DST’s e preconceito


Ahhhhhhhhhhh

Ahhhhhhhhhhh

Assunto pesadíssimo hoje. Logicamente ele foi resultado de mais uma discussão que tive no Gepss. Aliás, a maior parte dos posts aqui eu tô tirando das discussões que tenho lá, perceberam?

Muitas vezes, inclusive, eu “traduzo” artigos científicos para a linguagem popular e vocês nem se tocam que tão lendo teorias pedantíssimas da Sociologia Bicha. É bom ou não é?

O assunto é sobre DST’s e preconceito. Lá no Gepss várias foram as histórias contadas de conhecidos que não faziam exames com medo do resultado e morreram sem nem saber que tinham HIV, outros que sabiam do resultado, mas não iam no Hospital das Clínicas buscar os antirretrovirais com medo de ficarem faladas na cidade.

Nessa hora uma gay do grupo levantou e disse: “Mas gente, quem tem que buscar o antirretroviral só deve ir lá uma vez por mês, não é possível que alguém desconfiaria de alguma doença.”

Só fiz assim pra viado:

0ananana

imagesBasta você ENTRAR uma vez na vida nos hospitais que distribuem antirretrovirais que logo deduzem que você foi beijada. No começo do ano mesmo, uma prima minha passou mal, se internou lá e quando eu fui apenas visitá-la, duas gays já me mandaram mensagem no Facebook perguntando se eu tinha sido beijada.

Isso quando não falam que eu tô com a tia por ser magra. Não se pode nem ser magro nessa cidade maldita (acho que escrevi um post explicando isso… CLIQUE AQUI)!

Agora imagine quem vai lá todo mês? Tem uma coisa muito errada aí.

Sabem por que?

Nós sabemos como prevenir, nós sabemos que não existe problema nenhum em fazer sexo com camisinha com quem tem HIV e nós sabemos mais ainda que quando essas pessoas se tratam o vírus fica praticamente indetectável, e as chances de passar para outra pessoa são tão baixas que ficam próximas de quem não tem o vírus.

Entretanto, o preconceito permanece, o medo ter a fama de contaminada é tão absurdo que tem gays que nem andam com os soropositivos, pra não ficarem mal-faladas por consequência.

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Tipos-de-camisinhaMas e as doenças curáveis? Essas sim são terríveis quando o assunto é ser estigmatizado. Uma vez que a sociedade descobre que um dia você teve sífilis ou HPV, já era, todo mundo vai pensar duas vezes antes de ter uma relação sexual contigo.

Vamos pensar mais, galera! Ter HIV ou qualquer outra DST não é sinônimo de promiscuidade, de falta de caráter ou seja lá do que vocês chamam essas pessoas. O mundo está lotado de gente contaminada que não conta para seus parceiros que tem HIV, ou que nem sabem que tem HIV e contaminam outras pessoas.

Tudo por causa do preconceito.

Claro, a obrigação de cada um é usar camisinha, mas decerto todas aqui já passaram pelo desespero de ter feito sem camisinha sem querer. Seja pelo calor do momento, pelo nível alcoólico, pela confiança, não interessa, todos aqui já fizeram e ficaram com o koo na mão com medo de ter pegado…

…e SE TIVESSE PEGADO? Você gostaria de ter sua índole e seu caráter julgados por isso? Gostaria de ser estigmatizado por um deslize?

Pois é, então pense antes de julgar o coleguinha.

0bye

O que é isso, gente?


Tô nervosa! Acabei de escrever o post anterior e me mandaram essa reportagem que saiu no ES TV:

clica

SOCORRO!

  • “Tem coisa que é melhor deixar pra gente”;
  • “Não dá pra negar que os homens têm mais habilidades em algumas áreas”;
  • “Mulher faz quase tudo, mas tem coisa que mulher não consegue fazer”.

Peguei uma máquina do tempo e voltei pra década de 20? ME SEGURA, GENTE, QUE EU TÔ PUTA!

00das

0CHUCA

01

Androginofobia?


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Estou em Vitória desde domingo, vocês devem ter percebido pela minha presença nos comentários. Não postei nada ainda, mas tenho uma boa razão pra isso.

androginia 5Acho que nunca peguei para falar desse assunto aqui no site. Provavelmente porque sempre achei que não interessaria a ninguém, uma vez que é um assunto que envolve um grupo tão pequeno de pessoas que poucos leitores se disporiam a ler sobre.

Mas recentemente estive conversando com uma grande fã do site e ela me sugeriu falar desse tema, pra ajudar esse grupo que, mesmo pequeno, precisa saber que existe gente boa por aí que não nos vê apenas como aberrações de gênero.

Só que vocês devem estar se perguntando:

Por que só agora, depois de 4 anos de blog, Max resolveu falar do que ele tem de mais marcante?

Justifico com a minha viagem a BH que fiz nessa sexta-feira. Como disse NESSE post, não vou mais postar os Babados, confusões & gritarias, e não vou mesmo. Só que dessa viagem eu preciso selecionar uma coisinha pra discutir com vocês.

androginia 3Não tenho essa aparência à toa, e muito menos forço para construí-la. Tenho um probleminha na minha gônada chamado hipogonadismo (você pode clicar aqui pra ler mais) e, por esse motivo, produzo metade da quantidade normal de testosterona de um homem adulto. Daí, não desenvolvi totalmente as características sexuais secundárias masculinas.

Voltando a falar sobre a viagem…

Como estava bem longe da minha cidade, resolvi fazer uma coisa que sempre tive vontade, mas nunca tive coragem: vestir um short pra sair na noite!

Só isso?

Só isso?

androginia 4Hahahaha, calma! Não me julguem ainda! Eu sempre morri de vergonha de vestir shorts, minhas pernas são muito brancas e morro de medo de me desviar da androginia, pelo medo do preconceito e também porque não me identifico como trans. Então, se o máximo que posso chegar é na imagem de uma sapa masculina, tento me manter assim.

Acontece que onde eu ia recebia elogios, inclusive dos meus colegas de sala que viajaram comigo. Desde a padaria onde fui comprar uma cerveja pra começar a esquentar, até os cachaceiros do bar que, mesmo de forma vulgar, não viam a minha imagem como algo ruim.

Entretanto, quando cheguei em Vitória dei de cara com esse comentário na caixa de spam:

coment

Clique para ampliar

Eu, enquanto sou criticada:

0000amor

androginia 2Esqueça a parte que ela viaja na maionese e fala em me processar porque comentei sobre a boate nova que vai abrir em Vila Velha (que amanhã vou postar mais informações quentíssimas) e se foquem no “SER INDEFINIDO” que ela usou pra me categorizar.

De todos os ambientes que já frequentei, e por ambiente você pode incluir até mesmo puteiros, os únicos nos quais sofri preconceito quanto a minha aparência foram nos meios GLS.

androginia 1Por alguma razão, que eu não sei qual é, a maioria dos gays afeminados tem o mais absoluto ódio de andróginos. Digo gays afeminados porque somente sofri esse tipo de preconceito de um único gay masculinizado, que depois fiquei sabendo que ele se arrependeu do que falou e disse aquilo porque era encubado e eu representava a liberdade que ele queria ter, mas não podia (foi perdoado).

E eu pergunto pra vocês, por que todo esse preconceito? Pra vocês terem noção, eu mal posso ter a auto-estima de valorizar a minha própria aparência sem ser criticado por essas pessoas, como se fosse um crime ideológico se sentir bonito tendo a aparência de ambos os gêneros.

De cara muitos podem pensar:

“Max, é lógico, tá muito claro que é recalque, principalmente porque advém de beeshas afeminadas que matariam pra ter sua aparência”

Não! Não podemos ser tão simplistas assim, até porque tem beesha afeminada bombada que ama ser bombada. Acho que isso vai muito mais além.

Tenho duas teorias, uma pensada por mim e outra pensada em conjunto com um amigo meu psicólogo, mas elas não são opostas.

A minha teoria, depois de tantos anos ouvindo críticas, é a de que o gay andrógino representa para esses gays preconceituosos a imagem que eles deveriam ter para que a pinta que eles dão fosse condizente com a aparência.

0000como

Por exemplo, dificilmente sou ridicularizado em ambientes heteronormativos por ser feminino. Isso porque, para essas pessoas, espera-se que alguém com a minha aparência tenha um nível de feminilidade.

Aliás, sou ridicularizado sim quando tento masculinizar meus trejeitos.

Credo, Max, você falou que nem homem agora! Tomei até um susto!

androginia 7Em contrapartida, esses gays que são “apenas” afeminados sofrem muito mais que eu por serem afeminados, e a situação é ainda pior se eles são altos, fortes ou têm uma aparência bem masculina.

Enquanto essa galera é considerada caricata, vide Vera Verão, eu passo despercebido aos olhares machistas porque soa “natural” que alguém com o meu rosto e corpo não seja “macho”, mas não soa natural que um homem com corpo e cara de homem saia desmunhecando por aí.

E indo mais profundamente nesse babado, podemos perceber também um problema com a questão da “identidade” da bicha dentro do seu universo.

Assim como o gay desconstrói a ideia do homem normal e o homossexual desconstrói a lógica da heterossexualidade ser a norma… o andrógino desconstrói e INdefine a afeminada, porque ele vai além e quase toca na linha finíssima que separa a pintosa da transexual. Linha essa que elas lutam o tempo todo pra manter em pé, separando, definindo, categorizando.

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E se o “ser” se define a partir da negação do outro (eu sou isso porque não sou aquilo), o andrógino entra aí como um outro que “é e não é” e, portanto, não pode ser incluído nem execrado, daí tamanha confusão e rejeição.

O andrógino não se encaixa nos padrões estabelecidos e perturba a noção de identidade que demorou tanto tempo para ser construída. Por isso gera tanto transtorno.

