Eu Não Sou Obrigada a Nada!


É sexta e eu…

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Ao som da maravilhosa MC Trans, se joga na programação do fim de semana (já estavam com saudades, néam?):

MOVE MUSIC:
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SPACE PUB:

Space

STONE PUB (friendly):

BLOCOS DE CARNAVAL (sim, já é carnaval em Vitorinha!):

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Esquenta Galão (Vila Velha)
Saída no dia 16/01, com concentração a partir das 14h, na Praça da Rua 4, em Santa Mônica.

Carnaflexal (Cariacica)
Saída no dia 16/01, a partir das 18h, em Flexal.

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Favela gay


por Dé

Gente, olha que legal. Em breve será lançado na TV fechada o documentário “Favela Gay” que mostra como é a vida de gays, lésbicas e trans nas favelas do Rio de Janeiro. O choque fica pelo fato de que não é algo fora do normal, afinal, já que LGBTs existem em todo lugar, seja no morro ou no asfalto. Os basfonds ficam por conta da participação de personagens muitos próprios destes locais como o tráfico, as igrejas evangélicas e a vizinhança.

Veja o trailer, que luxo!

Sambô, querida!!!

É ISSO AÍ, GARALEON! Chega de vídeo só de viado bombado, branco e limpinho pra falar de comunidade gay, eu quero é ver todas as realidades sendo representadas!

Tô nervosa para ver este filme. Ele foi lançado no Festival do Ruo no ano passado e tem corrido vários festivais de cinema pelo país (será que vem pro Festival de Vitória?). Segundo notícias que li por aí, logo será transmitido pelo Canal Brasil. Aguardemos… Aqui o link da página do filme, acompanhem para saber datas e locais onde ele passará.

Não faz a donzela!


Muita bicha faz a like a virgen e fica amarrando edí no primeiro encontro. Bicha, acorda, não faz a Alice! Essa coisa de fazer a pura e casta não cola com mais ninguém. A não ser que a senhora esteja com a chuca vencida – o que justifica o truque -, nunca esqueça daquela máxima: pirocada adiada, é piroca perdida! Ouça o que minha amiga Mônica tem a dizer, ela vai jogar a real na SUA CARA:

Sou dessas: amarrou neca nos primeiros encontros, beijo, tchau e não me liga!

E as senhoras, como lidam com a amarração do boy no primeiro encontro?

Mostra de filmes LGBT de graça na Ufes!


ES_cineclubeO ES Cineclube Diversidade completa um ano e realiza a 1ª Mostra ES Cineclube Diversidade. A mostra vai ocorrer nos dias 29, 30, 31 de maio, no Cineclube Metropolis, e termina com exibição de filmes no dia 1º de junho, durante a realização do Piquenique das Cores, na Parque Pedra da Cebola, Vitória. A entrada é gratuita.

Os objetivos do evento, que conta com a parceria da Secretaria de Cultura da Ufes e patrocínio do Funcultura, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/ES), são ocupar o Cine Metropolis e promover o acesso à produção audiovisual sobre o tema da diversidade sexual. Também visa criar um espaço para o encontro [presencial] do público e o debate em relação aos temas LGBTT-s.

filme1Além da exibição de produções cinematográficas do Estado e nacionais, serão realizados dois bate-papos com a participação de cineastas, militantes, representantes de ONGs, cineclubes e do governo estadual. O primeiro encontro será no dia 29 (quinta-feira), com o tema “A construção de políticas públicas para a diversidade sexual”. Já no dia 30 (sexta-feira), estará em foco o tema “Produção audiovisual sobre diversidade sexual”.

filme2No último dia (1º de junho, domingo), o ES Cineclube Diversidade une-se ao Grupo Cores –Consciência, Orgulho e Respeito no Espírito Santo, que realizará o 12º Piquenique das Cores, no Parque Pedra da Cebola, Vitória. Cerca de 300 pessoas são esperadas para uma tarde de vivência, rodas de conversa, trocas solidárias, arrecadação de alimentos para doação, além da exibição de três curtas-metragens ao ar livre, encerrando a mostra do cineclube.

Vai ser babado, tanto a mostra com um monte de filme bacana quanto as gays, as sapas, as trans e etc. tudo juntas e misturas. Ah, e dia 29 eu mediarei o debate depois do filme!!!

Para a programação e outras informações tem a página do evento no Facebook bem AQUI.

10 motivos para amar o novo reality “Bibas”


O reality show do momento que está dando o que falar é o “Bibas”, apresentado na Band do Pará, e aqui apresentamos 10 razões para não perder nenhum capítulo:

É o primeiro reality show gay da TV Paraense e é reality com gay não é só de drag queen;

1

É dividido em dois times: “Musas” e “Bibetes”;

2

“Torta na cara” é prova de eliminação;

3

Tem momentos “fala-na-cara” (Glitter, saudades);

4

Chica Chiclete (Millena Wanzeller), Narcisa Tamborindeguy e Katarina Zeta Jones estão participando;

7

O prêmio é uma moto Honda rosa;

6 Tem uma bee cuja a profissão é “funkeira” (concorrente fortíssima);

7

Leona assassina vingativa, nossa musa mirim; e a Aleijada Hipócrita fazem participação;

8

Ser “””forte””” (vulgo, obesa) é critério de eliminação;

9

10º Sensualizar lavando carro é um tipo de prova;

10

Ainda não viu? Se joga, gata:

E aqui tem a parte 2. E não deixe de ver o episódio 2 (parte 1 e 2) e o episódio 3.

Admito sou team Keylla Trovoada e Eduarda Werneck. E você?

Espetáculo gay no Carlos Gomes na próxima quarta


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Amanhã, quarta-feira (05/02), além de ser meu aniversário (#fikadika), haverá um belíssimo espetáculo no Theatro Carlos Gomes, em Vitória, tratando sobre a questão do ser gay.

O encontro entre dois homens, o sexo casual e – por que não? – algo mais que a casualidade são o começo, o meio e o fim do espetáculo Inabitáveis, duo de dança da companhia In Pares, que faz única apresentação gratuita nesta quarta-feira (05), às 19 horas, dentro do Projeto Verão no Theatro que acontece até o dia 23 de fevereiro no Carlos Gomes.

O desejo de abordar a homossexualidade já era um desejo do coreógrafo do espetáculo, o renomado Gil Mendes. “Eu queria abordar um tema que falasse da relação homoerótica. Acho que é o momento de falar sobre isso na dança”, afirma Gil com a experiência de 30 anos de carreira e ter idealizado coreografias para vinte e cinco espetáculos, entre dança e teatro.inabitáveis2

Após ler um artigo que discutia a condição dos “inabitáveis” (pessoas que vão a locais específicos em busca de sexo casual) ele encontrou seu tema. “A gente quer falar das relações que acontecem fora do olhar da sociedade” explica. Durante o processo de criação a abordagem, que seria mais crua, ganhou novos contornos. “No fundo rolou uma questão da afetividade no trabalho, de uma maneira não planejada. Surgiu o conflito e a afetividade. O conflito é algo que permeia a homossexualidade”.

Tratar da questão da homossexualidade através da arte é a oportunidade de levantar o debate sobre um assunto que ainda hoje gera tanta polêmica. “O tema é instigante. A gente esta em um momento de mostrar a sexualidade” acredita Luciano Coelho, um bailarino que divide a cena com Mauro Marques. Para ele, a delicadeza é um dos destaques do espetáculo. “Mostrar o assunto de forma poética, com cuidado foi fundamental. Por mais que esteja explicito, tudo é apresentado com naturalidade”.

Com um novo trabalho em processo de criação (Banzô inspirado na obra de Guimarães Rosa e com curadoria artística da baiana Cristina Castro) com previsão de estreia para abril, Gil, em nome dos meninos do In Pares deixa o convite para a apresentação desta quarta: “Nós queremos que as pessoas estejam lá, porque é um trabalho feito com carinho, dedicação e suor. E estamos falando de um tema que a gente gostaria que fosse mais e mais debatido” (FONTE).

