Amor gay, amor político!


Antes de mais nada, ouçamos a canção Gayana, escrita por Rogério Duarte e gravada por Caetano Veloso (que está no último álbum do artista, o ‘Abraçaço’):

A canção é a expressão típica da paixão homossexual. Ainda que o amor de casais gays  “não tenha fim”,  seja maior que “terra, mar, céu e estrelas”, “maior que tudo que há”, como qualquer amor romântico, há sempre a chance de “alguém condenar”, já que, de certo modo, a expressão de amor entre pessoas do mesmo sexo é vista por alguns setores da sociedade, como bem sabemos, como errado, quase que proibido.

Quem ama ou já amou sabe, entretanto, como diz a canção, que  chega um momento em que “não dá mais para esconder”… O sujeito da relação fica então dividido: manter em segredo (muitas vezes em consideração ao outro da relação que é enrustido) ou gritar seu sentimento aos quatro ventos. Muitas vezes é em nome de um amor que pessoas deixam seus armários, para viverem suas paixões. E daí que começa o “problema”.

Ao escolher viver publicamente seu amor, o casal gay tem duas escolhas. Numa ele liga o foda-se, não importando-se com o que os outros pensam e passa, porém, a viver essa relação em ambientes de gueto, onde se relacionam apenas com pessoas que compartilham da mesma condição ou não se importa com ela, deixando assim de estar em certos espaços. Numa outra, para não abdicar de suas relações, ele tem que “negociar” com seus pares – amigos, família, colegas de trabalho – formas de estar junto, muitas vezes tendo que abrir mão de carícias e demonstrações de afeto públicas.

Infelizmente, nossas relações ainda não são vistas em todos os ambientes como a relação dominante e a necessidade de se fazer política é constante a fim de manter boas relações de convívio. E é por meio de diálogo e buscando coexistir que vamos ganhando afeto e, por conseguinte, liberdade.

Isso se deve muito ao fato de que a sociedade coloca o gay como metonímia de TODA a comunidade gay, ou seja, a parte representa o todo. Se alguém hétero trai, ele é safado. Se um gay trai TODOS os gays são promíscuos. O peso sobre nossas relações é maior, pois carregamos a imagem de milhões de outros conosco.

Porém, seja como for, nunca deixem de dizer aquele sentimento que tem àquela pessoas especial: “Eu amo muito você!”. Doa a quem doer, seja como for. O amor gay é, acima de tudo, um amor corajoso!

Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Namorar Encubado]


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Hummm, polêmicaaaaa. Vou falar daquelas que fazem parte de um terço da quantidade de leitoras do Babado Certo: As encubadas.

Namorar uma encubada não é fácil, eu mesmo já tive um romance tórrido com um boy em Nárnia. Viajávamos, bebíamos em praias desertas, tivemos experiências sexuais fascinantes… tudo escondido.

e agora

E como vocês JÁ conhecem a Max, que tem A de Aparecer no nome, não aguentei muito tempo nessa lenga-lenga.

Esse é o caso do e-mail de hoje, uma beesha que (pasmem!) está envolvida com um policial: Não existe nada mais sensual que militar, talvez seja por causa da quantidade de militares na minha família, a gente meio que cria uma ideia de que aquilo é o ideal.

Vamos ler? (observem com atenção as passagens em negrito)

Olá querido Max! Boa tarde!
Estou com um enorme problema na minha vida amorosa. Vou contar desde o começo.

Meu pai e policial civil (investigador) e sempre teve muito orgulho de mim pelo fato de eu ser o filho exemplo dele: faço faculdade de odontologia e sempre sou muito responsável. Ele costumava me levava as festas do quartel, do final do ano… Enfim, numa dessas festas eu conheci o L.C  que também é policial. Ele e meu pai são super amigos, ele frequenta minha casa e tudo, tem uma namorada, mas estão terminando. Onde eu entro nessa história.

Nós fomos nos conhecendo melhor e ele sempre me dizia que tinha uma enorme ‘curiosidade’ de ficar com um gay (papo de hétero que quer pegação) e eu, como num sou fraca, matei a curiosidade dele (isso tem 1 ano quase). Desde então a gente vem ficando e se envolvendo cada vez mais. Já matei aula pra ficar com ele, ele já faltou serviço pra ficar comigo. Mas tudo sempre escondido

Ele fala que ta terminando com a namorada, mas nunca vai ser possível de a gente se assumir, porque ele é de uma familia muito tradicional de Vitorinha, e pelo fato da profissão dele, ele poderia se prejudicar. Mas eu sei que eu gosto dele.

