Julietas do cotidiano homofóbico brasileiro


Hoje no ‘Bom Dia ES’:

Clique para assistir ao vídeo

Esclarecendo o caso: as duas mulheres passaram a se relacionar há pouco mais de um ano e se conheceram, por ironia, numa igreja evangélica. Uma é professora e tem 21 anos. A outra é estudante e tem 17 anos, ou seja, é menor de idade. Entretanto, elas se querem, e por estarem em um relacionamento lésbico, que a família da estudante julga “errado”, como vimos no vídeo, não podem viver plenamente sua relação. Se fosse um relacionamento hétero não haveria problema algum em relação às idades (21 e 17). Mas elas são lésbicas e os pais se utilizam do subterfúgio da lei para separá-las. Triste!

Espero que o amor das duas passe ileso por tudo isso. Daqui um ano, elas poderão ser felizes. Que o amor vença a ignorância.

32 comentários sobre “Julietas do cotidiano homofóbico brasileiro

  1. Nossa dá mto ódio qdo vejo essas coisas. Eu realmente volto pra realidade que a gente vive. Cheia de preconceitos e de gente IGNORANTE PRA CARALHO. Ás vezes nossa família que deveria amar-nos incondicionalmente é a que mais aponta e acusa. ÓOÓOOOODDDDIIOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. A partir dos 13 anos completo o adolescente já pode ter relações sexuais com adultos. Então não sei qual a brecha da lei foi usada pra separar o casal.

    • A idade de consentimento é de 14 anos, não 13. Recentemente (coisa de uns 2 anos atrás) se alterou a lei que punia a “corrupção de menores”, tirando dos pais a prerrogativa de abrir processo contra maiores de idade em caso de relações consentidas com adolescentes entre 14 e 17. Se essa professora tivesse sido presa antes dessa mudança, ela estaria FRITA agora! Ficou óbvio que estavam a fim de enquadrá-la em alguma coisa – esse tal crime de “induzimento à fuga de menor” é extremamente vago e difícil de provar -, mas a tendência do Judiciário nesses casos de fuga amorosa entre menor e maior de idade, ainda mais quando a diferença de idade não é significativa, é de só abrir um processo pro forma e arquivar.

  3. Agora que a menina comeu…quer dizer, lambeu da fruta, ela não vai querer outra coisa!

    Achei engraçado a mãe falando da professora: Ela é profissional!

    Profissional de que?

    É muita ignorância!

  4. Daqui a um ano elas poderão ser felizes em são paulo na legalidade 🙂

    Ainda bem que não sou “normal” como este pai dessa garota, a ignorância não me faz parte.

  5. Quando eu tinha 21 eu namorei com uma menina de 17, são apenas 4 anos, não é julgado como pedofilia. O único problema no caso acima é a quetão do proficionalismo, entre professora-aluna. Mas se fosse um casal hetero, não teria tanta repercussão como teve. Um exeplo de falta de profissionalismo e pedofilia que aconteceu alguns anos atrás no colégio leonardo da vinci, com um professor (homem) e aluna (mulher) ninguém falou nada na mídia. E o caso não deu em nada, somente na demissão do professor, no entanto ele continuou no Darwin, que é a mesma rede de ensino.

  6. Bee boombadã

    Realmente estás correta quando fala de que adolescente pode manter relações sexuais até certa idade sem a conotação de pedofilia. Entretanto, como se trata de uma menor de idade, só a título de esclarecimento, ela ainda está sob responsabilidade dos seus pais, o que justificou a entrada do Conselho Tutelar e da Polícia no caso.

    Mas observei os posts deste caso e todos estão corretos; Se fosse um relacionamento hetero ninguém estaria nem ai. Como é um caso homo ai vem este falso moralismo de que minha Igreja não permite, etc…e talz….

    Nós do Fórum Municipal LGBT da Serra, solicitamos aos órgãos competentes que observe o caso com a seriedade que ele merece; ressaltando que esta adolecente tem o direito de amar a quem ela deseja e não ficar para satisfazer a vontade fanática de seus pais ou igreja, seja ela qual for;

    Entendemos ainda que a Professora em questão, apesar de ser autora de ato ilícito, ela também foi agredida verbalmente e fisicamente o que cabe uma ação contra seus agessores; para tanto deva acionar a Delegacia da Mulher, Secretaria da Mulher ou Defensoria Pública.

