Gentileza é uma coisa, machismo é outra coisa


Feministas?

Há um tempo atrás, um post de um leitor postado aqui no blog causou polêmica, veja-o aqui. No texto, o autor faz um relato de como tratar bem seu namorado passivo. Alguns comentaristas do post ficaram indignados acusando o autor de feminilizar os passivos (o que eu concordo!) e de ser machista. Machista?!

Alguns dos argumentos sustentados é que os agrados feitos ao parceiro é um reflexo do machismo, como ocorre na relação entre homem e mulher (cis). Faz um tempo eu tinha uma opinião parecida, até que tomei um coió de uma amiga militante feminista. Para mim atitudes como abrir porta, puxar cadeira para a mulher sentar, ajudar a carregar umas sacolas era apenas uma atitude machista, uma maneira de expressar a dominação masculina em relação a mulher.

Na verdade, pode ser apenas uma atitude de gentileza e pronto. Especialmente, quando a pessoa é mais frágil e mais vulnerável, uma ajuda cai muito bem. O que os movimentos sociais querem, e isso inclui o feminismo, é igualar as pessoas NAS SUAS DIFERENÇAS. Independente de gênero. Uma mulher mais forte que um homem, num mundo pós-gênero, pode ajudar um homem a carregar algo, assim como pode segurar a porta de um elevador para um cafuçú e isso não ir de encontro ao gênero e do sexo de nenhum dos dois – do macho ou da fêmea, da bicha e do hétero.  Machismo é o que de forma ativa coloca o que é feminino subjugado ao masculino e o que agride simbolicamente ou fisicamente o ser mulher, apenas isso. Até mesmo uma gentileza como forma de flerte não vai nada mal, mostra que a pessoa está se importando com você. É importante não misturar as coisas.

Mulher, homem, bicha, travesti, oriental, velho, alta, gordo, sapatão… quem não gosta de uma gentileza, não é mesmo?

Dica para as estudiosas


372986_248891461834756_183488644_n

Acho que já falei desse grupo aqui no blog, mas acho importante repetir.

É o GEPSs – Grupo de Estudo e Pesquisa em Sexualidades, ministrado pelo professor, e meu fofíssimo orientador, Alexsandro Rodrigues. Lá a gente discute temas como preconceito, diversidade de gênero, feminismo, sexo, psicologia, entre outros.

Então, queria convidar vocês a participarem dos nossos encontros, independente de você estudar na Ufes ou fazer alguma faculdade, não importa, o legal é que você compareça, mesmo que seja só para ouvir e aprender.

Nossos encontros acontecem todas as quartas-feiras, às 18h30 , na sala 21 do IC-IV.

Pra quem for dar uma passadinha lá hoje, dia 17, fica a dica da discussão da semana:

Documentário: “Olhos azuis

O sociólogo Eduardo Gianetti é quem faz a apresentação deste documentário sobre preconceito. O vídeo acima, intitulado Olhos Azuis, trata da experiência feita pela professora estadunidense Jay Elliott, sobre pessoas que promovem discriminação colocadas na situação dos discriminados.

Algo que poderíamos chamar de “espelhar a situação”, para a pessoa sentir literalmente na própria pele o que é viver o preconceito, o racismo e a discriminação. De fato, uma maneira engenhosa de fazer o outro se colocar no lugar do outro. E que pode ser utilizada não apenas quanto ao preconceito e racismo, mas com outras formas de discriminação, como sexo, política, religião, obesidade, deficiência, bullying etc.

Seja a senhora hétero, gay ou estudante encubada de engenharia, apareça, serão todas bem-vindas.

Sem contar que vocês terão o prazer de me ver sendo linda, engajada e debatedora ao vivo e a cores. Isso não tem preço, néam?

Para mais informações, clique AQUI

O que é isso, gente?


Tô nervosa! Acabei de escrever o post anterior e me mandaram essa reportagem que saiu no ES TV:

clica

SOCORRO!

  • “Tem coisa que é melhor deixar pra gente”;
  • “Não dá pra negar que os homens têm mais habilidades em algumas áreas”;
  • “Mulher faz quase tudo, mas tem coisa que mulher não consegue fazer”.

Peguei uma máquina do tempo e voltei pra década de 20? ME SEGURA, GENTE, QUE EU TÔ PUTA!

00das

0CHUCA

01

Dia do homem? Dia da homofobia!


songweaverEu sumi, gente, eu sei, mas é porque o Aion lançou uma classe nova e vocês me conhecem, não consigo me segurar em jogar até chegar no level máximo.

Tava começando a escrever agorinha mesmo o post de análise do meu ponto de vista sobre a Rouge House, apesar do Dé já ter feito a dele, muitos leitores pediram também a minha opinião durante a festa de sábado.

Só que não tem a possibilidade de eu me concentrar em fazer um post sobre isso, enquanto a minha timeline inteira está tomada de postagens homofóbicas sobre o dia do homem e de gays tendo a pachorra de se vangloriar por ter essa tripa no meio das pernas.

Por isso, vou fazer um apanhado geral e comentar cada uma delas.

Caso 1: Gays e o dia do homem

Eu ia postar o link de um blog que fez um texto sobre ser gay no dia do homem, mas o texto foi tão escroto e cheio de misoginia, que eu acho que ele se tocou e apagou aquela merdinha.

Que eu me lembro, era um texto repleto de clichês do tipo “Existem muito mais gays machos do que se imagina”, “nós também somos homens com H” e a máxima do final, “feliz dia do homem até pra você, afeminado, que apesar disso ainda é homem”.

Tchau, não quero mais militar por gente assim.

