém condenar”, já que, de certo modo, a expressão de amor entre pessoas do mesmo sexo é vista por alguns setores da sociedade, como bem sabemos, como errado, quase que proibido.

Quem ama ou já amou sabe, entretanto, como diz a canção, que  chega um momento em que “não dá mais para esconder”… O sujeito da relação fica então dividido: manter em segredo (muitas vezes em consideração ao outro da relação que é enrustido) ou gritar seu sentimento aos quatro ventos. Muitas vezes é em nome de um amor que pessoas deixam seus armários, para viverem suas paixões. E daí que começa o “problema”.

Ao escolher viver publicamente seu amor, o casal gay tem duas escolhas. Numa ele liga o foda-se, não importando-se com o que os outros pensam e passa, porém, a viver essa relação em ambientes de gueto, onde se relacionam apenas com pessoas que compartilham da mesma condição ou não se importa com ela, deixando assim de estar em certos espaços. Numa outra, para não abdicar de suas relações, ele tem que “negociar” com seus pares – amigos, família, colegas de trabalho – formas de estar junto, muitas vezes tendo que abrir mão de carícias e demonstrações de afeto públicas.

Infelizmente, nossas relações ainda não são vistas em todos os ambientes como a relação dominante e a necessidade de se fazer política é constante a fim de manter boas relações de convívio. E é por meio de diálogo e buscando coexistir que vamos ganhando afeto e, por conseguinte, liberdade.

Isso se deve muito ao fato de que a sociedade coloca o gay como metonímia de TODA a comunidade gay, ou seja, a parte representa o todo. Se alguém hétero trai, ele é safado. Se um gay trai TODOS os gays são promíscuos. O peso sobre nossas relações é maior, pois carregamos a imagem de milhões de outros conosco.

Porém, seja como for, nunca deixem de dizer aquele sentimento que tem àquela pessoas especial: “Eu amo muito você!”. Doa a quem doer, seja como for. O amor gay é, acima de tudo, um amor corajoso!

Julietas do cotidiano homofóbico brasileiro


Hoje no ‘Bom Dia ES’:

Clique para assistir ao vídeo

Esclarecendo o caso: as duas mulheres passaram a se relacionar há pouco mais de um ano e se conheceram, por ironia, numa igreja evangélica. Uma é professora e tem 21 anos. A outra é estudante e tem 17 anos, ou seja, é menor de idade. Entretanto, elas se querem, e por estarem em um relacionamento lésbico, que a família da estudante julga “errado”, como vimos no vídeo, não podem viver plenamente sua relação. Se fosse um relacionamento hétero não haveria problema algum em relação às idades (21 e 17). Mas elas são lésbicas e os pais se utilizam do subterfúgio da lei para separá-las. Triste!

Espero que o amor das duas passe ileso por tudo isso. Daqui um ano, elas poderão ser felizes. Que o amor vença a ignorância.

Flerte: Traição ou diversão?


Já dizia uma tia minha: “Eu tô de dieta, mas ainda posso olhar o cardápio”

Ela sempre namorou, nunca traiu e, mais que só “olhar o cardápio”, sempre flertou com vários homens na noite, mesmo com o namorado ao lado. No começo eu achava estranho esse comportamento, e não entendia como o namorado não virava a mão na cara dela.

Mas será que o mais correto seria, ao namorar, colocar uma viseira ao lado dos olhos e não olhar para ninguém a não ser seu companheiro?

Há quem diga que flertar é um comportamento natural do ser humano, até mesmo por uma questão biológica (boca de se foder pra quem acha uó quando eu comparo gente com bicho): Nós não somos animais monogâmicos e a monogamia é apenas uma construção cultural, aliás, a prova disso é a traição.

Só flerto assim

Se nós fôssemos naturalmente monogâmicos ninguém trairia, se divorciaria e muito menos arrumaria outro marido depois de ficar viúvo. Basta dar uma olhada no comportamento de casais de pinguins diante da morte do parceiro – eles se isolam e ficar sozinhos até a morte.

Mas não adianta usar isso como desculpa para justificar sua seca desde o seu último relacionamento em 2001, okay?

Sejamos sinceras, quem nunca cogitou a possibilidade de largar o namorado pra ficar com aquele boy magia, rico, inteligente e bem sucedido que somente resolveu aparecer na sua vida depois que você começou a namorar? E é super normal, mas cabe a você colocar na balança se vale a pena desistir de uma relação que já existe pra entrar numa outra aventura.

Vão pra casa AGORA, Maurício!

Aí mora o flerte. Ele não é uma tentativa de traição (na maioria das vezes, porque tem beesha que é safada também), apenas uma maneira da gente mostrar pros outros, e pra nós mesmos, que o namoro não nos castrou, que ainda somos atraentes.

Vai me dizer que não é uma delícia namorar e ter aos seus pés dezenas de outros boys só esperando você ficar solteiro pra dar o bote?

Posso dizer que é até mesmo uma defesa para não cair naquela rotina de casais muito colados, já observaram como eles são insuportáveis? Não dão um exemplo sexual sequer que não envolva o namorado.

Te julgando com o olhar

A mesa do bar tá falando sobre, sei lá, dor no sexo anal. Cada um conta sua experiência e diz como faz para evitá-la. Aí vem a imunda e fala: “Ah, porque COM O MEU NAMORADO eu faço assim e assado”. E assim ela começa todas as frases, até mesmo se o assunto for juntar um grupo de amigas pra encenar 2girlsand1cup.

CALABOK, você perdeu a virgindade com ele, satanás? Então não é possível que você não tenha outros exemplos pra dar!

Por outro lado, tem gente que não aceita de jeito nenhum que o namorado olhe pro lado. Eu já tive um namorado assim, e ele dava escândalo MESMO quando a culpa não era minha. Beeshas, teve uma vez que eu tava abraçando um amigo de infância e o boy chegou de voadora pra cima dele na boate.

Já fez seu exame de próstata anual?

Vê se eu aguento? Ele queria que eu vivesse com ele igual casal em final de Big Brother? Só os dois sozinhos sendo julgados pelo resto do mundo? Hell no, bitch!

E vocês? Como reagiriam durante um flerte do seu namorado com outra pessoa?

Afinal, é como dizem, para ter um jardim cheio de borboletas você não deve prendê-las, mas sim cultivar as flores para qu… MEU CU, mas sim dar um chá de koo/pica pro boy nunca mais te largar.

Já dizia a casamenteira de Mulan, uma mulher honrada deve saber servir muito bem o chá: