Os encubados e o Dia dos Namorados


O Dia dos Namorados chegou! E eu sei que é estranho logo eu, a solteira mais orgulhosa de Vitorinha, falando disso. Mas esse post não é para fazer um ode ao amor e ao relacionamento sério no Facetruque, deixa isso pra casada da Dé.

Todo ano é a mesma ladainha entre grupo das recalcadas que dizem amar ser solteiras, mas vão passar a terça-feira num bar pé de porco bebendo e reclamando da vida, e do grupo das namorandas, que passam a semana inteira fazendo declaração de amor no Face, mas rodam o koo mais que a saia da Pomba Gira quando um boy dá em cima delas pela Truth Box.

E as encubadas? Elas estão escondidas em Nárnia, mas nem por isso são incapazes de amar. Aliás, são as que mais namoram, afinal, é muito mais seguro ter uma pica na mão que duas te adicionando no Facebook de família.

Por isso, resolvi fazer uma das minhas amadas listas separando em categorias o comportamento delas no Dia dos Namorados, vamosh começar?

Lá vem a preconceituosa da Max

A Solteira: Está quase casada, morando junto e se bobear já adotou o filho do marido ativo, mas no Dia dos Namorados sempre posta que foi dar uma volta no shopping ou comer num restaurante japonês com o “brother”, pra comemorar a solteirice.

A Discretona: Não comenta nada, não comemora nada. Mas pode apostar que durante o dia ela vai postar sobre algum presente que ganhou: “Ganhei uma caixa personalizada da Heineken, irada!”… não se sabe quem deu, quando deu ou porque deu. Só ela acha que ninguém desconfia.

A Alcoólatra: “Vamos beber porque namorar tá foda!”. Vai na fatura do cartão de crédito dela no fim do mês pra ver quantos pseudônimos de motel você vai encontrar. Soube que o do Status é um nome de borracharia.

A Sonsa: Tem o namorado no Face e mil amigos gays em comum. O namorado assumido posta uma foto dela com ele e uma declaração de amor embaixo, mas ela pede pra não marcar, não comenta e finge que não viu, tudo “pra não dar pinta”…

A Alfabética: Faz uma declaração linda, mas toda vez que vai falar o nome da pessoa coloca só a primeira letra do nome: “Te amo muito, B., não sei o que seria da minha vida sem você”. Tsá boa, né?

Já manjei sua rola e cê nem viu, bee!

A Pessoal: Não cita nomes na declaração, mas toda vez que vai falar do namorado, em vez de usar adjetivos e termos no masculino substitui tudo por “a pessoa”. É a mesma que no churrasco da família, quando a tia evangélica pergunta “E as namoradas?”, ela responde: “Estou namorando uma pessoa maravilhosa”.

A Comunicóloga Cineasta: Como todo mundo já desconfia da sexualidade dela por ser da Comunicação Social, ela faz a koolt e posta o curta “Não Quero Voltar Sozinho”, usando o respeito à diversidade para sair pela tangente. Mas mal sabem as amigas que à noite quem procura a bengala do ceguinho é ela.

Je T’aime de cu é rola

A Musical: O mural dela é como se não existisse Dia dos Namorados. Mas todo dia doze, em alguma hora do dia, pode procurar que você vai achar alguma citação de música romântica.

E, por fim, A Hipster: Foto no Instagram de coração recortado em cartolina vermelha, escrito ‘Je T’aime‘ no centro. Dá vontade de dar três tiros no monitor, de ódio desse ‘Je T’aime’.

Já viu alguma coleguinha encubada com esse comportamento? Já viu com algum comportamento que eu ainda não vi? Me conta aí nos comentários!

Matt Bomer se assumiu!


Você deve estar se perguntando, “Matt WHO?”, mas eu tenho certeza que toda noite, enquanto está zapeando de madrugada pela Globo ou pela Fox Brasil, você sempre fica toda molhadinha quando vê o protagonista DESTE SERIADO:

Pois é, nós também, nunca entrou na nossa cabeça que um homem tão perfeito, de traços pintados a pincel, fosse hétero. E, para o delírio do nosso Gaydar, ele se assumiu durante uma premiação:

Clique para assistir o vídeo do momento do outing

PONTO NO PLACAR GERAL PARA AS MEEEEEENIIIIIINAAAAAAAS!

