Gosto de homem, pica é consequência… será?


Desde o post da Léo Áquila falando sobre homens que ficam com travestis e a problemática em determinar a sexualidade deles, conversei com um amigo meu, gay e ativo, sobre essa questão.

A opinião dele me pareceu bastante preconceituosa quando ele disse que “gay gosta de pênis, se meu namorado não tivesse pênis eu não sentiria atração por ele.”

E completou: “Se esses homens que procuram travestis só quisessem sair com alguém mais liberal não precisariam sair com travesti, o que não falta no mercado são mulheres que fazem penetração com cinta nos clientes. São no mínimo bissexuais que não têm coragem de ficar com outro homem”.

Já eu achava que pênis era apenas uma “consequência do homem”, que nós nos atraíamos pela imagem masculina ou por resquícios dela (no caso de bee’s mais afeminadas) e esperamos que ali exista um pênis, claro, mas ele não seria o ponto-chave da atração, uma vez que travestis têm pênis e nem por isso nós gays nos atraímos por elas (ser mulher não se resume a ter rachada), certo?

Entretanto, voltando num post sobre transexuais Female to Male (de mulher para homem), observei que a maior parte dos leitores, tanto aqui quanto no Facebook, sentiram-se atraídos pela imagem, mas seriam incapazes de fazer sexo com eles devido à falta do pênis. Dando total razão ao que o meu amigo falou comigo lá em cima… e agora, Glória?

Será que o mesmo acontece com homens heterossexuais “de verdade” diante das travestis, quer dizer, que os homens heterossexuais sentem-se atraídos por elas fisicamente, mas quando descobrem que existe ali o pênis em vez da vagina, acontece a repulsa sexual assim como acontece conosco diante de um transexual female to male?

Ou será que tudo isso é apenas um reflexo da nossa cultura que segrega as sexualidades e nos obriga a deixar sempre claro por qual “padrão” nós nos atraímos? Sem nos dar a liberdade de experimentar e sentir novas formas de prazer, já que nós não fazemos sexo somente para a reprodução?

Aliás, eu mesmo já fiz sexo com homem, mulher, gnomo, seres de luz e entidades satânicas, e nem por isso deixei de ser gay… eu acho. Ser gay não é nada além de um rótulo, jamais vai conseguir representar a individualidade dos que fazem parte do grupo.

O que as senhoras acham? Vamos votar?

Querendo um diploma


Estava sumido esperando os pontos dos meus novos peitosestudante cicatrizarem… Brincadeiras a parte, e tentativas de roubar o lugar da nossa musa Tchynna, estava afogado em artigos, aulas e materiais para o que seria a minha super monografia com tema LGBT. Mas, como o mundo não é um lugar bom, ou parece não ser longe da minha amizade com a Amy e a Paris Hilton, minha pesquisa foi interrompida com uma bela negativa (informal) sobre o tema. Puto, com raiva e com vontade de correr para a delegacia da mulher… a única coisa que me restou foi recomeçar do zero com outro tema. Daí, quem já vivei a experiência monografia sabe como é chato!

Bjs a todos e de volta a ativa, passiva, reflexiva e todo o resto!

Obs1: Odiei perder na internet toda essa coisa de “Pedro me dá meu chip”.

Obs2: Adoro que que o primeiro site que abro depois do Babado tem coisas boas assim. Cuecas Undergear fazendo da Times Square meu lugar preferido no mundo!

131725Via Mix Brasil

Sobre cobranças e as ditas brigas com a Move


Existe uma necessidade de babado, fuxico e confusão nesse blog que eu certamente nunca entenderei na totalidade. Aqui coisas ditas para tirar uma graça, ou tentar fazer humor, são encaradas de maneira que fogem ao nosso controle. E não fugimos a nossa responsabilidade pelo fato de somente moderar comentários contendo coisas de mal gosto. Deixamos passar muita coisa tosca!
Agora querem criar uma briga entre o blog e a Move. Briga que sinceramente não acredito que exista, e que afirmo existir apenas uma diferença e que de certa forma, nós do Babado Certo, não podemos vive-la em sua totalidade,  porque temos leitores que adoram a boate e vão querer saber a programação e assuntos ligados ao funcionamento da casa. Não somos idiotas de ignorar isso!
Pessoalmente, não escrevia sobre a Move desde o momento que parei de frequentar casa e isso tem alguns meses. Desde esse momento não escrevi, pelos motivos óbvios – Não vou inventar coisas sobre a casa ou escrever as coisas que me falam. O motivo que me afastou da boate não foi a falta de atenção ou respeito dos promoters, e sim problemas pessoais, que me fazem abaixar a minha cabeça e assumir a minha culpa. Mas, como de Lindsay Lohan e Britney todo mundo tem um pouco, após a vergonha de discutir com seguranças e ser convidado a me retirar(não sem barulho!rs), voltaria a boate sem problemas. A questão é que não estava saindo para lugar nenhum, e por questões pessoais não queria frequentar lugares com muita gente e sinceramente nem tinha muita vontade física. Desde esse episódio na Move, a única festa que fui foi a Closer! Pronto: Esse caso por mim foi esquecido meses atrás, mesmo porque a culpa foi minha e não voltei na casa pela vergonha que tenho na minha cara nada maquiada!

