Por que as beeshas são competitivas?


Oi? Tem alguém aí no site?

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Ai, gente, nem postei nada aqui nos últimos dias, né? Mas vocês não acreditam no que aconteceu.

Tive dois aniversários pra ir nesse final de semana. No de sábado deu bafão, porque eu fui falar do meu famosíssimo post sobre as manifestações e dois parentes meus insistiam em não entender o que eu estava falando.

Saí puta da vida e rodei a Praia da Costa atrás de um bar, sentei, pedi uma cerveja e dei pro primeiro que passou, bem no estilo Vani no filme dos Normais.

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Domingo acordei morta, bebi mais na vizinha e acordei ontem de ressaca de novo.

Quer dizer, sem condições de escrever qualquer coisa de ressaca, meu cérebro entraria em parafuso.

Explicada minha ausência, quero falar de um tema interessante que li num livro de Sociologia e discuti com uma beesha amiga minha: Por que gays são tão competitivos com outros gays?

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É, uma beesha que é beesha não deita pra outra. E quando deita, é capaz de se vingar como ninguém:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=JBKO4Mif4cQ]

Lembram? Pois é.

Engraçado, se você pesquisar falsidade no google imagens, só tem mulher.

Engraçado, se você pesquisar falsidade no google imagens, só tem mulher.

Lendo mais uma vez minha amada Guacira Lopes, encontrei ali uma abordagem interessante sobre o assunto. Ela usa as mulheres para explicar isso: Uma das maiores armas de dominação do machismo é a estimulação da rivalidade feminina, sem essa irmandade (ou sororidade) as mulheres se tornariam incapazes de se unir em prol de um bem comum, um bem que beneficiasse a todas.

E isso é falado o tempo todo, já perceberam? Qualquer novela ou filme você pode observar como a relação de camaradagem entre os homens beira um corporativismo absoluto, de modo que um homem é capaz de mentir, e se foder por mentir, só para proteger a integridade do outro amigo.

Mas entre mulheres raramente você observa. Por mais que entre elas as demonstrações de afeto sejam mais permissivas, elas ainda não são muito confiáveis entre si. E mesmo quando são confiáveis, lá no fundo elas emagrecem e se arrumam para ficarem mais bonitas pras outras, não pros homens… mesmo que elas batam o pé pra dizer que é pros homens.

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Vale lembrar que o conceito de homem e mulher que eu estou usando é o heteronormativo: Mulher feminina e delicada e homem masculino e racional, ambos heterossexuais padrão ISO 9001. Depois eu problematizo cas senhoras.

E o que isso tem a ver com os viados?

Troca naaaada

Troca naaaada

Tudinho! Numa sociedade sexista como a nossa, nosso gênero é relacionado com quem nós trepamos. O fato de você ser homem e gostar de homem acaba por te fazer absorver indiretamente os valores e os comportamentos do sexo oposto. Porque pra essa sociedade quem gosta de homem é mulher e acabou.

Por mais que a gente lute contra isso, gatiras, não nos desvencilhamos tão fácil. Basta observar a tendência da maioria das beeshas passivas em sonhar com um príncipe encantado num cavalo branco, enquanto o ativo só passa a pensar nisso depois dos 30.

Do mesmo jeito que uma bee chega no baile com sua blusinha nova da Armani e faz carão pra todas as outras gays, uma mulher o faz com seu saltão Fernando Pires.

Quem nunca entrou num ônibus, se sentindo belíssima, e deu de cara com outra gay lá dentro?

Dou um tiro no meu koo se você disser que não fica um clima de tensão (ou de tesão) no ar! As gays levantam a sobrancelha, se entreolham e se medem do mesmo jeitinho que duas mulheres fazem. E ficam nisso até que uma deite e admita a superioridade da outra viado, que desce vitoriosa.

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Bom dia, moço do Instituto Manassés

Até o próprio ato do carão nos mostra o quanto nos aproximamos do universo feminino nessas horas. Ele é uma briga por território, só param quando uma das duas beeshas fica tão absolutamente feminina que desenvolve uma buceta virtual e menstrua na cara da outra.

É quase uma briga de Metapods:

Metapod! Endurecer!

Metapod! Endurecer!

Entre homens heteronormativos você vê isso? Dificilmente. Só olham torto pra outros homens se existir algum desentendimento prévio, mas fazer carão aleatoriamente pra dizer que é superior aos outros homens eu não vejo.

283x400-gal_sexismoAliás, tô pra te dizer que esse é o grande problema do movimento LGBT, considerando que a maioria dos líderes desses grupos são homens gays. Do mesmo jeito que nos grupos feministas, por mais que se lute por todas as mulheres, existem brigas constantes e desavenças que desunem o grupo.

No meio LGBT você vai encontrar o mesmo comportamento, uma beesha não gosta que a outra seja promíscua e acha que isso estraga a classe, a outra acha carola e heteronormativo demais ser casada, e assim vamos perdendo o senso de irmandade.

Lógico que tudo isso é só uma especulação, mas será que não estamos nós sofrendo com as mesmas armas do sexismo que sofrem as mulheres? Ou será que é humano competir?

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Não sei, mas acho que isso seria uma simples competição se somente uma pessoa se beneficiasse com a individualidade. Se a rivalidade obsessiva das mulheres e dos gays destrói a unidade do grupo e, consequentemente, prejudica todo ele, este comportamento deveria ser extinto.

Mas não é, é reiterado todos os finais de semana na boate… e não beneficia ninguém.

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Julietas do cotidiano homofóbico brasileiro


Hoje no ‘Bom Dia ES’:

Clique para assistir ao vídeo

Esclarecendo o caso: as duas mulheres passaram a se relacionar há pouco mais de um ano e se conheceram, por ironia, numa igreja evangélica. Uma é professora e tem 21 anos. A outra é estudante e tem 17 anos, ou seja, é menor de idade. Entretanto, elas se querem, e por estarem em um relacionamento lésbico, que a família da estudante julga “errado”, como vimos no vídeo, não podem viver plenamente sua relação. Se fosse um relacionamento hétero não haveria problema algum em relação às idades (21 e 17). Mas elas são lésbicas e os pais se utilizam do subterfúgio da lei para separá-las. Triste!

Espero que o amor das duas passe ileso por tudo isso. Daqui um ano, elas poderão ser felizes. Que o amor vença a ignorância.

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente (?)


Segundo uma pesquisa de Christan Moran, do Southern Connecticut State University, a orientação sexual, pelo menos das mulheres, muda com o tempo. Em entrevistas com 200 mulheres ht’s  que mudaram de orientação sexual, o estudo concluiu que nem sempre se trata de assumir-se gay, mas que existem grandes chances de mulheres ht’s se interessarem por outras  na idade adulta. O estudo também sugere que se a ex-namorada de um rapaz, virar lésbica, a culpa foi dele!

Um outro estudo, este da Universidade de Utah, acompanhou 100  mulheres que diziam ter algum nível de atração pelo mesmo sexo. Em uma década, dois terços mudaram sua orientação sexual: as que se diziam bi, se tornaram lésbicas e as que se diziam lésbicas se tornaram ht’s. A conclusão dos pesquisadores é a de que a orientação sexual feminina é menos concreta do que a dos homens.

Será?? A cada dia que passa, acredito mais que o mundo é bi.


UPDATE: Leia sobre a pesquisa AQUI