Compreendem a lógica? O que pensam sobre esse tema?

Você já sofreu bullying na escola?


ahahahaha

maão na xoxotaLógico que já! Mas o título foi mais pra chamar a atenção, a minha pergunta nesse post é outra, e queria o feedback de vocês.

Não sei se vocês sabem, mas agora desbandei pro lado da Licenciatura em Biologia. Comecei as estudar sobre o assunto e me identifiquei demais, mas principalmente senti que como professor de Biologia eu teria o poder acabar com preconceitos lá no comecinho deles, fazendo uso de argumentos científicos e quebrando o caralho todo diante da discriminação… até levar um tiro no peito.

O que eu quero saber de vocês é: Como foi a experiência de vocês com o bullying?

NinfaDigo, eu tenho certeza que muitos aqui se sentiram desamparados diante do pau no cuzismo de um professor, que ficou calado enquanto a sala toda te chamava de viadinho ou Maria João toda vez que você abria a boca, certo?

Eu sofri bullying pra caralho na infância, afinal, era praticamente uma ninfa virgem e delicada que vivia num tronco de Carvalho. Cada movimento meu era seguido por um som de harpa, de tão feminina.

Mas meu cu, cresci e virei o satã, o saci de patinete.

Só que pra isso eu precisei desenvolver meus próprios argumentos, ler por mim mesmo, pesquisar formas de bater de frente com o preconceito.

Porque se eu fosse depender de professor, os alunos fariam uma fogueira no meio da sala pra queimar a bicha herege.

ai meu deus

Depois surgiu uma outra beesha, mais beesha que eu (se é que isso é possível!) e um pouco menos informada. Aí o foco foi voltado pra ela e saíram um pouco do meu pé.

O que não quer dizer que eu não dava bafão pra defendê-la, dava sim!

Quê qui éam que você tá falando da minha amiga?

Quê qui éam que você tá falando da minha amiga?

Baseado nisso, me respondam nos comentários: Como você fazia pra se defender do bullying? E seu professor, batia de frente com os alunos ou deixava você levar pau?

Respondam também a enquete abaixo (tudo pela ciência, bee!):

Neonazista em Vitorinha?


Meninas, cês num tem noção do estado que está a Chica Chiclete depois do fechamento. Não é possível ver lá dentro, óbvio, mas pelo lado de fora a gente consegue perceber que limparam tudo, exceto as nossas memórias ❤

Só que não foi isso que me impressionou, veja abaixo o que picharam no portão da boate:

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anigif

Rá, difícil é ter ariano em Coqueiral de Itaparica, tudo loiro de mamilo marrom.

Aposto que devem ser que nem os neonazistas lá de Niterói, clique AQUI e morra de rir da pureza racial dos bandidos.

Isso é coisa de viado


VEADO-NO-LAGO

O quê?!

Sei que prometi postar amanhã, mas não resisti!

No post anterior eu disse que ia usar o resultado da enquete para fazer esse post. Mas vocês são maravilhosas demais, e o resultado foi melhor do que eu esperava.

As opiniões foram diversas nos comentários, e eu adorei a divisão de pensamentos que se formou:

  • Por um lado, o time das “respeite para ser respeitado”. Afirmam que o rapaz não é gay, que só mostra o quanto o preconceito da sociedade também nos afeta. Preconceito esse que nos faz determinar a homossexualidade do outro sem nem mesmo saber se ele sente atração pelo mesmo sexo;
  • E o outro, o time da pinta. Afirmam que o rapaz é gay sim, porque se comporta da maneira típica que os gays atléticos se comportam: Egocêntricos, exibidos e vaidosos.

Agora, será mesmo que hoje em dia ter um comportamento típico de gay é suficiente para afirmar categoricamente que alguém é homossexual?

Don't

Don’t

man-purpleNós vivemos num momento histórico no qual a sociedade também cobra dos homens que se tenha boa aparência. Claro que não chega nem aos pés do peso que as mulheres devem carregar, mas ainda sim muito maior que no passado.

Por esse motivo, eu acho um retrocesso determinar a sexualidade de alguém se baseando nesses detalhes (salvo em caso de brincadeira ou de pegação em ambiente HT, óbvio).

precPorque fazendo isso estamos alimentando o mesmo separatismo dos homofóbicos, que nos colocam, e tudo aquilo relacionado a nós, como diferentes, alijados da sociedade padrão com o nosso comportamento transgressor.

Quando nós retaliamos esse comportamento num homem hétero, estamos indo de encontro a tudo que pregamos como ideal de sociedade: o fim do preconceito.

E o que é preconceito?

Se “pré” significa “antes”, a gente pode dizer que pré-conceituar é determinar um conceito ANTES de conhecer o que se classifica.

E isso inclui também elogios, como quando você conhece aquela beesha super gente boa e fala que seu santo bateu com o dela, isso é preconceito.

