Minha primeira vez na Rouge House


Boa madrugada, estão animadas pra essa sexta-feira maravilhosa que está chegando?

Em falar nisso, quero todas na Marcha das Vadias sábado, viu? E aproveitem pra irem na Calourada de Biologia, no Sintufes, logo depois da marcha. OPEN BAR:

OPEN BAR? JÁ TÔ LÁ, MAX!

OPEN BAR? JÁ TÔ LÁ, MAX!

Ai, bee’s, como vocês são impacientes. Eu disse que ia postar essa semana ainda, mas todo dia vocês ficam me cobrando o post sobre a Rouge House.

Tá ok, vamos começar.

Me arrumei…

01454… e saí de casa.

#partiu happy hour com o namorido

#partiu happy hour com o namorido

Como já haviam me dito que as bebidas lá eram caríssimas, eu e meus amigos resolvemos encher a cara antes de ir, num barzinho ali na Praia da Costa, o Mescla.

Pelo nome do bar e quando me falaram que o chopp custava 1 real, eu imaginei que fosse um ambiente super alternativo, escurecido e cheio de beesha.

Porra nenhuma, chego lá e dou de cara com uma dupla de rapazes cantando MPB e um monte de casal hétero nas mesas. Sabe aqueles casais típicos hiper-broxantes, nos quais o boy tá todo desleixado e a racha parecendo uma boneca de cera? Tava na cara que eles só iam sair pra comer mesmo.

Mas isso é coisa de gente rica, porque se ganhassem pouco eu duvido que ela gastaria a maquiagem pra comer uma coisinha e voltar pra casa, depois no final do mês ficam todas raspando o fundo do pote de base.

Aí tá, o chopp não estava um real, começamos a beber cerveja e eu fiquei me perguntando:

Gente, esses caras tão cantando aí de graça? Sem couvert artístico?

Começou um clima de tensão! Porque se lá nas quebradas um couvert já é caro, imagine num bar na Praia da Costa.

Rodei o bar inteiro atrás de uma placa ou algo dizendo o preço no cardápio, nada. Saí pra fumar, e num cantinho, com letras minúsculas, o couvert sendo cobrado.

Fazendo cara de rica, mas por dentro contando as moedinhas

Fazendo cara de rica, mas por dentro contando as moedinhas

Viado, catei minha bolsa e sumi como uma flecha! Combinamos de só duas beeshas pagarem o babado e só cobraram dois couverts. Porque se não fizessem isso, pelo preço que tava, eu já pegaria meu Transcol de volta pra casa.

Chegamos na boate, lotaaaaaaaaaaaaaaaaaada! Nossa senhora, nunca vi tanta gente naquela porta, as filas pareciam o terminal de Vila Velha às 6 da tarde, sabe? Que você vai pegar o 507 e a fila termina lá na porta do Darwin.

Aí chegou uma beesha belíssim… uma bicha, né, gente? Beleza de beesha transcende mais por causa da auto-estima que pela beleza mesmo.

Passou perto da gente, olhou em volta, e falou pras amigas: “Eu te falei pra gente não vir aqui, só dá gente feia”

Na hora eu retruquei, baixinho, mas o suficiente pra ser ouvida: “Haja vista a senhora, né?”

VRÁU:

BITCH!

Ali eu já tava desistindo, meu amor por Silvetty não era tão grande pra me fazer pegar uma fila daquele tamanho. Felizmente, Thiago delícia apareceu na rampinha e me chamou, passamos na frente de todo mundo.

Pensem nos olhares de ódio das gays na fila pra mim? Sem dúvida, se macumba pegasse, todos os cabelos da minha cabeça teriam caído ali, naquela hora!

Mas não deitei pra elas, fui imponente até a portaria:

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As mãos são as energias negativas tentando me pegar

Não adianta reclamar, tá? Faço tudo pelas senhoras, informo, ajudo, dou dicas, conto bafos… o mínimo que vocês tem que me deixar ganhar de volta é um pouquinho de mordomia na entrada das boates.

Digo mínimo porque eu acho que merecia era um open bar vitalício em todas as boates.

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Entrei, e que boate linda, Brasil! Toda decoradinha, os banheiros limpinhos com tias simpáticas que só faltam entregar o papel na mão da gente, um segundo andar espaçoso e sem cobrança de vip pra não formar uma hierarquia entre os viados… enfim, tudo aquilo que o Dé falou no post dele.

Foto exclusiva da porta do banheiro:

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Mas eu não ligo muito pra essas coisas, vocês me conhecem, meu negócio é a área de fumantes. É lá que faço amizades, conheço as leitoras e fujo do som da boate, que era ótimo, mas eu tô velha, não aguento aquela barulheira por muito tempo mais.

Por mim tocava um New Age a noite toda:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=f5honz0Ri-M]

Na área de fumantes discuti transfeminismo, identidade de gênero, maquiagem, chuca, smegma, HPV e temas variados. Quando é que eu discutiria tudo isso dentro da boate, tendo que gritar?

Até então a festa não tinha lotado. Quando aquele povo todo da portaria entrou, aí sim é que a gente percebeu a qualidade de duas coisas na casa noturna: Ar-condicionado e serviço de bar.

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Claro que com 500 viados transpirando era impossível o ambiente ficar gélido como estava no começo, mas ficou agradável, acredita? Imagine uma sala fechada e nessa sala fechada tem uma fonte que jorra água o tempo todo.

Se você lotar essa sala vai ser impossível do ar-condicionado manter a temperatura baixa, mas as gotículas de água que saem da fonte refrescam o ambiente quando dão de cara com o frio do ar.

Agora imagine a sala sendo a boate e as gotículas de água sendo o suor dos 500 viados. O ambiente estava parecendo beira de praia no quesito temperatura, mas IMEDIATAMENTE duas mechas cachearam na minha nuca, devido à umidade.

Então, pra quem faz chapinha, é bom passar um Garnier Fructis anti-umidade antes de sair de casa, só por garantia.

Uma pele bem protegida também é importante

Uma pele bem protegida também é importante

Já o serviço de bar, inicialmente se embolou por causa da explosão de gente comprando bebida de uma hora pra outra. Pior ainda quando os clientes são gays.

Beesha nunca chega num bar e pede uma cerveja  ou uma dose de bebida quente, ela tem que abrir a noite com um Bloody mary, um Sex on the beach ou qualquer outra bebida que demora pra fazer e deixa o barman ocupado preparando… botando no koo de todo mundo.

Por fora eu fico sorrindo, mas por dentro minha mente está maquinando diversas maneiras de enfiar aquele copo colorido na goela dela.