Nos presenteamos, comemoramos datas festivas juntos, passamos o reveillon juntos no Rio, trocamos mensagens o tempo todo, ele me liga todos os dias… é  um príncipe.

Mas tudo escondido. Eu gosto muito dele e sei que ele também gosta muito de mim! Tenho medo que meu pai descubra e acabe com a amizade, mas sinto essa necessidade de ter alguém que possa sair comigo, que eu possa apresentar para os meus amigos…

Max conto com a sua ajuda para tentar resolver este dilema na minha vida!

enrolada

No cu da cobra

Oh, bee, sinto lhe informar, mas você é só o Personal Cu dele. Ele te tratar bem, te presentear, é mais uma amizade que um relacionamento amoroso, provavelmente o melhor amigo que ele já teve: quais dos colegas de trabalho dão o koo quando ele pede, né?

O interessante, minhas leitoras, é que em nenhum momento do texto ele diz se o cara disse que o ama, e a gente sabe que beesha quando ouve um “eu te amo”, faz questão de contar.

UM FUCKING ANO que vocês se pegam, UM FUCKING ANO dele dizendo que vai se separar namorada, UM FUCKING ANO te comendo e te usando como acompanhante de luxo, UM FUCKING ANO te enrolando.

Ele não vai se assumir, não nessa profissão, digo por experiência própria de quem nasceu em uma família composta por 90% de militares: Eles NÃO se assumem de jeito nenhum. Esse é um meio extremamente machista e com vários casos de abuso de poder, o militar para se assumir hoje tem que ter as bolas do tamanho da Jabulani da última Copa.

Antes e depois de se assumir

Antes e depois de se assumir

Ah, Max, mas teve o caso do casal de militares gays que se assumiram e casaram em Vitorinha

Tô sorrindo, mas minha vida amorosa é um cocozão

Tô sorrindo, mas minha vida amorosa é um cocozão

Um caso, um único caso, pautar sua vida em exceções é o mesmo que acreditar em filme com a Julia Roberts. Me mostre pelo menos 5 que eu acreditarei na hipótese dele também se assumir.

Portanto, bee, namoro de assumido com encubado dificilmente termina bem. São raras vezes que o encubado sai do armário, porque eles dizem que vão se assumir quando conseguirem sair da casa dos pais, depois só quando comprarem a própria casa, depois só quando tiverem um milhão na conta… e nisso você vai ficando velha e não viveu um relacionamento plenamente.

Quando no fundo pra muitos deles o que falta é apenas conquistar o amor-próprio e o orgulho que vão dar a coragem para falar.

Que prateleiras desconfortáveis, né?

Que prateleiras desconfortáveis, né?

E isso não se conquista com salário ou casa própria, pois sempre vai ter um empecilho (e essa dica vai pros encubados que leem o blog, não se enganem com a ideia de independência financeira, o que você precisa pra se assumir está dentro da sua cabeça, não da sua carteira).

Se você está sentindo sinais de necessidade de sair de mãos dadas com seu namorado na rua, é porque já está na hora de parar antes que você se machuque, aliás, não necessariamente parar, mas mudar a situação: ou ele se assume ou você vaza.

Depois que estiver envolvido demais ao ponto de virar aquelas amantes de novela do Manoel Carlos, que esperam mais de 20 anos pelo divórcio do cara com a esposa, não diga que eu não avisei.

A pergunta que você tem que se responder é: Quanto tempo você quer e tem para gastar?

O tempo tá passando, Rabesh:

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Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Mercenárias]


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Quem não gosta de dinheiro? Eu amo!

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Dinheiro com amor então, é o sonho de qualquer capitalista. Mas e quando o dinheiro é o centro de um relacionamento amoroso, será que funciona pras duas partes?

Há que quem diga relacionamento deve se basear em amor, a aqueles que admitem que hoje em dia não se consegue ninguém sem pagar uns drinks.

Por isso a trilha sonora desse post vai ser o vídeo abaixo. Leia o e-mail do leitor enquanto ouve a música:

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=92W1wN_elYo]

(As partes em negrito são importantes pro final)

Bom, há 9 meses eu me apaixonei por um rapaz mais não sabia como chegar nele e tals. Tipo, ele tinha pinta de hétero e tudo, tinha namorada até a traia com outras garotas.

