DST’s e preconceito


Ahhhhhhhhhhh

Ahhhhhhhhhhh

Assunto pesadíssimo hoje. Logicamente ele foi resultado de mais uma discussão que tive no Gepss. Aliás, a maior parte dos posts aqui eu tô tirando das discussões que tenho lá, perceberam?

Muitas vezes, inclusive, eu “traduzo” artigos científicos para a linguagem popular e vocês nem se tocam que tão lendo teorias pedantíssimas da Sociologia Bicha. É bom ou não é?

O assunto é sobre DST’s e preconceito. Lá no Gepss várias foram as histórias contadas de conhecidos que não faziam exames com medo do resultado e morreram sem nem saber que tinham HIV, outros que sabiam do resultado, mas não iam no Hospital das Clínicas buscar os antirretrovirais com medo de ficarem faladas na cidade.

Nessa hora uma gay do grupo levantou e disse: “Mas gente, quem tem que buscar o antirretroviral só deve ir lá uma vez por mês, não é possível que alguém desconfiaria de alguma doença.”

Só fiz assim pra viado:

0ananana

imagesBasta você ENTRAR uma vez na vida nos hospitais que distribuem antirretrovirais que logo deduzem que você foi beijada. No começo do ano mesmo, uma prima minha passou mal, se internou lá e quando eu fui apenas visitá-la, duas gays já me mandaram mensagem no Facebook perguntando se eu tinha sido beijada.

Isso quando não falam que eu tô com a tia por ser magra. Não se pode nem ser magro nessa cidade maldita (acho que escrevi um post explicando isso… CLIQUE AQUI)!

Agora imagine quem vai lá todo mês? Tem uma coisa muito errada aí.

Sabem por que?

Nós sabemos como prevenir, nós sabemos que não existe problema nenhum em fazer sexo com camisinha com quem tem HIV e nós sabemos mais ainda que quando essas pessoas se tratam o vírus fica praticamente indetectável, e as chances de passar para outra pessoa são tão baixas que ficam próximas de quem não tem o vírus.

Entretanto, o preconceito permanece, o medo ter a fama de contaminada é tão absurdo que tem gays que nem andam com os soropositivos, pra não ficarem mal-faladas por consequência.

0lindo

Tipos-de-camisinhaMas e as doenças curáveis? Essas sim são terríveis quando o assunto é ser estigmatizado. Uma vez que a sociedade descobre que um dia você teve sífilis ou HPV, já era, todo mundo vai pensar duas vezes antes de ter uma relação sexual contigo.

Vamos pensar mais, galera! Ter HIV ou qualquer outra DST não é sinônimo de promiscuidade, de falta de caráter ou seja lá do que vocês chamam essas pessoas. O mundo está lotado de gente contaminada que não conta para seus parceiros que tem HIV, ou que nem sabem que tem HIV e contaminam outras pessoas.

Tudo por causa do preconceito.

Claro, a obrigação de cada um é usar camisinha, mas decerto todas aqui já passaram pelo desespero de ter feito sem camisinha sem querer. Seja pelo calor do momento, pelo nível alcoólico, pela confiança, não interessa, todos aqui já fizeram e ficaram com o koo na mão com medo de ter pegado…

…e SE TIVESSE PEGADO? Você gostaria de ter sua índole e seu caráter julgados por isso? Gostaria de ser estigmatizado por um deslize?

Pois é, então pense antes de julgar o coleguinha.

0bye

O que é isso, gente?


Tô nervosa! Acabei de escrever o post anterior e me mandaram essa reportagem que saiu no ES TV:

clica

SOCORRO!

  • “Tem coisa que é melhor deixar pra gente”;
  • “Não dá pra negar que os homens têm mais habilidades em algumas áreas”;
  • “Mulher faz quase tudo, mas tem coisa que mulher não consegue fazer”.

Peguei uma máquina do tempo e voltei pra década de 20? ME SEGURA, GENTE, QUE EU TÔ PUTA!

00das

0CHUCA

01

Androginofobia?