Porém, a organização da casa foi tão saborosa que logo ouviram alguns clientes reclamando da demora, rapidamente deram um jeito de colocar mais gente vendendo bebida e o sistema voltou a ficar fluido. Isso que é eficiência!

Quando Silvetty chegou eu estava na área de fumantes, por esse motivo me fodi e mal vi a cara dela. Tentei me espichar por entre as gays pra tentar ver alguma coisa, mas todas aquelas pessoas juntas, suando ao mesmo tempo, não tava dando certo, era questão de segundos pra eu sair dali a Gal Costa.

Meu nome é Max

Meu nome é Max

Peguei e fui embora, até porque meu amigo misturou champagne com cerveja, e uma bebida que levava um pedaço de unha da Pomba Gira, lógico que passou mal a noite inteira.

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Se você beijou a boca dele, tem um lado bom: Comeu um filé com fritas delicioso por tabela.

Update: Tinha esquecido de falar, não vi espelhos na boate! Achei isso sensacional, porque sem espelhos as viados se vêem obrigadas a olhar pras outras pessoas, em vez de só pra si mesmas.

Estimulando a pegação indiretamente, achei inteligentíssima a tática.

Veja as fotos do evento clicando AQUI

Segredinhos:

Até aí vocês já estavam sabendo, o que vocês NÃO sabem é que nós do Babado Certo e a Rouge House firmamos uma parceria babadeiríssima e faremos o aniversário do blog lá!

Então, fiquem espertas, lá pra outubro ou novembro, guardem aqués, porque vai ser a festa do ano. E nem adianta perguntar nada, só vou contar qual será a atração quando o flyer sair.

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Análise – Boate Rouge House Club


Fujo de inaugurações

Frequento boates gays há 6 anos. E nesse período já vi muita casa noturna abrir e fechar as portas. E se tem algo que aprendi foi a nunca ir a inaugurações. É sempre lotado, e há grandes chances de o espaço ainda não estar preparado: cheiro de tinta, ar-condicionado faltando e sistema de cartões/comandas não funcionarem.

Porém minha ida a Rouge House (na semana seguinte a inauguração, dia 21/12) foi por acaso. Ainda que eu havia dito que ia aparecer lá como naquele reality inglês de restaurantes em que o crítico aparece de surpresa e a paisana para ter uma impressão verdadeira do recinto, vim colocado de uma festa com amigos e em que as guei quiseram esticar… Mas deu pra ter boas impressões do local que compartilho com vocês agora:

“Welcome to the Moulin Rouge!”

A estrutura. Pra quem conheceu a Moulin Rouge é o mesmo espaço. Para quem conheceu a Heaven Brazil é o dobro do tamanho, já que são dois andares! Cabem mil pessoas lá, daí dá pra ter uma ideia. É possivelmente a maior – espacialmente – casa noturna GLS da Grande Vitória (confirma, produção?).

Ela está bem bonita, com uma estética simples.  Lembra um cabaré ou uma casa da luz vermelha. Chama a atenção o palco, bem estruturado pra receber shows, decorado com dois telões de leds. Podemos dizer que essa corresponderá a nossa Blue Space (dada as devidas proporções), por conta desse bom espaço pra shows.

Há uma quantidade bastante razoável de bares (dois no andar de cima, sendo um uma champanheiria, e um enoooorme no de baixo), ou seja, dificilmente esperará pra beber lá. A pista de dança, que fica embaixo, está certinha e preparada, mas também não tem nada demais. Talvez um problema seja que o lugar inteiro seja iluminado demais, eu desceria um pouco aquela luz. Tem um lugar escondidinho ao lado da pista  que tem muita luz, sério, eu deixaria ali apagado pras beeshas se pegarem. Seria um atrativo a mais para a casa (tem umas gays que são tímidas, tsá?!). Além disso, quem fuma achou a área de fumantes pequena, pois formou-se uma filinha pra utilizá-la (e sabe como é fumante, né, quando elas querem pitar sai da frente).

Sub-Zero Win!

Ao contrário da inauguração (alá, não falei), a refrigeração estava ótima. A boate estava geladíssima, gente. Inclusive tinha um tufão gelado na saída da escada, no segundo andar que quando você passava por lá parecia que estava tomando um golpe do Sub-zero, juro, dava pra passar frio. A ursarada ficava tudo em volta. Elas curtem clima frio.

Da estrutura o pior está sendo o banheiro. Estão feios, não estão dando conta do público e num deles o teto está meio caído. Pra piorar, no dia que fui, umas beeshas deram PT e vomitaram os mictórios todos. Ou seja, se já tinham poucos, diminuíram  P.S.: acho chique darem manutenção na limpeza dos banheiros a noite toda #ficaadica.

O atendimento. A já famosa boa recepção do Thiago Nunes se fez presente. Ser recebido de forma bem educada e  galanteadora, quase amável, tinha se perdido nas boates da Grande Vitória. Os problemas de entrada eram rapidamente resolvidos de maneira atenciosa. Trouxeram de volta a figura da GlamDoor (aquela drag finíssima que fica na porta cumprimentando e recebendo os clientes), que eu adoro, e que segue a tradição deste tipo de estabelecimento. Dá gosto chegar em lugares assim,  nos sentimos realmente bem-vindos. Nos bares, o serviço estava ágil e preciso. PONTO!

As atrações. As atrações quando eu fui estavam bem legais. Teve a amadíssima Labelle, aquecendo a galera. Depois teve duas drags que faziam coreografias sincronizadas, que foi o que teve de mais legal naquela noite. Por fim, houve uma drag bate-cabelo que trouxeram de São Paulo. Nada demais, qualquer drag daqui faria o mesmo por 1/3 do valor. Mas, de maneira geral os shows foram bons. Legal seria se mantivessem uma programação interessante como essa para ocupar o espaço incrível do palco.

“Partiu, faces”

O público. Muita bicha bonita, bem vestida e gostosa. Sabe daquelas que tem uma carinha de que posta “boa noite, faces!”? Então…

O preço. Salgadíssimo. Olha,  tem que ter muitos salários mínimos para ficar colocado ali. Quando fui, a cerveja estava R$8, a água (da pequena de 300ml) estava 4 reais. Meus 50 arô de consumação foram em minutos embora! Ouvi dizer que a casa ia rever esses valores. Precisa mesmo, se não fica difícil, viu?

Por fim, adorei a casa e voltaria. Vá também e confira com seus próprios olhos:

Serviço – ROUGE HOUSE CLUB
Endereço Rua João Joaquim da Mota, 390 – Praia da Costa – Vila Velha/ES
Telefone (27) 9694-8736
Informação no Grupo do Facebook.