    No mais esperamos, como a maioria dos leitores do Babado Certo, indignados com o caso, que chegue um dia onde tamanha falta de bom senso e tolerância não chegue em nossas casas pela tv e nem no nosso cotidiano;

    Atenciosamente,

    A coordenação do Fórum Municipal LGBT da Serra

  7. É um absurdo como ainda hoje a sociedade lida com os homossexuais, é triste de ver como as família reagem ao saber que seus filhos são homossexuais e não consideram o amor como fato primordial na vida de qualquer pessoa. Como a professora t
    em 21 e a aluna 17, isso não é considerado pedofilia. 4 anos de diferença não é tempo significativo por lei para ser considerado pedofilia. Falta de profissionalismo, concordo, mas se elas estavam dispostas a fugir para terem uma vida feliz longe dos problemas, principalmente do preconceito da familia, isso sim deve ser amor. Afinal, se fosse entre um homem e uma mulher, a história seria diferente e a mídia nem teria mostrado. Fico triste de saber que a maioria das pessoas pensam que nem esse policial, e sim, é a maioria das pessoas! O maior preconceito que os gays sofrem é dentro da própria casa!!!

  8. Por isso tô rachando desse lugar maldito, chamado Brasil 🙂 Tirando os paises islamicos e uma ou outra federação, a homossexualidade é plenamente respeitada. ninguem fica de butuca na vida dos outros, vigiando o que tá fazendo ou não.

    Só aqui eu esá esse caos. Falta segurança e qq lugar, não se tem uma boa expectativa de vida, pois pode-se morrer a qq momento por bestialidades, incluin-se aí o desrepeito à sexualidade alheia.

    • #classemediasofre

      Não vá pensando que o problema é só do Brasil e que tudo se resolve indo embora dele!! Hoje não existe país seguro. Existem as bolhas de proteção, em qualquer lugar do mundo!

      Saia da bolha na Europa e uma barra de ferro estará te esperando… Trust me. Só sei do que vivi.

  9. A de 17 anos vai completar 18 acho que final desse ano ai eu quero ver o q os pais vão fazer. O tio dela sabia de tudo (ele é gay e inclusive apareceu no fundo do video kkkkkk). Conheço as duas, inclusive o pai da de 21 anos é candidato a vereador aqui do bairro, só espero q isso n atrapalhe a candidatura dele. A de 17 anos n é santa, eu já suspeitava faz muito tempo. E teve boatos hj aqui no bairro q a mãe da Gabrielly (a de 17) ta agora em Porto Seguro relaxando, pra esquecer essa história ¬¬
    E eles bateram na de 21.

    • Bateram? Se ela não processar a família + cachorro + gato + papagaio por agressão, difamação, agressão verbal até a terceira geração, eu mesma vou dar umas bolachas nela.
      Podem dar print na minha ameaça.
      Muahahahaha!

  10. Julia,
    Já que conhece as garotas envolvidas neste caso; seria importantíssimo incentivar a Professora Stefany para registrar queixa no Disque 100 e procurar auxílio também a Secretaria da Mulher da Serra (Tel.: 3318 9824), uma vez que ela foi agredida verbalmente e fisicamente.

    Nós do Fórum Municipal de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais da Serra temos contato com a equipe desta Secretaria e inclusive estaremos participando de um encontro lá na próxima Quarta Feira 10/10 às 14 horas. A Semmu fica em Laranjeiras em frente a Dadalto.

    Em relação a Adolescente fomos informados que ela será acompanhada por outros órgãos;

    No mais estamos para ajudar no que for possível nesta situação que indigna a todos nós.
    Atenciosamente,

    Coordenação do Fórum Municipal – forumlgbtserra@hotmail.com

    • Não tenho como incentivar, porque tinha mais contato com a Gabrielly, porque estudei na mesma escola que ela e era amiga da familia dela. Já a professora, só a conheço pq eu morava no mesmo bairro que ela e pelo pai dela. Não sei o que ela vai decidir sobre a agressão, mas a avó da menina disse q como ela foi agredida, n vai precisar responder por mais nada. Mas isso são boatos, n posso confirmar nada. Vou esperar a próxima entrevista.

