Sushi no Leblon


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Observando a vida amorosa no Rio de Janeiro, cunhei a expressão “paradoxo do sushi do Leblon”.

1. Você conhece alguém e logo vem o convite para sair. Embora haja variações, o programa padrão é geralmente “um sushi no Leblon”;

2. Quando a pessoa te chama para comer “sushi” no abastado bairro do “Leblon”, você já pensa nas seguintes possibilidades: a) é rica; b) se não for, está pré-disposta a gastar com você”;

3. Só que você é pobre: não tem dinheiro nem para o ônibus, muito menos para pegar um táxi para o Leblon;

4. Leblon não tem metrô, logo você não consegue se assumir como COSMOPOLITA e justificar o porquê de estar chegando em um encontro neste charmoso meio de transporte;

5. Agravante: não só pobre, mas como eu, com paladar de pobre. Você detesta comida japonesa;

6. Você repensa sua vida e pensa se não é melhor morar em Nova Iguaçu;

7. Você pega um BRS para chegar no Leblon, manifestado pelo medo de ter que rachar a conta e seu cartão dar “não autorizada”;

8. Chama para ir na Praça São Salvador, para um programa alternativo. Sem sucesso;

9. Você vai. Segura a ânsia de vômito na hora de comer o sushi, desce dois pontos antes para pegar um táxi e não chegar tão por baixo, evita pedir bebida para a conta não ficar cara;

10. Chega a conta. A pessoa não se mexe. Passa um filme na sua cabeça. Você abre a conta. Pensa em quantos pratos vai ter que lavar por aquele sushi.

11. Você, ainda assim, resolve investir. Paga a conta. Chama a pessoa para um momento mais íntimo. Dá aquela espreguiçada e abraça a pessoa;

12. A pessoa desvia. Diz que a noite foi ótima. Que ela já está indo, mas que gostaria de te ver de novo. Nota: “vamos nos ver de novo” significa “nunca mais, meu amor”.

13. Já passou de meia noite. Você tem que pegar um táxi.

14. O motorista aceita o cartão. Mas dá não autorizada assim que você chega em casa.

15. Você diz que tem dinheiro lá em cima. Sobe. E NUNCA MAIS DESCE NA SUA VIDA.

16. Você passa quinze dias sem pegar táxi para não correr riscos.

17. Mesmo nessa maré de azar, aparece uma pessoa maravilhosa na sua vida. Ela vai e te chama para um sushi no Leblon.

18. Volte para a fase 1.

Aloe Vera é correspondente internacional do Babado Certo no Rio de Janeiro.  Escreve sobre a cidade (que só tem viado), as distâncias de Vitória e as dores e delícias de encontrar Renata Sorrah na fila do cinema. Entre em contato com ela por meio de mesa branca, baralho cigano ou do e-mail a.loevera@outlook.com.

O beijo que pesa como uma bomba


Beijo Felix

Parecia final de Copa do Mundo, Brasil e Argentina. As bichas todas reunidas em volta da televisão, tomando uma cervejinha e comendo uns quitutes. Toda vez que o Félix e o Niko ficavam um pouquinho mais juntos todo mundo gritava ao mesmo tempo, uma loucura: “AI, MEU DEUS, AGORA VAI!” “VAI, VAI, VAI!”, “BEIJA LOGO, GARÁLEON!”. Um nervosismo…

[Afinal era o final da novela Amor à Vida e pela primeira vez a emissora de TV mais popular e tradicional do país, a Globo, havia dado sinais de um possível beijo entre dois homens em uma de suas novelas – verdadeiros monumentos da cultura de massa nacional – o que até então era um tabu (em 2005, na novela América, um beijo gay chegou a ser gravado, mas foi vetado de última hora). Ou seja, bizarramente, era um momento histórico na televisão do Brasil, desses de contar pro netos, “eu tava lá”, quando reexibido na retrospectiva de 2050].

Ai foram todas aquelas cenas de final de novela, gente casando, gente parindo, gente reunida e festejando… As gueis ansiosas, viravam especialistas em teledramaturgia e ficavam comentando os furos no enredo, como o naquela cena bizarra dos comparsas da Aline entrando com um bolo (um bolo, gente!!!) INTEIRO, ENORME, dentro do presídio! rs. Todos ficaram chocados (desculpa pelo trocadinho infame) e amaram a morte da vilã. Foi inédita e inovadora. Depois veio aquele monte de cena de perdão ao Félix. No fim das contas, o enredo na novela tornou-se a redenção desse personagem.