Tenho maior pinta de hétero, ninguém sabe que curto caras, ninguém mesmo. Um certo dia eu estava no mercado quando vi uma mensagem no meu celular, ele perguntando se eu tinha R$100 reais para arrumar pra ele, que depois ele me pagaria. Eu, como queria um pezinho para me declarar pra ele, dei prontamente.

Uma certa noite eu tinha bebido um pouco, foi quando fui para o meu quarto e comecei a conversar com ele por sms, e conversa vai conversa vem, falei que o que ele precisasse de mim era pra ele pedir sem vergonha, ele perguntou se poderia pedir mesmo, disse que sim.

A partir daí ele começou a me pedir dinheiro cartões de celular e tal. E eu dava tudo q ele pedia. Numa certa noite me declarei pra ele, ele falou que já tinha sacado, só de um cara dar as coisas para o outro.

Foi quando começou o tal relacionamento, nos falávamos mais pelo telefone. Passando um tempo perguntava o ele sentia por mim, ele falava que era carinho nada mais.

O tempo foi passando e eu continuava a dar as coisas pra ele. Uma noite ele marcou de vir no meu AP e fizemos sexo pela 1 vez. Ele me beijou tudo com maior carinho.

Só que nesses nove meses pra cá que estamos nessa, ele fala que sou a vida dele, que sou o amor da vida dele, ele me chama de amor fala que me ama direto, todos os dias vem aqui em casa. Mas sabe quando você não acredita?

Ele fala que só tá comigo, que não tá com mulher nenhuma, que me ama e quer ficar o resto da vida dele comigo. Mas nos últimos dias descobri que ele tá saindo com uma garota! Ele morre negando.

Me ajuda, eu to com dúvida se ele me ama mesmo. Ou ele só tá comigo pelo meu dinheiro porque dou te tudo pra ele, tudo mesmo! Roupas celular dinheiro, bastante dinheiro.

Me tira essa dúvida ele sempre só saiu com mulheres o primeiro cara na vida dele sou eu. E ele é daqueles que quando falo que vou deixar ele, ele fala que vai me matar, que ele nunca vai me deixar em paz.

Só não sei que toda essa declaração que ele me faz é por mim mesmo, ou é pelo meu dinheiro. Ah, outra pergunta, ele me beija, me abraça assistimos filmes abraçados! Tudo que um casal de homem e mulher faz! ele só me penetra e não gosta que eu toque na bunda dele.

Ele é HÉTERO? ou do quê posso chamá-lo?

Sinceramente! Selo Caralho Dourado Voador pra esse boy! Pegou a beesha pelas duas pernas e sacudiu pra arrancar o dinheiro, que nem no desenho do Pica-Pau:

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Parabéns

silvio santos 2Antes de qualquer coisa: A sexualidade dele não está definida, e você só vai conseguir defini-la quando fizer o que eu digo no final desse post. Existem 4 possibilidades: Hétero mercenário, buraqueiro mercenário, bissexual que gosta de você, ou bissexual mercenário. Gay ele não é, a gente já entendeu pelo seu texto.

Agora, você está impressionado demais pro meu gosto com a traição. Se ele fazia o mesmo com a namorada anterior, o que te fez pensar que o caráter dele fosse mudar magicamente por causa de você e das suas notas de 50 reais? Aliás, você já deveria ter se tocado desde o primeiro telefonema dele te pedindo mais presentes.

HOMEM DINHEIRONão se iluda achando que ele só descobriu que você gostava dele quando começou a dar presentes não. Homem sabe desde o começo, eles sentem que a gente fica tosco quando fala com eles, sentem que a gente exala feromônio que nem uma gata no cio. São todas coisinhas que a pessoa que a gente gosta percebe.

Pelo seu depoimento me parece é que ele se aproveitou da sua generosidade para conseguir o que queria, por que ele nunca te deu nenhuma demonstração de sentimento ANTES das garoupas pularem na rede dele?

Mas não vou negar a possibilidade dele gostar de você não, que tal fazer um teste?

Feche as torneiras! Por uns 4 meses, feche, diga que está passando por dificuldades financeiras e não pague mais nada pra ele. Observe como ele vai te tratar nesse período de vacas magras.

  • Se ele continuar com você, te der apoio, fizer o que puder para contribuir com a sua renda, ele te ama.
Love

Love

  • Se ele começar a jogar na sua cara que antes não era assim, começar a arrumar briga à toa, dando motivo pra separar (porque é lógico que ele não vai dizer que estava com você por causa do dinheiro, mas vai inventar outras razões para te largar), ele sempre amou o seu aqué!
pé na bunda

Pé na bunda, já!

