Uma ponte, uma muralha


Intransponível!

As bichas sempre foram muito reclaMONAS quando o tema era passar de Vitória para Vila Velha e vice-versa. Eu achava que era preguiça, mas… porra! Não é para menos! Passar de uma cidade para a outra a noite é uma tarefa que exige muita força de vontade, sorte e aqué.

Sempre achei exagero das gueis de Vitória essa vibe, mas isso porque eu era uma bicha novinha e guerreira, que quando saía a noite ficava até o dia amanhecer e o ônibus regular já estava circulando. Agora que sou uma senhora casada moradora da cidade de Vitória e que sinto vontade de voltar antes para casa, frequentar qualquer coisa em Vila Velha a noite se tornou uma missão impossível.

Nem com transporte alternativo dá!

Durante o tempo que morei em Vila Velha fiz muitos amigas lá – a maioria deles mora em Canela Verde City- e está ficando cada vez mais difícil vê-las, como se elas morassem em um estado longínquo. Nem eles conseguem vir para cá, nem eu posso ir para  lá, simplesmente porque não tem como, não há possibilidade transporte!

Ir de carro não dá, lei seca está aí, nervosa e funcionando, o que é corretíssimo, e as beeshas gostam de um otim, daí já viu. Voltar de táxi é proibitivo por conta do preço: qualquer corridinha pela ponte fica pelo menos 60 contos. Transporte coletivo pode passar ou não e você corre o sério risco de ficar horas esperando com o braço caindo de tanto levantar e mesmo quando um ônibus passar é capaz de ele não parar (em Vitória sabemos que isso é extremamente comum).

Única forma de conseguir ônibus na madrugada.

Bizarramente vale mais a pena você se hospedar do que conseguir se transportar de uma cidade a outra, que estranhamente estão na região metropolitana e não são distantes. Isso é um desafio para as casas noturnas. Esses problemas estruturais fodem com os entretenimentos noturnos, se a pessoa quiser sair tem que ficar com o que tem na sua região, não há integração entre os municípios em período noturno. DESANIMA!

Fico indignadãm!

Nossas cidades estão ficando cada vez mais chatas e velhas por conta de pequenas coisas como essas. É como se tudo fosse feito apenas para que pudéssemos trabalhar, diversão noturna não faz parte das políticas públicas (vide também o caso do ‘Celebration’).

Isso porque nem estou falando sobre a Serra e Cariacica, hein?

Aaaaaaaah, Linhares…


Mijódromo do Ferraço em Colatina!

Nos anos 90, em Cachoeiro foi implantado pela prefeitura o mijódromo, uma máquina que faz chover em sua praça central, mas que acabou sendo, alguns anos depois, removido, pois ao contrário de refrescar o ambiente, acabava por molhar todos que passavam pelas proximidades.

Parece que tem um cara em Linhares querendo implantar um sistema parecido…

Do Site de Linhares (é, o nome é esse mesmo):

gozou na cara!

Um fato inédito nos arquivos da Polícia Militar de Linhares ganha destaque no 12º Batalhão: um homem exibia o órgão genital em frente a uma residência, no bairro Conceição, e quando uma mulher, que mora no local, estava caminhando na via, ele começou a se masturbar e ejaculou no rosto dela.

Tem que ser ninja e desviar!

Horrorizada, a vítima chamou a polícia para registrar o caso e detalhou as características físicas e o traje do “tarado”, explicando aos militares que nunca o havia visto antes.

O fato aconteceu em plena luz do dia, na Avenida Hans Schmoger, e a vítima, que tem 38 anos, disse que quando caminhava pela referida via, por volta das 10h20min, viu o homem, de cor parda, porte físico forte, estatura mediana, aparentando ter entre 35 e 40 anos, com o órgão genital para fora da calça. Ele vestia camisa listrada e tinha um boné branco na cabeça.

Quando percebeu a presença da mulher, o estranho começou a se masturbar, chegando ao orgasmo e jogou o esperma no rosto da vítima. Em seguida ele fugiu e não foi encontrado durante rondas feitas pela polícia.