O capítulo da novela já ia para mais de duas horas, quando Félix e Niko, na sua casa de praia riquíssima – onde moram com seus filhos e com o Cesar, pai do ex-vilão -, ficaram sozinhos… Aquela tensão já tomou toda a sala, ficamos todos em silêncio, mãozinhas dadas, vidrados na telinha. Os dois se aproximaram e o personagem do Thiago Fragoso passou os bracinhos em torno do pescoço do personagem do Mateus Solano. Já pensei: se for para ser vai ser agora. Um misto de esperança e de ódio me consumiu, pois se com aquela ação eles ainda não se beijassem seria muita filhadaputice da Globo.

Os dois se entreolharem, cada um com a cabecinha levemente virada para o lado e Félix disse emocionado: “Eu não vivo sem você, Carneirinho”. Daí eles foram se aproximando e…

*BOOM*

*BOOM*

Os viados ficaram loucos. Gritavam, pulavam, soltaram fogos. Todo mundo saiu na varanda ensandecida fazendo barulho comemorando a grande vitória. PUTA QUE PARIU!!!!! Filmei nossa reação quando houve o beijo, cata, mona:

Como esperado, o beijo caiu como uma bomba no país. As redes sociais foram tomadas de reações a cena. Muitas positivas e lindas! O dia 01 de fevereiro acabou virando o Dia Nacional do Beijo Gay. Uma onda de amor tomou o país! ❤ Pessoas se abraçando, dando beijaços, compartilhando mensagens de respeito e defesa a homoafetividade. Muitos perfis do face foram trocados pelo frame da cena do beijo. Foi coisa linda de se ver.

No outro dia TODOS os reacionários nacionais e locais estavam aos jornais esbravejando, ameaçando (alguém me explica porque quando o tema é gay NECESSARIAMENTE a fonte ouvida é um religioso cristão?). Quanto mais eles ficavam nervosos mais as gays gozavam de amor e alegria:

Um dos melhores tuítes, aos reacionários foi este:

E claro, teve autor de novela que ficou queimadíssimo. Lembram disso:

Aguinaldo Silva Sobre Beijo Gay

“Tá feio, tá eshcroto”

É aquilo, né, quem nasceu para Clô, nunca vai ser Félix. Beijos, Gui!

Enfim, algumas considerações sobre o beijo:

  1. Foi tardio: o fatídico beijo-gay-na-novela-da-Globo veio super tarde. Tão tarde, mas tão tarde que nem soou mais como algo revolucionário, moderno, etc. Não havia nada de avant-garde nele. Soou mais como uma corrida atrás de um tempo perdido, a emissora perdeu o timming da mudança de costumes na sociedade e transformou a coisa em algo muito maior do que precisava ser. Mas, antes tarde que nunca, né?
  2. Foi elegante: a Globo cumpriu o que prometeu. Querendo agradar gregos e troianos, a cena foi exatamente como anunciada, não foi apenas um selinho chocho, mas também não foi um beijão de língua ultra-erótico. Ficou uma cena de bom gosto que não fez ruir a tradicional família brasileira.
  3. Foi político: é ingênuo acreditar que não há articulação entre política, afeto e cultura de massa. Os discursos estão aí circulando e modificando a sociedade. Cenas como essa vão naturalizando as relações LGBTs e, se não aprovadas, pelo menos estimulam o respeito às diferenças.

O mais lindo foi que logo após o beijo veio aquela cena lindíssima do Félix e do César, observando o pôr do sol, ambos se perdoando. Foi lindo pois lembrou a todos – logo depois do beijo – que o gay tem uma família e que muitas vezes ela é, antes mesmo da sociedade, seu próprio inferno particular. Acabou que essa cena foi mais importante e emocionante que o próprio beijo e deu a sustentação afetiva para a cena anterior.

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Foi um final de novela lindo como a muito tempo não se via. É inegável que a cena só ficou tão perfeita e emocionante (quem não chorou tem uma pedra no lugar do coração) graças ao talento, experiência e sensibilidade de um Mateus Solano e de um Antônio Fagundes. Para vocês entenderem o peso que a cena teve leia esse relato de um gay a uma colunista do IG (um dos vários que surgiram na rede):

“…estavam todos na sala… eu no sofá quando o Felix beijou o carneirinho… Silêncio… Fiquei quieto também pra não dar motivos, embora estivesse fazendo a drag por dentro… Mas a cena final, do Felix e do César, eu não aguentei, veio um choro descontrolado que estava preso esses quatro anos que não falamos direito.., estava total descontrole… dai veio minha mãe com a cara  inchada de chorar me abraçar e meu pai do outro lado segurou minha mão e pôs a mão em volta do meu ombro… Não falamos nada! Na hora de dormir, o Felipe (irmão) entrou no quarto, deu a mão e quando eu ia apenas apertar, ele me puxou, deu um abraço e disse que ele sempre vai ser meu irmão. E chorei de novo… Pela primeira vez não dormi no inferno” (FONTE).