Tchau, não quero mais militar por essa gente

Nossa, me dá raiva de ler essas coisas. Macho, Homem com H, você é homem APESAR de afeminado? Que porra é essa?

Nós gays não temos que nos orgulhar de forma alguma de fazer parte da noção hegemônica ou heteronormativa do que é ser homem, aliás, temos é que ter vergonha.

Porque é por causa dessa dicotomia de gênero, dessa separação idiota baseada em leis vazias de comportamento (que ninguém sabe de onde veio, quem criou, mas todo mundo insiste em respeitar como se fossem naturais) que milhares de gays são agredidos nas ruas todos os dias, que travestis e transexuais não têm sua identidade de gênero respeitada, que mulheres lésbicas são humilhadas por não incluírem um pênis nos seus relacionamentos e que a diversidade da nossa classe fica cada vez mais limitada aos flyers de Parada Gay.

Eu, enquanto você fica toda dura tentando manter sua masculinidade

Eu, enquanto você fica toda dura tentando manter sua masculinidade

Ser gay e se orgulhar de ser homem, é se orgulhar de fazer parte de uma instituição falida, opressora e genocida, responsável pela homofobia que você sofre.

Caso 2: Ariadna e a transfobia

Lógico, alguma trans eles iam pegar pra Judas. E quem melhor pra sofrer que ela, a mais conhecida trans do Brasil?

Muitos brasileiros tem um particular ódio da Ariadna porque ela é bonita, não tem características do sexo masculino e com certeza alimenta um recalque extremo nos homens transfóbicos que sabem que pegariam ela.

Como resultado, sempre que chega esse maldito dia do homem, é o dia da transfobia na página dela. Cata a última:

76548_210231299133076_477400269_n

Deram “feliz dia do homem” pra ela, já dá pra imaginar. Até aí tudo bem, não esperava menos desse Facebook cheio de gente calhorda.

O que me incomodou é que ela fez um texto gigante dizendo o “quão homem ela teve de ser” pra chegar onde chegou:

“Bom dia. Ontem, devido a tantas ofensas retruquei me igualando a certas pessoas. Não e fácil ser ofendida e atacada e ficar quieta. Meu instinto defensor falou mais alto que eu.

Então, decidi deixar uma mensagem a todos que me desejaram e que vão me desejar feliz Dia do Homem. Eles me dizem: Feliz Dia do Homem. Sim, muito obrigada.

Fui muito homem pra realizar meus sonhos e chegar aonde cheguei. Fui homem demais pra comprar duas casas. Homem demais pra ter meu carro. Pra ajudar minha família. Homem demais pra ir pro outro lado do mundo fazer uma cirurgia arriscando minha vida pra me tornar uma mulher. Fui homem demais pra ganhar o direito de ser reconhecida por lei como mulher. Homem demais pra continuar sonhando. Homem demais pra perceber o quão infelizes são vocês, que com suas brincadeiras imorais e irracionais tentam me ferir e me denegrir. Homem demais pra saber que vocês sempre serão esses seres infelizes e mal amados.

É uma pena que você que se julga tão mulher, não tenha caráter e força de vontade nem pra ter uma vida mais digna, perdendo tempo, me ofendendo. É uma pena que você que se julga tão homem foi menos homem que eu. Pois somente um homem mal resolvido, é capaz de ofender e maltratar.

Seja homem igual a mim e enfrente a vida seriamente. Não desista como eu não desisti. Falar de mim, me ofender é fácil. Difícil é realizar tudo o que eu já realizei sem medo de ninguém. Sem dar satisfações a ninguém”

Discurso libertador e tal, okay. Mas foi só eu ou todo mundo aqui também percebeu que ela teve de abdicar da sua identidade de gênero para adquirir o respeito que desejava?

E isso é muito comum entre as mulheres trans, sempre que é necessário se defender, fazem o uso da ideia machista de que ser homem é sinônimo de ser corajoso, bravo, trabalhador… por que ela não disse que foi muito mulher pra conseguir tudo que conseguiu?

Caso 3: Filho do Ronaldo e a capacidade de relação de fatos

Filho do Ronaldo e seu amigo esperam o pai no aeroporto pra fazer um monte de coisa que não me interessa.

Seguem as fotos:

ronaldo4 ronaldo8

Muita pinta, muita ferveção e toda aquela juventude beesha que acabou de se descobrir e quer mostrar pro universo (não só pro mundo) o tamanho do seu amor pelo sexo masculino.

Elas, quando se descobrem, só falta andar assim no chão da balada:

00f

Até aí foda-se, todo mundo já passou por isso e não é porque a bee é filha do Ronaldo que é mais especial pra merecer uma matéria no jornal relatando a magnitude da sua pinta.

Isso se ele for gay, né? Porque ser afeminado não é garantia de homossexualidade.

O negócio é que os homofóbicos conseguiram relacionar isso com o caso do Ronaldo ter pegado a trava, VOCÊS ACREDITAM nesse absurdo?

Inúmeros comentários dizendo que ele era o “fruto do amor” do Ronaldo com a travesti, que um pai que pega travesti não poderia ter um filho diferente disso e até evangélico cagando pela boca dizendo que esse menino era um castigo de G-zuis pelo Ronaldo ter saído com uma travesti.

Um nojo, um horror! O menino só tem 13 anos, está sendo feliz tendo a coragem de ser autêntico, mesmo sendo filho de quem é. E as pessoas, que se auto-denominam de bem, parecem que têm o prazer em traumatizar e desqualificar o garoto.

Lembram do caso da menininha atriz filha de pais gays?