Registro de arquivo da jornalista:

Consta nos arquivos da jornalista Elida Oss que um fato de ejaculação em público foi registrado pela polícia há cerca de 06 anos, porém dentro de um supermercado, no bairro Shell, onde um homem se masturbou e ejaculou na perna de uma consumidora, que estava no setor de legumes e verduras.

Nota: O orgasmo é a conclusão do ciclo de resposta sexual que corresponde ao momento de maior prazer sexual. Pode ser experimentado por ambos os sexos e dura apenas breves segundos. É sentido durante o ato sexual ou a masturbação, que é o caso do relato policial em questão.

#xatiadíssima

Você agora não pode sair em Linhares com a make feita, cabelo escovado e com um look babadeiro pois corre o risco de ter um maluco que vai passar porra na sua face. Uó! E esse cara deve odiar mesmo as mulheres porque ele goza e faz questão de ir lá passar na cara das rachas. Misoginia pouca é bobagem, né?

Mas não sei se isso me indigna mais do que o fato do site ‘Site de Linhares’ (rs, num guento esse nome) realmente achar que as pessoas não sabem o que é orgasmo e explicar com textinho do Wikipedia.

Ah, o amor de banheirão!


Do jornal A Gazeta de ontem:

Um vigilante patrimonial do Terminal de Campo Grande, Cariacica, flagrou dois homens – de 20 e 33 anos – trocando carícias dentro do banheiro do terminal rodoviário. O ato foi descoberto, na manhã desta sxeta-feira (07), por volta das 8 horas. Os envolvidos foram parar na delegacia.

O vigilante contou, em depoimento para a polícia, que descobriu os dois por meio do sistema de videomonitoramento do terminal. Eles estavam dentro de um dos boxes privativos.

Policiais Militares foram chamados e encaminharam os envolvidos no crime para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica, onde prestaram depoimento e foram liberados após assinarem um Termo Circunstanciado (TC).

Segundo a delegada Tânia Zanolli, plantonista no DPJ durante a sexta-feira, os suspeitos vão responder na Justiça pelo crime de prática de ato obsceno em local público. Ainda de acordo com a delegada, caso condenados, os dois – que não têm passagem pela polícia –  poderão pegar de três meses a um ano de tenção.

Carícias

Para a polícia, os envolvidos no fato garantiram que não chegaram a ter relações sexuais e ficaram, apenas, nas carícias. “Casos como esse não podem ser encarados como uma comédia. Isso é errado. As pessoas estão perdendo os limites”, ressaltou a delegada.

Longe de nós fazer comédia com isso, rs. Mas vamos combinar, gente! Eles estavam só nas “carícias”! Olha que coisa fofa, que coisa lúdica. O romance está no ar. Vou até botar uma musiquinha para dar um clima:

Não sei se tem advogados ou estudantes de direito nos lendo, mas sempre tive uma dúvida jooreedjeeca. Prática de ato obsceno em local público pode ser configurado mesmo se as bee estiverem escondidinhas lá dentro do reservado? Porque, né, lá não é bem público, é meio privada, ops, privado, né? Tem que ver isso aí, gente?! Pede pros alibãs soltarem as beesha, deixa elas serem felizes, poxa. Quem nunca teve um amor de banheirão, não é mesmo?

Como pegar um Transcol


Uma de nossas leitoras assíduas, sempre muito antenada com possíveis posts sobre a noite de Vitorinha, estava na sua casa, foi até a janela fumar um cigarrinho e deu de cara com várias bee’s utilizando técnicas infalíveis para pegar o Transcol, naqueles horários mais difíceis:

Cachaça é foda, e o pior é que eu super me identifiquei, já fiz posições sexuais INÚMERAS vezes na Orla de Camburi depois de sair da Move… e vou te contar que JÁ consegui carona assim, tsá, bêu abôr!

Pra esses casos, a prefeitura deveria colocar uma placa na frente, escrito assim: