Amor gay, amor político!


Antes de mais nada, ouçamos a canção Gayana, escrita por Rogério Duarte e gravada por Caetano Veloso (que está no último álbum do artista, o ‘Abraçaço’):

A canção é a expressão típica da paixão homossexual. Ainda que o amor de casais gays  “não tenha fim”,  seja maior que “terra, mar, céu e estrelas”, “maior que tudo que há”, como qualquer amor romântico, há sempre a chance de “alguém condenar”, já que, de certo modo, a expressão de amor entre pessoas do mesmo sexo é vista por alguns setores da sociedade, como bem sabemos, como errado, quase que proibido.

Quem ama ou já amou sabe, entretanto, como diz a canção, que  chega um momento em que “não dá mais para esconder”… O sujeito da relação fica então dividido: manter em segredo (muitas vezes em consideração ao outro da relação que é enrustido) ou gritar seu sentimento aos quatro ventos. Muitas vezes é em nome de um amor que pessoas deixam seus armários, para viverem suas paixões. E daí que começa o “problema”.

Ao escolher viver publicamente seu amor, o casal gay tem duas escolhas. Numa ele liga o foda-se, não importando-se com o que os outros pensam e passa, porém, a viver essa relação em ambientes de gueto, onde se relacionam apenas com pessoas que compartilham da mesma condição ou não se importa com ela, deixando assim de estar em certos espaços. Numa outra, para não abdicar de suas relações, ele tem que “negociar” com seus pares – amigos, família, colegas de trabalho – formas de estar junto, muitas vezes tendo que abrir mão de carícias e demonstrações de afeto públicas.

Infelizmente, nossas relações ainda não são vistas em todos os ambientes como a relação dominante e a necessidade de se fazer política é constante a fim de manter boas relações de convívio. E é por meio de diálogo e buscando coexistir que vamos ganhando afeto e, por conseguinte, liberdade.

Isso se deve muito ao fato de que a sociedade coloca o gay como metonímia de TODA a comunidade gay, ou seja, a parte representa o todo. Se alguém hétero trai, ele é safado. Se um gay trai TODOS os gays são promíscuos. O peso sobre nossas relações é maior, pois carregamos a imagem de milhões de outros conosco.

Porém, seja como for, nunca deixem de dizer aquele sentimento que tem àquela pessoas especial: “Eu amo muito você!”. Doa a quem doer, seja como for. O amor gay é, acima de tudo, um amor corajoso!

Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Namorar Encubado]


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Hummm, polêmicaaaaa. Vou falar daquelas que fazem parte de um terço da quantidade de leitoras do Babado Certo: As encubadas.

Namorar uma encubada não é fácil, eu mesmo já tive um romance tórrido com um boy em Nárnia. Viajávamos, bebíamos em praias desertas, tivemos experiências sexuais fascinantes… tudo escondido.

e agora

E como vocês JÁ conhecem a Max, que tem A de Aparecer no nome, não aguentei muito tempo nessa lenga-lenga.

Esse é o caso do e-mail de hoje, uma beesha que (pasmem!) está envolvida com um policial: Não existe nada mais sensual que militar, talvez seja por causa da quantidade de militares na minha família, a gente meio que cria uma ideia de que aquilo é o ideal.

Vamos ler? (observem com atenção as passagens em negrito)

Olá querido Max! Boa tarde!
Estou com um enorme problema na minha vida amorosa. Vou contar desde o começo.

Meu pai e policial civil (investigador) e sempre teve muito orgulho de mim pelo fato de eu ser o filho exemplo dele: faço faculdade de odontologia e sempre sou muito responsável. Ele costumava me levava as festas do quartel, do final do ano… Enfim, numa dessas festas eu conheci o L.C  que também é policial. Ele e meu pai são super amigos, ele frequenta minha casa e tudo, tem uma namorada, mas estão terminando. Onde eu entro nessa história.

Nós fomos nos conhecendo melhor e ele sempre me dizia que tinha uma enorme ‘curiosidade’ de ficar com um gay (papo de hétero que quer pegação) e eu, como num sou fraca, matei a curiosidade dele (isso tem 1 ano quase). Desde então a gente vem ficando e se envolvendo cada vez mais. Já matei aula pra ficar com ele, ele já faltou serviço pra ficar comigo. Mas tudo sempre escondido

Ele fala que ta terminando com a namorada, mas nunca vai ser possível de a gente se assumir, porque ele é de uma familia muito tradicional de Vitorinha, e pelo fato da profissão dele, ele poderia se prejudicar. Mas eu sei que eu gosto dele.

Nos presenteamos, comemoramos datas festivas juntos, passamos o reveillon juntos no Rio, trocamos mensagens o tempo todo, ele me liga todos os dias… é  um príncipe.

Mas tudo escondido. Eu gosto muito dele e sei que ele também gosta muito de mim! Tenho medo que meu pai descubra e acabe com a amizade, mas sinto essa necessidade de ter alguém que possa sair comigo, que eu possa apresentar para os meus amigos…

Max conto com a sua ajuda para tentar resolver este dilema na minha vida!

enrolada

No cu da cobra

Oh, bee, sinto lhe informar, mas você é só o Personal Cu dele. Ele te tratar bem, te presentear, é mais uma amizade que um relacionamento amoroso, provavelmente o melhor amigo que ele já teve: quais dos colegas de trabalho dão o koo quando ele pede, né?

O interessante, minhas leitoras, é que em nenhum momento do texto ele diz se o cara disse que o ama, e a gente sabe que beesha quando ouve um “eu te amo”, faz questão de contar.

UM FUCKING ANO que vocês se pegam, UM FUCKING ANO dele dizendo que vai se separar namorada, UM FUCKING ANO te comendo e te usando como acompanhante de luxo, UM FUCKING ANO te enrolando.

Ele não vai se assumir, não nessa profissão, digo por experiência própria de quem nasceu em uma família composta por 90% de militares: Eles NÃO se assumem de jeito nenhum. Esse é um meio extremamente machista e com vários casos de abuso de poder, o militar para se assumir hoje tem que ter as bolas do tamanho da Jabulani da última Copa.

Antes e depois de se assumir

Antes e depois de se assumir

Ah, Max, mas teve o caso do casal de militares gays que se assumiram e casaram em Vitorinha

Tô sorrindo, mas minha vida amorosa é um cocozão

Tô sorrindo, mas minha vida amorosa é um cocozão

Um caso, um único caso, pautar sua vida em exceções é o mesmo que acreditar em filme com a Julia Roberts. Me mostre pelo menos 5 que eu acreditarei na hipótese dele também se assumir.

Portanto, bee, namoro de assumido com encubado dificilmente termina bem. São raras vezes que o encubado sai do armário, porque eles dizem que vão se assumir quando conseguirem sair da casa dos pais, depois só quando comprarem a própria casa, depois só quando tiverem um milhão na conta… e nisso você vai ficando velha e não viveu um relacionamento plenamente.

Quando no fundo pra muitos deles o que falta é apenas conquistar o amor-próprio e o orgulho que vão dar a coragem para falar.

Que prateleiras desconfortáveis, né?

Que prateleiras desconfortáveis, né?

E isso não se conquista com salário ou casa própria, pois sempre vai ter um empecilho (e essa dica vai pros encubados que leem o blog, não se enganem com a ideia de independência financeira, o que você precisa pra se assumir está dentro da sua cabeça, não da sua carteira).

Se você está sentindo sinais de necessidade de sair de mãos dadas com seu namorado na rua, é porque já está na hora de parar antes que você se machuque, aliás, não necessariamente parar, mas mudar a situação: ou ele se assume ou você vaza.

Depois que estiver envolvido demais ao ponto de virar aquelas amantes de novela do Manoel Carlos, que esperam mais de 20 anos pelo divórcio do cara com a esposa, não diga que eu não avisei.

A pergunta que você tem que se responder é: Quanto tempo você quer e tem para gastar?

O tempo tá passando, Rabesh:

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Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Mercenárias]


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Quem não gosta de dinheiro? Eu amo!

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Dinheiro com amor então, é o sonho de qualquer capitalista. Mas e quando o dinheiro é o centro de um relacionamento amoroso, será que funciona pras duas partes?

Há que quem diga relacionamento deve se basear em amor, a aqueles que admitem que hoje em dia não se consegue ninguém sem pagar uns drinks.

Por isso a trilha sonora desse post vai ser o vídeo abaixo. Leia o e-mail do leitor enquanto ouve a música:

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=92W1wN_elYo]

(As partes em negrito são importantes pro final)

Bom, há 9 meses eu me apaixonei por um rapaz mais não sabia como chegar nele e tals. Tipo, ele tinha pinta de hétero e tudo, tinha namorada até a traia com outras garotas.

Tenho maior pinta de hétero, ninguém sabe que curto caras, ninguém mesmo. Um certo dia eu estava no mercado quando vi uma mensagem no meu celular, ele perguntando se eu tinha R$100 reais para arrumar pra ele, que depois ele me pagaria. Eu, como queria um pezinho para me declarar pra ele, dei prontamente.

Uma certa noite eu tinha bebido um pouco, foi quando fui para o meu quarto e comecei a conversar com ele por sms, e conversa vai conversa vem, falei que o que ele precisasse de mim era pra ele pedir sem vergonha, ele perguntou se poderia pedir mesmo, disse que sim.

A partir daí ele começou a me pedir dinheiro cartões de celular e tal. E eu dava tudo q ele pedia. Numa certa noite me declarei pra ele, ele falou que já tinha sacado, só de um cara dar as coisas para o outro.

Foi quando começou o tal relacionamento, nos falávamos mais pelo telefone. Passando um tempo perguntava o ele sentia por mim, ele falava que era carinho nada mais.

O tempo foi passando e eu continuava a dar as coisas pra ele. Uma noite ele marcou de vir no meu AP e fizemos sexo pela 1 vez. Ele me beijou tudo com maior carinho.

Só que nesses nove meses pra cá que estamos nessa, ele fala que sou a vida dele, que sou o amor da vida dele, ele me chama de amor fala que me ama direto, todos os dias vem aqui em casa. Mas sabe quando você não acredita?

Ele fala que só tá comigo, que não tá com mulher nenhuma, que me ama e quer ficar o resto da vida dele comigo. Mas nos últimos dias descobri que ele tá saindo com uma garota! Ele morre negando.

Me ajuda, eu to com dúvida se ele me ama mesmo. Ou ele só tá comigo pelo meu dinheiro porque dou te tudo pra ele, tudo mesmo! Roupas celular dinheiro, bastante dinheiro.

Me tira essa dúvida ele sempre só saiu com mulheres o primeiro cara na vida dele sou eu. E ele é daqueles que quando falo que vou deixar ele, ele fala que vai me matar, que ele nunca vai me deixar em paz.

Só não sei que toda essa declaração que ele me faz é por mim mesmo, ou é pelo meu dinheiro. Ah, outra pergunta, ele me beija, me abraça assistimos filmes abraçados! Tudo que um casal de homem e mulher faz! ele só me penetra e não gosta que eu toque na bunda dele.

Ele é HÉTERO? ou do quê posso chamá-lo?

