Guest Post – Sobre a bunda


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Às vezes acho que somos muito falocêntricas, sabe? 90% dos textos envolvendo sexo falamos majoritariamente sobre pinto. Por esse motivo, adorei o guest post do nosso leitor, que traz um comentário sobre aquela área tão esquecida por nós: A bunda.

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Não o Edi, a bunda mesmo, a parte de carne, porque de cu a gente fala sempre que fala de pênis, então basicamente não tiramos o rabo da boca, mas na ornamentação do cu dificilmente me pego falando.

Cata:

Devo começar falando que até é uma palavra gostosa: BUN-DA! Tem que fazer biquinho e soltar a voz no final. Ela própria nem mostra para o que veio, não nos intimida, acho que nos faria rir em uma conversa. Mas confesso que gosto de bunda. E da minha bunda também.

E por esta bunda ser de um homem eu acho hipócritas os “homens” que menosprezam o passivo em um casal, se o que eles mais olham nas mulheres, também é a BUN-DA. Desde tempos imemoriais o homem comeu bundas, de escravas negras, e de homens. Vou falar melhor, desde tempos imemoriais os homens e mulheres davam.

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Como eles, eu não sou ativo, mas gosto de olhar bundas – masculinas, por favor!

“Sim, por que vejo aquelas curvas redondas, em variados tamanhos. Fico maluco de qualquer jeito e naquelas mais misteriosas…”

> depoimento de um homem a respeito de bunda.

“(…) principalmente quando tem alguns pêlos perto da base da coluna, e também, na própria bunda. Então eu tenho que me segurar para não morder devagar o dono daquilo.”

>continuação do depoimento de um homem a respeito de bunda.

O que mostrei anteriormente explica a sedução de uma bunda. Logo aqueles vídeos de “pegadinhas” não são reais, simplesmente por que o homem gosta de bunda: e se não pode comer o da mulher – moral – não vai comer o de um homem se não gosta. Quero explicar aqui, que esse texto poderia ter sido escrito por uma mulher: ela não é “ativa”, e que ela também tem bunda, e provavelmente gosta dela. Assim como a do homem passivo, é um homem sedutor, nem sempre frágil, e nem sempre forte, mas sabem me deixa maluco com qualquer roupa. Sem elas principalmente, mas sou passivo, e daí?

Nem sempre frágil

Nem sempre frágil

Isto não é um problema, eu não fico olhando rótulos, acho que uma noite com um passivo pode me dar mais prazer que três ativos. Por que sei perceber as curvas – e os pêlos – mais gostosas de um homem passivo. Pêlos estes que significam masculinidade, e não me chocam se estivessem em uma bunda – dizem que significa sujeira – me deixaria mais maluco. E se por acaso não estiverem lá, não me importa, eu tenho um pênis por perto, para me certificar que é um homem com quem estou lidando.

É exatamente isto que eu preciso esclarecer para os “homens” heterossexuais: são dois homens quando transam. O homem passivo se diverte tanto quanto o ativo, ao contrário do que imaginam. O sorriso de satisfação, e de excitação do passivo é tão bom quanto um orgasmo, isto me encanta e outras coisas. Então devemos rever nossos conceitos de masculinidade – ainda sou homem mesmo como passivo – afinal, só existe o ativo por que existe o passivo.

Comentário da Max: Adorei o texto, achei uma fofura o jeito que ele fala de bunda (apesar de ter vinculado ser homem com ter pênis, mas é um erro comum e eu sei que ele não fez por mal), porém eu simplesmente não vejo nada de interessante nelas.

Por isso, vou deixar pra vocês, que gostam do assunto, comentarem. Licençãm.

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Guest Post – Eu quero um namorado. Mas preciso de um?


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Vamos trabalhar, minha gente! Olha, eu até faria um BCG sobre esse meu fim de semana (que começou quarta-feira), mas eu juro pra vocês que a minha reputação seria reduzida a zero se eu contasse o que aconteceu.

E digo mais, tem tudo a ver com o post, porque ao contrário do nosso leitor de hoje, eu pretendo namorar em breve, então, para não estragar a minha relação com o meu boy, prefiro que nem ele, nem vocês, saibam o que eu fiz nesse fim de semana.

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Vamos ver o que ele tem pra dizer?

As partes em itálico foram retiradas DESSE LINK.

Passamos nossas vidas guiados – e muitas vezes cegados – por nossas emoções. Uma das mais fortes é o desejo. O desejo está ligado à satisfação. Não só à sexual, mas também a pessoal. Quando um desejo, uma ambição, uma meta é alcançada, temo um breve momento de gozo pessoal e logo esse prazer é substituído por outro desejo.

O desejo obsessivo é reflexo da intensidade e da frequência das imagens mentais que o desencadeiam. Como um disco riscado, fica repetindo o mesmo Leitmotiv. É uma polarização do universo mental, uma perda de fluidez, que prejudica a liberdade interior. Alain escreveu: “Este amante desprezado, que se contorce sobre a cama em vez de dormir e que medita sobre vinganças terríveis. O que sobraria da sua ferida se ele não pensasse mais sobre o passado e sobre o futuro? Este ambicioso, ferido no coração por um fracasso, onde procurará ele sua dor, senão em um passado que ressuscita e em um futuro que inventa?