Qué dizê, se a gente julga os héteros quem somos nós para reclamar quando eles nos julgam?

dedaca

heteroEnquanto ser considerado gay ainda for interpretado como uma ofensa para um hétero, nunca vamos conseguir que eles nos respeitem se agirmos da maneira como agimos no post anterior.

Sempre que eles permitem uma abertura para uma relação mais fraternal nós somos os primeiros a apontar o dedo e desconfiar da sexualidade deles.

Sem contar as que alimentam uma paixão secreta pelo hétero só porque no jogo do Flamengo ele deu um abraço nela na hora do gol. E juram de pé junto que o abraço foi com segundas intenções.

Assim não dá! (em todos os sentidos que o “dar” pode adquirir nessa expressão).

Amiga da galera

Amiga da galera

Deveríamos, o quanto antes, aprender com as mulheres. Elas se tocam, falam sobre seus corpos, ficam nuas na frente umas das outras, se comparam e ali edificam uma relação muito mais livre que a nossa, que mal permitimos que um homem hétero seja vaidoso ao ponto de se deixar admirar por outro homem.

E esse separatismo existe até nos elogios! Se um homem é sensível com sua namorada, é viado. Se entende de moda, é viado. Se admira no espelho, é viado. Se manja rola no banheirão, é viado… OPA! Nesse caso é viado mesmo.

Se repara no que os outros vestem, é viado… NÃO!

Aprendam, de uma vez por todas: Coisa de viado é dar o cu, o resto é preconceito.

é a lei

p.s.: Dar o cu foi licença poética, todo mundo aqui sabe que ser homossexual se refere apenas a se atrair pelo mesmo sexo, ponto.

É só uma piada…


Depois as pessoas querem reclamar comigo, que eu sou fiscal de piada, que eu arrumo confusão com pouca coisa.

Mas alguém pode me dizer QUAL É A GRAÇA nessa merda de vídeo?

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4VMTTmt8fZk]
Hum... muito bonito.

Eu e Dé assistindo ao vídeo

so-as-melhores-piadasAí na descrição do vídeo ele diz que foi uma combinação com a mãe dele e que o vídeo foi uma brincadeira, porque ele gosta de humor barato… que é só uma piada…

(Tão barato quanto aqueles utensílios de 1,99 que a gente usa uma vez e quebra)

Vocês não sabem O ÓDIO que eu tenho dessa expressão idiota. Como se dizer que é humor desqualificasse todo o discurso da própria piada, que se baseia numa realidade para existir e, logo, representa sim parte da opinião do próprio criador sobre o tema.

Aí vai vir leitor aqui dizer que é old, que todo mundo já viu. Mas eu não estou postando o vídeo para mostrar pra quem não viu, estou mostrando o vídeo para discutir com vocês o poder que tem uma piada.

lixoEsse tipo de humor, e qualquer outro que envolva situações que se fossem reais não seriam tão engraçadas assim (como estupro ou violência física), é uma faca de dois gumes.

Por um lado ele pode servir para rir das mazelas da sociedade, de modo a fazer uma crítica social (o que logicamente não foi o caso do vídeo acima), ou ele serve para corroborar ou banalizar a violência da situação.

tumblr_mjmfbi4ofD1r83ei3o1_400Particularmente, eu não gosto desse tipo de humor, independente da intenção dele. Não porque eu acho que ele vá fazer as pessoas agredirem seus filhos caso eles sejam gays, mas porque não tem graça mesmo, é mal-feito, é vazio e a única mensagem que passa é: “É muito engraçada a violência doméstica que gays sofrem”.

Entretanto, isso não quer dizer que eu não goste de humor que envolva essas situações.

O que me incomoda é: por que sempre quem se ferra na piada é o grupo que já se ferra todo dia na sociedade? A graça de uma piada não está na “quebra” de uma situação cotidiana? É um homem que escorrega na casca de banana, alguém que leva um susto… todas são quebras da linearidade.

Esse tipo de piada não quebra linearidade nenhuma, ela apenas narra um acontecimento triste e corriqueiro, que por ser “teatral”, passa a ter graça.

Por quê? Duvido que alguém tenha caído na gargalhada na cena da Camila, de Laços de Família, raspando o cabelo por causa do tratamento de câncer.

Mas o princípio foi o mesmo, apenas dramatização (ela não tinha câncer, assim como ele não é gay),  nada de extraordinário.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=xbHI3QQARAo]

Sabe por que ninguém ri? Porque nos afeta! Porque o câncer é uma realidade que nos amedronta.

Repúdio

Repúdio

E é aí que mora o perigo de se achar graça em piadas com violência moral ou preconceitos. O fato das pessoas rirem delas significa que aquela triste cena NÃO afeta a sociedade, é banal.

Por esse motivo, nós não devemos achar graça de piadas dessa categoria, achar graça disso demonstra que a causa não nos incomoda, que não nos revolta, não nos entristece, como entristeceu a cena da Carolina Dieckmann raspando a cabeça.