Análise: Balaio de Gatas


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Bonitinhas, desculpem-me por não ter postado nada ontem, mas é que eu vou comprar um computador novo e estava resolvendo todos os babados da escolha do melhor hardware para as minhas necessidades de moliér: pornô e RPG.

necaEnfim, achei. E agora vou falar sobre o novo barzinho que abriu ao lado da Chica: Balaio de Gatas.

Não postei logo no primeiro dia porque cheguei muito tarde e não consegui pegar o momento karaokê do evento, mas sexta passada fui e cantei.

Então, o bar está funcionando ao lado da boate, no local onde era (ou é ainda?) o ateliê da Chica Chiclete. O lugar é repleto de mesas (você deve consumir para sentar, óbvio) e há um balcão ao lado direito do ambiente, onde vendem as bebidas.

Essa garrafinha

Essa garrafinha

Os preços são razoáveis, 3 reais uma garrafinha daquelas de vidro que tem basicamente a mesma quantidade de líquido de uma latinha.

Lá também você vai encontrar comidas e tira-gostos… que eu não comi porque eu acho um absurdo gastar dinheiro com comida: Se eu posso pagar 2 reais num quilo de batata e fritar uma caixa d’água de batata frita, PRA QUÊ eu vou pagar mais numa porção?

Não tem lógica pra mim, como em casa e fora dela apenas bebo, aliás, só bebo porque não sei produzir bebida na minha própria casa, o dia que isso acontecer, só vai dar eu e a bola Wilson dentro do meu quarto.

the voiceAgora, o karaokê: É DE GRAÇA, VIADOS! Isso pra mim paga qualquer garrafinha microscópica de Skol.

Quando eu ouvi que era de graça, pronto, agarrei do ladinho da Chica e não saí de lá enquanto não fiquei rouco.

Claro que o número de sapatões é maior, karaokês são o bosón de higgs da homossexualidade feminina. Somou isso com música ao vivo então, já era, ocorre um novo Big Bang e toda uma fauna de lésbicas de diversas espécies aparecem.

Eu esperando as rachas cantarem:

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Pra quem é beesha e gosta de pegação a opção não é das melhores, uma vez que música ao vivo, tira-gosto, cerveja e karaokê atraem apenas cults e ursas, a parte das ursas eu adoro, todo mundo aqui sabe minha queda por elas. O problema são ursas-cult, que são tipo o pague 1 leve 2 da pedância capixaba.

Depois que os cantores terminam de cantar, o karaokê reabre, a boate abre as portas, e os dois funcionam ao mesmo tempo! Sim! Se você não gosta de bater cabelo, você pode soltar a Ana Carolina e cantar a noite todinha.

Cata um vídeo exclusivo de uma bee cantando Tetê Espíndola por lá:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=0K1mroXg8bs]

E não tenha vergonha, ninguém ali é profissional, exceto as sapas de blusa xadrez, não cante perto delas, são sempre cantoras de algum barzinho na Serra ou Vila Velha, e vão pegar uma música LOGO depois de você, só pra te humilhar.

Enquanto você canta, achando que está arrasando nas notas agudas, elas ficam tudo em volta com essa cara:

Eu vou acabá com esse viado de voz de pato.

Eu vou acabá com esse viado de voz de pato.

O dia que Max foi à Black House


Voltei!

A prova foi tão longa que eu entrei barbeada e saí assim

E aí? Como foram no Enem? Eu quebrei o caralho todo, segundo os gabaritos divulgados na internet. Mas não é sobre isso que quero falar.

Ontem fui à Black House! Sim, a festinha dominical apelidada de ‘inferninho’ pelas mais fervidas. Confesso que pelas histórias que ouvia tinha um certo receio em aparecer por lá, mas assim que cheguei e vi que havia poucas cadeiras no local, fiquei mais tranquilo.

Saí do satânico Enem por volta das 6 horas, toda descabelada e com os olhos arregalados. Aliás, quase fui atropeladãm na frente da UVV, porque só via pontos pretos, de tanto que marquei gabarito.

Encontrei com Anwar, Edu e uma sapa serráquea na frente do fórum (nada melhor que o prédio da justiça brasileira pra dar uma pinta inconstitucional), e dali partimos pra Black House.

Cheguei lá e senti um medinho devido a quantidade de pessoas… como posso dizer… diferentonas. Mas quem sou eu pra falar de gente diferente, não é mesmo?

Logo percebi que aquilo era besteira minha e, a partir da primeira latinha de cerveja, meu coração amoleceu e eu comecei a AMAR aquela delícia.

Sou obrigado a admitir, apesar de todas as desavenças, o Dj Pedro Pessoti me destruiu com o set dele. Beeshas, acreditam que até Destiny’s Child e música antiga da Whitney Houston ele tocou? PENSE no prazer que eu, uma velha no corpo de jovem, estava sentindo ao ouvir aquele remake da minha adolescência?

Bebi, bebi, bebi e incorporei a minha habitual pomba gira sapatão. Pra quê? Quando vi já estava na porta do banheiro dando em cima das rachas, aliás, duas delas quase tomei coragem e peguei!

Só não fiz isso porque tinham muitas bee’s que me conheciam, e se eu beijasse alguém ali no outro dia elas viriam aqui comentar que “Max traiu o movimento”, “que Max paga de vinhádo, mas lambe lasca”.

Eu, na porta do banheiro feminino

No mais, o rock não é nada daquilo que me falavam as preconceituosas. Não vi briga, não vi beesha fazendo carão e muito menos me senti deslocado. Aliás, foi a galera mais simpática que já vi num evento! Todas muito deliciosas vindo falar comigo e elogiando o trabalho do site. ❤

Teve um show com o Khyron, que eu mal consegui ver porque todo mundo ficou na minha frente. E depois começou o funk-neurótico-ponto-net. Aí os vinhádos se ACABARAM.

Quando começou MC Beyoncé:

Tinha uma bee lá que mexia a bunda de tal maneira que eu fico pensando no perigo que é colocar o pinto dentro dela.

Juro pra vocês, ela rebolava tão diabolicamente que se um pau entrasse prego ele saía parafuso, de tanto que ela girava o edi. Invejei, muito, achava que eu sabia fazer alguma coisa com meu koo de pombo, ledo engano, perto dela sou um bloco de granito.

Fui embora e parti pra um barzinho, bebi mais com as gays e terminei a noite às 4 da manhã no 20 Cantar. Vocês se lembram do bafo sobre eles serem homofóbicos? Pois então, tudo mentchyra!