Para a maioria, esse desejo de ter alguém ao lado não é concretizado de maneira tão repentina. Alguns de nós passamos anos sem alcança-lo, e é aí que mora o perigo: A obsessão.

Estudos indicam que diferentes regiões do cérebro e diferentes circuitos neurais estão em ação quando “queremos” alguma coisa e quando “gostamos” dela. Isso nos ajuda a compreender pelo qual, quando nos acostumamos a sentir certos desejos, tornamo-nos dependentes deles – continuamos a sentir a necessidade de satisfazê-los mesmo quando já não gostamos do sentimento que provocam. Chegamos ao ponto de desejar sem gostar, desejar sem amar. No entanto, podemos querer ser livres da obsessão, que machuca porque nos compele a desejar aquilo que não nos agrada mais. Podemos, também, amar alguma coisa ou alguém sem necessidade desejá-los.

É preciso fazer uma varredura mental e averiguar o que nos leva à essa obsessão. A necessidade de se sentir amado? A suposta segurança? Se sentir amado?

Obviamente são motivos válidos, mas não é mais fácil lidar com esse buraco vazio do que o tapar com uma tábua/tapume? (Péssima metáfora, entretanto o que interessa é a mensagem ser passada). Não, não é mais fácil porém é o certo a se fazer? Certo?

Certo?

Bom, isso só você pode responder.

Há também a questão das prioridades. Parafraseando o que diz uma amiga: Nós curtimos e compartilhamos o status da UFES da Depressão sobre a quantidade de matérias que estamos reprovados ou de final, mas se estivéssemos num relacionamento, como seria? Se você não deu conta das matérias do semestre, como você pensar dar conta de um relacionamento?

É um exemplo que vale para as mais diversas situações.

Mas, se assim como eu, você prefere ignorar tudo isso: boa sorte.

 

Guest Post – Os gays na mídia sob um olhar heterossexual


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Mais um guest post. Dessa vez o leitor discordou 100% de um texto meu sobre a presença de gays nas novelas. No e-mail nós batemos boca e ele acabou concordando comigo no final.

Só que como o Guest Post é um momento para vocês serem livres, não vou postar a discussão, apenas o texto dele. Ah, ele se chama Henrique :).

Cata:

Estava eu esperando minha vitamina de morango na cantina do IC (olha a propaganda) quando ouço (sem querer, eu juro!), alguns comentários sobre as – supostas – ameaças de processo que a globo receberia de um cara que – supostamente – era igual(!) ao Félix.

Conversa vai, conversa vem e eu apurando os ouvidos para escutar mais, um dos homens diz “aquele cara, o (Marcelo) Serrado, trabalhou muito melhor que esse da novela.” Eu quis perguntar o porquê dele achar isso, mas creio que a resposta seja essa:

sincero

É mais fácil para essas pessoas lidar com personagens caricatos e pouco profundos (emocionalmente falando) de maneira cômica, do que com o drama da brutal realidade de um personagem gay que é o produto de uma sociedade machista e preconceituosa. É mais fácil digerir a comédia. É mais leve e não me faz pensar no que o outro sofre.

Até porque é inverossímil um homem masculino ser gay. E que esse homem gay tem sentimentos complexos por outros homens masculinos (que não são mostrados numa situação mais íntima, é como se a sexualidade não existisse. Mas aí já são outros quinhentos).

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Entretanto, como já falado num post do blog, é gradual o grau de aprofundamento e o destaque que um personagem homossexual tem nessas novelas, entretanto essa exposição é um tanto quanto inútil se a mensagem que os personagens estão passando não será absorvida pela maioria dos telespectadores que só esperam o Félix falar “salguei a santa ceia”, ou algo de tipo, afinal o público alvo da novela é a “família tradicional”, que espera um divertimento no final de um dia de trabalho (e podemos culpa-los?).

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Minha intenção em momento algum foi inferiorizar a atuação do Marcelo Cerrado, ou aclamar a do Mateus Solano. Personagens diferentes para situações diferentes. Pode ser que eu tenha tirado a conversa do contexto, o que é bem provável, afinal eu estava bisbilhotando onde não tinha sido chamado, assim como pode ser que não.

Não acompanho a novela, assim como não acompanhei a do Crô, então é bem provável que eu esteja errado na maioria dos meus argumentos – se é que podem ser chamados de argumentos. Não era intencional essa conivência para com as massa heterossexual. A mudança é gradual.

Os passos não são dados de uma novela para a outra, e esse passo para frente é antecedido por uma hesitação enorme porque pode ricochetear da maneira errada.

Esperando as pedras.

Os gifs são aleatórios e em nada refletem a opinião do Max sobre o texto, tá, gente? hahahaha

Guest Post – Cansado desse “homo” extremista


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Voltei do Rio, lindas! A viagem foi maravilhosa, cansativa e até bomba de gás lacrimogêneo eu levei. Mas voltemos à programação normal.

O Guest Post de hoje é do Renan, de São Paulo, que parece estar irritadíssimo com a política do Clone Gay, que eu escrevi há um tempo aqui no blog. Vamos ler?

A partir daqui o texto é todo dele.