E pra fechar com chave de ouro, o Caso 4: Mister Catra feminista (o Word até sublinhou esse feminista de vermelho, hahaha)

Não vou comentar nada, apenas postarei dois títulos.

homossexual 2

Hum…

homossexual

Boa noite

000bye

Por que as beeshas são competitivas?


Oi? Tem alguém aí no site?

0124

Ai, gente, nem postei nada aqui nos últimos dias, né? Mas vocês não acreditam no que aconteceu.

Tive dois aniversários pra ir nesse final de semana. No de sábado deu bafão, porque eu fui falar do meu famosíssimo post sobre as manifestações e dois parentes meus insistiam em não entender o que eu estava falando.

Saí puta da vida e rodei a Praia da Costa atrás de um bar, sentei, pedi uma cerveja e dei pro primeiro que passou, bem no estilo Vani no filme dos Normais.

pau

Domingo acordei morta, bebi mais na vizinha e acordei ontem de ressaca de novo.

Quer dizer, sem condições de escrever qualquer coisa de ressaca, meu cérebro entraria em parafuso.

Explicada minha ausência, quero falar de um tema interessante que li num livro de Sociologia e discuti com uma beesha amiga minha: Por que gays são tão competitivos com outros gays?

021165486

É, uma beesha que é beesha não deita pra outra. E quando deita, é capaz de se vingar como ninguém:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=JBKO4Mif4cQ]

Lembram? Pois é.

Engraçado, se você pesquisar falsidade no google imagens, só tem mulher.

Engraçado, se você pesquisar falsidade no google imagens, só tem mulher.

Lendo mais uma vez minha amada Guacira Lopes, encontrei ali uma abordagem interessante sobre o assunto. Ela usa as mulheres para explicar isso: Uma das maiores armas de dominação do machismo é a estimulação da rivalidade feminina, sem essa irmandade (ou sororidade) as mulheres se tornariam incapazes de se unir em prol de um bem comum, um bem que beneficiasse a todas.

E isso é falado o tempo todo, já perceberam? Qualquer novela ou filme você pode observar como a relação de camaradagem entre os homens beira um corporativismo absoluto, de modo que um homem é capaz de mentir, e se foder por mentir, só para proteger a integridade do outro amigo.

Mas entre mulheres raramente você observa. Por mais que entre elas as demonstrações de afeto sejam mais permissivas, elas ainda não são muito confiáveis entre si. E mesmo quando são confiáveis, lá no fundo elas emagrecem e se arrumam para ficarem mais bonitas pras outras, não pros homens… mesmo que elas batam o pé pra dizer que é pros homens.

00000eu

Vale lembrar que o conceito de homem e mulher que eu estou usando é o heteronormativo: Mulher feminina e delicada e homem masculino e racional, ambos heterossexuais padrão ISO 9001. Depois eu problematizo cas senhoras.

E o que isso tem a ver com os viados?

Troca naaaada

Troca naaaada

Tudinho! Numa sociedade sexista como a nossa, nosso gênero é relacionado com quem nós trepamos. O fato de você ser homem e gostar de homem acaba por te fazer absorver indiretamente os valores e os comportamentos do sexo oposto. Porque pra essa sociedade quem gosta de homem é mulher e acabou.

Por mais que a gente lute contra isso, gatiras, não nos desvencilhamos tão fácil. Basta observar a tendência da maioria das beeshas passivas em sonhar com um príncipe encantado num cavalo branco, enquanto o ativo só passa a pensar nisso depois dos 30.

Do mesmo jeito que uma bee chega no baile com sua blusinha nova da Armani e faz carão pra todas as outras gays, uma mulher o faz com seu saltão Fernando Pires.

Quem nunca entrou num ônibus, se sentindo belíssima, e deu de cara com outra gay lá dentro?

Dou um tiro no meu koo se você disser que não fica um clima de tensão (ou de tesão) no ar! As gays levantam a sobrancelha, se entreolham e se medem do mesmo jeitinho que duas mulheres fazem. E ficam nisso até que uma deite e admita a superioridade da outra viado, que desce vitoriosa.

01125

Bom dia, moço do Instituto Manassés

Até o próprio ato do carão nos mostra o quanto nos aproximamos do universo feminino nessas horas. Ele é uma briga por território, só param quando uma das duas beeshas fica tão absolutamente feminina que desenvolve uma buceta virtual e menstrua na cara da outra.

É quase uma briga de Metapods:

Metapod! Endurecer!

Metapod! Endurecer!

Entre homens heteronormativos você vê isso? Dificilmente. Só olham torto pra outros homens se existir algum desentendimento prévio, mas fazer carão aleatoriamente pra dizer que é superior aos outros homens eu não vejo.

283x400-gal_sexismoAliás, tô pra te dizer que esse é o grande problema do movimento LGBT, considerando que a maioria dos líderes desses grupos são homens gays. Do mesmo jeito que nos grupos feministas, por mais que se lute por todas as mulheres, existem brigas constantes e desavenças que desunem o grupo.

No meio LGBT você vai encontrar o mesmo comportamento, uma beesha não gosta que a outra seja promíscua e acha que isso estraga a classe, a outra acha carola e heteronormativo demais ser casada, e assim vamos perdendo o senso de irmandade.

Lógico que tudo isso é só uma especulação, mas será que não estamos nós sofrendo com as mesmas armas do sexismo que sofrem as mulheres? Ou será que é humano competir?

competição

Não sei, mas acho que isso seria uma simples competição se somente uma pessoa se beneficiasse com a individualidade. Se a rivalidade obsessiva das mulheres e dos gays destrói a unidade do grupo e, consequentemente, prejudica todo ele, este comportamento deveria ser extinto.

Mas não é, é reiterado todos os finais de semana na boate… e não beneficia ninguém.