Trate todas as piadas preconceituosas como tratamos as piadas do incêndio da Boate Kiss: com repúdio.

Isso demonstra que você se importa.

Debate sobre “Diversidade Sexual e Gênero” na Rádio Universitária FM


A Rádio Universitária (104,7 FM) transmitiu na quarta-feira (20/03), no programa Debate Universitária, um bate-papo sobre “Diversidade Sexual e Gênero”. Estavam presentes o coordenador da Rede de Educação para a Diversidade da Ufes e um dos coordenadores do Fórum Estadual da Cidadania LGBT, Toninho Lopes,  gerente de Promoção dos Direitos Humanos da Subsecretaria de Direitos Humanos do Governo do Estado, Daniela Rosa; e Cristiane Bonato, que é assessora especial da Subsecretaria de Direitos Humanos do Estado. Além disso, estiveram na rádio o jornalista e mestre em Psicologia, membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Sexualidades (Gepss), da Ufes, Dé Silvestre Sérgio Rodrigo Ferreira; e o psicólogo e doutorando em Educação e também participante do Gepss, Jésio Zamboni.

AQUI você pode ouvir um compacto do programa.

Habemus Papam!


Uhull! O Papa foi escolhidoãm, ele é latino-americano, gentchy como a gentchNÃO!

amoreco

in odio habere

Ainda habemus homofobia.

Pra vocês que estão comemorando a escolha de um papa argentino, formado em Farmácia, que vive humildemente, anda de metrô e cozinha sua própria comida.

Apenas leiam isso:

papa 1

E isso:

papa 2

Então, lindonas, não se iludam, o fruto nunca cai muito longe da árvore, mesmo que essa árvore esteja do outro lado do Oceano Atlântico.

Fonte: Paulopes e Bol (também me choquei ao saber que esse site ainda existe)

SBT e Globo: You are the winners of this challenge


Hoje duas informações chegaram até mim. Uma sobre o The Voice e outra sobre o Casos de Família.

Primeiro, The Voice. Cata a imagem:

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Que lindo, gente, ME ABRAÇA!

me abraça

Eu não fazia IDEIA que Ellen era sapa! Vi esse programa, vibrei com este satanás fazendo mais sons com a boca que o filme Fantasia 2000, da Disney, e nem me toquei disso.

Pode parecer pouco, mas pensem no que isso representa socialmente. Ela e Maria Cristina, a outra sapa que faz cosplay de Cássia Eller, são as favoritas do programa e ambas ganharam pelo voto popular.

Sim, bee’s, voto popular, com uma porcentagem de cerca de 55% as duas foram pra final ao competirem com mais dois outros competidores, em grupos de três.

Em contrapartida, tem aquela coisa, né? Nossa sociedade aceita muito bem bicha e sapatão, desde que bicha só sirva pra fazer rir e sapatão só sirva pra fazer música.

Enquanto isso, no SBT, a vinheta de fim de ano do delicioso Casos de Família:

[youtube https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=3pXZ_4KEsjM]

artePegaram alguns casos famosos e celebridades da internet pra comporem o elenco.

Observaram a quantidade absurda de beeshas, travas, drags e seres amorfos? Pois é! É a vinheta de fim de ano da emissora, repleta de gente como a gente.

Era de se esperar, todo fucking dia que eu passo por aquele programa tem alguma gay ou sapa falando da vida dos outros.

Outro dia mesmo uma viada, com as unhas compridas pintadas de preto, estava criticando a outra porque a outra era drag, e na cabeça dela “homem gay não precisa parecer mulher pra ser gay”.

SÓ ELA não via que ela estava mais montada que a amiga ao lado. Quando é que esse povo estúpido vai se tocar que drag queen é artista, não transexual?

E há quem diga que Silvio Santos ainda fará um reality show de druegs, tal qual Glitter. Provavelmente com Nany People, Elke Maravilha e alguma bicha estilista aleatória falando de conceito fashiozzzzzzzzzzzzzz…

Meet the cast:

  • Chica Chiclete;
  • Labelle Beauty;
  • Striperella;
  • Robytt Moon;
  • Silvetty Montilla;
  • Alguém com andrógEno escrito no nome;
  • Suzy Brasil;
  • Uma novinha com cara de mulher (que vai encher o saco dizendo que é transformista e não drag queen);
  • Thalia Bombinha (pra completar a cota das plus size);
  • Ava Simões;
  • D’mon;
  • E Rochelly Santrelly indo pro bottom two logo de cara, porque os jurados não serão capazes de interpretar a genialidade dela e o dadaísmo da sua dublagem.

modelo

Dica do leitor

Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Gays e Misoginia]


Sentiram falta do Kooriosidades? Aposto que sim!

Vocês perceberam que eu dei uma diminuída na quantidade de postagens da coluna, mas foi por uma boa causa: Eu estava recebendo uma quantidade absurda de e-mails de bee’s me perguntando apenas como arrumar um namorado. Mandavam Facebook, diziam suas qualidades e me indagavam o motivo pelo qual não conseguiam namorar.