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Estou em Vitória desde domingo, vocês devem ter percebido pela minha presença nos comentários. Não postei nada ainda, mas tenho uma boa razão pra isso.

androginia 5Acho que nunca peguei para falar desse assunto aqui no site. Provavelmente porque sempre achei que não interessaria a ninguém, uma vez que é um assunto que envolve um grupo tão pequeno de pessoas que poucos leitores se disporiam a ler sobre.

Mas recentemente estive conversando com uma grande fã do site e ela me sugeriu falar desse tema, pra ajudar esse grupo que, mesmo pequeno, precisa saber que existe gente boa por aí que não nos vê apenas como aberrações de gênero.

Só que vocês devem estar se perguntando:

Por que só agora, depois de 4 anos de blog, Max resolveu falar do que ele tem de mais marcante?

Justifico com a minha viagem a BH que fiz nessa sexta-feira. Como disse NESSE post, não vou mais postar os Babados, confusões & gritarias, e não vou mesmo. Só que dessa viagem eu preciso selecionar uma coisinha pra discutir com vocês.

androginia 3Não tenho essa aparência à toa, e muito menos forço para construí-la. Tenho um probleminha na minha gônada chamado hipogonadismo (você pode clicar aqui pra ler mais) e, por esse motivo, produzo metade da quantidade normal de testosterona de um homem adulto. Daí, não desenvolvi totalmente as características sexuais secundárias masculinas.

Voltando a falar sobre a viagem…

Como estava bem longe da minha cidade, resolvi fazer uma coisa que sempre tive vontade, mas nunca tive coragem: vestir um short pra sair na noite!

Só isso?

Só isso?

androginia 4Hahahaha, calma! Não me julguem ainda! Eu sempre morri de vergonha de vestir shorts, minhas pernas são muito brancas e morro de medo de me desviar da androginia, pelo medo do preconceito e também porque não me identifico como trans. Então, se o máximo que posso chegar é na imagem de uma sapa masculina, tento me manter assim.

Acontece que onde eu ia recebia elogios, inclusive dos meus colegas de sala que viajaram comigo. Desde a padaria onde fui comprar uma cerveja pra começar a esquentar, até os cachaceiros do bar que, mesmo de forma vulgar, não viam a minha imagem como algo ruim.

Entretanto, quando cheguei em Vitória dei de cara com esse comentário na caixa de spam:

coment

Clique para ampliar

Eu, enquanto sou criticada:

0000amor

androginia 2Esqueça a parte que ela viaja na maionese e fala em me processar porque comentei sobre a boate nova que vai abrir em Vila Velha (que amanhã vou postar mais informações quentíssimas) e se foquem no “SER INDEFINIDO” que ela usou pra me categorizar.

De todos os ambientes que já frequentei, e por ambiente você pode incluir até mesmo puteiros, os únicos nos quais sofri preconceito quanto a minha aparência foram nos meios GLS.

androginia 1Por alguma razão, que eu não sei qual é, a maioria dos gays afeminados tem o mais absoluto ódio de andróginos. Digo gays afeminados porque somente sofri esse tipo de preconceito de um único gay masculinizado, que depois fiquei sabendo que ele se arrependeu do que falou e disse aquilo porque era encubado e eu representava a liberdade que ele queria ter, mas não podia (foi perdoado).

E eu pergunto pra vocês, por que todo esse preconceito? Pra vocês terem noção, eu mal posso ter a auto-estima de valorizar a minha própria aparência sem ser criticado por essas pessoas, como se fosse um crime ideológico se sentir bonito tendo a aparência de ambos os gêneros.

De cara muitos podem pensar:

“Max, é lógico, tá muito claro que é recalque, principalmente porque advém de beeshas afeminadas que matariam pra ter sua aparência”

Não! Não podemos ser tão simplistas assim, até porque tem beesha afeminada bombada que ama ser bombada. Acho que isso vai muito mais além.

Tenho duas teorias, uma pensada por mim e outra pensada em conjunto com um amigo meu psicólogo, mas elas não são opostas.

