Minha primeira vez na Rouge House


Boa madrugada, estão animadas pra essa sexta-feira maravilhosa que está chegando?

Em falar nisso, quero todas na Marcha das Vadias sábado, viu? E aproveitem pra irem na Calourada de Biologia, no Sintufes, logo depois da marcha. OPEN BAR:

OPEN BAR? JÁ TÔ LÁ, MAX!

OPEN BAR? JÁ TÔ LÁ, MAX!

Ai, bee’s, como vocês são impacientes. Eu disse que ia postar essa semana ainda, mas todo dia vocês ficam me cobrando o post sobre a Rouge House.

Tá ok, vamos começar.

Me arrumei…

01454… e saí de casa.

#partiu happy hour com o namorido

#partiu happy hour com o namorido

Como já haviam me dito que as bebidas lá eram caríssimas, eu e meus amigos resolvemos encher a cara antes de ir, num barzinho ali na Praia da Costa, o Mescla.

Pelo nome do bar e quando me falaram que o chopp custava 1 real, eu imaginei que fosse um ambiente super alternativo, escurecido e cheio de beesha.

Porra nenhuma, chego lá e dou de cara com uma dupla de rapazes cantando MPB e um monte de casal hétero nas mesas. Sabe aqueles casais típicos hiper-broxantes, nos quais o boy tá todo desleixado e a racha parecendo uma boneca de cera? Tava na cara que eles só iam sair pra comer mesmo.

Mas isso é coisa de gente rica, porque se ganhassem pouco eu duvido que ela gastaria a maquiagem pra comer uma coisinha e voltar pra casa, depois no final do mês ficam todas raspando o fundo do pote de base.

Aí tá, o chopp não estava um real, começamos a beber cerveja e eu fiquei me perguntando:

Gente, esses caras tão cantando aí de graça? Sem couvert artístico?

Começou um clima de tensão! Porque se lá nas quebradas um couvert já é caro, imagine num bar na Praia da Costa.

Rodei o bar inteiro atrás de uma placa ou algo dizendo o preço no cardápio, nada. Saí pra fumar, e num cantinho, com letras minúsculas, o couvert sendo cobrado.

Fazendo cara de rica, mas por dentro contando as moedinhas

Fazendo cara de rica, mas por dentro contando as moedinhas

Viado, catei minha bolsa e sumi como uma flecha! Combinamos de só duas beeshas pagarem o babado e só cobraram dois couverts. Porque se não fizessem isso, pelo preço que tava, eu já pegaria meu Transcol de volta pra casa.

Chegamos na boate, lotaaaaaaaaaaaaaaaaaada! Nossa senhora, nunca vi tanta gente naquela porta, as filas pareciam o terminal de Vila Velha às 6 da tarde, sabe? Que você vai pegar o 507 e a fila termina lá na porta do Darwin.

Aí chegou uma beesha belíssim… uma bicha, né, gente? Beleza de beesha transcende mais por causa da auto-estima que pela beleza mesmo.

Passou perto da gente, olhou em volta, e falou pras amigas: “Eu te falei pra gente não vir aqui, só dá gente feia”

Na hora eu retruquei, baixinho, mas o suficiente pra ser ouvida: “Haja vista a senhora, né?”

VRÁU:

BITCH!

Ali eu já tava desistindo, meu amor por Silvetty não era tão grande pra me fazer pegar uma fila daquele tamanho. Felizmente, Thiago delícia apareceu na rampinha e me chamou, passamos na frente de todo mundo.

Pensem nos olhares de ódio das gays na fila pra mim? Sem dúvida, se macumba pegasse, todos os cabelos da minha cabeça teriam caído ali, naquela hora!

Mas não deitei pra elas, fui imponente até a portaria:

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As mãos são as energias negativas tentando me pegar

Não adianta reclamar, tá? Faço tudo pelas senhoras, informo, ajudo, dou dicas, conto bafos… o mínimo que vocês tem que me deixar ganhar de volta é um pouquinho de mordomia na entrada das boates.

Digo mínimo porque eu acho que merecia era um open bar vitalício em todas as boates.