0000eca

Metalinguagem – Dia dos Namorados


Uma das maiores reclamações que recebo é quanto à minha cabeça-dura. As beeshas discutem comigo nos comentários e ficam putas porque eu nunca admito que estou errado, lógico, eu nunca estou errado mesmo!

Exceto nesse post: clique AQUI para ler.

criticaSe teve uma coisa que eu aprendi depois que conheci o feminismo foi a não cagar regra sobre o corpo e a vida dos outros.

Esse post é especialmente cheio disso e, revolucionariamente (adoro advérbios de modo!), resolvi criticar a mim mesmo esse ano, em vez de aos outros. Que tal?

Então as partes acinzentadas são as frases do post, e o resto sou eu mesmo falando hoje, estamos entendidas?

Todas as gays solteiras da minha timeline estavam reclamando incessantemente sobre sua solteirice, mesmas gays que durante o resto do ano vangloriam-se da quantidade bofes que pegaram numa noite, ou do fim de semana promíscuo que tiveram.

Regras em todo lugar

Regras em todo lugar

Meu deus, que vergonha! Não ouçam nada disso que essa recalcada falou, gente!

Se você foi promíscuo a vida inteira e um dia resolveu ser monogâmico ninguém tem nada com isso. E se alguém não te quiser usando seu passado como argumento, mande-o chupar um canavial de rola, antes só que mal-acompanhado.

E aí eu pergunto, será que essa carência toda no dia 12 é de verdade ou a maioria dos gays são tão medíocres ao ponto de considerar status social ter alguém para passar o dia dos namorados, mesmo que seja só um pau amigo da agenda do celular?

fecha isso!

Além de tudo era homofóbica, que escrota. Na moral, como é que vocês conseguiam me ler nessa época?

Todo mundo, não só os gays, quer ter alguém para passar junto no dia dos namorados, é a sensação que o capitalismo entranhado nessa data passa pra nós.

O mesmo vale para ateus que comemoram o Natal: não comemoram porque é o aniversário de G-zuis, mas pelo que a data oferece de companhia, de festas, presentes, confraternização… ateus também são bonzinhos, tsá?

É, parece simplista, mas se você realmente está carente, quer um namorado, por que não faz por onde alguém lhe dar algum valor? E nem adianta falarem de mim, sou vadia meishmo, solteiro inveterado e não troco minha liberdade por nada, pelo menos por enquanto.

Entretanto, o dia que eu quiser deixar de sê-lo, com certeza o meu comportamento terá que mudar, não acham? Você só recebe confiança quando inspira confiança.

O quê?!

O quê?!

Essa é a pior parte! Alerta masculista pra essa frase! Merece o novíssimo Selo Clodovil de Homofobia Internalizada

14003286

Ops, caguei uma regrinha nas calças!

Nada de valor, nada de mudar! Quem tem valor é mercadoria!

Engraçado que quando essa versão babaca da Max fala de valor é sempre “fazer menos sexo”, né? Nunca que valor é fazer um mestrado, um curso de pompoarismo. Nada, é não foder, apenas.

Tá, todo mundo tem um passado, e ele pesa na hora de conseguir um namorado. Mas, minha gente, se a DÉ que tem o passado mais negro que a tinta da Wella que eu pinto meu cabelo, conseguiu um namorado, qualquer um também pode!

A bola representa o argumento

A bola representa o argumento

E mesmo a Dé não precisou se moldar ao seu padrão de comportamento machista pra conseguir isso, bêu abôr.

Você acha mesmo que choramingar o dia inteiro no Twitter/Facebook vai fazer aparecer magicamente um rapaz para te namorar? Diboua, posso ser sincerãm? Com esse comportamento você mais AFASTA que conquista.

hummmmA única parte que faz sentido nesse lixo de texto inteiro. Realmente, galerinha, isso eu preciso reiterar sempre: Consiga uma pessoa pela admiração que ela tem por você, pela sua força de vontade, pelo tamanho da sua neca, mas nunca por pena. Nunca sirva de estepe pra ninguém…

…exceto se for em comum acordo, aí você pode ser capacho de quem achar melhor. Eu não consigo imaginar alguém feliz assim, mas em terra de 50 tons de cinza, quem tem bofe é vassalo.

E se não conseguir um namorado até o dia 12, paciência, pense pelo lado bom, pelo menos você não vai gastar dinheiro comprando presente. É só virar hétero e beber uma loira do bar… DROGA, fui machista de novo!

Deixa pro ano que vem agora…

Somos todos marcianos


Como se não bastasse o Marcelo Antony ter defendido a proibição do beijo gay na TV, usando o argumento de que 80% dos telespectadores são humildes e sem instrução, e por isso seriam incapazes de compreender um beijo gay. Ou seja, chamou a população brasileira de estúpida e quadrada.

Agora ele me veio com essa:

afeminado 1 afeminado 2

ai eca

Que nojo, QUE NOJO que eu tô desse cara falando. merda. pra caralho. Qual a relação entre um gay masculinizado e a seriedade do papel?  Agora gays afeminados não podem ser pessoas sérias?

Estou por conta do cacete já com essa máxima do “vamos fazer um gay com mais seriedade” para falar de fazer personagem masculino. Como se bicha afeminada fosse piada apenas por ser o que é.

Aliás, qual é essa medida de feminilidade ideal? Porque até agora se eu vi 5 gays completamente masculinizados foi muito, o resto todo dá algum tipo de pinta.

Por que? Porque existe de um tudo no meio gay, assim como existe de um tudo em todos os meios. Tentar separar isso no grupo “dos afeminados que só servem pra fazer piada” e o “grupo dos gays sérios, discretos, que constituem família e são normais” é ridículo e contraproducente.