Via EGO, dica da Aloca da Chapeuzinho

Como reconhecer um encubado?


Depois do sucesso do post “Como reconhecer uma lésbica“, e devido aos VÁÁÁRIOS pedidos da versão masculina, resolvi criar uma lista…

Bem, reconhecer uma bee transloucada e feminina é muito fácil, mas e quando a bill não dá pinta (-NOT)? Como fazer para perceber os detalhes que contam pontos para a homossexualidatdchy da gay?

Vamos catalogar juntchêenhas? (Postem mais dicas nos comentários)

1 – Antes de tudo, a premissa INVARIÁVEL: Hip’s don’t lie! Sim, gatas, o rapaz pode ser um boy chucro que coça o saco e cospe no chão, mas ele sempre vai dar uma quebradinha de quadril quando parar de andar (com perninha flexionada).

2- Pescocinho torto nas fotos. Toda gay quando tira foto sorrindo dá uma viradinha “fat family” no pescoço. Não me pergunte o motivo, mas observem pra ver se não estou certa.

3- Síndrome de Jade: As mãos NÃO param de dançar e se remexer no ar. Pode ser andando, falando ou até mesmo lendo um livro, quando ela for passar a página os dedos vão deslocar de tal maneira que por pouco não se considera uma crise de artrite.

3- Com ou sem franja e/ou cabelo comprido, a bill VAI consertar o seu penteado imaginário, ALL THE TIME!

4- Quando se refere a alguém recentemente conhecido (geralmente peguete) refere-se como “a pessoa”. E isso também vale para quando elas falam delas mesmas: “porque eu sou UMA PESSOA assim”, sem nunca determinar o gênero do sujeito, pra poder usar a palavra no feminino.

5- Apresenta namorado como “amigo”

6- Conversa com outros homens usando gírias como “brother, brow, meu, cara, etc”;

7- Sempre quando o assunto parte pro lado da sexualidade, eles dizem: “ah, isso não se discute, cada um é cada um e todo mundo merece respeito”, tentando se esquivar da discussão ou tomar um lado de “militância”.

8- Usam a frase célebre: “O que as pessoas fazem entre 4 paredes não interessa a ninguém”, como se sexualidade fosse resumida a sexo (MELKOO);

9-  Ficam desconfortáveis na presença de gays abertamente assumidos

10- “Não precisa ser bichinha pra ser gay, sou macho e gosto de macho”. Como se ser “bichinha” fosse uma escolha e não uma construção social lenta e complexa.

11- São extremistas. QUANDO podem, e estão bêbadas o suficiente, passam o rodo nas mulheres do rock pra não levantar suspeitas (mal elas sabem que isso só piora a situação, hahaha). Ou, na maioria dos casos, tentam mostrar um romantismo exagerado por meio das redes sociais mais over, por exemplo: Comunidades “Adoro namorar no frio”, “Sou pra casar”, “Chuva, cobertor e um bom livro” e, É CLARO, “Adoro cozinhar”.

12- Solta a franga em momentos inusitados: quando o celular vibra, quando se estressam, quando são assaltadas, quando se assusta com alguém tocando no ombro, quando ouvem algum barulho alto, e inúúúúmeros outros.

13- Falam  que vão pra boate “todo fds” porque gostam de dançar;

14- ao beijar uma mulher, colocam delicadamente a mão no pescoço e a outra mão EXATAMENTE na cintura, nem mais pra cima, nem mais pra baixo;

15- Ah, e por fim, vão pra Move “porque a música é fooooda”.

E antes que vocês digam que você ou seu amiguinho são encubados e não fazem o que está na lista, me poupe, garáleo, isso é o que a MAIORIA faz. Não tenho culpa se a senhora é “sem rótulosh” e não compactua com nada.

Enfim, sou assumidãm e só tenho um recadinho pras encubadas:

Dica e co-confecção com a Ana (sapa também, mas não é a Carolina)