Vim aqui hoje fazer uma espécie de desabafo e meter o salto na cara das gays homo extremistas. Não, não to falando de homossexuais extremistas, mas sim de gays que levam a palavra Homo sozinha ao extremo, e exatamente no sentido de:

“Gay mano tem que namorar e ficar com gay mano”
“Gay ploc ploc tem que ficar com gay ploc ploc”
“Afeminados tem que ficar com afeminados”
“Barbudo tem que ficar com barbudo”
“Drag tem que ficar com drag”

…e por aí vai.

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Simples, eu tô FODIDO DE RAIVA COM ISSO, sério.

Se eu vacilar no correr do texto, peço desculpas, porque de fato tenho a cabeça meio fechada pra algumas coisas, mas o blog tem me servido de grande reflexão e me livrado de certos preconceitos (o texto Amoladores de faca foi uma tamancada na minha cara).

Eu amo um cara. Pela primeira vez na vida eu tenho certeza que eu amo alguém. Não intencionalmente, eu me entreguei de corpo e alma pra uma pessoa que não quer ter nada sério comigo. Uma pessoa que procura algo sério, que quer ter um relacionamento sério, mas não comigo. Me jogou na friendzone lindamente. E sabe por que?

Porque segundo a imagem abaixo ele é um bixa MANO e eu to na categoria bixa JONAS BROTHER:

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Prfvr, um minuto de silêncio.

Pronto, voltando a minha revolta;

0bom diaEu fico completamente frustrado com isso. Ok, é legal e fofo quando a gente encontra um casal que se curte nas mesmas roupas, mesmas músicas, tem tudo em comum e um parece a cópia do outro (embora, me desculpem, mas acho isso um excesso de narcisismo).

Mas, porra, quando é que as pessoas vão começar a se deixar cativar e levar pela personalidade de alguém e não pelo tipo de roupa que ela usa ou a música que ela gosta?

patrao1Isso também é fruto daquele pensamento ridículo de “Gente bonita tem que ficar com gente bonita; gente feia tem que ficar com gente feia”.e

A coisa mais linda que já vi foi um beesha sk8ter na paulista que namorava com um cara que era anão. Eles andavam de mãos dadas, e sorriam, e foi a cena mais linda do mundo. Já reparou que quando os casais são completamente diferentes eles tendem a parecer mais bonitos, e não fofos? (talvez esse pensamento seja parte da minha revolta, mas foda-se)

Olha, estou realmente frustrado com isso, portanto, se você deixa de ficar com alguém porque ela não usa ou gosta do mesmo tipo de roupa que você, PARE COM ISSO JÁ e dê uma chance pra essa pessoa.

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Falo isso porque quando eu estou com ele, a gente fica em uma sintonia extrema. Eu nunca me senti tão bem igual quando estou do lado dele. Parece que o mundo pode continuar seguindo o fluxo dele que, pra mim, não importa.

imagesE eu sei que ele se sente bem também porque ele se abre completamente sobre tudo da vida, todos os problemas, todas as vontades, etc e tal.

Mas ele não quer ter algo sério comigo, porque não sou “bixa mano”. É óbvio que isso está me matando e isso me mata.

ENFIM, PRFVR, Diversidade né? Parem de querer uma cópia de vocês e aprendam a aceitar as pessoas independente dela parecer com você ou não. O legal é achar alguém que te complete, porque duas peças iguais não se encaixam.

Guest Post – Ode aos passivos


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Meninas, o Guest Post de hoje é uma delicinha e vai arrancar lágrimas dos seus edis. Acreditam que um ativo mandou um texto dando dicas para os outros ativos de como tratar bem seu namorado passivo?

Eu não vou nem comentar o quanto amei o texto e me apaixonei pelo boy sem nem conhecer. Leiam pra vocês verem que fofura:

(A partir daqui o texto é todo do Bill, o nome da gay)

Não crie insegurança nele para se impor: “Nossa, esse daí eu como hein!”, disse o namorado ativo quando passa um homem bonito na rua.

Ele quer e deve poder confiar em você. Não se faça de pegador, ele não é um objeto que pode ser trocado a qualquer hora.

Ele já se estressa o suficiente para fazer chuca e estar lindo e cheiroso para você, não precisa criar pulga atrás orelha dele.

Não imponha sua masculinidade em detrimento da dele: Para seus amigos e familiares que sabem do seu namoro, não é uma atitude legal fazer questão de dizer que você é o ativão, o comedor, o macho do casal, afinal você é tão gay quanto ele.

Saiba parar quando ele pedir: Se ele está fazendo cara séria e dizendo não, não insista seja lá o que estiver fazendo. Não é não. Cócegas, mordidas e outras brincadeiras têm limites, principalmente se ele está estressado com alguma coisa. Procure uma forma melhor de animá-lo.

Não cobre a chuca: “Ainda não fez a chuca?”. Aposto que ninguém gosta de ter o orifício do prazer tratado como um buraco sujo que precisa ser lavado, afinal aquilo é uma das coisas que o seu namorado oferece para você com todo carinho, do fundo da intimidade.

Afinal, se ele não fez é porque não quer dar, e se ele quer dar, ele vai saber a hora de fazer.

Não traia seu namorado: Se quiser terminar, está sentindo que a coisa não vai bem, tente resolver ou pelo menos avise! Quando você menos esperar ele vai rodar a baiana, dar a volta por cima e cagar você todinho no youtube, facebook, twitter e orkut:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Ye3RbH2S3r8]

Passivas capixabas: perigosíssimas!

Não compare: Essa dica é óbvia, mas vale a pena lembrar. Não fique remoendo lembranças dos ex, nem compare ele com os carinhas da televisão. “Nossa, você poderia ser assim, hein!”

Não dê presentes: Haha, mentira! Dê sim! Presentinhos em situações corriqueiras, bobinhos e pequenos às vezes guardam significados maiores dos que os sazonais obrigatórios.

Cuide: Faça ele se sentir cuidado. Se você não tem mania de demonstrar ciúmes, tente pelo menos um pouco. Às vezes eles te testam para saber se você toma conta direito do que é seu (não no sentido de pertinência, mas no de completude).

Pode ser machismo, mas seja cavalheiro: Seja o cara que chama o garçom, que abraça para aquecer, que toma satisfação dos outros para proteger. Ele não é mulher, mas gosta de saber que pode contar com você.

Muitíssimos passivos sentem a necessidade de se sentirem cuidados, afinal nossa sociedade educa assim.

Intimidade não é desculpa para desleixo: Não é porque já namora há algum tempo que tem que arrotar na frente dele, ou peidar, ou cagar com ele escovando os dentes.

Se ele não ligar, tudo bem, mas é melhor evitar. Se mantenha limpinho, pinto sujo não cheira a pétalas de rosas nem tem gosto de tutti-frutti.

Mantenha sua casa limpa para recebê-lo, do mesmo jeito que fazia no começo do namoro.

Comentário da Max: VIADO, SÓ VOU RESPONDER COM UM COMBO DE PREGUIÇAS DO AMOR

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E o bônus Simba do amor, porque ele mereceu:

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Quem quiser dar uns pegas no Bill (todo mundo, depois desse texto saboroso) entrem na fila que vou distribuir senhas a partir de amanhã.

Tem talento para a escrita e quer ver seu post aqui no Babado Certo? Envie seu texto para max_babadocerto@hotmail.com. 🙂

Guest Post – Quem faz o passivo?


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Vocês são muito viciadas nesse site! A gente fica 20 horas sem postar e as beeshas já comentam cortando os pulsos, pedindo por post.

Calma, galerãm, nós também temos virilha pra depilar e boy pra aquendar!

Hoje o Retrato Falado vai contar a história do Brunno, um comentador ATIVO (em vários sentidos) que passou por uma situação bem interessante!

(Vale lembrar que esse post tratará de ativos, um grupo não ainda confirmado existente pela ciência, por esse motivo entrará na categoria de Lendas e Folclore Gay) 

Cata o texto do Brunno:

Desde que fui construindo minha identidade sexual de acordo com diversas experiências, notei sempre uma preferência maior sendo o ativo no sexo com homens, e na grande maioria dos casos, a atração era por gays mais novos, mas não deixava de observar mais velhos que sempre chamavam a atenção em algo, mas a atração sexual era mínima e insuficiente para uma investida, e quando eu era investido, a recusa era imediata, observando a preferência por mais novos.

Tô contigo

Tô contigo

Sempre me mantive aberto quanto à questão ativo/passivo/versátil, levando em conta um ideal que eu sempre carreguei de que o gay masculino pode sim ter uma relação sexual com outro homem e se satisfazer das duas formas.

Estamos nós acostumados com os velhos estereótipos de que a gay folclórica será sempre a passiva e o bombado será sempre o ativo, e eu sempre tive o perfil de cara sem muitos trejeitos femininos, de certa forma era um jeito inconsciente/consciente de tentar atrair gays com mais trejeitos femininos, como eu preferia, e eu imaginava assim eu afastaria também as gays mais masculinas.

Sou femininãm, topa?

Sou femininãm, topa?

Zorro

Luta de Espadas

Tudo mudou quando conheci um rapaz doze anos mais velho do que eu, que de cara não me atraiu justamente por isso e por ser masculinizado. Mas a partir de uma conversa passei a vê-lo de forma mais interessante.

Fui bastante relutante para não ficar, pois eu sabia que não ia dar em nada, no máximo beijos, mas acabei saindo com ele e aos poucos me envolvendo e aumentando a vontade de fazer sexo com ele.

Na primeira oportunidade de transarmos ele foi logo se declarando ativo, não me importei porque eu estava muito a fim, e na hora da transa acabei tendo atitudes que pudessem levar ao versatilismo de ambos, como tocar na bunda dele e simular uma penetração nele.

Mas ele se esquivou de tudo isso, até culminar na declaração de que ele não gostava de nada daquilo, inclusive não fazia sexo oral, apenas recebia, e dizia que ele preferia que o outro fosse uma mulher com ele.

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mghConfesso que fiquei bastante desapontado, mas acabei deixando naquele dia movido pelo tesão no corpo dele. Ao passar do tempo nos encontramos diversas vezes, saindo para passear e conversar, aumentando o envolvimento, mas sexo mesmo acontecia poucas vezes, mas quando acontecia, ele era sempre o ativo-nada-liberal.

Em dado momento percebi que eu tinha me tornado a passiva do pedaço, mas que eu gostava bastante de me relacionar assim com ele, sentia prazer de verdade, e que o que me causava desconforto algumas vezes, era por causa do possível julgamento alheio de que a passiva é submissa e usada.

Somente quando passei a me desprender desses estereótipos foi que passei a ter uma relação bem intensa e proveitosa com ele.