Sinceramente! Selo Caralho Dourado Voador pra esse boy! Pegou a beesha pelas duas pernas e sacudiu pra arrancar o dinheiro, que nem no desenho do Pica-Pau:

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Parabéns

silvio santos 2Antes de qualquer coisa: A sexualidade dele não está definida, e você só vai conseguir defini-la quando fizer o que eu digo no final desse post. Existem 4 possibilidades: Hétero mercenário, buraqueiro mercenário, bissexual que gosta de você, ou bissexual mercenário. Gay ele não é, a gente já entendeu pelo seu texto.

Agora, você está impressionado demais pro meu gosto com a traição. Se ele fazia o mesmo com a namorada anterior, o que te fez pensar que o caráter dele fosse mudar magicamente por causa de você e das suas notas de 50 reais? Aliás, você já deveria ter se tocado desde o primeiro telefonema dele te pedindo mais presentes.

HOMEM DINHEIRONão se iluda achando que ele só descobriu que você gostava dele quando começou a dar presentes não. Homem sabe desde o começo, eles sentem que a gente fica tosco quando fala com eles, sentem que a gente exala feromônio que nem uma gata no cio. São todas coisinhas que a pessoa que a gente gosta percebe.

Pelo seu depoimento me parece é que ele se aproveitou da sua generosidade para conseguir o que queria, por que ele nunca te deu nenhuma demonstração de sentimento ANTES das garoupas pularem na rede dele?

Mas não vou negar a possibilidade dele gostar de você não, que tal fazer um teste?

Feche as torneiras! Por uns 4 meses, feche, diga que está passando por dificuldades financeiras e não pague mais nada pra ele. Observe como ele vai te tratar nesse período de vacas magras.

  • Se ele continuar com você, te der apoio, fizer o que puder para contribuir com a sua renda, ele te ama.
Love

Love

  • Se ele começar a jogar na sua cara que antes não era assim, começar a arrumar briga à toa, dando motivo pra separar (porque é lógico que ele não vai dizer que estava com você por causa do dinheiro, mas vai inventar outras razões para te largar), ele sempre amou o seu aqué!
pé na bunda

Pé na bunda, já!

Dica Bônus: Se for a segunda opção, meu conselho é:

dor!

Guest Post – Quem faz o passivo?


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Vocês são muito viciadas nesse site! A gente fica 20 horas sem postar e as beeshas já comentam cortando os pulsos, pedindo por post.

Calma, galerãm, nós também temos virilha pra depilar e boy pra aquendar!

Hoje o Retrato Falado vai contar a história do Brunno, um comentador ATIVO (em vários sentidos) que passou por uma situação bem interessante!

(Vale lembrar que esse post tratará de ativos, um grupo não ainda confirmado existente pela ciência, por esse motivo entrará na categoria de Lendas e Folclore Gay) 

Cata o texto do Brunno:

Desde que fui construindo minha identidade sexual de acordo com diversas experiências, notei sempre uma preferência maior sendo o ativo no sexo com homens, e na grande maioria dos casos, a atração era por gays mais novos, mas não deixava de observar mais velhos que sempre chamavam a atenção em algo, mas a atração sexual era mínima e insuficiente para uma investida, e quando eu era investido, a recusa era imediata, observando a preferência por mais novos.

Tô contigo

Tô contigo

Sempre me mantive aberto quanto à questão ativo/passivo/versátil, levando em conta um ideal que eu sempre carreguei de que o gay masculino pode sim ter uma relação sexual com outro homem e se satisfazer das duas formas.

Estamos nós acostumados com os velhos estereótipos de que a gay folclórica será sempre a passiva e o bombado será sempre o ativo, e eu sempre tive o perfil de cara sem muitos trejeitos femininos, de certa forma era um jeito inconsciente/consciente de tentar atrair gays com mais trejeitos femininos, como eu preferia, e eu imaginava assim eu afastaria também as gays mais masculinas.

Sou femininãm, topa?

Sou femininãm, topa?

Zorro

Luta de Espadas

Tudo mudou quando conheci um rapaz doze anos mais velho do que eu, que de cara não me atraiu justamente por isso e por ser masculinizado. Mas a partir de uma conversa passei a vê-lo de forma mais interessante.

Fui bastante relutante para não ficar, pois eu sabia que não ia dar em nada, no máximo beijos, mas acabei saindo com ele e aos poucos me envolvendo e aumentando a vontade de fazer sexo com ele.

Na primeira oportunidade de transarmos ele foi logo se declarando ativo, não me importei porque eu estava muito a fim, e na hora da transa acabei tendo atitudes que pudessem levar ao versatilismo de ambos, como tocar na bunda dele e simular uma penetração nele.

Mas ele se esquivou de tudo isso, até culminar na declaração de que ele não gostava de nada daquilo, inclusive não fazia sexo oral, apenas recebia, e dizia que ele preferia que o outro fosse uma mulher com ele.

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mghConfesso que fiquei bastante desapontado, mas acabei deixando naquele dia movido pelo tesão no corpo dele. Ao passar do tempo nos encontramos diversas vezes, saindo para passear e conversar, aumentando o envolvimento, mas sexo mesmo acontecia poucas vezes, mas quando acontecia, ele era sempre o ativo-nada-liberal.

Em dado momento percebi que eu tinha me tornado a passiva do pedaço, mas que eu gostava bastante de me relacionar assim com ele, sentia prazer de verdade, e que o que me causava desconforto algumas vezes, era por causa do possível julgamento alheio de que a passiva é submissa e usada.

Somente quando passei a me desprender desses estereótipos foi que passei a ter uma relação bem intensa e proveitosa com ele.

Infelizmente ele faleceu de forma trágica, e depois de me recuperar, voltei a me relacionar com gays mais novos do que eu, e prefiro ser o ativo com eles.