A minha teoria, depois de tantos anos ouvindo críticas, é a de que o gay andrógino representa para esses gays preconceituosos a imagem que eles deveriam ter para que a pinta que eles dão fosse condizente com a aparência.

0000como

Por exemplo, dificilmente sou ridicularizado em ambientes heteronormativos por ser feminino. Isso porque, para essas pessoas, espera-se que alguém com a minha aparência tenha um nível de feminilidade.

Aliás, sou ridicularizado sim quando tento masculinizar meus trejeitos.

Credo, Max, você falou que nem homem agora! Tomei até um susto!

androginia 7Em contrapartida, esses gays que são “apenas” afeminados sofrem muito mais que eu por serem afeminados, e a situação é ainda pior se eles são altos, fortes ou têm uma aparência bem masculina.

Enquanto essa galera é considerada caricata, vide Vera Verão, eu passo despercebido aos olhares machistas porque soa “natural” que alguém com o meu rosto e corpo não seja “macho”, mas não soa natural que um homem com corpo e cara de homem saia desmunhecando por aí.

E indo mais profundamente nesse babado, podemos perceber também um problema com a questão da “identidade” da bicha dentro do seu universo.

Assim como o gay desconstrói a ideia do homem normal e o homossexual desconstrói a lógica da heterossexualidade ser a norma… o andrógino desconstrói e INdefine a afeminada, porque ele vai além e quase toca na linha finíssima que separa a pintosa da transexual. Linha essa que elas lutam o tempo todo pra manter em pé, separando, definindo, categorizando.

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E se o “ser” se define a partir da negação do outro (eu sou isso porque não sou aquilo), o andrógino entra aí como um outro que “é e não é” e, portanto, não pode ser incluído nem execrado, daí tamanha confusão e rejeição.

O andrógino não se encaixa nos padrões estabelecidos e perturba a noção de identidade que demorou tanto tempo para ser construída. Por isso gera tanto transtorno.

Compreendem a lógica? O que pensam sobre esse tema?

Você já sofreu bullying na escola?


ahahahaha

maão na xoxotaLógico que já! Mas o título foi mais pra chamar a atenção, a minha pergunta nesse post é outra, e queria o feedback de vocês.

Não sei se vocês sabem, mas agora desbandei pro lado da Licenciatura em Biologia. Comecei as estudar sobre o assunto e me identifiquei demais, mas principalmente senti que como professor de Biologia eu teria o poder acabar com preconceitos lá no comecinho deles, fazendo uso de argumentos científicos e quebrando o caralho todo diante da discriminação… até levar um tiro no peito.

O que eu quero saber de vocês é: Como foi a experiência de vocês com o bullying?

NinfaDigo, eu tenho certeza que muitos aqui se sentiram desamparados diante do pau no cuzismo de um professor, que ficou calado enquanto a sala toda te chamava de viadinho ou Maria João toda vez que você abria a boca, certo?

Eu sofri bullying pra caralho na infância, afinal, era praticamente uma ninfa virgem e delicada que vivia num tronco de Carvalho. Cada movimento meu era seguido por um som de harpa, de tão feminina.

Mas meu cu, cresci e virei o satã, o saci de patinete.

Só que pra isso eu precisei desenvolver meus próprios argumentos, ler por mim mesmo, pesquisar formas de bater de frente com o preconceito.

Porque se eu fosse depender de professor, os alunos fariam uma fogueira no meio da sala pra queimar a bicha herege.

ai meu deus

Depois surgiu uma outra beesha, mais beesha que eu (se é que isso é possível!) e um pouco menos informada. Aí o foco foi voltado pra ela e saíram um pouco do meu pé.

O que não quer dizer que eu não dava bafão pra defendê-la, dava sim!

Quê qui éam que você tá falando da minha amiga?

Quê qui éam que você tá falando da minha amiga?

Baseado nisso, me respondam nos comentários: Como você fazia pra se defender do bullying? E seu professor, batia de frente com os alunos ou deixava você levar pau?