Infelizmente ele faleceu de forma trágica, e depois de me recuperar, voltei a me relacionar com gays mais novos do que eu, e prefiro ser o ativo com eles.

Comentários da Max:

quadradimTodo mundo já teve aquela pessoa, encostada pela Pomba Gira, com quem você faz tudo aquilo que nunca se imaginaria fazendo com mais ninguém. Só me cortou o coração ler a narração de um ativo se tornando versátil assim, sem nenhum aviso para pessoas com problemas cardíacos.

Esse tipo de heresia dá uma revolta dentro da gente, né? A gente que é passeeva lê uma porra dessas e fica pensando: Se eu estivesse lá já teria sentado na pica dos dois e ninguém discutiria mais nada além de quantos centímetros eu tenho de profundidade.

Por mim ele já ganhou um vale-quadradinho-de-8 por ser uma das poucas pessoas que fogem do clichê: “Não sou e não curto afeminados”.

Aliás, se ele escrevesse que gosta de qualquer outro grupo, ganharia o vale, porque eu valorizo gente exótica.

Enfim, nada me incomodou mais que a maneira que o falecido tratava ele. Quem nunca pegou aqueles ativos que querem te tratar como uma mulher, e o pior, como uma mulher machista e submissa?

Não é fácil de engolir, nessas horas bato meu pau na mesa e grito: Eu sou homem, garáleoããããm!

(Veja o vídeo abaixo pra dar mais ênfase ao discurso)

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=0gNqCxaZUJU#t=6s]

Guest Post – Plantão Neca


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Chegou a segunda-feira, feriado aqui em Vitorinha, você bebeu todas no domingo e está de ressaca, não é verdade?

Pois eu também, por esse motivo vou empurrar pela goela de vocês um Guest Post bem pornográfico. Porque eu acho que o Babado Certo está politizado demais nos últimos dias. Eu só falo de machismo nesse garáleo, cadê as putarias que dão argumento pras nossas inimigas nos chamarem de fúteis?

Quero o blog de merda de volta!

Segue o texto do F.:

andrew mc carthyEstive internado no Apart Hospital, pois tive alguns problemas de saúde, fiquei uns três dias na enfermaria aguardando uma vaga no quarto, pois o hospital estava lotado. Assim que surgiu a vaga eu já estava bem melhor e prestes a ter alta. Chegando ao meu quarto, o enfermeiro veio me cumprimentar e conversar comigo e com o meu pai que estava me acompanhando.

Logo deitei na cama e o enfermeiro chefe que era um homem muito bonito, veio me examinar e perguntou o quê sentia. Em um momento ele pediu que eu abaixasse a bermuda, ele colocou o lenço na frente, pois o meu pai estava do outro lado da cama e começou a mexer perto do meu pau.

fantasia+erotica+masculina+de+medico+realize+seu+fetiche+americana+sp+brasil__8253A_1A princípio achei normal, pois devia ser um procedimento, mas logo em seguida ele segurou na minha mão para medir meus batimentos cardíacos, e nisso ele encostou minha mão no pau dele. Pensei na hora: Pqp.

Ele acabou de fazer o que tinha que fazer e meu pai disse que ia comer algo, pois já estava muito tarde. Ele saiu junto com o meu pai. Como estava em um apartamento privativo fiquei sozinho no quarto, mas isso foi por pouco tempo, porque não demorou muito e o enfermeiro voltou.

Ele pediu para me examinar de novo e eu deixei, ele disse para abaixar a bermuda e a cueca e logo em seguida ele começou a mexer no meu pau, começou a me masturbar.

Bling_Bling_Fetish_EyemaskTive que me controlar bastante para não ficar de pau duro, mas logo ele pegou minha mão e colocou no pau dele. Não resisti, meu pau ficou super duro. Ele começou a bater um para mim e tirou o pau dele para fora (nossa que pau enorme).

Comecei a chupar ele e nisso ouvimos um barulho, ele saiu, mas logo voltou e começou tudo de novo, ele me virou de lado e começou a passar o pau na minha bunda e tive que resistir muito para na dar para, pois estávamos sem camisinha.

E voltei a chupar ele até ele gozar na minha boca. Me limpei e ficamos nos beijando, até que ele saiu.

Antes de ele sair dei meu número para ele e ele falou para eu esperar ele no próximo plantão, mas no outro dia acabai tendo alta e não vi ele e nem ele me ligou, então pensei que ele deve fazer com todo cara novinho que chega lá.

Quando estiverem passando mal já sabem aonde ir, né?

Comentário da Max:

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Gente, mas o que é beesha, né? O outro mesmo doente não perdeu a oportunidade de chupar! Fico em choque com a coragem delas.

Enquanto eu pego um resfriado e nem banho tomo direito, de tão destruído que fico. Se bem que tenho uma história de hospital quinze vezes mais cabeluda que essa, mas jamais vou contar aqui, senão vocês todas perderiam o respeito por mim.

Mas dizem as más línguas que esse conto foi todo planejado e que ela está nos enganando. A imagem abaixo prova o rumor:

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Agora tudo faz sentido…

Guest Post: Você sabe o que é Gouinage?


pimentaOntem falei sobre a importância do sexo na vida das pessoas. A discussão foi gostosíssima nos comentários do blog e no Facebook.