Qual gay vocês acham que a sociedade vai escolher pra respeitar e qual vai rechaçar?

A gente sabe que não vai ser assim

A gente sabe que não vai ser assim

E ele já está igualzinho aqueles viados homofóbicos:

afeminado 3

Sempre FUGINDO do estereótipo, ‘ele dá um pouquinho só de pinta, não pode ser catalogado como a pintosa que a gente está evitando para representar o personagem com seriedade. Ser bicha e mulher é ruim, deve ser evitado, porque homem não precisa ser afeminado pra ser gay’… o meu rabo pra tudo isso.

Cada um precisa ser o que acha que deve ser, e merece respeito por isso.

Perceberam então, né? Ou você é o homem que as pessoas falam “Caramba, não sabia que ele era gay” (elogiando, lógico, que nem falei nesse post. Porque não parecer gay é uma coisa maravilhosa) ou você é marciano.

tumblr_lrf6tzx7PR1r31qlco1_500

Tenho orgulho de ser marciano,  seus seres inferiores.

E se acha que eu estou exagerando, me mostra um personagem afeminado que foi tratado com seriedade nas novelas da Globo que calo minha boca.

Até mesmo aquele cabeleireiro que o Paulo Gustavo fez, era apenas um stand-up comedy móvel. A única cena séria dele foi no final quando ela se despede, e mesmo assim ele fez uma piadinha.

Senhora dos Absurdos NÃO é humor homofóbico


Há uns dez minutos um leitor me mandou o seguinte vídeo:

[youtube https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ww6XIUGUlo0]

A gay esperou que eu morresse de rir e dissesse ter adorado o vídeo para mandar a seguinte resposta:

Ué, Max, mas não é você que critica humor homofóbico e machista no blog? Que diz que opressão não tem graça, que não devemos fazer piada?

tumblr_inline_mmnr0ikE1q1ro37cg

O que foi que você falou?!

Não, esse tipo de humor não está na mesma categoria do Zorra Total ou de vídeos mal-feitos como essa porcaria abaixo:

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=GuPXI24v_Bk]

aiai

10sO vídeo acima mostra o Neymar corroborando o preconceito de que um homem elogiar outro homem é uma ofensa à masculinidade deste, e que por isso ele deve se afastar… ou agredir, né? Nesse caso ele não agride porque o boy é mais forte que ele.

Aliás, posso apostar que se eles dessem uma fala pro Neymar, seria: “Sai fora, tá me estranhando?”.

Enquanto isso, a Senhora dos Absurdos faz chacota do preconceituoso.

neymarÉ muito fácil perceber no texto como ela exagera os preconceitos aos quais os gays, negros e mulheres são submetidos todos os dias, de modo a nos fazer rir DELA, do quão ridícula ela é por pensar assim, e não do gay que ela discrimina.

No outro vídeo ninguém ri do Neymar por ele ser machista, ri? Riem do medo dele de ser enrabado.

Mesmo o vídeo do Grindr, que à primeira vista pode parecer cheio de body shaming e homofobia, ainda assim é uma forma de criticar a moda da fiscalização do cu alheio, típica da elite.

E não só a elite hétero, tsá? Ou vai me dizer que não existe preconceito com gordo e afeminado também entre nós?

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=fV_90sS9RTk]

Então, não ousem colocar no mesmo patamar um humor genial como o de 220 volts e esses lixos homofóbicos.

Leia mais sobre a propaganda do Neymar clicando AQUI

Está permitido putaria no Gindr!


Sabem por que? Porque agora o seu namorado NÃO PODE MAIS mexer no seu Galaxy [insira o alfabeto aqui] sem a sua autorização, cata:

544891_478752452178266_287308843_n

Vamos ignorar por um segundo esse título machista que atribui às mulheres a característica de futriqueira (além de nos fazer o favor de lembrar que a lei também valerá para os homens, como se o Código Penal tivesse alguma lei que só servisse para um sexo) e nos focar no que diz a dita cuja:

Art. 154-A.  Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita.

Pena de 3 meses a um ano, e multa.

tumblr_mjkn2t0p8J1s6tgc8o1_250

Te fodi :)

Te fodi 🙂

TODO MUNDO botando senha no celular agora! Nem sei pra quê tô avisando, a gente sabe que celular liberado do lado do namorado é oficina do diabo (tomba na Aliteração, bee das Letras).

Acho uma pena, porque eu só descobri que eu ex meu estava me traindo por causa do celular dele. Vocês acreditam que ele mantinha fotos trepando com outra beesha numa pasta chamada “Música Celta”, esperando que eu nunca fosse abrir.

E não abriria mesmo, se eu não tivesse conhecido um viado budista super pedante no dia anterior, que havia me gongado porque eu não conhecia esse estilo musical.

Abri e *BOOM*, dei de cara com a gay arreganhada numa pedra que nem um Dragão de Komodo, sem contar os big closes absurdos do koo cheio de espinha dela.

Que afronta, Max! :O

Que afronta, Max! :O

Virei o satanás, acho que incorporei umas 7 travestis da Vila Rubim e corri atrás dele com o primeiro objeto pontudo que vi na frente. Só me lembro que alguém me segurou e tirou a arma da minha mão, mas quem viu a cena podia jurar que eu não estava sozinho ali. hahahah

Sempre a mesma ladainha


Essa é a notícia verdadeira, cuja foto foi usada nesse post fake (clique AQUI) que está circulando no Facebook

Não é a primeira vez que vemos casos de travestis que cometem crimes contra clientes na vida noturna. Até aí tudo bem, grupos marginalizados tendem a encontrar sua fonte de renda na criminalidade.