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Entrei, e que boate linda, Brasil! Toda decoradinha, os banheiros limpinhos com tias simpáticas que só faltam entregar o papel na mão da gente, um segundo andar espaçoso e sem cobrança de vip pra não formar uma hierarquia entre os viados… enfim, tudo aquilo que o Dé falou no post dele.

Foto exclusiva da porta do banheiro:

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Mas eu não ligo muito pra essas coisas, vocês me conhecem, meu negócio é a área de fumantes. É lá que faço amizades, conheço as leitoras e fujo do som da boate, que era ótimo, mas eu tô velha, não aguento aquela barulheira por muito tempo mais.

Por mim tocava um New Age a noite toda:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=f5honz0Ri-M]

Na área de fumantes discuti transfeminismo, identidade de gênero, maquiagem, chuca, smegma, HPV e temas variados. Quando é que eu discutiria tudo isso dentro da boate, tendo que gritar?

Até então a festa não tinha lotado. Quando aquele povo todo da portaria entrou, aí sim é que a gente percebeu a qualidade de duas coisas na casa noturna: Ar-condicionado e serviço de bar.

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Claro que com 500 viados transpirando era impossível o ambiente ficar gélido como estava no começo, mas ficou agradável, acredita? Imagine uma sala fechada e nessa sala fechada tem uma fonte que jorra água o tempo todo.

Se você lotar essa sala vai ser impossível do ar-condicionado manter a temperatura baixa, mas as gotículas de água que saem da fonte refrescam o ambiente quando dão de cara com o frio do ar.

Agora imagine a sala sendo a boate e as gotículas de água sendo o suor dos 500 viados. O ambiente estava parecendo beira de praia no quesito temperatura, mas IMEDIATAMENTE duas mechas cachearam na minha nuca, devido à umidade.

Então, pra quem faz chapinha, é bom passar um Garnier Fructis anti-umidade antes de sair de casa, só por garantia.

Uma pele bem protegida também é importante

Uma pele bem protegida também é importante

Já o serviço de bar, inicialmente se embolou por causa da explosão de gente comprando bebida de uma hora pra outra. Pior ainda quando os clientes são gays.

Beesha nunca chega num bar e pede uma cerveja  ou uma dose de bebida quente, ela tem que abrir a noite com um Bloody mary, um Sex on the beach ou qualquer outra bebida que demora pra fazer e deixa o barman ocupado preparando… botando no koo de todo mundo.

Por fora eu fico sorrindo, mas por dentro minha mente está maquinando diversas maneiras de enfiar aquele copo colorido na goela dela.

Porém, a organização da casa foi tão saborosa que logo ouviram alguns clientes reclamando da demora, rapidamente deram um jeito de colocar mais gente vendendo bebida e o sistema voltou a ficar fluido. Isso que é eficiência!

Quando Silvetty chegou eu estava na área de fumantes, por esse motivo me fodi e mal vi a cara dela. Tentei me espichar por entre as gays pra tentar ver alguma coisa, mas todas aquelas pessoas juntas, suando ao mesmo tempo, não tava dando certo, era questão de segundos pra eu sair dali a Gal Costa.

Meu nome é Max

Meu nome é Max

Peguei e fui embora, até porque meu amigo misturou champagne com cerveja, e uma bebida que levava um pedaço de unha da Pomba Gira, lógico que passou mal a noite inteira.

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Se você beijou a boca dele, tem um lado bom: Comeu um filé com fritas delicioso por tabela.

Update: Tinha esquecido de falar, não vi espelhos na boate! Achei isso sensacional, porque sem espelhos as viados se vêem obrigadas a olhar pras outras pessoas, em vez de só pra si mesmas.

Estimulando a pegação indiretamente, achei inteligentíssima a tática.

Veja as fotos do evento clicando AQUI

Segredinhos:

Até aí vocês já estavam sabendo, o que vocês NÃO sabem é que nós do Babado Certo e a Rouge House firmamos uma parceria babadeiríssima e faremos o aniversário do blog lá!