E eu digo pra todas: Eu não sei! Aliás, essa é a grande pergunta da maioria das pessoas que estão realmente interessadas em relacionamento, mas infelizmente esse é um grupo muito pequeno diante da quantidade de pessoas que tiveram desilusões amorosas e hoje não querem mais nada sério.

Mas vamos ao tema de hoje. Dessa vez eu recebi um e-mail muito fofo de uma leitora heterossexual (leitora mulher mesmo, tsá?). Nesse e-mail ela conta o quão militante da causa gay ela é e não entende por que muitos gays a tratam mal só pelo fato de ter uma vagina.

Vamos ler?

Oi max, belezinha?

Primeiro queria dizer que sou fã do Babado Certo, daquelas que entra no site todo dia e fica chateada quando não tem nenhum post novo. Sua fã em especial.

Meu nome é Amanda (nome fictício), 32 anos, casada há 4, considerada muito gay pelos meus amigos.  Existem pencas de mulheres assim, expansivas, comunicativas, viadas, defensoras da causa, utilizadoras do pajubá, que naturalizam o mundo gay.

Enfim, eu sou mais uma dessas, só que legítima, de verdade, sem ser fake, sem forçar a barra, daquelas que só frequenta gays, que só tem amigos gays, que cresceu com gays, que tem uma linda irmã sapa pau de mel. Dessas que pode zoar os amigos gays a vontade, porque possui permissão e licença poética… e é recíproco.

Vamos a minha dúvida, quero muito saber sua perspectiva sobre esse assunto: por que nós mulheres somos TÃO maltratadas pelas gays? Até que você vire amiga da gay, a única coisa que você, mulher, merece é coió! Tá chato isso já!

Ainda mais essas bees ninfetinhas, que não são da minha geração, que estão tomando conta de vitória. até parei de sair! Deixa eu explicar melhor: Eu era frequentadora assídua da Move, antes de casar. Que época boa, como fui feliz naquele lugar! Peguei todas as pessoas de Vitória!

E como eu fui maltratada também! Alguns meninos não têm nenhum respeito pelas “rachas uó”, são grosseiros, esbarram na gente de propósito e tal.

Tô magoada desse jeito porque esses dias fui ao casamento da minha amiga, ela foi jogar o buquê, as viadas toooodas correram pra pegar, eu achei a cena muito engraçada e divertida, botei maior fé!

Bichinhas passando correndo excitadíssimas do meu lado, eu, que dou bom dia a cavalo, quis interagir, na maior naturalidade, disse: “calma gente!” mas rindo, me divertindo.

A beezinha virou pra mim e disse, como um demônio: “EU ESTOU FALANDO COM ELE”, e virou o pseudocabelo tipo a Beyoncé! Com desprezo! porra, precisa? A gente tá num casamento de uma pessoa em comum, que a gente ama, que só deve ter chamado gente que ela gosta, só isso já dá pra desarmar!

Tenho um amigo muitíssimo inteligente. Cabeçudíssima a passiva, produz pensamento igual a fazer café, tem uma linguagem técnica que muitas vezes não acompanho, “o mundo pós moderno isso, o neoliberalismo aquilo”. e de quê adianta? Misógino! Menos comigo, que sou “amiga”.

Muitas vezes ele já me ofendeu dizendo ter nojo de buceta, que buceta é extremamente nojento. porra, nojo? isso é pesado!

Fala sério! Buceta não é nojento! Pessoas são nojetas, outras pessoas não são! Algumas são asseadas, outras não. Esse argumento de que se a pessoa não gosta de mulher, por exemplo, a coisa torna-se asquerosa é vazio. Pra mim é exatamente isso que os gays sofrem, esse tipo de argumento. que gay é nojento, que beijo gay é nojento, não uma manifestação afetiva, de carinho.

Minha perereca é uma manifestação de carinho e beleza, não é nojenta!

Só não acho que ser mulher é, em nenhum momento, depreciativo, desqualificante, degradante. Óbvio que tenho várias teorias com relação a isso, como por exemplo não ser um ódio do nada, apenas um mecanismo de defesa.

Como héteros não têm uma placa na testa escrito “sou legal, relaxa”, na dúvida as bees ficam armadas, mas aí fodeu. Elimina um monte de possibilidades.

#Chatiada

Suprimi algumas partes do texto porque a amapoa é super falante e me enviou um rascunho da Bíblia. Delicioso, diga-se de passagem, mas eu sei que vocês são preguiçosas e não leriam tudo.

Então, eu estava conversando exatamente sobre isso com uns amigos enquanto estava lá no Rio. A misoginia entre os gays chegou num nível alarmante.