Mas por que cargas d’água o depoimento da vítima sempre tenta tirar o dele da reta quando o assunto é ter saído com a travesti envolvida no crime?

Cata a notícia abaixo:

coagido

Vamos pensar um pouco.

  • Segundo o pai do garoto ele foi assaltado dentro da boate: Aí já começa o primeiro problema, como alguém entra com uma arma-de-fogo numa boate? Que segurança é essa? Ainda mais uma travesti, que são famosas por esse tipo de comportamento, a atenção dada a elas na revista é sempre dobrada.
  • Depois ele diz que foi coagido a sair da boate para recuperar o aparelho, outro problema: Se a travesti estava armada e o ameaçou com uma arma-de-fogo durante todo o trajeto, numa boate lotada, como é que ninguém, absolutamente ninguém, viu essa arma na mão dela? Afinal, se a arma não estivesse o tempo todo exposta era só ele gritar um “pega ladrão” e pronto, heterozinho bombado é o que não faltaria pra embolar em cima dela ali.
  • E ainda que fosse uma faca e a arma só estivesse em casa, revistar e observar que tem um homem forte (ele é marinheiro, podemos deduzir que não é magro e baixinho) e apavorado com uma trava grudada no cangote dele que é bom, nada, né?

Aí a mãe continua, muito esperta nas analogias:

casa

Heterofobia, você não leu errado, a mãe do garoto quis comparar crimes gratuitos como o da lâmpada fluorescente e o da orelha arrancada, em São Paulo, com um crime no qual o garoto vai até a casa da travesti e passa a noite inteira lá (porque testemunhas viram o rapaz na casa dela).

Eu, heterofóbica? E o meu ganha-pão?

Eu, heterofóbica? E o meu ganha-pão?

É ilógico, ela levou o rapaz pra casa dela! Que criminoso faz isso? É assinar a própria culpa.

Mas eu não vou excluir a possibilidade de crime heterofóbico não, apesar de absurdo, sabe porquê? Por que são inúmeros os casos de gays que saem com homofóbicos de festas, fazem sexo com eles e são assassinados.

Mas vejam bem, SAEM com homofóbicos, eles sentem atração pelos rapazes e vão pra outro local por livre e espontânea vontade.

Todo respeito pela dor da família, é claro, mas custa admitir que o rapaz saiu sim com a intenção de fazer sexo com a travesti, se é que não fez, e que realmente o mais provável é que eles se desentenderam depois do sexo?

Mas não, é mais fácil criar esse estado de caos e coagir milhares de leitores a acharem que existem gays que agridem héteros simplesmente por eles serem o que são. Alguém tem que levar a culpa, sujar a honra do filho macho, jamais.

Dica do Jefferson, Fonte: O Dia

Estereótipos e arranca rabo no Facetruque


Sou descolada, CALABOK

Sou descolada, CALABOK

Voltei! Fiquei sem internet desde sábado e por isso não postei nada, tudo isso porque me mudei no final de semana e nada nesse mundo fazia os preguiçosos da NET aparecerem aqui em casa. E acho bom meishmo, porque aqui no morro só sobe quem os mano conhece, valheu?!

Antes de mais nada quero agradecer ao fofo do Dé que fez aquele post surpresa pra mim, e a todas as gatiras que comentaram tanto ali quanto no Facebook (por mais que eu ache mais pêsame que felicidade fazer 23 fucking anos, agradeço).

E o primeiro post da semana já começa quente e cheio de discussão cabeluda. Existe uma página no Facebook chamada “Gay por Acaso”, na qual situações cotidianas de casais heterossexuais são satirizadas e transportadas pro universo LGBT, cata algumas publicações:

61978_542370505792949_486855321_n382160_543975805632419_2041778518_n533908_543011442395522_401655581_n21655_543483975681602_1842249019_n46235_542292979134035_1032846985_n

Eu não gosto desse tipo de humor sexista, e vocês já estão carecas de saber. Mas é certo que muitos de vocês riram com as imagens acima, tudo bem, o humor é livre.

Acontece que uma racha feministona foi mais além e travou uma discussão com os caras, acompanhe (clique nas imagens para ampliar):

Sans titre 1Sans titre 2Sans titre 3Sans titre 4

Sans titre 5

Por mais que tenha sido escorraçada pela amapoa, a gente sabe que beesha que é beesha não deita assim, fácil.

E, numa tentativa desesperada de sofismar contra a moça, solta a seguinte pergunta: “Então você acha que as pessoas devem ser andróginas?”

Max:

Nem pense nisso, bee!

Nem pense nisso, bee!

Ela, muito saborosa, responde:

Sans titre 6

E, por fim, um urso aleatório mata a pau:

Sans titre 7

O post é basicamente isso. O que eu quero saber de vocês é o seguinte: Vocês concordam com a opinião da Heloisa quanto a página perpetuar preconceitos sexistas ou concordam com o “Gay por Acaso”, que isso é apenas uma forma de humor inocente?

Se bem que, pela resposta do pessoal da página, parece que eles realmente acreditam numa divisão social de papeis entre homem e mulher, o que seria absurdo demais para mim e por isso prefiro acreditar que é só humor.

Vamos votar?

Dica do Hugo

Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Gays e Misoginia]


Sentiram falta do Kooriosidades? Aposto que sim!

Vocês perceberam que eu dei uma diminuída na quantidade de postagens da coluna, mas foi por uma boa causa: Eu estava recebendo uma quantidade absurda de e-mails de bee’s me perguntando apenas como arrumar um namorado. Mandavam Facebook, diziam suas qualidades e me indagavam o motivo pelo qual não conseguiam namorar.