Então, fiquem espertas, lá pra outubro ou novembro, guardem aqués, porque vai ser a festa do ano. E nem adianta perguntar nada, só vou contar qual será a atração quando o flyer sair.

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Análise – Boate Rouge House Club


Fujo de inaugurações

Frequento boates gays há 6 anos. E nesse período já vi muita casa noturna abrir e fechar as portas. E se tem algo que aprendi foi a nunca ir a inaugurações. É sempre lotado, e há grandes chances de o espaço ainda não estar preparado: cheiro de tinta, ar-condicionado faltando e sistema de cartões/comandas não funcionarem.

Porém minha ida a Rouge House (na semana seguinte a inauguração, dia 21/12) foi por acaso. Ainda que eu havia dito que ia aparecer lá como naquele reality inglês de restaurantes em que o crítico aparece de surpresa e a paisana para ter uma impressão verdadeira do recinto, vim colocado de uma festa com amigos e em que as guei quiseram esticar… Mas deu pra ter boas impressões do local que compartilho com vocês agora:

“Welcome to the Moulin Rouge!”

A estrutura. Pra quem conheceu a Moulin Rouge é o mesmo espaço. Para quem conheceu a Heaven Brazil é o dobro do tamanho, já que são dois andares! Cabem mil pessoas lá, daí dá pra ter uma ideia. É possivelmente a maior – espacialmente – casa noturna GLS da Grande Vitória (confirma, produção?).

Ela está bem bonita, com uma estética simples.  Lembra um cabaré ou uma casa da luz vermelha. Chama a atenção o palco, bem estruturado pra receber shows, decorado com dois telões de leds. Podemos dizer que essa corresponderá a nossa Blue Space (dada as devidas proporções), por conta desse bom espaço pra shows.

Há uma quantidade bastante razoável de bares (dois no andar de cima, sendo um uma champanheiria, e um enoooorme no de baixo), ou seja, dificilmente esperará pra beber lá. A pista de dança, que fica embaixo, está certinha e preparada, mas também não tem nada demais. Talvez um problema seja que o lugar inteiro seja iluminado demais, eu desceria um pouco aquela luz. Tem um lugar escondidinho ao lado da pista  que tem muita luz, sério, eu deixaria ali apagado pras beeshas se pegarem. Seria um atrativo a mais para a casa (tem umas gays que são tímidas, tsá?!). Além disso, quem fuma achou a área de fumantes pequena, pois formou-se uma filinha pra utilizá-la (e sabe como é fumante, né, quando elas querem pitar sai da frente).

Sub-Zero Win!

Ao contrário da inauguração (alá, não falei), a refrigeração estava ótima. A boate estava geladíssima, gente. Inclusive tinha um tufão gelado na saída da escada, no segundo andar que quando você passava por lá parecia que estava tomando um golpe do Sub-zero, juro, dava pra passar frio. A ursarada ficava tudo em volta. Elas curtem clima frio.

Da estrutura o pior está sendo o banheiro. Estão feios, não estão dando conta do público e num deles o teto está meio caído. Pra piorar, no dia que fui, umas beeshas deram PT e vomitaram os mictórios todos. Ou seja, se já tinham poucos, diminuíram  P.S.: acho chique darem manutenção na limpeza dos banheiros a noite toda #ficaadica.

O atendimento. A já famosa boa recepção do Thiago Nunes se fez presente. Ser recebido de forma bem educada e  galanteadora, quase amável, tinha se perdido nas boates da Grande Vitória. Os problemas de entrada eram rapidamente resolvidos de maneira atenciosa. Trouxeram de volta a figura da GlamDoor (aquela drag finíssima que fica na porta cumprimentando e recebendo os clientes), que eu adoro, e que segue a tradição deste tipo de estabelecimento. Dá gosto chegar em lugares assim,  nos sentimos realmente bem-vindos. Nos bares, o serviço estava ágil e preciso. PONTO!