Dica Bônus: Se for a segunda opção, meu conselho é:

dor!

Guest Post – Quem faz o passivo?


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Vocês são muito viciadas nesse site! A gente fica 20 horas sem postar e as beeshas já comentam cortando os pulsos, pedindo por post.

Calma, galerãm, nós também temos virilha pra depilar e boy pra aquendar!

Hoje o Retrato Falado vai contar a história do Brunno, um comentador ATIVO (em vários sentidos) que passou por uma situação bem interessante!

(Vale lembrar que esse post tratará de ativos, um grupo não ainda confirmado existente pela ciência, por esse motivo entrará na categoria de Lendas e Folclore Gay) 

Cata o texto do Brunno:

Desde que fui construindo minha identidade sexual de acordo com diversas experiências, notei sempre uma preferência maior sendo o ativo no sexo com homens, e na grande maioria dos casos, a atração era por gays mais novos, mas não deixava de observar mais velhos que sempre chamavam a atenção em algo, mas a atração sexual era mínima e insuficiente para uma investida, e quando eu era investido, a recusa era imediata, observando a preferência por mais novos.

Tô contigo

Tô contigo

Sempre me mantive aberto quanto à questão ativo/passivo/versátil, levando em conta um ideal que eu sempre carreguei de que o gay masculino pode sim ter uma relação sexual com outro homem e se satisfazer das duas formas.

Estamos nós acostumados com os velhos estereótipos de que a gay folclórica será sempre a passiva e o bombado será sempre o ativo, e eu sempre tive o perfil de cara sem muitos trejeitos femininos, de certa forma era um jeito inconsciente/consciente de tentar atrair gays com mais trejeitos femininos, como eu preferia, e eu imaginava assim eu afastaria também as gays mais masculinas.

Sou femininãm, topa?

Sou femininãm, topa?

Zorro

Luta de Espadas

Tudo mudou quando conheci um rapaz doze anos mais velho do que eu, que de cara não me atraiu justamente por isso e por ser masculinizado. Mas a partir de uma conversa passei a vê-lo de forma mais interessante.

Fui bastante relutante para não ficar, pois eu sabia que não ia dar em nada, no máximo beijos, mas acabei saindo com ele e aos poucos me envolvendo e aumentando a vontade de fazer sexo com ele.

Na primeira oportunidade de transarmos ele foi logo se declarando ativo, não me importei porque eu estava muito a fim, e na hora da transa acabei tendo atitudes que pudessem levar ao versatilismo de ambos, como tocar na bunda dele e simular uma penetração nele.

Mas ele se esquivou de tudo isso, até culminar na declaração de que ele não gostava de nada daquilo, inclusive não fazia sexo oral, apenas recebia, e dizia que ele preferia que o outro fosse uma mulher com ele.

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mghConfesso que fiquei bastante desapontado, mas acabei deixando naquele dia movido pelo tesão no corpo dele. Ao passar do tempo nos encontramos diversas vezes, saindo para passear e conversar, aumentando o envolvimento, mas sexo mesmo acontecia poucas vezes, mas quando acontecia, ele era sempre o ativo-nada-liberal.

Em dado momento percebi que eu tinha me tornado a passiva do pedaço, mas que eu gostava bastante de me relacionar assim com ele, sentia prazer de verdade, e que o que me causava desconforto algumas vezes, era por causa do possível julgamento alheio de que a passiva é submissa e usada.

Somente quando passei a me desprender desses estereótipos foi que passei a ter uma relação bem intensa e proveitosa com ele.

Infelizmente ele faleceu de forma trágica, e depois de me recuperar, voltei a me relacionar com gays mais novos do que eu, e prefiro ser o ativo com eles.

Comentários da Max:

quadradimTodo mundo já teve aquela pessoa, encostada pela Pomba Gira, com quem você faz tudo aquilo que nunca se imaginaria fazendo com mais ninguém. Só me cortou o coração ler a narração de um ativo se tornando versátil assim, sem nenhum aviso para pessoas com problemas cardíacos.

Esse tipo de heresia dá uma revolta dentro da gente, né? A gente que é passeeva lê uma porra dessas e fica pensando: Se eu estivesse lá já teria sentado na pica dos dois e ninguém discutiria mais nada além de quantos centímetros eu tenho de profundidade.

Por mim ele já ganhou um vale-quadradinho-de-8 por ser uma das poucas pessoas que fogem do clichê: “Não sou e não curto afeminados”.

Aliás, se ele escrevesse que gosta de qualquer outro grupo, ganharia o vale, porque eu valorizo gente exótica.