O que acontece agora em relação a Move, e a informação que tive de um Promoter, no dia que retornei a casa, que disse que a casa estava chateada com o blog, pelos comentários que rolam aqui e pela forma que divulgamos o e-mail em que ofereciam entradas VIP para a festa de reinauguração, e que o Dé para fazer graça ( a graça que digo não ser entendida as vezes!) postou nos comentários. E disse ainda que a boate não dependia de nossa divulgação. Claro que isso é a visão de um promoter, e mesmo que o assunto tenha sido debatido na casa, ainda tem a forma dele de colocar os fatos e a minha forma de receber a mensagem!
Como essa informação me chegou aos ouvidos no fim de uma péssima sexta-feira, em que perdi dos meus poucos reais ao meu cartãozinho MasterCard Internacional (Caixa Fácil, do pagamento do estágio,rs) , nem dei muita atenção. Mas, no meio da semana passei uma msg para o Dé, informando que não precisava se preocupar em divulgar os eventos da Move, e depois comentei por alto a conversa com o Promoter. Daí, o resto vocês podem imaginar né! O Dé ia postar a programação da semana, e não podia ignorar a Move, e resolveu deixar uma alfinetada.
O resto é comentários, histórias, o privado que vira público e todas essas coisas que geralmente acontecem na internet.
Estamos abertos a conversar com os promoters da Move e desfazer esses desentendimentos. E isso não quer dizer que queremos ser amigos e puxar saco, apenas reconhecemos que muitos dos nossos leitores adoram e frequentam a buatchy, assim como esperamos da Move o reconhecimento que somos um canal de informação LGBT no estado, e mesmo que não sejamos ligados aos grandes postais da internet, soubemos definir nosso público e gostamos do que fazemos e que o Babado aqui é Certo.

Obs: Diferente dos comentários que recebemos no blog, pelo menos comigo a Synthia sempre foi uma gracinha, o Gustavo conheço desde que éramos pirralhos  , e a Cacaw sempre foi muito gente boa no MSN e na divulgação, o resto não conheço mesmo! A época que batia cartão todo fim de semana eram os outros meninos!
Obs2: Pode parecer que estou puxando saco da Move, mas tenho uma história com a buatchy e acredito que muitos me entendam, quando falo do apego aos lugares que tiveram importância nos períodos de medo e dúvidas. Lembram da sensação de ser livre em um lugar que ninguém te olha diferente!?
Se você leu isso tudo…Você realmente acompanha essa briguinha né! Por isso adoramos vocês! E sobre o meu cartão, acho que perdi na Rua da Lama, mas, já transferi o pagamento para o Banco do Brasil!rs

Bege…BEGEPAÇOKINHA


Em meio ao politicamente correto e cafonice que permeia a linguagem no Brasil, sabemos que  cabe a nós, beeshas lindas que somos, as tiradas e gírias mais usadas e queridas. Da dita mortadela, as mais finas e carudas, a nossa linguagem é um prato cheio para amigos, colegas e família. Não é mesmo Dé!?

A Turma da Mônica Jovem é babado meu bem!

A Turma da Mônica Jovem é babado meu bem!

Aqui em casa tenho que dividir metade dos bordões com a minha mãe e irmão, que sempre assimilam frases, que às vezes me pergunto: Oh Pai, onde essas pessoas ouviram isso?
Expressões como “uó”, “tá boa”, “sua loka”, são usadas com a naturalidade de um “bom dia”. Só me assusto quando a minha mãe me usa de escada para coisas do tipo: – Acorda Alice, (alguma observação me colocando na realidade)!

No Babado Certo, reproduzimos nossa linguagem e somos canal para o surgimento de novas “gírias”. Mas como no processo da linguagem o significado de um signo só acorre mediante aceitação social… peço sua atenção:begepaçokinha

blog_12_06_pacocaDicas de uso:

Sobre crise no Senado: Fico BEGEPAÇOKINHA com toda essa história do Sarney!

Sobre a nova gripe: Tô BEGEPAÇOKINHA com essa cobertura construída pela mídia!

Na faculdade:  “A ética, para Foucault, é a possibilidade de apontar o sujeito que constitui à si próprio como sujeito das práticas sociais…” Fico BEGEPAÇOKINHA com Foucault!

Na buatchy: Ficando BEGEPAÇOKINHA do meu edi com esses bofes!

E você, alguma pérola para enriquecer nosso vocabulário?

Agradecimento ao nosso amigo Lucifer, por ser fonte de informação e conhecimento!bjs

mesmo gripado…ainda aqui!


85324443Ser uma beesha hipocondríaca em tempos de gripe suína é desesperador! Tosse, dor no corpo, febre, e já estou aqui desesperado pedindo que a minha mãe me leve para o hospital mais próximo.
Minha mãe é totalmente conformada com o escândalo que eu e meu irmão fazemos em casos de dores ou doença, e já se mostrou contraria a enfermaria que montei na sala para assistir filmes, e repete a cada dois minutos que homem é bicho fraco para dor. Mas já deixei bem claro que até uma suspeita de gripe suína precisa ser encarada com certo glamour!

Mesmo com essa gripe, que espero seja só um susto, não poderia deixar de postar esse vídeo aqui:


Somente isso: Um beijo pra quem é travesti!

Pedro de tempos atrás


Sou uma negação para o método da pegação. Hoje falo isso sem a07241190 vergonha de outros tempos, sem o receio dos amigos condenando ou diminuindo a minha postura homossexual.
Esclarecendo que a palavra pegação aqui esta no sentido Final Feliz e “banheirão” de ser: Encontro de grande apelo sexual entre dois homens, sem beijos ou caricias intimas, com intuito de rápida satisfação do desejo e uma gozada rápida.
Certa vez estava no banheiro de um terminal limpando uma mancha de chocolate na camisa, quando senti que a porta do reservado estava entreaberta e um carinha lindo me observava, e fazia uma hilária cara de sedução. Segurando o riso pela expressão facial do meu sedutor do sistema transcol, e movido pelo desejo no corpo do rapaz, entrei no reservado sem pensar muito.
Minha experiência era tão pouca nesse ramo do prazer que, acreditem, tentei puxar uma conversa em um banheiro de terminal. Meu amigo era mudo, ou me achou um viado chato, e continuou fazendo cara de ator pornô em começo de carreira sem emitir sons.
Sem saber para onde correr aproximei a minha boca junto da dele. Dei sorte de não ter fechado os olhos, porque o desgraçado virou a cara e fez cara de espanto.
Discretamente me recompus do mal entendido, e sem mais cara de pau para continuar ali, perguntei: “Você não beija não?”
Negativa com a cabeça e uma mão que foi até meu pau, que nesse momento já nem precisava disso para demonstrar alegria, ele falou pela primeira vez: “Pô cara, beijar eu não curto não, posso ti chupar!”
banheiroFalando isso o amigo não perdeu tempo. Abriu a minha calça e já ia me mostrar o que Vanessão ganhou debaixo do pé de árvore. Quando… vozes moralistas, de certa forma virgem, na minha cabeça explodiam em discursos,  e só tive uma ação. Levantei o cara, fechei a braguilha, respirei para tentar me convencer que estava certo, e disse: “Desculpa, não entendo uma pessoa que não me beija na boca e quer chupar meu pau!”
Abri o boxe e fui pegar o primeiro ônibus que apareceu na frente. Passei a viagem toda me sentindo péssimo pela oportunidade perdida.
E claro que quando contei para os amigos, a lição foi: Escrever várias vezes no caderno – Nunca devo negar que me paguem um cat!
Hoje, mesmo que não seja o mais corajoso no quesito “pegação”, uma lição foi aprendida – NUNCA DEVO NEGAR QUE ME PAGUEM UM CAT!

Olá colega!


Amiga, nem te conto o babado!

Amiga, nem te conto o babado!

Meus encontros com o Dé não são frequentes, nem planejados, mas são como se fossem. Adoro uma mesa de bar com conversas sobre a pós-modernidade com essa looka.
Sempre acontecem coisas engraçadas. Como o Dé querendo levantar da mesa  crente que a menina que passava ao lado era a Lady Gaga. Acreditem, ele realmente queria falar com a loira platinada!-Gente é a Gaga. Meu sonho se realizou!
Ou quando começo a falar que a solidão não me assusta, e o medo que tenho de gente carente e romântica, que vive precisando de carinho e atenção.

-Gente assim me dá medo. E o pior que acham que todos os gays são assim!Uó isso né?
-Sou meio assim…
-Desculpa!

Por que simplesmente adoro assim!