Comentários da Max:

quadradimTodo mundo já teve aquela pessoa, encostada pela Pomba Gira, com quem você faz tudo aquilo que nunca se imaginaria fazendo com mais ninguém. Só me cortou o coração ler a narração de um ativo se tornando versátil assim, sem nenhum aviso para pessoas com problemas cardíacos.

Esse tipo de heresia dá uma revolta dentro da gente, né? A gente que é passeeva lê uma porra dessas e fica pensando: Se eu estivesse lá já teria sentado na pica dos dois e ninguém discutiria mais nada além de quantos centímetros eu tenho de profundidade.

Por mim ele já ganhou um vale-quadradinho-de-8 por ser uma das poucas pessoas que fogem do clichê: “Não sou e não curto afeminados”.

Aliás, se ele escrevesse que gosta de qualquer outro grupo, ganharia o vale, porque eu valorizo gente exótica.

Enfim, nada me incomodou mais que a maneira que o falecido tratava ele. Quem nunca pegou aqueles ativos que querem te tratar como uma mulher, e o pior, como uma mulher machista e submissa?

Não é fácil de engolir, nessas horas bato meu pau na mesa e grito: Eu sou homem, garáleoããããm!

(Veja o vídeo abaixo pra dar mais ênfase ao discurso)

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=0gNqCxaZUJU#t=6s]

Relações opressivas


opressãoPrimeiramente eu quero dizer que eu estou orgulhosíssima de vocês quanto a reação ao último Guest Post. O desconforto de vocês foi exatamente o que eu esperava quando postei o texto.

Tudo isso foi uma preparação para o post de hoje, vou falar sobre relações opressivas, relações de poder mesmo. E nada mais opressor que a relação médico/enfermeiro-paciente. Observem que inicialmente o autor do conto fica super desconfortável com a atitude do enfermeiro, mas se permite deixar tocar, porque acha que é um procedimento.

Nessa relação existe uma relação de extrema submissão, na qual o paciente (já de avental e despido de sua identidade) se permite ser tocado independentemente das suas vergonhas, pelo bem de sua saúde. No caso abaixo o menino acabou gostando e tal, mas e se ele fosse hétero? A história não seria tão sensual, né?

5978-000475Relações de poder estão presentes o tempo todo nas pequenas coisas da vida, até mesmo no seu círculo de amizades existe o amigo que determina a maioria das ações, é o líder. Até aí tudo bem, tem gente que é sonsa mesmo e precisa de um guia pra tudo, mas e quando existe o abuso desse poder?

Todo mundo tem aquele casal de amigos no qual um dos dois sofre com o abuso de poder do outro. É a obrigação de dar as senhas das redes sociais, é o controle quando o outro vai ao banheiro na boate, são as proibições de se sair sozinho. A gente não entende POR QUE aquele demônio aceita esse tipo de ordem!

vazioNossa, não tem coisa que me dê mais ojeriza que casal que entra em Transcol agarrado um atrás do outro, que nem duas moscas cruzando. Onde a menina vai o idiota vai trepado atrás dela, num calor de 40 graus, dentro do ônibus. Me dá vontade de dar um socão e falar: LARGA ELA CAPETA, deixa a racha respirar!

Vaginas precisam de ambiente arejado, senão lotam de cândida.

Conversando com meu amigo psicólogo, perguntei a ele por quais razões uma pessoa se permite submeter a esse tipo de relacionamento tão degradante. E ele me impressionou quando disse: Não é degradante para o oprimido!

Ai... essa psicologia...

Ai… essa psicologia…

carinhoChoque de monstro total! Aquela sua amiga que recebe ordens do namorado sente PRAZER nesse tipo de relação de opressão. Na cabeça dessa tosca receber as ordens desperta nela muito mais um sentimento de carinho que de opressão, ela se sente cuidada pelo parceiro.

É, mas é aí que começam as relações com agressão. E, por mais que possa existir também um suposto prazer nisso, ninguém deve aceitar ser agredido por ninguém, muito menos por alguém tão próximo.

Então, gatinha, se seu namorado te obriga a vestir o que ele quer, controla seu comportamento, seu celular, seus cartões de crédito, suas amizades, entra no seu Facebook todo dia para ler suas conversas pessoais, dê um basta nisso já!

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Imponha limites, porque por mais que você se sinta cuidada e compreenda que a preocupação dele é por amor, você está criando um monstro que mais cedo ou mais tarde vai se voltar contra você.

Qual a importância do sexo na sua vida?


Você gosta de sexo? Quanto? Entraria numa relação sem ele?

transPelos inúmeros posts já escritos aqui eu pude perceber que não entrariam. Numa postagem sobre transexuais female to male, eu fiz uma pergunta ao final do texto: “Você namoraria um homem transexual?”

A maioria absoluta dos leitores afirmaram que não, porque o homem transexual, apesar de muito parecido com o conceito social de homem, não possuía pênis. E o pênis, que aí representa o sexo, é o ponto central de qualquer relacionamento.

A importância dada ao sexo é tanta que basta observar como são as relações em chats de pegação. A primeira pergunta é sempre sobre a preferência do outro na cama. Se ambos são passivos, nem adianta, é certeza de que o relacionamento não passará dali.

Mas entre as lésbicas essa dicotomia ativo X passivo não é tão determinante. Vocês sabem por quê?

"Como é bom ser passivo"

“Como é bom ser passivo”

gay 1Desde pequenininhos nós sentimos que somos diferentes da maioria, não é verdade? Enquanto somos bombardeados por uma noção heterossexista da sexualidade, percebemos desde muito novos que não nos encaixamos naquilo ali.