Respondam também a enquete abaixo (tudo pela ciência, bee!):

Neonazista em Vitorinha?


Meninas, cês num tem noção do estado que está a Chica Chiclete depois do fechamento. Não é possível ver lá dentro, óbvio, mas pelo lado de fora a gente consegue perceber que limparam tudo, exceto as nossas memórias ❤

Só que não foi isso que me impressionou, veja abaixo o que picharam no portão da boate:

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anigif

Rá, difícil é ter ariano em Coqueiral de Itaparica, tudo loiro de mamilo marrom.

Aposto que devem ser que nem os neonazistas lá de Niterói, clique AQUI e morra de rir da pureza racial dos bandidos.

Isso é coisa de viado


VEADO-NO-LAGO

O quê?!

Sei que prometi postar amanhã, mas não resisti!

No post anterior eu disse que ia usar o resultado da enquete para fazer esse post. Mas vocês são maravilhosas demais, e o resultado foi melhor do que eu esperava.

As opiniões foram diversas nos comentários, e eu adorei a divisão de pensamentos que se formou:

  • Por um lado, o time das “respeite para ser respeitado”. Afirmam que o rapaz não é gay, que só mostra o quanto o preconceito da sociedade também nos afeta. Preconceito esse que nos faz determinar a homossexualidade do outro sem nem mesmo saber se ele sente atração pelo mesmo sexo;
  • E o outro, o time da pinta. Afirmam que o rapaz é gay sim, porque se comporta da maneira típica que os gays atléticos se comportam: Egocêntricos, exibidos e vaidosos.

Agora, será mesmo que hoje em dia ter um comportamento típico de gay é suficiente para afirmar categoricamente que alguém é homossexual?

Don't

Don’t

man-purpleNós vivemos num momento histórico no qual a sociedade também cobra dos homens que se tenha boa aparência. Claro que não chega nem aos pés do peso que as mulheres devem carregar, mas ainda sim muito maior que no passado.

Por esse motivo, eu acho um retrocesso determinar a sexualidade de alguém se baseando nesses detalhes (salvo em caso de brincadeira ou de pegação em ambiente HT, óbvio).

precPorque fazendo isso estamos alimentando o mesmo separatismo dos homofóbicos, que nos colocam, e tudo aquilo relacionado a nós, como diferentes, alijados da sociedade padrão com o nosso comportamento transgressor.

Quando nós retaliamos esse comportamento num homem hétero, estamos indo de encontro a tudo que pregamos como ideal de sociedade: o fim do preconceito.

E o que é preconceito?

Se “pré” significa “antes”, a gente pode dizer que pré-conceituar é determinar um conceito ANTES de conhecer o que se classifica.

E isso inclui também elogios, como quando você conhece aquela beesha super gente boa e fala que seu santo bateu com o dela, isso é preconceito.

Qué dizê, se a gente julga os héteros quem somos nós para reclamar quando eles nos julgam?

dedaca

heteroEnquanto ser considerado gay ainda for interpretado como uma ofensa para um hétero, nunca vamos conseguir que eles nos respeitem se agirmos da maneira como agimos no post anterior.

Sempre que eles permitem uma abertura para uma relação mais fraternal nós somos os primeiros a apontar o dedo e desconfiar da sexualidade deles.

Sem contar as que alimentam uma paixão secreta pelo hétero só porque no jogo do Flamengo ele deu um abraço nela na hora do gol. E juram de pé junto que o abraço foi com segundas intenções.

Assim não dá! (em todos os sentidos que o “dar” pode adquirir nessa expressão).

Amiga da galera

Amiga da galera

Deveríamos, o quanto antes, aprender com as mulheres. Elas se tocam, falam sobre seus corpos, ficam nuas na frente umas das outras, se comparam e ali edificam uma relação muito mais livre que a nossa, que mal permitimos que um homem hétero seja vaidoso ao ponto de se deixar admirar por outro homem.