Fáááárias gays, sapas, héteros, todos misturados e exercendo sua sexualidade plenamente. Esses dias mesmo fui lá e uma trava cantou “A Mulher em Mim“, da Roberta Miranda. Caricatíssima, eu sei, mas ninguém fez chacota com ela, todo mundo bateu palma e ainda cantou junto!

Então, minha nota para a Black House é 9,8.

“Ah, Max, por que não dez?”

Porque o latão acabou no finalzinho do evento, fiquei chateadíssima tendo que beber latinha. Gosto de fartura, mas fora isso, aconselho todas vocês a visitarem o local.

Já virou meu programinha de domingo à noite 🙂

Está sozinho? A culpa pode não ser sua


Hold on, bitch! Se você é uma escrota, passional e ciumenta, esse artigo não justifica a sua solidão.

Vamos repensar o nosso comportamento antes de esbravejar com os outros.

Na década de 90 só dava ela!

Mas se você é uma fofa, educada e tranquilíssima beesha, a culpa da sua solidão pode residir no novo estereótipo dos gays.

Novo estereótipo, Max? Sim, novo! Observaram que aos poucos a bicha pintosa deixou de ser o exemplo de gay e agora os valores são outros? Vamos pensar um pouco…

Aqui no Brasil, no final do século passado, as beeshas se resumiam nas caricatas, leathers e Homens-que-comem-homens-mas-só-quando-falta-buceta. Observem que os exemplos de gays sexualmente atraentes eram Cazuza, Ney Matogrosso e os boyzinhos dessas bandinhas pop que estouraram na mesma época.

Onde estavam as Barbies? Não estavam, ainda! As Barbies e a geração saúde surgem nessa transição dos anos 90 pros 2000, e é disso que quero falar.

Os gays hoje, numa tentativa de fugir do estereótipo da beesha que só sabia ser cabeleireira e estilista, criaram um padrão no qual você deve atender a vários requisitos para ser considerado o gay ideal, o gay que mais foge do paradigma daquele gay que morreu de Aids quando esta estourou no país (o gay de porta de discoteca: degenerado, afetado e promíscuo).

Esse gay é rico, bonito, inteligente, bom de cama, bilíngue, másculo e musculoso. Sendo esse másculo e musculoso as principais características visuais que destoam do gay magro e feminino que era visto logo de cara como “aidético” nas décadas de 80 e 90.

Aliás, já observaram que basta uma bee ser muito magra que as pessoas logo fazem piada sobre ela estar beijada pela tia?

Pois é, esse novo padrão é inalcançável para a maioria absoluta das pessoas e, por mais que você tente fugir desse estereótipo, as possibilidades de encontrar um parceiro para esse gay que atende à maioria das características é bem maior em relação ao resto.

Não vamos ser hipócritas e julgar todos que atendam a esse padrão, estética privilegiada e riqueza também podem vir de berço.

E quando não vêm? Dentre os héteros também existem padrões de parceiro ideal, mas eles tendem a abdicar de uns em detrimento de outros: É a mulher Raimunda, é o pobretão gostoso ou o careca rico. Quem consegue o pacote completo é considerado sortudo, mas quem não é o pacote completo também não fica sozinho.

E por que você, beesha bonita e pobre só consegue foda de uma noite e você beesha rica e feia só arruma boy toy que te liga quando seu salário bate na conta?

Simples, como nossa cultura é ainda muito jovem e estamos nos adaptando aos novos padrões, todo mundo quer o ‘melhor’, e se não consegue prefere ficar sozinho SE transformando nesse melhor para atrair outros melhores como você: É a teoria do Clone Gay.

Observem uma boate no século passado:

E uma boate atualmente:

A homogeneidade chega a assustar, não é verdade? E cada boy musculoso ali sem camisa só está musculoso e sem camisa porque batalhou para se tornar aquele ‘melhor’ que citei lá em cima. Por isso ele anda sem a camisa, pra vender o produto assim como a racha malhadora usa vestido curto pra mostrar os pernões.

Isso gera um círculo vicioso, porque os gays que se tornaram esse melhor não querem perder o seu tempo com gays que não atendam a esse padrão, forçando os outros gays a também buscarem se encaixar no padrão para conseguir os clones que desejam.

Afinal, não é porque você não faz parte do padrão que você não vai ser seduzido por ele. Principalmente com a mídia reforçando sempre, com flyers de boate e propagandas de turismo GLS, que o gay que todo mundo quer é esse:

Defeito

Padrões de beleza são assim chamados exatamente pelo fato de serem um ideal de beleza de um grupo, mas isso não significa que todo esse grupo esteja encaixado nele, principalmente num utópico como esse.

Nosso grupo sempre foi conhecido pela diversidade, por aceitar a todos… mas é só conhecido mesmo, porque a realidade não é muito diferente da feminina quanto à manutenção do seu corpo para servir o desejo estabelecido pela maioria (vá pra porta da São Firmino e veja se não estou certa).

Pintosa quebrando louça com pintosa, urso com urso, discreta com discreta, drag com drag, bombada com bombada? Já passou da hora de misturar.

E aí? Qual a opinião de vocês sobre esse novo esterótipo de gays que domina o meio LGBT? Em que ponto ele deixa de ser saudável e se torna uma obsessão?

Análise – Piquenique na Pedra da Cebola


…Piquenique, mas de comida mesmo só vi as passivas…

Comecinho do evento

Meninas, finalmente minha ressaca acabou, mas também pudera, domingo fui ao Piquenique por Todas as Cores, e a cada amiga beesha que chegava, trazia junto uma garrafa de bebida diferente.

Marquei com a Out e o Anwar, comentadoras aqui do blog, às 14 horas no Terminal de Vila Velha. Já no terminal eu sentia a vibe da aglomeração de beeshas e sapas na fila do 507/501.

Aliás, foi engraçadíssima a chegada quase que simultânea das gays descendo de todos os ônibus, eu já estava preparada para um Flash Mob da Lady Gaga a qualquer momento.

Enfim, chegay na Ufes e fui em direção ao posto comprar minha querida Cantina das Trevas, uma vez que os supermercados estavam fechados. Em vão, não tinha Cantina e me vi obrigadãm (por favor, não comentem isso com ela) a beber Xixa, minha amante.

Aparição

Por sorte um amigo chegou com duas garrafas de Cantina e fomos em direção ao Piquenique. Chegando lá…

Eu já virei o saci, porque tinha um grupo enorme de evangélicos AO LADO da nossa bandeira. Parecia de propósito que eles marcaram o encontro no mesmo horário. Parecia não, foi de propósito, o garáleo do Parque da Cebola tem 100 mil metros quadrados e os janjão me resolvem sentar justo do lado da bandeira gay?