Enfim, nada me incomodou mais que a maneira que o falecido tratava ele. Quem nunca pegou aqueles ativos que querem te tratar como uma mulher, e o pior, como uma mulher machista e submissa?

Não é fácil de engolir, nessas horas bato meu pau na mesa e grito: Eu sou homem, garáleoããããm!

(Veja o vídeo abaixo pra dar mais ênfase ao discurso)

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=0gNqCxaZUJU#t=6s]

Relações opressivas


opressãoPrimeiramente eu quero dizer que eu estou orgulhosíssima de vocês quanto a reação ao último Guest Post. O desconforto de vocês foi exatamente o que eu esperava quando postei o texto.

Tudo isso foi uma preparação para o post de hoje, vou falar sobre relações opressivas, relações de poder mesmo. E nada mais opressor que a relação médico/enfermeiro-paciente. Observem que inicialmente o autor do conto fica super desconfortável com a atitude do enfermeiro, mas se permite deixar tocar, porque acha que é um procedimento.

Nessa relação existe uma relação de extrema submissão, na qual o paciente (já de avental e despido de sua identidade) se permite ser tocado independentemente das suas vergonhas, pelo bem de sua saúde. No caso abaixo o menino acabou gostando e tal, mas e se ele fosse hétero? A história não seria tão sensual, né?

5978-000475Relações de poder estão presentes o tempo todo nas pequenas coisas da vida, até mesmo no seu círculo de amizades existe o amigo que determina a maioria das ações, é o líder. Até aí tudo bem, tem gente que é sonsa mesmo e precisa de um guia pra tudo, mas e quando existe o abuso desse poder?

Todo mundo tem aquele casal de amigos no qual um dos dois sofre com o abuso de poder do outro. É a obrigação de dar as senhas das redes sociais, é o controle quando o outro vai ao banheiro na boate, são as proibições de se sair sozinho. A gente não entende POR QUE aquele demônio aceita esse tipo de ordem!

vazioNossa, não tem coisa que me dê mais ojeriza que casal que entra em Transcol agarrado um atrás do outro, que nem duas moscas cruzando. Onde a menina vai o idiota vai trepado atrás dela, num calor de 40 graus, dentro do ônibus. Me dá vontade de dar um socão e falar: LARGA ELA CAPETA, deixa a racha respirar!

Vaginas precisam de ambiente arejado, senão lotam de cândida.

Conversando com meu amigo psicólogo, perguntei a ele por quais razões uma pessoa se permite submeter a esse tipo de relacionamento tão degradante. E ele me impressionou quando disse: Não é degradante para o oprimido!

Ai... essa psicologia...

Ai… essa psicologia…

carinhoChoque de monstro total! Aquela sua amiga que recebe ordens do namorado sente PRAZER nesse tipo de relação de opressão. Na cabeça dessa tosca receber as ordens desperta nela muito mais um sentimento de carinho que de opressão, ela se sente cuidada pelo parceiro.

É, mas é aí que começam as relações com agressão. E, por mais que possa existir também um suposto prazer nisso, ninguém deve aceitar ser agredido por ninguém, muito menos por alguém tão próximo.

Então, gatinha, se seu namorado te obriga a vestir o que ele quer, controla seu comportamento, seu celular, seus cartões de crédito, suas amizades, entra no seu Facebook todo dia para ler suas conversas pessoais, dê um basta nisso já!

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Imponha limites, porque por mais que você se sinta cuidada e compreenda que a preocupação dele é por amor, você está criando um monstro que mais cedo ou mais tarde vai se voltar contra você.

Qual a importância do sexo na sua vida?


Você gosta de sexo? Quanto? Entraria numa relação sem ele?

transPelos inúmeros posts já escritos aqui eu pude perceber que não entrariam. Numa postagem sobre transexuais female to male, eu fiz uma pergunta ao final do texto: “Você namoraria um homem transexual?”

A maioria absoluta dos leitores afirmaram que não, porque o homem transexual, apesar de muito parecido com o conceito social de homem, não possuía pênis. E o pênis, que aí representa o sexo, é o ponto central de qualquer relacionamento.

A importância dada ao sexo é tanta que basta observar como são as relações em chats de pegação. A primeira pergunta é sempre sobre a preferência do outro na cama. Se ambos são passivos, nem adianta, é certeza de que o relacionamento não passará dali.

Mas entre as lésbicas essa dicotomia ativo X passivo não é tão determinante. Vocês sabem por quê?