As atrações. As atrações quando eu fui estavam bem legais. Teve a amadíssima Labelle, aquecendo a galera. Depois teve duas drags que faziam coreografias sincronizadas, que foi o que teve de mais legal naquela noite. Por fim, houve uma drag bate-cabelo que trouxeram de São Paulo. Nada demais, qualquer drag daqui faria o mesmo por 1/3 do valor. Mas, de maneira geral os shows foram bons. Legal seria se mantivessem uma programação interessante como essa para ocupar o espaço incrível do palco.

“Partiu, faces”

O público. Muita bicha bonita, bem vestida e gostosa. Sabe daquelas que tem uma carinha de que posta “boa noite, faces!”? Então…

O preço. Salgadíssimo. Olha,  tem que ter muitos salários mínimos para ficar colocado ali. Quando fui, a cerveja estava R$8, a água (da pequena de 300ml) estava 4 reais. Meus 50 arô de consumação foram em minutos embora! Ouvi dizer que a casa ia rever esses valores. Precisa mesmo, se não fica difícil, viu?

Por fim, adorei a casa e voltaria. Vá também e confira com seus próprios olhos:

Serviço – ROUGE HOUSE CLUB
Endereço Rua João Joaquim da Mota, 390 – Praia da Costa – Vila Velha/ES
Telefone (27) 9694-8736
Informação no Grupo do Facebook.

Análise: Balaio de Gatas


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Bonitinhas, desculpem-me por não ter postado nada ontem, mas é que eu vou comprar um computador novo e estava resolvendo todos os babados da escolha do melhor hardware para as minhas necessidades de moliér: pornô e RPG.

necaEnfim, achei. E agora vou falar sobre o novo barzinho que abriu ao lado da Chica: Balaio de Gatas.

Não postei logo no primeiro dia porque cheguei muito tarde e não consegui pegar o momento karaokê do evento, mas sexta passada fui e cantei.

Então, o bar está funcionando ao lado da boate, no local onde era (ou é ainda?) o ateliê da Chica Chiclete. O lugar é repleto de mesas (você deve consumir para sentar, óbvio) e há um balcão ao lado direito do ambiente, onde vendem as bebidas.

Essa garrafinha

Essa garrafinha

Os preços são razoáveis, 3 reais uma garrafinha daquelas de vidro que tem basicamente a mesma quantidade de líquido de uma latinha.

Lá também você vai encontrar comidas e tira-gostos… que eu não comi porque eu acho um absurdo gastar dinheiro com comida: Se eu posso pagar 2 reais num quilo de batata e fritar uma caixa d’água de batata frita, PRA QUÊ eu vou pagar mais numa porção?

Não tem lógica pra mim, como em casa e fora dela apenas bebo, aliás, só bebo porque não sei produzir bebida na minha própria casa, o dia que isso acontecer, só vai dar eu e a bola Wilson dentro do meu quarto.

the voiceAgora, o karaokê: É DE GRAÇA, VIADOS! Isso pra mim paga qualquer garrafinha microscópica de Skol.

Quando eu ouvi que era de graça, pronto, agarrei do ladinho da Chica e não saí de lá enquanto não fiquei rouco.

Claro que o número de sapatões é maior, karaokês são o bosón de higgs da homossexualidade feminina. Somou isso com música ao vivo então, já era, ocorre um novo Big Bang e toda uma fauna de lésbicas de diversas espécies aparecem.

Eu esperando as rachas cantarem:

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Pra quem é beesha e gosta de pegação a opção não é das melhores, uma vez que música ao vivo, tira-gosto, cerveja e karaokê atraem apenas cults e ursas, a parte das ursas eu adoro, todo mundo aqui sabe minha queda por elas. O problema são ursas-cult, que são tipo o pague 1 leve 2 da pedância capixaba.

Depois que os cantores terminam de cantar, o karaokê reabre, a boate abre as portas, e os dois funcionam ao mesmo tempo! Sim! Se você não gosta de bater cabelo, você pode soltar a Ana Carolina e cantar a noite todinha.