Os olhares de reprovação dos crentes para as bee’s mais exóticas eram constantes. Até a hora que resolveram olhar pra mim, só tirei os óculos e dei uma olhada profunda com meus olhos negros, olhei dentro da alma da cafoníssima cacura que parecia ser o pastor do rebanho, enviei centenas de pensamentos negativos, e logo ele parou de olhar. Sorte a dele, porque se ficasse mais trinta segundos olhando nos meus olhos o transformaria numa estátua de sal.

Mais ou menos assim:

Foto aleatória do evento

Entretanto, mais e mais gays chegaram, nos tornamos maioria e eles foram embora: “Vitória do povo de Satã!”, gritou ao longe uma bee macumbeira. Eu acho que o motivo foi a falta de comida, faltar comida pra eles é o equivalente a faltar Big Apple na balada gay, o rock logo termina.

Bebi mais, fiquei conversando com as colegas do Grupo Libertad e fui ao banheiro, que diga-se de passagem, já havia sido batizado pela chuca de alguma gay. Eu não entendo porque sempre tem uma que faz a chuca na balada, parece que elas seguram a água dentro do corpo, pegam o Transcol e só soltam quando CHEGAM no evento.

Não pode faltar

É sempre assim, uma vez eu fui ao banheiro da Move assim que boate abriu, e estava limpinho, mas foi só passar meia hora, voltei e já estava interditado, com símbolo de Biohazard na porta e tudo!

No mais, amei o evento, sapas tocando violão, bee’s dando basfond, outras sendo comportadas, casais com filhinhos e tinha bastante hétero confraternizando. Só tenho a parabenizar.

Por fim, não sei como terminou o evento, senti que ia chover e desapareci. NÃO, meus cabelos continuam lisos mesmo depois de molhados, bocudas! Meu problema era o delineador borrar e eu ter que pegar Transcol com a cara de suja da Ke$ha.

Meiozinho do evento

Lembrando que o sexto encontro já está marcado, clique AQUI para saber mais.

Agradecimentos ao Ralf, pelas fotos

Os encubados e o Dia dos Namorados


O Dia dos Namorados chegou! E eu sei que é estranho logo eu, a solteira mais orgulhosa de Vitorinha, falando disso. Mas esse post não é para fazer um ode ao amor e ao relacionamento sério no Facetruque, deixa isso pra casada da Dé.

Todo ano é a mesma ladainha entre grupo das recalcadas que dizem amar ser solteiras, mas vão passar a terça-feira num bar pé de porco bebendo e reclamando da vida, e do grupo das namorandas, que passam a semana inteira fazendo declaração de amor no Face, mas rodam o koo mais que a saia da Pomba Gira quando um boy dá em cima delas pela Truth Box.

E as encubadas? Elas estão escondidas em Nárnia, mas nem por isso são incapazes de amar. Aliás, são as que mais namoram, afinal, é muito mais seguro ter uma pica na mão que duas te adicionando no Facebook de família.

Por isso, resolvi fazer uma das minhas amadas listas separando em categorias o comportamento delas no Dia dos Namorados, vamosh começar?

Lá vem a preconceituosa da Max

A Solteira: Está quase casada, morando junto e se bobear já adotou o filho do marido ativo, mas no Dia dos Namorados sempre posta que foi dar uma volta no shopping ou comer num restaurante japonês com o “brother”, pra comemorar a solteirice.

A Discretona: Não comenta nada, não comemora nada. Mas pode apostar que durante o dia ela vai postar sobre algum presente que ganhou: “Ganhei uma caixa personalizada da Heineken, irada!”… não se sabe quem deu, quando deu ou porque deu. Só ela acha que ninguém desconfia.

A Alcoólatra: “Vamos beber porque namorar tá foda!”. Vai na fatura do cartão de crédito dela no fim do mês pra ver quantos pseudônimos de motel você vai encontrar. Soube que o do Status é um nome de borracharia.

A Sonsa: Tem o namorado no Face e mil amigos gays em comum. O namorado assumido posta uma foto dela com ele e uma declaração de amor embaixo, mas ela pede pra não marcar, não comenta e finge que não viu, tudo “pra não dar pinta”…

A Alfabética: Faz uma declaração linda, mas toda vez que vai falar o nome da pessoa coloca só a primeira letra do nome: “Te amo muito, B., não sei o que seria da minha vida sem você”. Tsá boa, né?

Já manjei sua rola e cê nem viu, bee!

A Pessoal: Não cita nomes na declaração, mas toda vez que vai falar do namorado, em vez de usar adjetivos e termos no masculino substitui tudo por “a pessoa”. É a mesma que no churrasco da família, quando a tia evangélica pergunta “E as namoradas?”, ela responde: “Estou namorando uma pessoa maravilhosa”.

A Comunicóloga Cineasta: Como todo mundo já desconfia da sexualidade dela por ser da Comunicação Social, ela faz a koolt e posta o curta “Não Quero Voltar Sozinho”, usando o respeito à diversidade para sair pela tangente. Mas mal sabem as amigas que à noite quem procura a bengala do ceguinho é ela.

Je T’aime de cu é rola

A Musical: O mural dela é como se não existisse Dia dos Namorados. Mas todo dia doze, em alguma hora do dia, pode procurar que você vai achar alguma citação de música romântica.

E, por fim, A Hipster: Foto no Instagram de coração recortado em cartolina vermelha, escrito ‘Je T’aime‘ no centro. Dá vontade de dar três tiros no monitor, de ódio desse ‘Je T’aime’.

Já viu alguma coleguinha encubada com esse comportamento? Já viu com algum comportamento que eu ainda não vi? Me conta aí nos comentários!

Platinum Mix Club – Análise


Bem bonita

Meninas, fui à Platinum ontem! E agora vou contar pras senhoras tudo sobre o que achei da festa de quarta-feira mais falada de Vitorinha.

Imagino que muita gente fique com medo de fazer toda a montação para uma festa num dia pouco habitual, sempre fica aquela pulga atrás da orelha, pensando: “Será que vai dar gente?”.

Pois então, cheguei lá 5 minutos antes de terminar a entrada free, porque queria fazer um teste com a galera a fim de saber se realmente cumpririam o que estava escrito no flyer, e para a minha surpresa, a própria moça do balcão me convidou a subir assim que cheguei perto da porta, dizendo que faltavam cinco minutos para o término da promoção, mas que eu ainda poderia entrar.

Eu, fumando na sacada

Entrei, subi e dei uma observada na decoração: Toda a casa estava decorada com aplicações de tecido e lycra tensionada, mas deitei na BR, não ficou cafona, senti até uma vibe erótica! Como disse a Lúcifer: “Olha, eu nunca gostei de lycra em decoração, mas eles conseguiram dar uma nova cara para a lycra tensionada”.