Tirando a parte do gênero sexual, basicamente nos ensinam que num relacionamento existe o “penetrador” e o “penetrado” e, principalmente para os meninos, aprendemos que ser o penetrador faz parte do “ser homem”: é quem domina, quem dita as regras da relação… é quem participa ATIVAMENTE do sexo.

passEnquanto isso o penetrado é quem aceita passivamente essas ações. Ou pelo menos é o que se espera teoricamente, néam? Mas a gente sabe que macho nenhum bota moral na gente.

As meninas mal são submetidas a esses conceitos determinantes do sexo, e quando são é pra ouvir que mulher não deve fazer sexo. São castradas pela sociedade, como se a vagina fosse imaculada demais para servir como órgão de prazer.

Sexo aí tem uma relação ruim com o caráter: quanto mais uma mulher procura sexo, menos respeitável ela se torna. Talvez seja por isso que elas são mais abertas quanto a necessidade de se escolher um lado da relação, e vêem o sexo sob um aspecto mais amplo que não somente o que determina o sucesso de um relacionamento.

Come de tudo :)

Come de tudo 🙂

Os meninos, pobrezinhos, são treinados desde cedo que existe uma ligação boa entre caráter e sexo, é quase que obrigatório para ser respeitado que o homem tenha uma vida sexual ativa. Um homem, mesmo que exijam dele a monogamia, é o tempo todo criado com a ideia de que o indivíduo do sexo masculino deve procurar e sempre praticar sexo, independente se com uma ou quinhentas pessoas.

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tumblr_m7j00hvTnC1qfy2kdo1_r1_500Isso nos influencia diretamente! Mesmo que depois nos descubramos passivos e, por esse motivo, soframos o mesmo preconceito que sofre uma mulher que faz muito sexo. Nós ainda somos homens, e o ato de trepar é quase que uma forma de auto-afirmação na sociedade, inclusive em grupos marginalizados.

Eis o motivo: Ninguém nunca nos ensinou a homossexualidade. Nosso conceito de sexualidade é todo baseado no que os nossos pais e a sociedade, na maioria das vezes heterossexuais, nos passou. E por isso é tão dicotômico.

tumblr_mgjcrlLY2a1qjcxf1o1_500Ora, é lógico, a heterossexualidade é dicotômica, temos apenas piru e boceta procurando um ao outro desesperadamente. Entretanto, tudo isso se esconde sob o pretexto de que é preciso casar e ter filhos.

Bullshit, gatas, todo mundo quer é foder, apenas foder. O resto (casamento, filhos, vida juntos e amor) é consequência de uma boa foda.

Não é à toa que antes, quando as mulheres se casavam virgens e recalcadas, você não encontrava UM HOMEM fiel sequer, mas hoje você encontra: Todo mundo sabe que trepar com virgem é terrível, e não adianta tentar ensinar, não existe professor melhor que fazer sexo com outras pessoas.

Soma isso com uma criação voltada para a ideia de felicidade na vida ligada à felicidade na cama, pronto, temos a tão criticada infidelidade dita masculina.

Nem precisa ir muito longe, já pararam pra pensar naquela expressão “Isso é falta de pica”? Pois é… agora vocês entendem.

Então, minhas lindas, sexo é importante e sempre será determinante numa relação, infelizmente não vamos nos livrar disso tão cedo.

Mas já passou da hora da gente começar a ver a versatilidade com bons olhos.

EPA, QUE HISTÓRIA É ESSA DE VERSÁTIL, MAX?

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Calma! Apesar de ter mudado minha opinião quanto a versatilidade (acho mesmo que é mais rentável nos dias de hoje), eu estou falando da versatilidade emocional.

Se perdeu, beesha? Eu explico: Quem nunca se apaixonou por alguém com quem não se fez sexo? Por mais que exista a intenção, aquele sentimento aflorou sem vocês terem ido pra cama.

Então por que não dar uma chance para aquela pessoa que de cara parece não combinar com você sexualmente? Quem se gosta dá um jeito pra tudo, nem que pra isso vocês tenham que comprar um dildo de duas cabeças. Hahaha

É como diz o ditado: Melhor dois paus na mão que um se masturbando.

beijo a

Está sozinho? A culpa pode não ser sua


Hold on, bitch! Se você é uma escrota, passional e ciumenta, esse artigo não justifica a sua solidão.

Vamos repensar o nosso comportamento antes de esbravejar com os outros.

Na década de 90 só dava ela!

Mas se você é uma fofa, educada e tranquilíssima beesha, a culpa da sua solidão pode residir no novo estereótipo dos gays.

Novo estereótipo, Max? Sim, novo! Observaram que aos poucos a bicha pintosa deixou de ser o exemplo de gay e agora os valores são outros? Vamos pensar um pouco…

Aqui no Brasil, no final do século passado, as beeshas se resumiam nas caricatas, leathers e Homens-que-comem-homens-mas-só-quando-falta-buceta. Observem que os exemplos de gays sexualmente atraentes eram Cazuza, Ney Matogrosso e os boyzinhos dessas bandinhas pop que estouraram na mesma época.

Onde estavam as Barbies? Não estavam, ainda! As Barbies e a geração saúde surgem nessa transição dos anos 90 pros 2000, e é disso que quero falar.

Os gays hoje, numa tentativa de fugir do estereótipo da beesha que só sabia ser cabeleireira e estilista, criaram um padrão no qual você deve atender a vários requisitos para ser considerado o gay ideal, o gay que mais foge do paradigma daquele gay que morreu de Aids quando esta estourou no país (o gay de porta de discoteca: degenerado, afetado e promíscuo).

Esse gay é rico, bonito, inteligente, bom de cama, bilíngue, másculo e musculoso. Sendo esse másculo e musculoso as principais características visuais que destoam do gay magro e feminino que era visto logo de cara como “aidético” nas décadas de 80 e 90.