Cata um vídeo exclusivo de uma bee cantando Tetê Espíndola por lá:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=0K1mroXg8bs]

E não tenha vergonha, ninguém ali é profissional, exceto as sapas de blusa xadrez, não cante perto delas, são sempre cantoras de algum barzinho na Serra ou Vila Velha, e vão pegar uma música LOGO depois de você, só pra te humilhar.

Enquanto você canta, achando que está arrasando nas notas agudas, elas ficam tudo em volta com essa cara:

Eu vou acabá com esse viado de voz de pato.

Eu vou acabá com esse viado de voz de pato.

O dia que Max foi à Black House


Voltei!

A prova foi tão longa que eu entrei barbeada e saí assim

E aí? Como foram no Enem? Eu quebrei o caralho todo, segundo os gabaritos divulgados na internet. Mas não é sobre isso que quero falar.

Ontem fui à Black House! Sim, a festinha dominical apelidada de ‘inferninho’ pelas mais fervidas. Confesso que pelas histórias que ouvia tinha um certo receio em aparecer por lá, mas assim que cheguei e vi que havia poucas cadeiras no local, fiquei mais tranquilo.

Saí do satânico Enem por volta das 6 horas, toda descabelada e com os olhos arregalados. Aliás, quase fui atropeladãm na frente da UVV, porque só via pontos pretos, de tanto que marquei gabarito.

Encontrei com Anwar, Edu e uma sapa serráquea na frente do fórum (nada melhor que o prédio da justiça brasileira pra dar uma pinta inconstitucional), e dali partimos pra Black House.

Cheguei lá e senti um medinho devido a quantidade de pessoas… como posso dizer… diferentonas. Mas quem sou eu pra falar de gente diferente, não é mesmo?

Logo percebi que aquilo era besteira minha e, a partir da primeira latinha de cerveja, meu coração amoleceu e eu comecei a AMAR aquela delícia.

Sou obrigado a admitir, apesar de todas as desavenças, o Dj Pedro Pessoti me destruiu com o set dele. Beeshas, acreditam que até Destiny’s Child e música antiga da Whitney Houston ele tocou? PENSE no prazer que eu, uma velha no corpo de jovem, estava sentindo ao ouvir aquele remake da minha adolescência?

Bebi, bebi, bebi e incorporei a minha habitual pomba gira sapatão. Pra quê? Quando vi já estava na porta do banheiro dando em cima das rachas, aliás, duas delas quase tomei coragem e peguei!

Só não fiz isso porque tinham muitas bee’s que me conheciam, e se eu beijasse alguém ali no outro dia elas viriam aqui comentar que “Max traiu o movimento”, “que Max paga de vinhádo, mas lambe lasca”.

Eu, na porta do banheiro feminino

No mais, o rock não é nada daquilo que me falavam as preconceituosas. Não vi briga, não vi beesha fazendo carão e muito menos me senti deslocado. Aliás, foi a galera mais simpática que já vi num evento! Todas muito deliciosas vindo falar comigo e elogiando o trabalho do site. ❤

Teve um show com o Khyron, que eu mal consegui ver porque todo mundo ficou na minha frente. E depois começou o funk-neurótico-ponto-net. Aí os vinhádos se ACABARAM.

Quando começou MC Beyoncé:

Tinha uma bee lá que mexia a bunda de tal maneira que eu fico pensando no perigo que é colocar o pinto dentro dela.

Juro pra vocês, ela rebolava tão diabolicamente que se um pau entrasse prego ele saía parafuso, de tanto que ela girava o edi. Invejei, muito, achava que eu sabia fazer alguma coisa com meu koo de pombo, ledo engano, perto dela sou um bloco de granito.

Fui embora e parti pra um barzinho, bebi mais com as gays e terminei a noite às 4 da manhã no 20 Cantar. Vocês se lembram do bafo sobre eles serem homofóbicos? Pois então, tudo mentchyra!

Fáááárias gays, sapas, héteros, todos misturados e exercendo sua sexualidade plenamente. Esses dias mesmo fui lá e uma trava cantou “A Mulher em Mim“, da Roberta Miranda. Caricatíssima, eu sei, mas ninguém fez chacota com ela, todo mundo bateu palma e ainda cantou junto!