A pista do Platinum foi dividida em dois ambientes, um com a pista de dança, suas luzes e a cabine do Dj, e outro com mesinhas para as pessoas poderem sentar e bater um papo.

Na lateral do ambiente, havia um darkroom, em forma de labirinto, cheio de luzes negras, que eu confesso que deveriam ser apagadas, pois entrei lá antes de acenderem e o lugar estava realmente escuro, tanto que me perdi lá dentro e entrei em desespero (sempre tchife medoãm de darkroom hahaha).

O Darkroom estava escuro assim

Enfim, depois que acenderam ficou tudo muito claro e eu vi a cara de todas as gays que estavam se chupando lá dentro… aliás, elas queriam me bater, porque no fim da festa cheguei gritando o nome de umas três, bem alto. Já poderiam fazer um episódio pra mim na série As Brasileiras: *Max, a troll do darkroom*.

Sobre as bebidas, cardápio bastante limitado, bem básico, mas com preços acessíveis. A promoção do combo de 6 cervejas por 22 reais me obrigou a beber uns três pra ficar louca logo. E isso é interessante, afinal, você não encontra mais uma latinha por menos de 4 reais na boate, néam?

Meu look da semana que vem

A música era bem o que toca nas outras boates, mas com um estilo mais parecido com o da Space Pub, uma vez que os Dj’s eram os mesmos, e já têm noção do que as gays gostam. Divas, divas e uns batidões que só o Dj conhece e a gente usa pra comprar bebida, é sempre assim. Tô pra te contar que até mashup de “Você você você quer” com Whitney Houston rolou naquela pista.

Deu uma quantidade boa de pessoas, não lotou, claro, não estamos no Rio de Janeiro, que tem gay o suficiente pra encher balada na segunda-feira. Mas senti que a maioria ali eram estudantes da Ufes que ainda estão de férias.

Minha opinião final é que o evento passou sim no teste de qualidade, por mais que vocês digam que eu estou vendendo minha alma por VIP’s.

Análise semiuótica de álbuns fechativos: ‘Four’ da Beyoncé


Gentchy! Saiu o novo CD da Beyoncé, que estava marcado para o dia 28, mas alguma bee hacker muito eshperta conseguiu vazar antes, e agora algumas músicas estão disponíveis no Youtube (vou linkando a medida que disponibilizarem para o Brasil).

E eu, como sou a defensora do Team Honey B., inimiga mortal do time Gaga da Dé, vou fazer uma análise semiuótica do cd da Bey pra provar pra essa pão-com-ovo, de uma vez por todas, que a Beyoncé é a verdadeira diva! Vamos lá?

Então, primeiro, por que o nome do cd é “4”?

Rexona, não te abandona

Tem toda uma questão cabalíshtica envolvida: Beyoncé nasceu no dia 4 de setembro, casou-se no dia 4 de Abril e a mamãe Tina faz aniversário dia 4 de Janeiro. E também porque ela é Beyoncé e se quisesse colocar o nome do cd de “Meu cu” seria tão bom quanto!

A diva está toda amorosa nesse cd, você junta a dor-de-cotovelo de Alcione, o amor doentio de Maria Bethânia e o feminismo de Cassia Eller, bate tudo no processador, e dá esse mix de amor, sensualidadtchy e Girl Power.

Fato que eu, fã de Beyoncé desde Destiny’s Child, adorei, pois já estava sentindo falta dessa vibe “sou moliér, amo vocêam, mas me amo mais, garáleo!”

Agora pega o seu bom drink porque eu vou comentar música por música! Vem gentchy!

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Não vou dar notas porque eu amo todas e acho um desrespeito com a eleita Cantora do Milênio. Lady Gaga pode receber nota, não é ninguém na noite ainda.

1. 1+1

Resumir em uma expressão clichê? Muito fácil: Amor incondicional. Provavelmente ela fez essa música pro marido dela, que ela deve amar muito meishmo, porque ele é mais feio que bater em mãe. A música tem toda uma aura do escritor Goethe, que eu adoro: “o amor cura, mata e supre”. Lindo, né? Vale ouvir com o boy no dia dos namorados.

2. I Care

Como lhe era de costume em Destiny’s Child, as músicas acabam por seguir uma ordem cronológica e contar os altos de baixos de qualquer relacionamento: “Paixão, Amor, Desilusão, Desencanto, Esperança e Fim”. Essa música serve para duas situações, tanto para aquele amor platônico, onde um ama e o outro don’t give a shit pro que você sente, quanto para um relacionamento no qual uma das partes já está saturada, mas a outra ainda ama e fica putíssima com o comportamento do primeiro. Qué dizê, é o que toda gay passa quando se apaixona por um hétero no Ensino Médio. “Why don’t you love me?”.

3. I Miss You

Tô triste, saicu

Pronto! Acabou o relacionamento, Beyoncé levou um pé-na-bunda e está no seu quarto, tomando um Martini e fumando cigarros. Nessas horas que vem o exú Alcione e te atormenta, fazendo lembrar o tempo todo do cajafeste, que te faz mal, não te compreende, mas como ela diz: “It don’t matter who you are”. Nessas músicas, assim como fez em ‘Cater to You‘ em Destiny’s Child, Beyoncé mostra uma fragilidade em meio a toda sua auto-suficiência, admite que todo mundo precisa de alguém e como somos capazes de ignorar princípios para conseguir essa pessoa. Sim, bill, essa é pra chorar depressiva ao lado de uma foto do boy.

4. Best thing I never had

CALEM TODAS A BOCA! Essa é a MINHA música! Beyoncé, seguindo mais uma vez a ordem cronológica que eu falei acima, cansou de chorar, cansou de tomar Rivotril, cansou de ir atrás de quem não merece. Agora ela é forte, é maquiada, é diva, é gostosa e o boy já é passado! “What goes around comes back around”, bêu abôr!

5. Start Over

A recaída! É a ressaca moral de quando você tenta desistir do bofe, ser “mais você”, mas isso só funciona mesmo na primeira semana, logo depois a senhora está lá de novo aos pés dele implorando pra voltar.

6. Party (ft Andre 3000 and Kanye West)

Tô lok, vem gent

Num tô dizendo? Essa mulher é foda, ouvir esse cd do começo ao fim é melhor do que qualquer psicólogo! Agora Beyoncé, renovada, vai quebrar tudo na buatchy! Arrumou um boy, levou pro motel e vai dar o koo de cabeça pra baixo, se sentir amada, desejada, como não se sentia desde quando estava atrás do ordinário da música anterior. O rapper Andre 3000 faz o papel do bofe que ela catou, e a enche de elogios, dizendo o quanto o outro é otário por  tê-la deixado passar. Super sinto que esse é o melô na mulher de meia-idade.