E eu digo pra todas: Eu não sei! Aliás, essa é a grande pergunta da maioria das pessoas que estão realmente interessadas em relacionamento, mas infelizmente esse é um grupo muito pequeno diante da quantidade de pessoas que tiveram desilusões amorosas e hoje não querem mais nada sério.

Mas vamos ao tema de hoje. Dessa vez eu recebi um e-mail muito fofo de uma leitora heterossexual (leitora mulher mesmo, tsá?). Nesse e-mail ela conta o quão militante da causa gay ela é e não entende por que muitos gays a tratam mal só pelo fato de ter uma vagina.

Vamos ler?

Oi max, belezinha?

Primeiro queria dizer que sou fã do Babado Certo, daquelas que entra no site todo dia e fica chateada quando não tem nenhum post novo. Sua fã em especial.

Meu nome é Amanda (nome fictício), 32 anos, casada há 4, considerada muito gay pelos meus amigos.  Existem pencas de mulheres assim, expansivas, comunicativas, viadas, defensoras da causa, utilizadoras do pajubá, que naturalizam o mundo gay.

Enfim, eu sou mais uma dessas, só que legítima, de verdade, sem ser fake, sem forçar a barra, daquelas que só frequenta gays, que só tem amigos gays, que cresceu com gays, que tem uma linda irmã sapa pau de mel. Dessas que pode zoar os amigos gays a vontade, porque possui permissão e licença poética… e é recíproco.

Vamos a minha dúvida, quero muito saber sua perspectiva sobre esse assunto: por que nós mulheres somos TÃO maltratadas pelas gays? Até que você vire amiga da gay, a única coisa que você, mulher, merece é coió! Tá chato isso já!

Ainda mais essas bees ninfetinhas, que não são da minha geração, que estão tomando conta de vitória. até parei de sair! Deixa eu explicar melhor: Eu era frequentadora assídua da Move, antes de casar. Que época boa, como fui feliz naquele lugar! Peguei todas as pessoas de Vitória!

E como eu fui maltratada também! Alguns meninos não têm nenhum respeito pelas “rachas uó”, são grosseiros, esbarram na gente de propósito e tal.

Tô magoada desse jeito porque esses dias fui ao casamento da minha amiga, ela foi jogar o buquê, as viadas toooodas correram pra pegar, eu achei a cena muito engraçada e divertida, botei maior fé!

Bichinhas passando correndo excitadíssimas do meu lado, eu, que dou bom dia a cavalo, quis interagir, na maior naturalidade, disse: “calma gente!” mas rindo, me divertindo.

A beezinha virou pra mim e disse, como um demônio: “EU ESTOU FALANDO COM ELE”, e virou o pseudocabelo tipo a Beyoncé! Com desprezo! porra, precisa? A gente tá num casamento de uma pessoa em comum, que a gente ama, que só deve ter chamado gente que ela gosta, só isso já dá pra desarmar!

Tenho um amigo muitíssimo inteligente. Cabeçudíssima a passiva, produz pensamento igual a fazer café, tem uma linguagem técnica que muitas vezes não acompanho, “o mundo pós moderno isso, o neoliberalismo aquilo”. e de quê adianta? Misógino! Menos comigo, que sou “amiga”.

Muitas vezes ele já me ofendeu dizendo ter nojo de buceta, que buceta é extremamente nojento. porra, nojo? isso é pesado!

Fala sério! Buceta não é nojento! Pessoas são nojetas, outras pessoas não são! Algumas são asseadas, outras não. Esse argumento de que se a pessoa não gosta de mulher, por exemplo, a coisa torna-se asquerosa é vazio. Pra mim é exatamente isso que os gays sofrem, esse tipo de argumento. que gay é nojento, que beijo gay é nojento, não uma manifestação afetiva, de carinho.

Minha perereca é uma manifestação de carinho e beleza, não é nojenta!

Só não acho que ser mulher é, em nenhum momento, depreciativo, desqualificante, degradante. Óbvio que tenho várias teorias com relação a isso, como por exemplo não ser um ódio do nada, apenas um mecanismo de defesa.

Como héteros não têm uma placa na testa escrito “sou legal, relaxa”, na dúvida as bees ficam armadas, mas aí fodeu. Elimina um monte de possibilidades.

#Chatiada

Suprimi algumas partes do texto porque a amapoa é super falante e me enviou um rascunho da Bíblia. Delicioso, diga-se de passagem, mas eu sei que vocês são preguiçosas e não leriam tudo.

Então, eu estava conversando exatamente sobre isso com uns amigos enquanto estava lá no Rio. A misoginia entre os gays chegou num nível alarmante.

Pra quem não sabe o que é misoginia: Misos – ódio/Ginos – Mulher. É o ódio ou a aversão a mulheres. E não pense que héteros estão excluídos dessa categoria só porque fazem sexo com mulheres não, o machismo carrega consigo uma grande base misógina também.

in da box

E eu não vou me excluir dessa não, sei que muitas piadas que faço aqui com as sapas perpetuam esse tipo de aversão. Entretanto, existe uma diferença bem grande entre fazer piada e todo mundo saber que você está sendo sarcástico e fazer piada com a intenção de denegrir todo um grupo.

A minha teoria é que essa misoginia é um reflexo do machismo que nos afeta diretamente, afinal, o que os homofóbicos odeiam na gente não é a nossa sexualidade nem o que fazemos entre 4 paredes, mas sim a feminilidade que reside nessa sexualidade.

O gay abdica da sua “posição superior” de homem para se deixar prestar um papel social feminino, o ato de deitar com outro homem como se fosse uma mulher mesmo.