Pra quem não sabe o que é misoginia: Misos – ódio/Ginos – Mulher. É o ódio ou a aversão a mulheres. E não pense que héteros estão excluídos dessa categoria só porque fazem sexo com mulheres não, o machismo carrega consigo uma grande base misógina também.

in da box

E eu não vou me excluir dessa não, sei que muitas piadas que faço aqui com as sapas perpetuam esse tipo de aversão. Entretanto, existe uma diferença bem grande entre fazer piada e todo mundo saber que você está sendo sarcástico e fazer piada com a intenção de denegrir todo um grupo.

A minha teoria é que essa misoginia é um reflexo do machismo que nos afeta diretamente, afinal, o que os homofóbicos odeiam na gente não é a nossa sexualidade nem o que fazemos entre 4 paredes, mas sim a feminilidade que reside nessa sexualidade.

O gay abdica da sua “posição superior” de homem para se deixar prestar um papel social feminino, o ato de deitar com outro homem como se fosse uma mulher mesmo.

Nossa sociedade não admite que um homem se castre e tenha comportamentos de mulher, na cabeça dessas pessoas é um desrespeito com a “sorte” que você teve de ter nascido como o sexo dominante.

Ela também tem, e você ama!

Uma grande idiotice, é claro, mas infelizmente é assim que as coisas funcionam, e quando um gay é misógino ele está claramente se “vingando” daquela mulher que é a culpada do preconceito que ele sofre.

E para que ele mesmo não se sinta preconceituoso (afinal, o preconceituoso nunca admite o preconceito), faz o uso da sua sexualidade para focar seu ódio na vagina, não na mulher… como se a vagina não representasse exatamente isso, néam?

Uma outra abordagem interessante, sugerida por uma leitora nos comentários, é a de que o fato das mulheres terem vagina e, portanto, atraírem um número maior de homens, pode ser interpretado como uma ameaça por parte dos gays diante de uma possibilidade de pegação. Isso se refletiria também na aversão à mulher.

É muito comum esse tipo de preconceito reflexivo. Outro exemplo é a relação entre o Espiritismo e a Umbanda. Ambos são discriminados, mas ouse falar com um Espírita que a religião dele pode ser comparada à Umbanda pra você ver o diabo que ele vai virar.

E no final ainda terminará com uma frase do tipo: “É por causa deles que nós sofremos preconceito”.

Hummmm, Max, essa frase me é familiar!

E é mesmo! É a mesma frase utilizada por muitos gays que se consideram masculinos e que discriminam as bee’s afeminadas. O que faz com que ele discrimine a bee afeminada? A feminilidade dela, e de onde vem essa feminilidade? Das mulheres!

**BOOM**! Você tem aí sua resposta: O fato de um grupo sofrer preconceito não o exclui da possibilidade de ser preconceituoso quando essa aversão advém de um preconceito muito maior que o sofrido por ele.

P.s.: Mas por que os gays amam as divas? Muito simples, divas não são mulheres, são divas, e a categoria de diva as coloca numa posição superior dentre as outras mulheres.

É como se elas fossem uma mulher com pênis, basta observar que quando uma diva é muito poderosa ela é logo comparada a uma trava… opa! Então será por isso que gays respeitam muito mais travestis que transexuais?

É um caso a se pensar…

Tá com um dilema de natureza sexual, social ou médica? Mande sua dúvida para max_babadocerto@hotmail.com, e a Max consultará os universitários para tentar resolver o seu problema.

Agência de viagens divulga comercial LGBT


Eu vou contar uma coisa pra vocês: quando vejo esses vídeos de beeshas fazendo declaração de amor meu koo nem pisca, porque homem com homem não me emociona.

Acho feio, acho bruto e acho sem graça todo esse comportamento comedido deles ao demonstrar sentimento.

Mas sapas casando… sapas casando ME QUEBRAM tanto quanto assistir ao final de Beethoven! Vamos então chorar juntinhas?

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=jUabxJXMfbo]

OPA! Desculpa, gente, que distraída que eu sou, segue o vídeo correto do casamento:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=wALxbX-mw7s]

Ó, que lindo, deu até vontadinha de jogar sal arroz pra desejar boa sorte:

Segundo o site Administrador.com, foram 8 mil compartilhamentos, 30 mil likes (as encubadas só curtem, pra não dar pinta) e 4 mil comentários, sendo somente 30 homofóbicos.

Isso quer dizer que pelo menos lá pra cima as pessoas estão começando a mudar pra melhor 😉

Dica do Alexandre

Preconceito: Ratos de buatchy


Já dizia o sábio Facebook: “Você descobre que está velho quando chega numa boate e já procura um lugar pra sentar”.

Hoje um leitor me parou na rua pra me pedir um conselho sobre seu relacionamento. Essa história toda do Kooriosidades acabou me tornando um guru sexual das beeshas. O quê eu não entendo, como vocês podem confiar nos meus conselhos amorosos se a minha vida amorosa é uma bagunça?

Mas é o que dizem, casa de ferreiro, espeto de pau, néam?

Então, ele veio me dizer que arrumou um namorado que costumava ir muito à boate, e que por isso tinha problemas quanto a confiar num relacionamento com uma pessoa que passou sua vida sexual inteirinha conhecendo as pessoas na noite.