7. Rather die Young

Lembram do cafuçú da buatchy? Então, ela se apaixonou por ele, está sentindo aquele frio na barriga, aquela vontade de fugir, morrer de dar e viver numa Casinha Branca no meio do mato, só os dois. Beyocé está no topo do mundo, mas está morrendo de medo de cair de novo, afinal, a última decepção a tornou mais forte, mas não incapaz de amar. Resumindo, essa música diz: “Você me ama? Okay, eu vou me entregar, mas se vacilar, corto suas bolas!”

8. Love on Top

Diz o ditado: “Felicidade de pobre dura pouco”. Beyoncé foi morar com o boy, viveu intensamente a paixão, mas cansou da rotina. Também, como fazer uma mulher desse calibre não cair em rotina?! Porém, Beyoncé é perseverante, Honey B. ainda ama o bofe dela e não quer desistir, afinal, não tá fácil pra ninguém, néam?

9. Countdown

Bey ainda ama (novidade), mas caiu na rotina. Ela cita os dez passos que eles sempre fazem quando saem juntos. O namorado que em “Rather die young” era cheio de vida e autêntico, agora parece previsível e sem-graça. As gays avisam: Me impressione nesse garáleo ou eu vou te largar!”.

10. End of Time

Beyoncé tá dizendo a mesma coisa das três últimas músicas, mas agora ao som de Olodum descendo o Pelourinho. Tipassim, tá dando chance pro cafuçu fáááárias vezes, em fáááários ritmos musicais. O ritmo dessa música me passa um desespero pra animar o rapaz, fazê-lo agir e dar um “vem cá minha nêga”. Vou te contar que isso funciona mais que lingerie sexy e pétalas de rosa na cama.

11. I Was Here

A diva mostra a que veio e faz uma auto-promoção, assim como fez em “Diva”, só que num ritmo mais lento. Mostra que, se tudo acabar hoje, ela deixou sua marca e se fez presente. Alguém duvida? *sacando navalha*

12. Run the World

Who run this motha?

Aaaaaaaaaah, garáleo, essa é pra cuspir na cara de quem disse que Beyoncé não podia ser politizada! Ela faz um ode às mulheres e convence tão bem, que qualquer um que ouve sente vontade de botá peito e fazê perereca só pra ser mulher e gritar: “Who run the world? GIRLS!”

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Ah! E antes de compararem com Lady Gaga, Beyoncé canta o “amor”, e desmerecê-la como Rainha do Pop é o mesmo que dizer que Roberto Carlos não é Rei só porque não fala de questões políticas como Caetano Veloso

Análise semiuótica de clipes fechativos: ONLY GIRL (IN THE WORLD) (Rihanna)


Um dos post mais amados (e raros – porque dá trabalho pá porra dar print e recortar os frames) deste blog é o ‘Análise semiuótiva de clipes fechativos’, que como o próprio nome sugere, é onde eu faço uma extensa e profunda análise dos significados por trás das imagens presentes nos videos das divas pop.

O clipe da vez é para mim, até então, a melhor música do findea (‘fim de ano’ – ALOKA!) e que vai agitar o verão de todash nósh capixabãns, da feira do koo a final felizh: Only Girl (In The World), da Riri. E vocês sabem como me identifico com ela (já adiantando a piada pra quebrar as recalcadas gongadeiras de plantão). A música tem tudo pra ser o bate-cabelo da temporada porque tem uma batida gostosíssima, além de ter esse gritos bafônicos no refrão que PEDEM um remix babadeiro housetribaldragmusic.

Falemos do que interessa, do clipe. O que Rihanna quis nos dizer com ele? A proposta é muito simples: “Olha os acessórios que eu tenho e você não, sua mendiga!”.

Observemos:

Ele pode até estar parecendo uma retardada andando pelo deserto com os braços pra cima. Mas ela tá mostrando como o figurino é babado. Até ouço ela falando “Bee, cata o volume loosho da minha manga-morcego e chora”. E vamos combinar, quem nunca viu esta cena e ficou com uma mágoa de cabocla fortíssima querendo imitar?

Ah, e é flores que vocês querem? Então toma:

Quem nunca ficou locona de padê e se jogou sensualizando num canteirinho de flores, numa moitinha, numa pilha de folhas secas ou mesmo no lixo e ficou fazendo anjo de [insira aqui o local onde você se atirou] e atirando coisas pra cima?

Paguei pau pra essas duas fotografias, Ri, enfiei o dedo no koo e rasgay! Posso copiar no meu book de 24 anosh?

Nós estamos enrolando em nosso recalque, mas não tem jeito, vamos falar nos acessórios da putona:

Acessório 1: Buá Bafônico

Conheço pessoas que matariam pra ter este buá. Sim, eu e você. E a palhafa ainda fica jogando na nossa cara. Só de olhar pra ele posso sentir a maciez do material acariciando minha pele… Delícia! Zzzz…

Acessório 2: Xale branco com grandes bolas nas pontas

Graças a Deus eu não tenho um xale lindo destes. Se não ia passar o dia todo rodando, rodando, rodando… Caí!

Acessório 3: Faixinha de Swarovski

Ah, Ri! Cê jura que é swarovski. Conheço um strass de acrílico truqueiro do DC Armarinho da Glória de longe, querida. Nem vem de gracinha…

Essa talvez seja a cena mais enigmática do video. Eu tenho minha teoria. Como o videoclipe é pra Rihanna mostrar os acessórios magia dela, eu acho que isso foi a forma dela dizer: “Tsá, mas eu ainda amo uma biju de acrílico, prontofalei”. Porque, vamu combiná, nós drags por mais ricas que sejamos sempre usamos um brinco, sei lá, uma pulseirinha, seja lá o que for daquele plástico bem vagabundo, né, não? A gente te entende, gata! Só não entendemos uma coisa… que que é isso?

Meu koo, você pode até ter feito a rica conosco, mas eu danço melhor que você, Ri. Tchy amo, mas fiquei com vergonha alheia dessa dancinha uó.

Reveillon taí, mona! Se joga no mar, oferenda!

Extensão Beat – Análise


Como todas aqui já souberam pelo BCG da semana, eu não fui à nova boate que abriu, mas isso não quer dizer que eu não estava presente em espírito. Todas as minhas capangas foram e me mandaram textos contando TUDA pra vocês ficarem informadas.