Então, minha nota para a Black House é 9,8.

“Ah, Max, por que não dez?”

Porque o latão acabou no finalzinho do evento, fiquei chateadíssima tendo que beber latinha. Gosto de fartura, mas fora isso, aconselho todas vocês a visitarem o local.

Já virou meu programinha de domingo à noite 🙂

Está sozinho? A culpa pode não ser sua


Hold on, bitch! Se você é uma escrota, passional e ciumenta, esse artigo não justifica a sua solidão.

Vamos repensar o nosso comportamento antes de esbravejar com os outros.

Na década de 90 só dava ela!

Mas se você é uma fofa, educada e tranquilíssima beesha, a culpa da sua solidão pode residir no novo estereótipo dos gays.

Novo estereótipo, Max? Sim, novo! Observaram que aos poucos a bicha pintosa deixou de ser o exemplo de gay e agora os valores são outros? Vamos pensar um pouco…

Aqui no Brasil, no final do século passado, as beeshas se resumiam nas caricatas, leathers e Homens-que-comem-homens-mas-só-quando-falta-buceta. Observem que os exemplos de gays sexualmente atraentes eram Cazuza, Ney Matogrosso e os boyzinhos dessas bandinhas pop que estouraram na mesma época.

Onde estavam as Barbies? Não estavam, ainda! As Barbies e a geração saúde surgem nessa transição dos anos 90 pros 2000, e é disso que quero falar.

Os gays hoje, numa tentativa de fugir do estereótipo da beesha que só sabia ser cabeleireira e estilista, criaram um padrão no qual você deve atender a vários requisitos para ser considerado o gay ideal, o gay que mais foge do paradigma daquele gay que morreu de Aids quando esta estourou no país (o gay de porta de discoteca: degenerado, afetado e promíscuo).

Esse gay é rico, bonito, inteligente, bom de cama, bilíngue, másculo e musculoso. Sendo esse másculo e musculoso as principais características visuais que destoam do gay magro e feminino que era visto logo de cara como “aidético” nas décadas de 80 e 90.

Aliás, já observaram que basta uma bee ser muito magra que as pessoas logo fazem piada sobre ela estar beijada pela tia?

Pois é, esse novo padrão é inalcançável para a maioria absoluta das pessoas e, por mais que você tente fugir desse estereótipo, as possibilidades de encontrar um parceiro para esse gay que atende à maioria das características é bem maior em relação ao resto.

Não vamos ser hipócritas e julgar todos que atendam a esse padrão, estética privilegiada e riqueza também podem vir de berço.

E quando não vêm? Dentre os héteros também existem padrões de parceiro ideal, mas eles tendem a abdicar de uns em detrimento de outros: É a mulher Raimunda, é o pobretão gostoso ou o careca rico. Quem consegue o pacote completo é considerado sortudo, mas quem não é o pacote completo também não fica sozinho.

E por que você, beesha bonita e pobre só consegue foda de uma noite e você beesha rica e feia só arruma boy toy que te liga quando seu salário bate na conta?

Simples, como nossa cultura é ainda muito jovem e estamos nos adaptando aos novos padrões, todo mundo quer o ‘melhor’, e se não consegue prefere ficar sozinho SE transformando nesse melhor para atrair outros melhores como você: É a teoria do Clone Gay.

Observem uma boate no século passado:

E uma boate atualmente:

A homogeneidade chega a assustar, não é verdade? E cada boy musculoso ali sem camisa só está musculoso e sem camisa porque batalhou para se tornar aquele ‘melhor’ que citei lá em cima. Por isso ele anda sem a camisa, pra vender o produto assim como a racha malhadora usa vestido curto pra mostrar os pernões.

Isso gera um círculo vicioso, porque os gays que se tornaram esse melhor não querem perder o seu tempo com gays que não atendam a esse padrão, forçando os outros gays a também buscarem se encaixar no padrão para conseguir os clones que desejam.