"Como é bom ser passivo"

“Como é bom ser passivo”

gay 1Desde pequenininhos nós sentimos que somos diferentes da maioria, não é verdade? Enquanto somos bombardeados por uma noção heterossexista da sexualidade, percebemos desde muito novos que não nos encaixamos naquilo ali.

Tirando a parte do gênero sexual, basicamente nos ensinam que num relacionamento existe o “penetrador” e o “penetrado” e, principalmente para os meninos, aprendemos que ser o penetrador faz parte do “ser homem”: é quem domina, quem dita as regras da relação… é quem participa ATIVAMENTE do sexo.

passEnquanto isso o penetrado é quem aceita passivamente essas ações. Ou pelo menos é o que se espera teoricamente, néam? Mas a gente sabe que macho nenhum bota moral na gente.

As meninas mal são submetidas a esses conceitos determinantes do sexo, e quando são é pra ouvir que mulher não deve fazer sexo. São castradas pela sociedade, como se a vagina fosse imaculada demais para servir como órgão de prazer.

Sexo aí tem uma relação ruim com o caráter: quanto mais uma mulher procura sexo, menos respeitável ela se torna. Talvez seja por isso que elas são mais abertas quanto a necessidade de se escolher um lado da relação, e vêem o sexo sob um aspecto mais amplo que não somente o que determina o sucesso de um relacionamento.

Come de tudo :)

Come de tudo 🙂

Os meninos, pobrezinhos, são treinados desde cedo que existe uma ligação boa entre caráter e sexo, é quase que obrigatório para ser respeitado que o homem tenha uma vida sexual ativa. Um homem, mesmo que exijam dele a monogamia, é o tempo todo criado com a ideia de que o indivíduo do sexo masculino deve procurar e sempre praticar sexo, independente se com uma ou quinhentas pessoas.

anigif

tumblr_m7j00hvTnC1qfy2kdo1_r1_500Isso nos influencia diretamente! Mesmo que depois nos descubramos passivos e, por esse motivo, soframos o mesmo preconceito que sofre uma mulher que faz muito sexo. Nós ainda somos homens, e o ato de trepar é quase que uma forma de auto-afirmação na sociedade, inclusive em grupos marginalizados.

Eis o motivo: Ninguém nunca nos ensinou a homossexualidade. Nosso conceito de sexualidade é todo baseado no que os nossos pais e a sociedade, na maioria das vezes heterossexuais, nos passou. E por isso é tão dicotômico.

tumblr_mgjcrlLY2a1qjcxf1o1_500Ora, é lógico, a heterossexualidade é dicotômica, temos apenas piru e boceta procurando um ao outro desesperadamente. Entretanto, tudo isso se esconde sob o pretexto de que é preciso casar e ter filhos.

Bullshit, gatas, todo mundo quer é foder, apenas foder. O resto (casamento, filhos, vida juntos e amor) é consequência de uma boa foda.

Não é à toa que antes, quando as mulheres se casavam virgens e recalcadas, você não encontrava UM HOMEM fiel sequer, mas hoje você encontra: Todo mundo sabe que trepar com virgem é terrível, e não adianta tentar ensinar, não existe professor melhor que fazer sexo com outras pessoas.

Soma isso com uma criação voltada para a ideia de felicidade na vida ligada à felicidade na cama, pronto, temos a tão criticada infidelidade dita masculina.

Nem precisa ir muito longe, já pararam pra pensar naquela expressão “Isso é falta de pica”? Pois é… agora vocês entendem.

Então, minhas lindas, sexo é importante e sempre será determinante numa relação, infelizmente não vamos nos livrar disso tão cedo.

Mas já passou da hora da gente começar a ver a versatilidade com bons olhos.

EPA, QUE HISTÓRIA É ESSA DE VERSÁTIL, MAX?

nJWJV

Calma! Apesar de ter mudado minha opinião quanto a versatilidade (acho mesmo que é mais rentável nos dias de hoje), eu estou falando da versatilidade emocional.

Se perdeu, beesha? Eu explico: Quem nunca se apaixonou por alguém com quem não se fez sexo? Por mais que exista a intenção, aquele sentimento aflorou sem vocês terem ido pra cama.

Então por que não dar uma chance para aquela pessoa que de cara parece não combinar com você sexualmente? Quem se gosta dá um jeito pra tudo, nem que pra isso vocês tenham que comprar um dildo de duas cabeças. Hahaha

É como diz o ditado: Melhor dois paus na mão que um se masturbando.

beijo a