Assista ao teaser da peça:

Acho que não preciso falar que é uma programação imperdível para quem gosta de espetáculos cênicos, para aquelas bichas que são mais cults, mais ligadas as artes, porque nosso estado é bem pobre de fatos culturais relevantes, por isso quando tem, tem que aproveitar. As críticas a peça estão bastante positivas, além disso o tema é viadice, aliás é pegação gay apresentada de forma lúdica, mais motivos para assistir. Se a senhora não for pela arte, pode ir pelos boys pelados, pronto! rs

SERVIÇO:
Espetáculo “INABITÁVEIS”
Quando: 05/02 – Quarta-feira, às 19 horas.
Onde: Theatro Carlos Gomes (como chegar aqui).
Quanto: DE GRAÇA! (retirar os ingressos 1 horas antes do espetáculo).

O beijo que pesa como uma bomba


Beijo Felix

Parecia final de Copa do Mundo, Brasil e Argentina. As bichas todas reunidas em volta da televisão, tomando uma cervejinha e comendo uns quitutes. Toda vez que o Félix e o Niko ficavam um pouquinho mais juntos todo mundo gritava ao mesmo tempo, uma loucura: “AI, MEU DEUS, AGORA VAI!” “VAI, VAI, VAI!”, “BEIJA LOGO, GARÁLEON!”. Um nervosismo…

[Afinal era o final da novela Amor à Vida e pela primeira vez a emissora de TV mais popular e tradicional do país, a Globo, havia dado sinais de um possível beijo entre dois homens em uma de suas novelas – verdadeiros monumentos da cultura de massa nacional – o que até então era um tabu (em 2005, na novela América, um beijo gay chegou a ser gravado, mas foi vetado de última hora). Ou seja, bizarramente, era um momento histórico na televisão do Brasil, desses de contar pro netos, “eu tava lá”, quando reexibido na retrospectiva de 2050].

Ai foram todas aquelas cenas de final de novela, gente casando, gente parindo, gente reunida e festejando… As gueis ansiosas, viravam especialistas em teledramaturgia e ficavam comentando os furos no enredo, como o naquela cena bizarra dos comparsas da Aline entrando com um bolo (um bolo, gente!!!) INTEIRO, ENORME, dentro do presídio! rs. Todos ficaram chocados (desculpa pelo trocadinho infame) e amaram a morte da vilã. Foi inédita e inovadora. Depois veio aquele monte de cena de perdão ao Félix. No fim das contas, o enredo na novela tornou-se a redenção desse personagem.

O capítulo da novela já ia para mais de duas horas, quando Félix e Niko, na sua casa de praia riquíssima – onde moram com seus filhos e com o Cesar, pai do ex-vilão -, ficaram sozinhos… Aquela tensão já tomou toda a sala, ficamos todos em silêncio, mãozinhas dadas, vidrados na telinha. Os dois se aproximaram e o personagem do Thiago Fragoso passou os bracinhos em torno do pescoço do personagem do Mateus Solano. Já pensei: se for para ser vai ser agora. Um misto de esperança e de ódio me consumiu, pois se com aquela ação eles ainda não se beijassem seria muita filhadaputice da Globo.

Os dois se entreolharem, cada um com a cabecinha levemente virada para o lado e Félix disse emocionado: “Eu não vivo sem você, Carneirinho”. Daí eles foram se aproximando e…

*BOOM*

*BOOM*

Os viados ficaram loucos. Gritavam, pulavam, soltaram fogos. Todo mundo saiu na varanda ensandecida fazendo barulho comemorando a grande vitória. PUTA QUE PARIU!!!!! Filmei nossa reação quando houve o beijo, cata, mona:

Como esperado, o beijo caiu como uma bomba no país. As redes sociais foram tomadas de reações a cena. Muitas positivas e lindas! O dia 01 de fevereiro acabou virando o Dia Nacional do Beijo Gay. Uma onda de amor tomou o país! ❤ Pessoas se abraçando, dando beijaços, compartilhando mensagens de respeito e defesa a homoafetividade. Muitos perfis do face foram trocados pelo frame da cena do beijo. Foi coisa linda de se ver.