Entretanto, um leitor me mandou um e-mail interessante sobre um subgrupo que eu não fazia ideia da existência: Os Gouine.

Não sabe o que é? Nem eu, então vamos deixar que o B., gouine confesso, nos ensine:

Hora de aprender!

Hora de aprender!

manual+preliminares+preco+promocional+aproveite+tamarana+pr+brasil__7554F1_2Querido Max venho através deste e-mail parabenizar seu trabalho e dedicação ao blog, sou seu fã e me divirto e me informo muito com suas postagens.

No post “Qual a importância do sexo na sua vida?” você como sempre deu show, mas não mencionou a galera que é Gouine. Eu sou gouine e sofro preconceito, porque no mundo sexual gay você tem que ser ativo, passivo ou versátil, e nós gouines não curtimos nenhum tipo de penetração.

amor_005_preliminares_tiras3Curtimos o que a maioria chama de “preliminar”: são os beijos, amassos, oral, carícias, lambidas, que se alternam ate o ápice final, o orgasmos. É muito prazeroso e não precisa desempenhar nenhum tipo  de papel (ativo ou passivo), basta ser você mesmo e curtir o corpo do parceiro. Inclusive, eu acredito que nós gouines somos mais carinhosos e priorizamos o prazer com carícias, beijos,  toques e etc, além de poder se relacionar com todo tipo de pessoa.

Para me relacionar sexualmente eu digo que só curto preliminares, porque não conheço mais nenhum gouine aqui do ES.

gouSó queria que você divulgasse o que vem a ser gouinage, tenho certeza que muitos dos seus leitores são como eu, e para se adequar ou se relacionar se camuflam ou se moldam como a maioria.

Por falta de informação e conhecimento do meu caso, até pouco tempo nem eu sabia que o que eu era tinha nome e muito menos praticantes. No Facebook e no extinto Orkut têm páginas que tratam do assunto, na internet tem alguns blogs que abordam e explicam o que é ser gouine.

“Não sei para vocês do grupo, mas para mim foi complicado entender o que realmente era, sabia que não era hétero, porque sentia atração por garotos e corpos masculinos, então tive uma identidade: eu era gay.

Mas ao chegar no mundo gay, não me enquadrei em nenhum posicionamento sexual praticado por eles, pois não era passivo, ativo e nem versátil, por um momento achei que era assexuado, mas isso logo caiu por terra porque sentia desejo sexual, libido, tinha ereção e me masturbava.

Comecei a pesquisar na net e descobri que não era único na terra, era gouine. Mas até hoje só conheci e namorei um cara que era igual a mim, há um tempo terminamos e eu continuo buscando alguém para dividir minha vida e ser parceiro no sentido literal da palavra. Enquanto isso não acontece, me relaciono dizendo que só curto as preliminares. Mas namorar fica complicado, pois a maioria quer penetração.”

E alguns links que gostaria que você divulgasse:
http://baphaoqueer.blogspot.com.br/2011/12/gouine-sexo-sem-penetracao-voce-curte.html

http://www.homorrealidade.com.br/2011/05/onda-gouinage-gays-que-preferem-outra.html

Desde já agradeço o seu carinho e tempo dedicados a nos gays capixabas, super beijo!

Comentários do Max: Tudo isso é, no mínimo, curioso. Uma vez saí com um rapaz que veio com essa história de só gostar de preliminares.

Achei aquilo muito estranho, confesso que não compreendi e até me senti incomodado, pensando que ele não estava satisfeito com meu corpo, por mais que ele fosse o parceiro que mais me tocou em toda a história da minha vida sexual.

Tenho certeza que alguns de vocês já passaram por essa situação, por isso, em vez de gritar pros quatro ventos: “Como assim você não quer sexo? Pessoas matariam pra colocar o pinto dentro deste corpo delicioso, bêu abor”, procurem conversar com essas pessoas sobre o tema acima.

body ody ody ody

body ody ody ody

Quem sabe você não ajuda uma alma perdida que não conhece o termo, e de quebra consegue um lugarzinho no Limbo?

Sim, no Limbo, porque no céu beesha não entra nem com nome na lista.

p.s.: Existe um grupo Gouine no Facebook, clique AQUI para entrar.

Guest Post: Estilo, modismo ou personalidade?


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104_homem-de-estilo-ricardo-pereira-deixou-para-tras-o-sotaque-portugues-pereiraO guest post de hoje é sobre estilo. Já havia falado algumas vezes sobre esse assunto aqui no BC, mas nunca fui específico. No post “Ninguém se veste só para se tapar” faço um ensaio sobre a relação entre liberdade individual e vestimenta. Quem não leu, leia.

O post é do Rafael, ele tem ESSE blog e me mandou o texto abaixo, vamos ler a opinião do rapaz?

Estilo, modismo ou personalidade?

“Não devemos acreditar apenas em palavras, em posição ou ideologia. É a personalidade da pessoa e suas ações o que importam.” (Daisaku Ikeda)

metalJá ouviu aquela conversa: Que tipo de música você gosta? Pagode? Coisa de malandro. Funk? Ah, funkeiro, sem cultura, mundano. Reggae? Coisa de maconheiro. Hã, Forró? Muito brega. Eletrônica? Coisa de frutinha. E o lendário Rock, mesmo hostilizado por ter seguidores góticos e arruaceiros, esse estilo musical é bem mais respeitado em questão de escolha para se ouvir.