Disse também que já estão namorando há dois meses e, desde o início do relacionamento, o boy deixou de sair pra noite como saía antes. Só sai quando ele também quer ir.

E aí isso me fez pensar: Já observaram como os valores se inverteram? Pouco tempo atrás as bees de boates eram as piores opções para relacionamentos. Em contrapartida, o melhor lugar pra se achar namorado era na internet, sim, no Chat Uol.

Eu mesmo já encontrei um namorado lá, na época que o chat não parecia o esgoto dos Morlocks do X-men. Hoje é mais fácil você pegar uma DST que uma beesha de respeito naquele lugar.

Enquanto isso, nas boates as pessoas tendem a ir atrás de um amor. Vai me dizer que vocês, mesmo passando o rodo na boate inteira, não saem de casa com aquela esperança de encontrar seu príncipe encantado em meio a toda aquela loucura?

Me lembrou daquele pagode:

♪ Enquanto eu me arrumava algo me dizia, você vai encontrar alguém que vai mudar a sua vida inteira da noite pro dia ♫…

Mas na volta pra casa a única coisa que mudou foi a quantidade de dinheiro na sua carteira.

Entretanto, tudo isso só vale se a gay não for passiva, diga-se de passagem. Eu não sei porque esses demônios desses vinhádos resolveram pegar dos héteros só os valores que não prestam:

Passiva rodada = Puta / Ativo rodado = Experiente. Como se fôssemos homens e mulheres! Machistas, ainda por cima.

Entendam de uma vez por todas, por mais que você seja a beesha mais carola de Vitória, tirando tudo você vai ser sempre beesha, e como beesha você é tão marginalizada quanto qualquer outra gay.

Não ache que sua tia evangélica vai te ver com bons olhos se você só deu seu koo depois de namorar um ano: Você dá o koo, isso que interessa, compreende como tudo rege em torno disso?

Não importa se você deu 1 ou 100 vezes, uma vez dado o koo, a besta marcou você! E olhar pras gays rodadas com desprezo é tão chauvinista quanto o homem que deixa de se interessar por uma mulher porque ela já fez mais sexo que ele.

Não posso contar nos dedos quantas vezes, antes de entrar no blog, as pessoas chegavam em mim e diziam que fulano gostava de mim, mas não queria me namorar porque eu era vagabunda e pegava todo mundo.

MEU CU, eu que não quero um caga-regra na minha vida.

No final da conversa perguntei a ele se o boy era encubado, e ele respondeu que sim.

*BOOM*! Temos aí a resposta: Onde mais um encubado vai socializar com outros gays se o Chat Uol está tomado por pênis e bundas sem rosto?

Na boate, claro! Um lugar fechado no qual o único perigo que você corre é o de encontrar o seu chefe chupando um boy no banheirón. Normal, nada assustador.

Fiquem tranquilos, encubados, é tipo uma filosofia de vida entre os gays: Mesmo você sendo assumido, o que acontece e quem você vê numa boate gay, FICA na boate gay. (Exceto se você tiver um blog de sucesso e de fofoc…

E vocês, têm ou já sofreram preconceito por serem rodadas na noite cabixaba?

Female to Male – O gueto da Transexualidade


Sempre quis postar sobre transexualidade aqui no blog, mas não a transexualidade habitual que toda bee pintosa já cogitou ser um dia para fugir do preconceito.

Me interessa a transexualidade feminina, aquela sobre a qual pouca gente fala, uns preconceituosos mal consideram que existe e é citada na maioria das vezes como apenas uma lésbica masculina.

Fiz uma entrevista com uma menina que ainda não começou a modificar o corpo. Ela me contou como determinou o que era, o que faz para enfrentar o preconceito da sociedade e, pasmem, o preconceito consigo mesma. Vamos nos informar um pouco?

Segue o texto dela na íntegra (que é bem grande, mas muitíssimo interessante, vale a pena tirar uns minutinhos pra ler):

O que é:

Bem, a transexualidade ou (disforia de gênero) é uma condição na qual a pessoa se identifica psicologicamente como sendo do gênero oposto ao seu sexo biológico, sendo perturbador o suficiente a ponto de o individuo necessitar adequar seu corpo à sua mente.

Uma vez feita a mudança, a pessoa deixa a condição transexual e passa a assumir o gênero que se identifica. Vale lembrar que existe uma diferença entre transexualidade e travestismo.

Travesti é a condição em que a pessoa se identifica com as roupas, acessórios e etc do gênero oposto ao seu sexo biológico, porém não sente qualquer aversão ao seu corpo. Podem até fazer algo pra tornar mais semelhante ao sexo oposto (colocar silicone, cortar ou deixar o cabelo crescer), mas se sente ‘muito bem e obrigado’ como estão, sem retirar ou por nada ‘lá embaixo’.

Quando descobri:

Faz pouco tempo, coisa de aproximadamente dois pra três anos.

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