  11. Ah, errei ali em cima. As duas não estão em Porto Seguro, estão no RJ (a mãe e a filha de 17 anos). E hoje a avó da menina me disse q vai passar outra entrevista na tv, eles vão vir entrevistar… Pq a mãe ta dizendo q foi PEDOFILIA. Me poupe.

  12. Ah, e a avó da menina disse q a tal entrevista vai ser no Fantástico KKKK Só n sei se é verdade. Será mesmo q vai pro Fantástico esse caso? Oo

  13. Isso me lembra um caso que eu vi por acaso na Sônia Abrão de uma menina ‘di menor’ q tinha um caso com a professora e a mãe da guria era sapatão estereotipada, oi?? Pensei: essa mãe quer é furar o olho da filha ou só causar mesmo pq não tem lógicaan isso.

  14. Julia e demais,
    Por isto que achamos importante quem tiver o contato desta jovem informar de procurar as autoridades de defesa da mulher, uma vez que ela também foi agredida verbal e fisicamente.

    Atenciosamente,

    Fórum de Lesbicas, Gays e Travestis da Serra/ES

  15. Serra/ES – 05 de Outubro de 2012
     
    N O T A   P Ú B L I C A
     
    “Triste esta época: onde precisamos nos esconder para amar
    enquanto a violência é praticada em plena luz do dia
    com o aplauso de uma grande  maioria”
     
     
    Pelo presente nos manifestamos publicamente em relação ao caso envolvendo a adolescente G.R.N (17 anos) e a jovem Stéphanie André Correa, ambas moradoras da Serra/ES, que tiveram suas vidas expostas na mídia nesta semana, por um suposto envolvimento afetivo.

     
    Lamentamos que o caso tenha tomado tamanha proporção, conotação negativa, agressões verbais e violência física; ainda mais quando naquele mesmo dia e horário quando elas iriam para São Paulo, há poucos quilômetros dali da rodoviária, milhares de pessoas estavam nas ruas reivindicando o direito de gostar e amar como bem condiz com nossa natureza humana no VI Manifesto LGBT de Vila Velha/ES.

     
    Analisando as colocações dos genitores e familiares da adolescente percebemos que não se trata apenas da questão da responsabilidade dos pais para com seus filhos, conforme prevê a legislação brasileira;  mas sim uma grande incompreensão dos familiares em relação ao sentimento da adolescente, uma vez que a todo momento se referiam ao envolvimento delas com frases moralistas e preconceituosas em relação aos relacionamentos homoafetivos em geral. Vimos também a reprodução de um discurso fundamentalista corrosivo que quer tornar relações de amor e afeto em doenças e pecados, sem perguntar o que de fato as pessoas sentem e querem.

    Algumas perguntas mereciam ser feitas: o que levou as duas jovens a querer sair do estado? que vida elas levaram antes com suas famílias que as conduzissem a esse extremo? como estão essas jovens agora, principalmente a adolescente, depois de depoimentos de ódio dado pelos familiares? o fato teria a mesma repercussão se se tratasse de um casal heterossexual?
     

    Neste sentido apelamos para as autoridades responsáveis por este caso; que o analise não somente pela óptica criminal de subtração de incapaz; mas sim com o olhar do preconceito e da intolerância com as diferentes formas de amar, que ainda reina em nossa sociedade;

     
    Atenciosamente,

     
    Coordenação do Fórum Municipal pela Cidadania de
    Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais da Serra/ES.

  16. Ai, bobagem. Quando a estudante completar 18 anos, vai correndo para os braços da professora (FATÃO). E se isso não acontecer, no minimo o que acontecerá é essa menina ficar com um MARGINALzinho, que fará um inferno da vida dela… E o pai vai amar né, porque ele é homem, e homem pode.

    INDIGNAÇÃO.

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