6283073_460s_v1Já convivi muito com essas situações nas quais tinha amigos que eram influenciados e centralizados por uma cultura de “maria vai com as outras”. Ouviam o que era de modismo atual, ou que o outro mais popular ouvia.

Hoje presencio as caracterizações físicas de um estilo, muitos dizem que se vestir de preto, usar um dread ou pintar as unhas significam uma forma de se expressar, demonstrar a partir do contrário do convencional, ou até mesmo fugir da realidade e trazer ao mundo um outro personagem.

pagodeOu seja, o famoso “duas caras” musical que eu uso pra identificá-los. É simples,  tem aquele que mostra uma personalidade totalmente convicta dos seus gostos, solitário, pacato e que critica os pagodeiros, funkeiros e tem aquele que se esforça pra não ouvir outros estilos e a frequentar “tais” lugares.

Por outro lado, existe também aquele que no colegial somente coloca as músicas em seu Ipod (Metallica, Iron Maiden, Black Sabbath) com medo de seus colegas descobrirem o “cara” por trás da cabeleira e do coturno surrado. Mas ao chegar em casa coloca o CD do Belo e se sente o cara mais feliz do mundo.

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Untitled 3Ter personalidade não significa utilizar de meios materiais e nem ser um seguidor influenciado por terceiros. Pergunte a si mesmo, o que mais agrada aos meus ouvidos?

Curtir aquele pagodão não é preciso, mas aceitar a escolha dos outros é incontestável, não só por respeito, mas um dia aquele pagodeiro vai te convidar pra festa do bairro e se você continuar isolado em casa ouvindo Scorpion por “modismo” vai ter que se contentar com uma vida anti-social e infeliz, baseada somente num estilo.

Opinião da Max: R-E-S-P-E-C-T!

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=z0XAI-PFQcA]

P.s.: Gostou do texto do rapaz? Quer enviar um post também? Corra e mande seu texto para max_babadocerto@hotmail.com

Guest Post: A onda de sair do armário e duas consequências


tumblr_mfczveBT751qzpudzo1_250Eba! Pelo que parece vocês adoraram a proposta de poder enviar postagens para o blog. Recebi vários e-mails com textos interessantíssimos, que postarei mais futuramente.

Em falar nisso, se você não enviou seu post ainda, pode enviar quando quiser, os guest posts vão ser uma parte integrante do Babado Certo agora, okay?

Então vamos ao primeiro post, escrito pelo Wallace Zank.

Vale lembrar que a opinião dele não reflete a minha opinião, então, se vocês ficarem bravos, não descontem em mim! hahahaha

Segue o texto:

200px-Jean_wyllysNunca fui muito engajado em causas sociais, acho bonito, dizem que é in, tá na moda ser ongueiro, ativista social, uma onda de purismo e bondade invade nosso mundinho torpe e declinado.

Das atrizes globais aos menos afortunados das classes suburbanas, todos estão unidos de mãos dadas para o bem do nosso planeta. E não poderia estar fora dessa onde de ¨aceitação global¨ a causa da homossexualidade, afinal, o país que sedia dois dos maiores encontros mundiais pró a causa cor de rosa não poderia alienar-se a tudo.

roniquito-jogador-de-futebol-gay-avenida-brasilSendo sincero, me incomoda essa onda de falso-moralismo que assola principalmente os gays.

Se ouve muitos “saia do armário”, “se aceite como é”, “dê o primeiro passo”, algo que vem sendo acrescido pelos noveleiros que insistem em colocar personagens gays em seus folhetins vítimas de suas neuroses por carregar o fardo da sexualidade reprimida.

amat02O fato que causa meu desconforto é que grande maioria da parcela gay assumida, são formada de pessoas que não têm vínculo social, ou simplesmente não possuem carreira sólida, ou seja, são os famosos ¨porra-locas¨ que não ligam pra ninguém. E numa utopia quase que riponga acreditam que suas ações não influenciam o mundo externo da sua bolha de sabão, e que em sua ingenuidade creem que as ações dos outros não os atingem. Ledo engano.

Machuca?

Machuca?

Vamos ser sinceros, o velho dito dos “paus e pedras não me atingirão” é pura cascata, o que os outros pensam e falam sim, influenciam em nossas vidas (pelo menos em parte dela), isso é visível principalmente no meio ¨G¨, se você analisar bem quando alguém assume sua condição ¨purpurinosa¨ (o famoso gay trio elétrico, cheio de luz, brilho e musiquinha ambiente que o segue constantemente) a primeira atitude que o dito cujo tem é se refugiar nos guetos gays, é uma forma de autoproteção contra as possíveis críticas do mundo externo. Dando uma volta por grandes capitais brasileiras onde se é possível analisar melhor a ¨espécie¨ é possível observar o grande numero de gays, que trabalham em bancas de jornais, lojinhas de roupas e afins, ou seja, gays que não são lá modelos perfeitos de homens de sucesso.

Pra ser feliz...

Pra ser feliz…

tumblr_mex622IDyf1rm8g82o1_1280Talvez isso seja influencia lá dos estranja, gay no Brasil não sabia ser gay aprendeu vendo TV, aí veio aquela imagem estereotipada de gay bolo de caixinha, que anda rebolando, que age afetadamente que escancara o verbo, e o pior é a maldita sigla LGBT (gays, lésbicas, bi e transgênicos?!) que até hoje me dá  impressão que estamos falando de ¨frutas e legumes¨e não de pessoas.