Aliás, já observaram que basta uma bee ser muito magra que as pessoas logo fazem piada sobre ela estar beijada pela tia?

Pois é, esse novo padrão é inalcançável para a maioria absoluta das pessoas e, por mais que você tente fugir desse estereótipo, as possibilidades de encontrar um parceiro para esse gay que atende à maioria das características é bem maior em relação ao resto.

Não vamos ser hipócritas e julgar todos que atendam a esse padrão, estética privilegiada e riqueza também podem vir de berço.

E quando não vêm? Dentre os héteros também existem padrões de parceiro ideal, mas eles tendem a abdicar de uns em detrimento de outros: É a mulher Raimunda, é o pobretão gostoso ou o careca rico. Quem consegue o pacote completo é considerado sortudo, mas quem não é o pacote completo também não fica sozinho.

E por que você, beesha bonita e pobre só consegue foda de uma noite e você beesha rica e feia só arruma boy toy que te liga quando seu salário bate na conta?

Simples, como nossa cultura é ainda muito jovem e estamos nos adaptando aos novos padrões, todo mundo quer o ‘melhor’, e se não consegue prefere ficar sozinho SE transformando nesse melhor para atrair outros melhores como você: É a teoria do Clone Gay.

Observem uma boate no século passado:

E uma boate atualmente:

A homogeneidade chega a assustar, não é verdade? E cada boy musculoso ali sem camisa só está musculoso e sem camisa porque batalhou para se tornar aquele ‘melhor’ que citei lá em cima. Por isso ele anda sem a camisa, pra vender o produto assim como a racha malhadora usa vestido curto pra mostrar os pernões.

Isso gera um círculo vicioso, porque os gays que se tornaram esse melhor não querem perder o seu tempo com gays que não atendam a esse padrão, forçando os outros gays a também buscarem se encaixar no padrão para conseguir os clones que desejam.

Afinal, não é porque você não faz parte do padrão que você não vai ser seduzido por ele. Principalmente com a mídia reforçando sempre, com flyers de boate e propagandas de turismo GLS, que o gay que todo mundo quer é esse:

Defeito

Padrões de beleza são assim chamados exatamente pelo fato de serem um ideal de beleza de um grupo, mas isso não significa que todo esse grupo esteja encaixado nele, principalmente num utópico como esse.

Nosso grupo sempre foi conhecido pela diversidade, por aceitar a todos… mas é só conhecido mesmo, porque a realidade não é muito diferente da feminina quanto à manutenção do seu corpo para servir o desejo estabelecido pela maioria (vá pra porta da São Firmino e veja se não estou certa).

Pintosa quebrando louça com pintosa, urso com urso, discreta com discreta, drag com drag, bombada com bombada? Já passou da hora de misturar.

E aí? Qual a opinião de vocês sobre esse novo esterótipo de gays que domina o meio LGBT? Em que ponto ele deixa de ser saudável e se torna uma obsessão?

Preconceito: Ratos de buatchy


Já dizia o sábio Facebook: “Você descobre que está velho quando chega numa boate e já procura um lugar pra sentar”.

Hoje um leitor me parou na rua pra me pedir um conselho sobre seu relacionamento. Essa história toda do Kooriosidades acabou me tornando um guru sexual das beeshas. O quê eu não entendo, como vocês podem confiar nos meus conselhos amorosos se a minha vida amorosa é uma bagunça?

Mas é o que dizem, casa de ferreiro, espeto de pau, néam?

Então, ele veio me dizer que arrumou um namorado que costumava ir muito à boate, e que por isso tinha problemas quanto a confiar num relacionamento com uma pessoa que passou sua vida sexual inteirinha conhecendo as pessoas na noite.

Disse também que já estão namorando há dois meses e, desde o início do relacionamento, o boy deixou de sair pra noite como saía antes. Só sai quando ele também quer ir.

E aí isso me fez pensar: Já observaram como os valores se inverteram? Pouco tempo atrás as bees de boates eram as piores opções para relacionamentos. Em contrapartida, o melhor lugar pra se achar namorado era na internet, sim, no Chat Uol.

Eu mesmo já encontrei um namorado lá, na época que o chat não parecia o esgoto dos Morlocks do X-men. Hoje é mais fácil você pegar uma DST que uma beesha de respeito naquele lugar.

Enquanto isso, nas boates as pessoas tendem a ir atrás de um amor. Vai me dizer que vocês, mesmo passando o rodo na boate inteira, não saem de casa com aquela esperança de encontrar seu príncipe encantado em meio a toda aquela loucura?

Me lembrou daquele pagode:

♪ Enquanto eu me arrumava algo me dizia, você vai encontrar alguém que vai mudar a sua vida inteira da noite pro dia ♫…

Mas na volta pra casa a única coisa que mudou foi a quantidade de dinheiro na sua carteira.

Entretanto, tudo isso só vale se a gay não for passiva, diga-se de passagem. Eu não sei porque esses demônios desses vinhádos resolveram pegar dos héteros só os valores que não prestam:

Passiva rodada = Puta / Ativo rodado = Experiente. Como se fôssemos homens e mulheres! Machistas, ainda por cima.

Entendam de uma vez por todas, por mais que você seja a beesha mais carola de Vitória, tirando tudo você vai ser sempre beesha, e como beesha você é tão marginalizada quanto qualquer outra gay.

Não ache que sua tia evangélica vai te ver com bons olhos se você só deu seu koo depois de namorar um ano: Você dá o koo, isso que interessa, compreende como tudo rege em torno disso?

Não importa se você deu 1 ou 100 vezes, uma vez dado o koo, a besta marcou você! E olhar pras gays rodadas com desprezo é tão chauvinista quanto o homem que deixa de se interessar por uma mulher porque ela já fez mais sexo que ele.

Não posso contar nos dedos quantas vezes, antes de entrar no blog, as pessoas chegavam em mim e diziam que fulano gostava de mim, mas não queria me namorar porque eu era vagabunda e pegava todo mundo.

MEU CU, eu que não quero um caga-regra na minha vida.

No final da conversa perguntei a ele se o boy era encubado, e ele respondeu que sim.

*BOOM*! Temos aí a resposta: Onde mais um encubado vai socializar com outros gays se o Chat Uol está tomado por pênis e bundas sem rosto?

Na boate, claro! Um lugar fechado no qual o único perigo que você corre é o de encontrar o seu chefe chupando um boy no banheirón. Normal, nada assustador.

Fiquem tranquilos, encubados, é tipo uma filosofia de vida entre os gays: Mesmo você sendo assumido, o que acontece e quem você vê numa boate gay, FICA na boate gay. (Exceto se você tiver um blog de sucesso e de fofoc…

E vocês, têm ou já sofreram preconceito por serem rodadas na noite cabixaba?

Passou de um Relacionamento Sério para um Relacionamento Enrolado


Que o Facebook tomou conta da nossa vida social, depois da morte do Orkut, não é novidade pra ninguém. Lá a gente posta fotos, pensamentos, indiretas pro ex e até, quando pootas na Paulista, lições de moral com a fúria de Marimar.

E com as gays não é diferente, aliás, o Facebook é o pivô de pegações, novas amizades e possíveis navalhadas. As cutucadas então, são basicamente o “oi, quer tc?” do antigo Chat Uol (alguém ainda usa isso?). Mas e nos relacionamentos?

Vixi, meninas, nos relacionamentos ele é ainda mais presente, O Facetruque é sempre o primeiro a saber quando você arruma um namorado. Tô mentindo?

Entretanto, o que eu acho mais curioso, é que quando as bee’s brigam com o boy, o Facebook também participa da situação. Quem nunca viu: “Fulano passou de um relacionamento sério para um relacionamento enrolado”? Tá na cara que vai separar, e é dito e feito, em menos de um mês ela mudará para solteiro.

E o contrário também é verdade, vamos analisar fase por fase?

Ação, transformação, maquiagem

1ª Fase: Solteiro – A gay está realmente sozinha, seja encalhada ou não, ela tá na fase da pegação ou mudou o status recentemente só para deixar os boys atchêevos cientes de que tem carne nova, e solta, no pedaço. Até que ela encontra seu príncipe encantado na balada…

2ª Fase: Relacionamento Enrolado – Nessa fase ela está sondando o boy, com certeza já deu pra ele e, por mais que ela não saiba ainda quais são as intenções do bofe, está esperançosa, tá acreditando num futuro. Ás vezes eles estão naquela fase do “só ficando”, ou ainda não deixaram a relação clara. Trocando em miúdos, mudar para Relacionamento Enrolado é uma maneira de avisar pro boy que você quer namorar, entendeu?

Irmãs

3ª Fase: Relacionamento Sério – Essa é a fase mais interessante, porque existe a opção de colocar com quem está namorando ou não. Quando as gays são assumidas, beleza, elas marcam o nome uma da outra na cara dura, o que eu acho ótimo. Mas quando são encubadas, certeza que o namorado vai estar entre os irmãos ou primos, não é porque são encubados que não podem ser românticos, néam?

Nem vou falar da fase “casado” porque isso pra mim já é lenda urbana, as únicas duas vezes que eu vi isso foi porque a bee começou a levar os panos de bunda pra casa do namorado todo fim de semana, e achou que aquilo já fosse união estável. Mal elas sabem que sapatão faz isso no segundo encontro.

Isso me lembrou uma história de uma bee, muito da esperta, que namora uma cacura gringa. A cacura é riquíííssima, feia igual bater em mãe, e a bee, belíssima, tem no máximo 20 anos. Não vamos julgar, gente, não existe idade para o amor ❤

O engraçado é que a cacura é encubada e no Face da bee, apesar dela estar num “relacionamento sério”, adivinha onde ela colocou o namorado Tutankamon dela? Na aba da família, como TIO delãm! Achei mágico demais quando vi, me lembrou até do Tio Glauco e Lurdinha, de América.

5 mil anos com carinha de 30

E é por isso que no meu Facebook eu estou num relacionamento sério com Cantina da Serra, ela nunca me decepcionou, não reclama quando não ligo, e sobre a dor-de-cabeça que ela causa, já me alertaram muito antes de conhecê-la.

E com vocês? Também já perceberam toda essa máfia ou acreditam mesmo que um “relacionamento enrolado” pode voltar a ser “relacionamento sério”?

Ninguém se veste só para se tapar


Sou exóticãm

Como muitos por aqui sabem, sou famosãm pelo Babado Certo pela minha androginia, criticado duramente (ui) devido a ela e, às vezes, elogiado.

Antes de eu incorporar a personalidade “Max”, muitas pessoas julgavam o meu comportamento se baseando nas minhas roupas, aparência e estilo de vida, e, na mesma proporção, mudavam de opinião ao me conhecerem. Eram situações como: “Nossa, não sabia que sua voz era tão grossa”, “Eu não sabia que era tão inteligente, pensava que você era fútil” ou então “Jurava que você era uma sapa quando te via passando pela UFES”.

Mas é aí que vos pergunto: Até que ponto a sua expressão visual é capaz de explanar a sua REAL personalidade?

Poucas são as pessoas que se vestem apenas para cobrir seu corpo, a tendência é passar visualmente as suas ideologias, idéias e traços de seu comportamento, além de valorizar pontos fortes de sua beleza. O mesmo ocorre com os lugares que frequenta, as gírias que usa e a maneira que se comporta.

Tudo isso canaliza a sua intenção de mostrar quem você é, a sua luta pela liberdade individual, de ser diferente da maioria. É o que chamo de “visibilidade”. Seja essa visibilidade GLS, visibilidade Vegan, visibilidade racial, entre outros grupos que, por serem minoria, são obrigados a mostrar que existem sem precisar falar o que são.

Mas falando das bee’s e fanchas, observo que nesse grupo, quando se inicia um relacionamento, tende-se a voltar para Nárnia, de maneira que não mais frequentam os mesmos locais, não usam as mesmas roupas e mudam traços marcantes da sua personalidade, como se estar namorando tivesse alguma influência na imagem de “bom moço” que você agora é obrigado a passar para a sociedade.

O problema é que isso ocorre, muitas vezes, por imposição inconsciente do parceiro, sim, bee’s, do parceiro, principalmente quando ele é ciumento e te impede de socializar com outras pessoas. Percebo a perda da visibilidade num momento em que ela deveria ser mais evidente, a fim de mostrar aos homofóbicos que homossexuais também são capazes de manter relações fixas sem serem personagens de propaganda de creme dental. Até mesmo aqueles caricatos, que por serem nitidamente gays, sofrem, além do preconceito quanto a sexualidade, preconceito comportamental.

Eu mesmo sempre gostei de ser solteiro, nas poucas vezes que namorei exigi que meus traços não fossem mudados. Entretanto, é ainda mais raro encontrar pessoas dispostas a respeitar essa individualidade, e, com o envelhecimento e concomitante necessidade de se “quietar o facho”, me vejo tentado a aceitar as mudanças. Claro que eu não vou passar a me vestir de bermudão e boné da Quiksilver de um dia pro outro (até porque o dia que eu fiz isso um mecânico passou por mim e gritou: “Vem aqui sapatona que eu vou te mostrar o que é gostar de pica!”).

Portanto, minhas gatiras, pelo bem de todos os militantes que morreram lutando pela nossa liberdade, não aceitem ser modificados por quem acha que você não precisaria ser tão evidentemente gay, ou tão másculo (se é que que alguém reclama disso, néam?), pois se você se sente bem dessa maneira, você precisa, é inerente a você. Quem diz te amar e exige que você se modifique não te ama realmente, pois o amor, em primazia, é a admiração e aceitação do outro, na sua essência.

Vixi, acho que incorporei alguma entidade, que romantismo é esse, garáleoãm?! Quem ta aí? Diga seu nome e a que veio!

Então, já que você leu até aqui, vamos de meme, porque é disso que as erê goshtam:

Namoro: o maior afrodisíaco

Sobre passivas, ativos e máfia


Pior sensação do mundo!

Todo mundo aqui tá cansada de ver no Globo Repórter que as fêmeas escolhem seus machos baseando-se na aptidão que eles têm de criar seus filhotes e, consequentemente, na melhor carga genética, para filhos fortes e adaptados. Transferindo isso para nós humanos, a grosso modo, é o que explicaria porque homens bonitos, ricos e inteligentes deveriam pegar mais que os feios, burros e pobres.

Acontece que, como nós fomos amaldiçoados agraciados pela racionalidade, existem outros vários fatores envolvidos na escolha do parceiro ideal, e é em um deles que eu vou me enfocar: “Por que a grama do vizinho é mais verde?”

Não entendeu? Vou dar um exemplo: Um ativo e uma passiva marcam de dar um cruzo, a passiva se maquia pra sair bem nas poses sensuais no espelho do motel e o atchyvo faz aquela lavagem com Dermacyd na cabeça do pinto, eles se encontram, trepam, e vão embora.

O ativo quando vai embora, chega em casa, toma banho e vai dormir (ou bater uma, sei lá, não tenho muito conhecimento sobre essa espécie rara), mas e a passeeva? PRIMEIRA coisa que ela faz, assim que coloca o pé pra fora do local da trepada, é… pegar o telefone e ligar pra pelo menos 3 amigas passivas, dizendo assim: “Viaaaaaaaaaaado, você não tem noção do boy que me comeu agora, tô toda descadeirada, a neca parecia uma das torres do Planalto Central, enooooooooorme!”, e depois de falar muito no Twitter e no Facetruque sobre a foda, ela posta uma frase da Clarice Lispector e vai dormir.

No final de semana eles encontram seus respectivos amigos e colocam o papo em dia.

O ativo, conta pro seu outro amigo ativo – afinal, eles só andam em bando – que a passiva era boa de cama, o amigo diz que sabe disso porque já comeu também, os dois morrem de rir e terminam o papo comentando sobre o ótimo boquete que a bee faz (experiência própria).

Já a passiva… conta pra outra passiva toda a história com os mínimos detalhes e jura que o pau do boy tinha 48cm mole, a passiva amiga pega o mesmo boy dois dias depois e fala que não era aquilo tudo, e o que acontece? Um viadicídio! Não porque o pau dele tinha, na verdade, 13cm, mas sim porque ela não aceita que a amiga tenha catado um bofe que ela também já pegou: “que fura-olhice é essãm, garáleo?”.

Onde eu quero chegar com tudo isso? Na enquete final:

Quem é a verdadeira mafiosa sem caráter? A gay que faz propaganda sobre o boy, digna da Polishop, daquelas que no final do programa você se pega com o telefone na mão e o pensamento: “como eu consegui viver sem esse produto até hoje?!”; a paseeva invejosa que só pegou pra poder sambar na cara da outra e mostrar o quanto ela é exagerada? ; ou as duas, porque passiva não vale nada meishmo?

Vem:

Um adendo pras sapas: Como vocês conseguem lidar tão bem com tudo isso? Afinal, TODAS vocês já se pegaram, mesmo que indiretamente, né?