E esse separatismo existe até nos elogios! Se um homem é sensível com sua namorada, é viado. Se entende de moda, é viado. Se admira no espelho, é viado. Se manja rola no banheirão, é viado… OPA! Nesse caso é viado mesmo.

Se repara no que os outros vestem, é viado… NÃO!

Aprendam, de uma vez por todas: Coisa de viado é dar o cu, o resto é preconceito.

é a lei

p.s.: Dar o cu foi licença poética, todo mundo aqui sabe que ser homossexual se refere apenas a se atrair pelo mesmo sexo, ponto.

É só uma piada…


Depois as pessoas querem reclamar comigo, que eu sou fiscal de piada, que eu arrumo confusão com pouca coisa.

Mas alguém pode me dizer QUAL É A GRAÇA nessa merda de vídeo?

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4VMTTmt8fZk]
Hum... muito bonito.

Eu e Dé assistindo ao vídeo

so-as-melhores-piadasAí na descrição do vídeo ele diz que foi uma combinação com a mãe dele e que o vídeo foi uma brincadeira, porque ele gosta de humor barato… que é só uma piada…

(Tão barato quanto aqueles utensílios de 1,99 que a gente usa uma vez e quebra)

Vocês não sabem O ÓDIO que eu tenho dessa expressão idiota. Como se dizer que é humor desqualificasse todo o discurso da própria piada, que se baseia numa realidade para existir e, logo, representa sim parte da opinião do próprio criador sobre o tema.

Aí vai vir leitor aqui dizer que é old, que todo mundo já viu. Mas eu não estou postando o vídeo para mostrar pra quem não viu, estou mostrando o vídeo para discutir com vocês o poder que tem uma piada.

lixoEsse tipo de humor, e qualquer outro que envolva situações que se fossem reais não seriam tão engraçadas assim (como estupro ou violência física), é uma faca de dois gumes.

Por um lado ele pode servir para rir das mazelas da sociedade, de modo a fazer uma crítica social (o que logicamente não foi o caso do vídeo acima), ou ele serve para corroborar ou banalizar a violência da situação.

tumblr_mjmfbi4ofD1r83ei3o1_400Particularmente, eu não gosto desse tipo de humor, independente da intenção dele. Não porque eu acho que ele vá fazer as pessoas agredirem seus filhos caso eles sejam gays, mas porque não tem graça mesmo, é mal-feito, é vazio e a única mensagem que passa é: “É muito engraçada a violência doméstica que gays sofrem”.

Entretanto, isso não quer dizer que eu não goste de humor que envolva essas situações.

O que me incomoda é: por que sempre quem se ferra na piada é o grupo que já se ferra todo dia na sociedade? A graça de uma piada não está na “quebra” de uma situação cotidiana? É um homem que escorrega na casca de banana, alguém que leva um susto… todas são quebras da linearidade.

Esse tipo de piada não quebra linearidade nenhuma, ela apenas narra um acontecimento triste e corriqueiro, que por ser “teatral”, passa a ter graça.

Por quê? Duvido que alguém tenha caído na gargalhada na cena da Camila, de Laços de Família, raspando o cabelo por causa do tratamento de câncer.

Mas o princípio foi o mesmo, apenas dramatização (ela não tinha câncer, assim como ele não é gay),  nada de extraordinário.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=xbHI3QQARAo]

Sabe por que ninguém ri? Porque nos afeta! Porque o câncer é uma realidade que nos amedronta.

Repúdio

Repúdio

E é aí que mora o perigo de se achar graça em piadas com violência moral ou preconceitos. O fato das pessoas rirem delas significa que aquela triste cena NÃO afeta a sociedade, é banal.

Por esse motivo, nós não devemos achar graça de piadas dessa categoria, achar graça disso demonstra que a causa não nos incomoda, que não nos revolta, não nos entristece, como entristeceu a cena da Carolina Dieckmann raspando a cabeça.

Trate todas as piadas preconceituosas como tratamos as piadas do incêndio da Boate Kiss: com repúdio.

Isso demonstra que você se importa.