Cada um faz o que acha melhor com sua vida, só sou contra ao extremismo quase militante dos ¨assumidos¨. A impressão que tenho é estão catalogando os gays e eu não sei. Só que penso que sua vida é algo que diz respeito apenas a você e aos seus entes queridos, e se ainda temos problemas com discriminação a despeito da cor de pele de um individuo quanto mais a sua opção sexual.

Para as colegas de plantão só um recado: sua vida não é um Big Brother: não diz respeito a todos, só a você.

tumblr_mesxi4MfvP1rb0jvjo1_500Opinião da Max: É… ele foi bastaaaaaante elitista no texto dele, e resumiu o gay assumido ao gay que dá pinta. E a tia Max já ensinou em vários textos aqui que a diversidade do meio gay é tão grande quanto a diversidade da própria sociedade. Sua sexualidade não influencia na sua personalidade, as experiências que essa sexualidade te oferecem é que vão influenciar.

tumblr_mf6do8WniN1qb6cnho1_500A tal pressão sobre a que ele fala não vejo como uma maneira de “catalogar” os gays, ou “fazer pressão” sobre os encubados. Nada disso, é uma maneira dos militantes mostrarem que o CERTO, numa sociedade ideal, seria que gay nenhum tivesse que assumir nada, assim como o hétero não precisa fazê-lo.

Entretanto, infelizmente nossa sociedade está bem longe de ser ideal, e por esse motivo, a única maneira de fazer as pessoas verem a homossexualidade com mais naturalidade é com um grande número de gays se assumindo e vivendo em meio a ela: da pintosa que trabalha na banca de jornal até a bombadona advogata que chupa os clientes héteros em viradas de noite lendo processo.

tumblr_mfgujk21Lm1qivspno1_500Quanto mais for visto, mais rápido se tornará indiferente. A pintosa ainda incomoda muita gente exatamente por causa do protecionismo comportamental do brasileiro, que não aceita e não está acostumado com as variações desse comportamento (basta observar como os héteros são previsíveis).

Aliás, é por isso que ela vai pro gueto, porque todo mundo tem auto-estima, sabiam disso? Pois é, a bichinha que chega na boate com sua blusinha fashion surrada só está ali porque é o único lugar que a beleza dela vai ser admirada, e onde ela pode fazer pegação sem sofrer bullying.

Não porque ela está triste e depressiva com a homofobia, procurando se isolar, como disse o autor do texto. Isso não a torna menos revolucionária e corajosa, todo mundo precisa de um pouco de paz de vez em quando, porque de segunda a sexta ela estará lá, pegando o Transcol, chocando e sociedade e lutando pelos direitos que você vai fazer uso futuramente.

E digo mais, se hoje você tem a opção de “escolher assumir” é porque muita pintosa deu a cara pra bater e se assumiu numa época que a opção era somente fazer escondido. Então, elas foram, são e sempre serão um segmento fundamental para a luta LGBT, e o mínimo que a gente tem que fazer é não repetir o comportamento separatista da sociedade.

Admire minha beleza

Admire minha beleza

Quando ele reclama que os militantes estão “catalogando” o gays, não observa que fez a mesmíssima coisa em todo o texto acima, ao dividir os gays em sistemas de castas aptas ou não a viver plenamente em sociedade e usufruir de todos os seus nichos.

Compreendem? Purpurinada ou suja de graxa, somos todos igualmente VIADOS na visão da sociedade. E não tem argumento elitista que tire isso de você. Como disse a Senhora dos Absurdos:

“Pode ser bonito, macho, rico, mas tirando todos os filtros, o que sobra é o viado puro, o extrato do viado.”

engole

Mas guest posts são assim chamados porque o que importa é a opinião do convidado, a minha resposta nada mais foi que um comentário num lugar diferente de onde vocês vão comentar.

Então, o que acharam da opinião do rapaz, gatiras?

P.s.: Gostou do texto do rapaz? Quer enviar um post também? Corra e mande seu texto para max_babadocerto@hotmail.com.

Proposta: Guest Post


Guest-Posting

Você gosta de escrever? Tem uma opinião interessante sobre algum tema que envolva os LGBT’s? Sempre quis ter um post seu publicado no Babado Certo?

Chegou a sua vez!

tumblr_llbba5EKK41qfnac5o1_400Nós do Babado Certo sempre agradecemos a participação de todos que nos enviam dicas de postagem e notícias que tem tudo a ver com o blog e, por esse motivo, resolvi dar uma chance para quem realmente tem talento ter sua opinião ouvida aqui por todos os nossos milhares de leitores.

Não é o máximo? Então, se você quiser participar, basta enviar um e-mail com seu texto para max_babadocerto@hotmail.com.

O texto deve conter um título chamativo e, caso queira que ele contenha imagens da sua preferência, basta anexá-las ao e-mail.

MSCARA~1Ah! Se você for encubada, não se acanhe, é só inventar um apelido pra si mesmo que vamos identificá-lo pelo nome que você escolher.

Coloque sua criatividade em prática, fale do que quiser, desde experiências próprias que te fizeram aprender mais sobre o comportamento dos gays brasileiros até comentários sobre notícias na mídia.