Nossa, para nós blogueiros gays foi um alívio agora toda a vez que começar uma novela com personagem gay não vamos precisar ficar perguntando “será que vai ter beijo gay bla bla bla”. Nossa, tirou um peso das costas. rs

Mas a luta ainda não acabou, minha gente: queremos agora um beijo gay numa novela BOA! rs #fikadika, João Emanuel Carneiro!

Uma ponte, uma muralha


Intransponível!

As bichas sempre foram muito reclaMONAS quando o tema era passar de Vitória para Vila Velha e vice-versa. Eu achava que era preguiça, mas… porra! Não é para menos! Passar de uma cidade para a outra a noite é uma tarefa que exige muita força de vontade, sorte e aqué.

Sempre achei exagero das gueis de Vitória essa vibe, mas isso porque eu era uma bicha novinha e guerreira, que quando saía a noite ficava até o dia amanhecer e o ônibus regular já estava circulando. Agora que sou uma senhora casada moradora da cidade de Vitória e que sinto vontade de voltar antes para casa, frequentar qualquer coisa em Vila Velha a noite se tornou uma missão impossível.

Nem com transporte alternativo dá!

Durante o tempo que morei em Vila Velha fiz muitos amigas lá – a maioria deles mora em Canela Verde City- e está ficando cada vez mais difícil vê-las, como se elas morassem em um estado longínquo. Nem eles conseguem vir para cá, nem eu posso ir para  lá, simplesmente porque não tem como, não há possibilidade transporte!

Ir de carro não dá, lei seca está aí, nervosa e funcionando, o que é corretíssimo, e as beeshas gostam de um otim, daí já viu. Voltar de táxi é proibitivo por conta do preço: qualquer corridinha pela ponte fica pelo menos 60 contos. Transporte coletivo pode passar ou não e você corre o sério risco de ficar horas esperando com o braço caindo de tanto levantar e mesmo quando um ônibus passar é capaz de ele não parar (em Vitória sabemos que isso é extremamente comum).

Única forma de conseguir ônibus na madrugada.

Bizarramente vale mais a pena você se hospedar do que conseguir se transportar de uma cidade a outra, que estranhamente estão na região metropolitana e não são distantes. Isso é um desafio para as casas noturnas. Esses problemas estruturais fodem com os entretenimentos noturnos, se a pessoa quiser sair tem que ficar com o que tem na sua região, não há integração entre os municípios em período noturno. DESANIMA!

Fico indignadãm!

Nossas cidades estão ficando cada vez mais chatas e velhas por conta de pequenas coisas como essas. É como se tudo fosse feito apenas para que pudéssemos trabalhar, diversão noturna não faz parte das políticas públicas (vide também o caso do ‘Celebration’).

Isso porque nem estou falando sobre a Serra e Cariacica, hein?

Félix, de Amor à Vida: está sendo bom para nós?


No Natal, na festa de família – lá rola aquela vibe sabequeégaymasnãocomenta -, minha tia gritou para o meu tio, marido dela: “Corre, amor! Vai começar o Flex!”. Perguntei o que era e fiquei sabendo que se referia ao Félix, personagem de Matheus Solano em “Amor à Vida”. Perguntei se o nome era pelo fato dele ser bissexual (sei lá, vai que, não vejo a novela) e após um choque com a palavra que foi tratada estarnhamente como palavrão, fiquei sabendo que a personagem da Tatá Werneck é que chama ele assim. Aí, minha tinha comentou: “Fulano (meu tio), adora o Flex e olha que ele é preconceituoso (aé, minha senhora, você deveria ter vergonha de falar isso, não?). Não perde um episódio! Ele gosta tanto que até imita, imita direitinho, faz amor…” . Meu tio se recusou a fazer, claro!

Hoje saiu no Gazeta Online, na seção de participação do leitor, esta matéria:

Amor a vida

Quem acompanha a novela Amor à Vida, viu que o personagem Félix (Mateus Solano) ficou totalmente pobre por um período e teve que vender cachorro-quente na 25 de março, junto com a personagem Márcia (Elizabeth Savalla). Para conseguir atrair mais clientes, Félix amarrou a blusa no meio da barriga, colocou apetrechos na cabeça, colar de flores e utilizou o poder do grito.
Inspirado no Félix, um vendedor de castanhas e amendoim decidiu “inovar” na Praia da Costa, em Vila Velha. Utilizou o mesmo figurino de Félix e sai “desfilando” nas areias da praia tentando vender os produtos. Com muita alegria, grita: “Amendoim do Félix, quem quer?”.