Afinal, não é porque você não faz parte do padrão que você não vai ser seduzido por ele. Principalmente com a mídia reforçando sempre, com flyers de boate e propagandas de turismo GLS, que o gay que todo mundo quer é esse:

Defeito

Padrões de beleza são assim chamados exatamente pelo fato de serem um ideal de beleza de um grupo, mas isso não significa que todo esse grupo esteja encaixado nele, principalmente num utópico como esse.

Nosso grupo sempre foi conhecido pela diversidade, por aceitar a todos… mas é só conhecido mesmo, porque a realidade não é muito diferente da feminina quanto à manutenção do seu corpo para servir o desejo estabelecido pela maioria (vá pra porta da São Firmino e veja se não estou certa).

Pintosa quebrando louça com pintosa, urso com urso, discreta com discreta, drag com drag, bombada com bombada? Já passou da hora de misturar.

E aí? Qual a opinião de vocês sobre esse novo esterótipo de gays que domina o meio LGBT? Em que ponto ele deixa de ser saudável e se torna uma obsessão?

Análise – Piquenique na Pedra da Cebola


…Piquenique, mas de comida mesmo só vi as passivas…

Comecinho do evento

Meninas, finalmente minha ressaca acabou, mas também pudera, domingo fui ao Piquenique por Todas as Cores, e a cada amiga beesha que chegava, trazia junto uma garrafa de bebida diferente.

Marquei com a Out e o Anwar, comentadoras aqui do blog, às 14 horas no Terminal de Vila Velha. Já no terminal eu sentia a vibe da aglomeração de beeshas e sapas na fila do 507/501.

Aliás, foi engraçadíssima a chegada quase que simultânea das gays descendo de todos os ônibus, eu já estava preparada para um Flash Mob da Lady Gaga a qualquer momento.

Enfim, chegay na Ufes e fui em direção ao posto comprar minha querida Cantina das Trevas, uma vez que os supermercados estavam fechados. Em vão, não tinha Cantina e me vi obrigadãm (por favor, não comentem isso com ela) a beber Xixa, minha amante.

Aparição

Por sorte um amigo chegou com duas garrafas de Cantina e fomos em direção ao Piquenique. Chegando lá…

Eu já virei o saci, porque tinha um grupo enorme de evangélicos AO LADO da nossa bandeira. Parecia de propósito que eles marcaram o encontro no mesmo horário. Parecia não, foi de propósito, o garáleo do Parque da Cebola tem 100 mil metros quadrados e os janjão me resolvem sentar justo do lado da bandeira gay?

Os olhares de reprovação dos crentes para as bee’s mais exóticas eram constantes. Até a hora que resolveram olhar pra mim, só tirei os óculos e dei uma olhada profunda com meus olhos negros, olhei dentro da alma da cafoníssima cacura que parecia ser o pastor do rebanho, enviei centenas de pensamentos negativos, e logo ele parou de olhar. Sorte a dele, porque se ficasse mais trinta segundos olhando nos meus olhos o transformaria numa estátua de sal.

Mais ou menos assim:

Foto aleatória do evento

Entretanto, mais e mais gays chegaram, nos tornamos maioria e eles foram embora: “Vitória do povo de Satã!”, gritou ao longe uma bee macumbeira. Eu acho que o motivo foi a falta de comida, faltar comida pra eles é o equivalente a faltar Big Apple na balada gay, o rock logo termina.

Bebi mais, fiquei conversando com as colegas do Grupo Libertad e fui ao banheiro, que diga-se de passagem, já havia sido batizado pela chuca de alguma gay. Eu não entendo porque sempre tem uma que faz a chuca na balada, parece que elas seguram a água dentro do corpo, pegam o Transcol e só soltam quando CHEGAM no evento.

Não pode faltar

É sempre assim, uma vez eu fui ao banheiro da Move assim que boate abriu, e estava limpinho, mas foi só passar meia hora, voltei e já estava interditado, com símbolo de Biohazard na porta e tudo!

No mais, amei o evento, sapas tocando violão, bee’s dando basfond, outras sendo comportadas, casais com filhinhos e tinha bastante hétero confraternizando. Só tenho a parabenizar.