No outro dia TODOS os reacionários nacionais e locais estavam aos jornais esbravejando, ameaçando (alguém me explica porque quando o tema é gay NECESSARIAMENTE a fonte ouvida é um religioso cristão?). Quanto mais eles ficavam nervosos mais as gays gozavam de amor e alegria:

Um dos melhores tuítes, aos reacionários foi este:

E claro, teve autor de novela que ficou queimadíssimo. Lembram disso:

Aguinaldo Silva Sobre Beijo Gay

“Tá feio, tá eshcroto”

É aquilo, né, quem nasceu para Clô, nunca vai ser Félix. Beijos, Gui!

Enfim, algumas considerações sobre o beijo:

  1. Foi tardio: o fatídico beijo-gay-na-novela-da-Globo veio super tarde. Tão tarde, mas tão tarde que nem soou mais como algo revolucionário, moderno, etc. Não havia nada de avant-garde nele. Soou mais como uma corrida atrás de um tempo perdido, a emissora perdeu o timming da mudança de costumes na sociedade e transformou a coisa em algo muito maior do que precisava ser. Mas, antes tarde que nunca, né?
  2. Foi elegante: a Globo cumpriu o que prometeu. Querendo agradar gregos e troianos, a cena foi exatamente como anunciada, não foi apenas um selinho chocho, mas também não foi um beijão de língua ultra-erótico. Ficou uma cena de bom gosto que não fez ruir a tradicional família brasileira.
  3. Foi político: é ingênuo acreditar que não há articulação entre política, afeto e cultura de massa. Os discursos estão aí circulando e modificando a sociedade. Cenas como essa vão naturalizando as relações LGBTs e, se não aprovadas, pelo menos estimulam o respeito às diferenças.

O mais lindo foi que logo após o beijo veio aquela cena lindíssima do Félix e do César, observando o pôr do sol, ambos se perdoando. Foi lindo pois lembrou a todos – logo depois do beijo – que o gay tem uma família e que muitas vezes ela é, antes mesmo da sociedade, seu próprio inferno particular. Acabou que essa cena foi mais importante e emocionante que o próprio beijo e deu a sustentação afetiva para a cena anterior.

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Foi um final de novela lindo como a muito tempo não se via. É inegável que a cena só ficou tão perfeita e emocionante (quem não chorou tem uma pedra no lugar do coração) graças ao talento, experiência e sensibilidade de um Mateus Solano e de um Antônio Fagundes. Para vocês entenderem o peso que a cena teve leia esse relato de um gay a uma colunista do IG (um dos vários que surgiram na rede):

“…estavam todos na sala… eu no sofá quando o Felix beijou o carneirinho… Silêncio… Fiquei quieto também pra não dar motivos, embora estivesse fazendo a drag por dentro… Mas a cena final, do Felix e do César, eu não aguentei, veio um choro descontrolado que estava preso esses quatro anos que não falamos direito.., estava total descontrole… dai veio minha mãe com a cara  inchada de chorar me abraçar e meu pai do outro lado segurou minha mão e pôs a mão em volta do meu ombro… Não falamos nada! Na hora de dormir, o Felipe (irmão) entrou no quarto, deu a mão e quando eu ia apenas apertar, ele me puxou, deu um abraço e disse que ele sempre vai ser meu irmão. E chorei de novo… Pela primeira vez não dormi no inferno” (FONTE).

Nossa, para nós blogueiros gays foi um alívio agora toda a vez que começar uma novela com personagem gay não vamos precisar ficar perguntando “será que vai ter beijo gay bla bla bla”. Nossa, tirou um peso das costas. rs

Mas a luta ainda não acabou, minha gente: queremos agora um beijo gay numa novela BOA! rs #fikadika, João Emanuel Carneiro!