Recentemente o diretor da novela, Mauro Mendonça Filho, em entrevista ao Uol, deu pistas das estratégias de conquista do público brasileiro pelo afeto:

“Acho que o sucesso e a aceitação dos personagens é fruto do trabalho do Walcyr, que não colocou a emoção em primeiro plano no texto. Por não ir tão claramente direto ao assunto. Se ele colocasse com tinta forte, com palavras como ‘eu te amo’, talvez não tivesse mais para onde ir a essa altura da trama. A grande dificuldade do brasileiro mediano, quando se trata de personagens homossexuais, é a aceitação de que existe afeto. Porque as pessoas sempre gostaram do gay cômico, mas quando é o gay amoroso, as pessoas não aceitam. O fundamentalismo antigay sempre pregou que isso ‘não é Deus’, mas o afeto é divino. A gente está conseguindo mudar isso somente agora e, para mim, isso aconteceu porque eles [Félix e Niko] primeiro foram amados [pelo público] antes de se amarem”, disse.

Tenho percebido essa reverberação positiva nos meios populares. Conversando com amigos eles dizem que suas mães – já senhoras, crentes e tal – tem uma simpatia enorme pelo personagem. Minha dúvida era se o público que estava recebendo os “relacionamentos gays” em sua casa pela telinha, estava recebendo com naturalidade ou apenas engolindo. E aparentemente tem aceitado bem o personagem. Está até torcendo para que ele fique junto com o Nico (Thiago Fragoso). No fim das contas, ainda que com vários traços inverossímeis, o personagem composto por Walcyr Carrasco foi se humanizando e ganhando o carinho da galera que assiste a novela, tendo retrado alguns aspectos importantes do sujeito homossexual, como o armário, o outing, negociação de aceitação, pinta, relacionamento…

Estará o público, ENFIM, pronto para assistir uma chegada  maior entre duas pessoa do mesmo sexo? Aguardemos! Minha torcida é que sim, acho que o personagem tem um apelo bacana com o telespectador e merece esse desfecho.

E vocês, como tem visto a novela?

Quando eu era jovem minha mãe me disse que todos nós éramos superestrelas


Eu acho que viado tinha que ter desconto em companhia aérea, porque a medida que mais interessa a nós não são centímetros de piroca, mas a quantos quilômetros a piroca desejada está da gente. E assim, eu fui passar a virada de ano acompanhando um boy hipster, desses que cortam o cabelo colocando a cabeça no liquidificador, num barzinho imundo da Liberdade. Não que ele valesse muita coisa, é que ele só me disse uma palavrinha mágica: ka-ra-o-kê.

não há nada que me deixe com os mamilos entumescidos mais do que a palavra “karaokê”

Quando ele me falou isso, não pensei duas vezes na quantidade de quilômetros ou de parcelas no meu cartão: joguei a minha edição especial da Nova sobre os cinquenta tons de calcinhas champange que iam fazer sua chimamanga ter uma espumante virada de ano e saí correndo em direção à rodoviária voadora de Vitória tão rápido que até me esqueci deste pequeno acessório indispensável para algumas notinhas no Ego.

Nenhuma calcinha, porém duas perucas que a gente nunca sabe quando vai precisar, não é mesmo?

Chegando lá, minhas amiguinhas, só pensava naquele cardápio musical e já me deliciava com aquelas páginas tão grudadinhas quanto as da minha edição especial da G Magazine com um encarte especial do Vampeta. Enquanto eu me decidia se encarnava Dira Paes e me jogava numa canção de Alcione ou se prestava um tributo à música pop saindo de dentro de um bolo cantando Too Little, Too Late, uma senhoria de meia idade passou na minha frente, agarrou aquele microfone de forma fálica e já engatou nada mais, nada menos que… E.VA.NES.CEN.SE

BRIIIIIIIIIIIIING ME TO LIFEEEEEEE

Naquele momento, fui carregada diretamente para minha adolescência, bebendo sangue e tomando benflogim no píer do Shopping Vitória.