Por fim, não sei como terminou o evento, senti que ia chover e desapareci. NÃO, meus cabelos continuam lisos mesmo depois de molhados, bocudas! Meu problema era o delineador borrar e eu ter que pegar Transcol com a cara de suja da Ke$ha.

Meiozinho do evento

Lembrando que o sexto encontro já está marcado, clique AQUI para saber mais.

Agradecimentos ao Ralf, pelas fotos

Os encubados e o Dia dos Namorados


O Dia dos Namorados chegou! E eu sei que é estranho logo eu, a solteira mais orgulhosa de Vitorinha, falando disso. Mas esse post não é para fazer um ode ao amor e ao relacionamento sério no Facetruque, deixa isso pra casada da Dé.

Todo ano é a mesma ladainha entre grupo das recalcadas que dizem amar ser solteiras, mas vão passar a terça-feira num bar pé de porco bebendo e reclamando da vida, e do grupo das namorandas, que passam a semana inteira fazendo declaração de amor no Face, mas rodam o koo mais que a saia da Pomba Gira quando um boy dá em cima delas pela Truth Box.

E as encubadas? Elas estão escondidas em Nárnia, mas nem por isso são incapazes de amar. Aliás, são as que mais namoram, afinal, é muito mais seguro ter uma pica na mão que duas te adicionando no Facebook de família.

Por isso, resolvi fazer uma das minhas amadas listas separando em categorias o comportamento delas no Dia dos Namorados, vamosh começar?

Lá vem a preconceituosa da Max

A Solteira: Está quase casada, morando junto e se bobear já adotou o filho do marido ativo, mas no Dia dos Namorados sempre posta que foi dar uma volta no shopping ou comer num restaurante japonês com o “brother”, pra comemorar a solteirice.

A Discretona: Não comenta nada, não comemora nada. Mas pode apostar que durante o dia ela vai postar sobre algum presente que ganhou: “Ganhei uma caixa personalizada da Heineken, irada!”… não se sabe quem deu, quando deu ou porque deu. Só ela acha que ninguém desconfia.

A Alcoólatra: “Vamos beber porque namorar tá foda!”. Vai na fatura do cartão de crédito dela no fim do mês pra ver quantos pseudônimos de motel você vai encontrar. Soube que o do Status é um nome de borracharia.

A Sonsa: Tem o namorado no Face e mil amigos gays em comum. O namorado assumido posta uma foto dela com ele e uma declaração de amor embaixo, mas ela pede pra não marcar, não comenta e finge que não viu, tudo “pra não dar pinta”…

A Alfabética: Faz uma declaração linda, mas toda vez que vai falar o nome da pessoa coloca só a primeira letra do nome: “Te amo muito, B., não sei o que seria da minha vida sem você”. Tsá boa, né?

Já manjei sua rola e cê nem viu, bee!

A Pessoal: Não cita nomes na declaração, mas toda vez que vai falar do namorado, em vez de usar adjetivos e termos no masculino substitui tudo por “a pessoa”. É a mesma que no churrasco da família, quando a tia evangélica pergunta “E as namoradas?”, ela responde: “Estou namorando uma pessoa maravilhosa”.

A Comunicóloga Cineasta: Como todo mundo já desconfia da sexualidade dela por ser da Comunicação Social, ela faz a koolt e posta o curta “Não Quero Voltar Sozinho”, usando o respeito à diversidade para sair pela tangente. Mas mal sabem as amigas que à noite quem procura a bengala do ceguinho é ela.

Je T’aime de cu é rola

A Musical: O mural dela é como se não existisse Dia dos Namorados. Mas todo dia doze, em alguma hora do dia, pode procurar que você vai achar alguma citação de música romântica.

E, por fim, A Hipster: Foto no Instagram de coração recortado em cartolina vermelha, escrito ‘Je T’aime‘ no centro. Dá vontade de dar três tiros no monitor, de ódio desse ‘Je T’aime’.

Já viu alguma coleguinha encubada com esse comportamento? Já viu com algum comportamento que eu ainda não vi? Me conta aí nos comentários!