Vou usar o texto de uma moça, que prefere ser chamada de moça, que se auto-intitula “A Recalque”. Não vou postar o texto todo porque o ritmo é frenético pras guei não dormirem na metade do post. Tá prontchênha? Então vem comigo!

A garotchênha em questão chegou bem cedinho porque, segundo ela, gosta de “estrear”, mas na verdade ela tava com o koo cheio de otim e não queria pegar a blitz na rodovia. A entrada foi rápida, sem promoter distribuido beijos e juras de amor, ela pegou sua comanda e foi!

Lá dentro:

“[…] Gigantesco, seguranças por todas as direções, o som no último volume, a iluminação do kerélio, meio desnorteado fui conhecer os locais que mais passaria a noite: banheirón, fumódromo, bar, e claro a pista de dança. Todos os itens tem nota 10. Banheiro perfeito com uma ante-sala com uns mega espelhos e mais pias, achei muito higiênico. Fumódromo escândalo com direito a visualização do fervo das bunithas lá embaixo.

O sistema de comanda é digno no quesito segurança,  com direitos e deveres das alcoólatras atrás e em letras colossais, dizendo inclusive que em caso de perda da comanda o valor poderá ser combinado com o gerente. Aliás, para mim isso faz diferença porque lá existe um gerente e não aquela brincadeira de passa ou repassa entre os promoters.

Quando fiquei sabendo do preço cai para trás, beesha, aquele mundo da Extensão Beat tem preços acessíveis, juro que já estava pensando em ter um coma alcoólico por que com a grana que eu levei daria para fechar uma geladeira daquela! […]”

Me senti no meu Crossfox

Dentre os detalhes da pegação que a guei fez lá dentro, me contou também que O TETO ABRE (fiquei chocada com essa modernidadtchy) e que o palco de shows é enoooorme, será que rola um Miss Gay 2011 por lá?
Qué dizê, o único problema é a localização muito distante. Mas também pudera né, bonitas? Não tem nem lógica colocar uma boate desse tamanho na área urbana, imagine só, Braseel, o teto abre e um skinhead joga uma bomba lá dentro matando metade das gueis capixabas! Mas seria lindo Vitorinha nevando purpurina por 5 meses, bem no estilo Silent Hill.

Semana que vem, se a programação permanecer GLS, vou fazer o possível para dar uma passadinha por lá.

Inauguração da Ink Lounge – Análise


Well well well, bee’s, depois de me desgraçar de beber na Ink ontem, acordei com os dedinhos nervosos para postar minha crítica sobre o local. Caso alguma coisa saia do padrão culto da língua, me avisem, porque minha cabeça está um ballon e eu não estou com a menor condição de revisar esse texto.

Eu, como boa alcoólatra, já estava no Triângulo esquentando os tamborins desde as 9 da noite, e às 10 resolvi dar uma passadinha lá na frente da Ink pra ver como tava, e aí vem meu primeiro ponto positivo: impressionamente TODA a equipe de promoters já estava na porta da boate, mesmo que, devido ao horário, estivesse tudo vazio, frio e só faltando rolar bolinha de feno. Suuuuuuuper simpáticos, suuuuuuuuuuuper sorridentes, bem arrumados, de unhas aparadas e cabelos estilosos, sem contar que todos ali já eram carinhas conhecidas na noite de vitorinha, o que me fez me sentir ainda mais à vontade.

Voltei pra tomar mais uma cerveja e à meia-noite reapareci, e parecia que tinha ocorrido um brotamento de vinhádo do chão, lotadésima, aquele calor humano, as bee’s que batem cartão, algumas desconhecidas, as movet’s espiãs, o kerélio todo… entrei.

Havia dois bares, um lá dentro que vendia bebidas clássicas (Cerveja, Uísque, Martini, Campari, etc) e outro lá fora com os drinks multicoloridos que as guei adoram. Diziam que também havia uma temakeria, mas eu nem me sujeitei a comer para não estragar minha chuca. Tudo muito gelado, muito limpinho, muito tudo, inclusive CARO, para quem reclamava dos preços da Move, experimente pagar 6 reais numa cerveja (tudo bem, era Devassa, vale a pena) ou 15 numa dose de Red Label. O atendimento foi satisfatório, e pras bee’s que estavam reclamando da demora: façam-me o favor, era inauguração, a casa estava lotada, não exijam um atendimento de Mc Donald’s, please.

A decoração não mudou muita coisa em relação a antiga The One, mas adicionaram luzes, reformaram o banheiro e permaneceram com aqueles quadrados coloridos babadeiros do teto, que faz você se sentir na Babylon de Queer as Folk, uma delícia.

A área de fumantes é muito espaçosa, arejada, iluminada e sem aquela cara de câmara de gás que você nem precisa acender um cigarro para fumar. Havia uns sofás e puffs, em pouco número, que depois me foi explicado por um dos promoters que a empresa que enviaria as mesas não pôde aparecer na sexta, mas que sem falta hoje (sábado) elas estariam lá.

Agora… a MÚSICA… bem, eu sei que a idéia era agradar de A a Z, diferenciar do bate-estaca da Move, ok ok, eu entendo, dava pra cantar juntchênho, mas somente tocar a primeira música de viado às 3h10 da manhã é sacanagem e mesmo assim, eu, que fiquei as 5 horas de festa dentro da pista só ouvi Alejandro, Telephone e Single Ladies, de resto, 500 vezes repetiram I Gotta Feeling, Stereo Love e por incrível que pareça fizeram a Centenário e tocaram THE KILLERS. Algumas bee’s animaram-se e tal MAAAAAAS 80% da casa estava visivelmente poota da vida com a falta das divas.

No mais, adorei a casa, a pegação estava frenética, os cafuçus todos do bem e os héteros, como sempre, invadindo a balada e dando em cima das lésbicas.

Pra quem gosta de um ambiente bem climatizado, com músicas que fujam do típico de boate gay, aconselho sim irem pra Ink, e vou cantar a pedra, o dono foi mafioso nesse nicho de mercado, não vai bater de frente com a Move, mas sempre vai ter seu público fiel.

P.S.: Fui embora às 5 da manhã, não sei o que rolou depois disso, se a música ficou babadeira, eu só lamento, pq 5 horas da manhã não é horário de por as músicas que deveriam ferver a galera na madrugada.

P.S.2: Agradecendo ao comentário da “a Sapa” por me lembrar da falta do guarda-volumes, isso REALMENTE numa boite gls, onde as bee’s adoram levar suas bolsas de make-up, é uó.

P.S.3: O Guto tocou boa parte do set que o Dé postou aqui, inclusive aquela que eu achei que fosse remix de um Blues, gostei dessa parte, foi um dos meus pontos altos. Ha ha ha ha!