Óbvio que não pensei duas vezes e iniciei um dueto com aquela mulher misteriosa, tão cubista quanto um pokémon, que terminou num delicioso beijo molhado entre vaias e aplausos de uma platéia composta por traficantes de órgãos, donos de pastelaria, três power ranges e o Yudi.

não à toa, já apelidei um namorado com gengivite de Sharon Needles

Na hora que desci do palco, um amigo do boy praticamente fez uma cena, quis levantar, quis ir embora, não queria estar ~exposto daquela maneira que eu e minha perna mecânica fizemos. Gente, faz um favor. Sabe por que viado ama música, adora ficar com dor de garganta pra poder virar a Ana Carolina? Música é expressão e nesse mundo tão chato, tão cheio de bichinha com não me toques, é em cima desse palco gostoso que você pode mandar seu gênero, seu peso, sua cor, sua idade, dois hambúrgueres, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim às favas e ser nada menos do que você.

no outro dia, a gente pode até acordar com uma ressaca daquelas, pedir água, bate pezinho, mas esse papo de ressaca moral por dar show em cima na bancada é mó caô

Todo mundo deveria descer mais do salto, subir em cima da mesa, inventar a própria coreografia até para jingle de campanha política. Sabe, viado que canta, os males espanta. Não tenha medo do mico, amiguinha, porque você já está em cima do palco: as atenções se voltam pra quem é extraordinário, pra quem quebra a expectativa das tias e das namoradinhas, dos colegas do trabalho e suas piadinhas sem graça. O show é seu, minha amiguinha. Pára de ser chata e vá em frente.

insane-in-themembrane:☾♡☽

requebra, requebra, requebra, aí sim, pode falar, pode rir de mim

Eu mesma fui. E fui de novo. Dei show. Se tem uma coisa que eu aprendi, meu amor, é que quando a vida te faz dublar pela sua vida, é melhor você não fuder com isso tudo pra cima. Afinal, se você não pode amar a você mesma, como quer amar a mais alguém. Posso ouvir um amém?

E só posso dizer, arrasei no Per Amore, viu.

Desculpa se eu desafinei um pouquinho. E você, amiguinha, se chegasse a sua hora de dublar pela sua vida, qual a música que você escolheria? Aproveita aí os comentários e se joga. Quem sabe a gente não faz um dueto no 20Cantar?

BOMBA: Feliciano se despede da Comissão de Direitos Humanos!


Cata a notícia do Globo.com:

acabou

acabou 2

Minha reação:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZwRHIGusjQU]

Não! Pior é o que ele fala no final, eu não consigo acreditar que esse animal fala sério essas coisas, não é possível:

varolozu

valora

Bitch, please

Bitch, please

Agora só não pode cagar tudo e votar nele em 2014. Porque como senador AÍ SIM ele vai nos dar dor-de-cabeça.

A ética: onde está?


Existem regras, acordos tácitos, entre nós gays que deveriam sempre ser respeitados. O gay  tem suas coisinhas, seus espaços, que deveriam ser preservados sempre por outros gays. Existe uma ética!!!

Me explico. Esses dias dei uma festinha aqui em casa, coisa fina, jantarzinho e tal. Entre as pessoas algumas bichas que estavam fervidas e doidas para ir a boate. E foram.

Quando terminou a festa meu companheiro veio me falar: “Acho que fulano fez a chuca aqui em casa”. “O QUE?!”. Fiquei indignado, uma falta de respeito!

Agarrei ódio na bicha. Como assim ela vem na casa da gente e usa a NOSSA chuca?! Não, gente, não é egoísmo, não é falta de fraternidade com as irmãs. É questão de higiene! Sabe-se lá onde andou o edí daquela gay. Esquistossomose taí, mona! Passei o dia todo faxinando a chuca: deixei de molho na Q’Boa, esfreguei BEM com bucha de pelos duros e passei álcool em gel bactericida. Deixei tudo higienizado. A chuca parece que é nova. Mas a revolta ficou: não dá pra deixar o coração de molho.

A chuca de uma bicha é sagrada!

Sei que fazer chuca fora de casa sempre é o maior problema do viado (a chuca de garrafa pet taí como prova), mas há um acordão entre nós de manter o espaço prioritário da bicha dona da casa, né? Eu já sofri muito com chuca fora de casa, sempre tenho medo de pegar uma super bactéria que coma meu edí todinho fazendo ele virar uma enorme cratera gangrenada. Uma vez, num hotel, tentei retirar o chuveirinho para usar só a mangueira e inundei o banheiro do hotel todinho, mor mico, tive que chamar o boy para me ajudar, desligar a água todo do quarto e o escambau. Só depois pensei que deve ser mais seguro usar com o chuveirinho essas chucas “públicas”, pois toda bee deve ter a mesma ideia, tirar o chuveirinho e ninguém usa com. Sei lá! Apesar de que tem cada louca no mundo, né… O vinhádo que veio aqui em casa taí para provar que não estou mentindo.

Como lidar?