Nossa sociedade não admite que um homem se castre e tenha comportamentos de mulher, na cabeça dessas pessoas é um desrespeito com a “sorte” que você teve de ter nascido como o sexo dominante.

Ela também tem, e você ama!

Uma grande idiotice, é claro, mas infelizmente é assim que as coisas funcionam, e quando um gay é misógino ele está claramente se “vingando” daquela mulher que é a culpada do preconceito que ele sofre.

E para que ele mesmo não se sinta preconceituoso (afinal, o preconceituoso nunca admite o preconceito), faz o uso da sua sexualidade para focar seu ódio na vagina, não na mulher… como se a vagina não representasse exatamente isso, néam?

Uma outra abordagem interessante, sugerida por uma leitora nos comentários, é a de que o fato das mulheres terem vagina e, portanto, atraírem um número maior de homens, pode ser interpretado como uma ameaça por parte dos gays diante de uma possibilidade de pegação. Isso se refletiria também na aversão à mulher.

É muito comum esse tipo de preconceito reflexivo. Outro exemplo é a relação entre o Espiritismo e a Umbanda. Ambos são discriminados, mas ouse falar com um Espírita que a religião dele pode ser comparada à Umbanda pra você ver o diabo que ele vai virar.

E no final ainda terminará com uma frase do tipo: “É por causa deles que nós sofremos preconceito”.

Hummmm, Max, essa frase me é familiar!

E é mesmo! É a mesma frase utilizada por muitos gays que se consideram masculinos e que discriminam as bee’s afeminadas. O que faz com que ele discrimine a bee afeminada? A feminilidade dela, e de onde vem essa feminilidade? Das mulheres!

**BOOM**! Você tem aí sua resposta: O fato de um grupo sofrer preconceito não o exclui da possibilidade de ser preconceituoso quando essa aversão advém de um preconceito muito maior que o sofrido por ele.

P.s.: Mas por que os gays amam as divas? Muito simples, divas não são mulheres, são divas, e a categoria de diva as coloca numa posição superior dentre as outras mulheres.

É como se elas fossem uma mulher com pênis, basta observar que quando uma diva é muito poderosa ela é logo comparada a uma trava… opa! Então será por isso que gays respeitam muito mais travestis que transexuais?

É um caso a se pensar…

Tá com um dilema de natureza sexual, social ou médica? Mande sua dúvida para max_babadocerto@hotmail.com, e a Max consultará os universitários para tentar resolver o seu problema.

Avenida Brasil: Enquanto você chega com a farinha, eu já queimei a rosca


Muito se comenta sobre o casal gay da nova novela “Avenida Brasil”. Eu confesso que não assisto, a genialidade da telenovela brasileira chegou no seu ponto máximo com Nazaré Tedesco, depois disso nada mais vai conseguir prender minha atenção.

Pois bem, o casal será composto pelos personagens Roni e Sidney, são esses dois aqui:

Umas graças, néam? Até aí tudo bem, o que me incomodou é que ultimamente várias pessoas estão comentando nas redes sociais as seguintes sentenças: “Finalmente vão colocar gays NORMAIS na televisão, finalmente vão representar os gays de verdade, finalmente gays dignos de respeito”.

EEEEEEEEEEPA! Como assim normais, dignos de respeito e gays de verdade? As pintosas não são essas três coisas? Aliás, quantos gays travestidos de heterossexual VOCÊS, leitoras, conhecem? São a maioria nas ruas, nas paradas gay e nos movimentos sociais?

Não, não são, não é mesmo? A maioria dá pinta… então por que eles, segundo essas pessoas, são mais verdadeiros, respeitáveis e normais que o resto de nós?

Eu sei porque, e a culpa não é desses gays que acham que não são “afetados”, a culpa é da homofobia internalizada. Por exemplo, é muito comum observarmos mulheres machistas na sociedade, mulheres que ainda acham correto que não exista igualdade entre os sexos.

O mesmo acontece conosco, não é porque somos todos gays que não vamos ser influenciados pela homofobia, que insiste em tolher nossa liberdade de comportamento.

Quem nunca ouviu: “Eu não tenho preconceito com gays, tenho preconceito com viado. Se o cara for macho e não agir como mulherzinha, respeito numa boa”.

Represento a classe daqui de dentro do armário

BULLSHIT! Ele te respeita enquanto você for um robô fantasiado de heterossexual, sem causar transtorno ao padrãozinho de normalidade dele. Do mesmo jeito que ele adora o viadinho amigo da namorada dele, assexuado, sempre sozinho e fazendo todo mundo rir.

O dia que você se mostrar tão sexual quanto o rapaz que não se diz homofóbico, será tratado exatamente como a bichinha da qual vocês dois riem enquanto bebem na Rua da Lama.

Não importa o quão másculo ou pintosa você seja, para o homofóbico você será sempre considerado uma aberração, porque ele sabe que todos fazemos a mesma coisa na cama: Damos o koo!

Now sashay, away.

Não conseguem entender que toda a homofobia está no machismo de não aceitar essa abdicação da “superioridade masculina“? A diferença é que a pintosa deixa isso mais claro e toca na ferida da hipocrisia do “liberal” moderno.

O preconceito é o mesmo e não interessa o quanto você e os personagens da novela cocem o saco ou assistam o Campeonato Brasileiro.

Pra eles, essa aparência rústica só serve para jogar um lençol por cima da imagem de você fazendo sexo com outro cara. Aliás, homens heterossexuais tendem a se incomodar mais com homens másculos se beijando que com um casal delicado ou de machão e pintosa. Tudo por causa desse machismo.

Então, não venha colocar no seu Facebook que “finalmente a Globo acertou em como representar os gays” não, porque TODOS os gays já mostrados, desde o Crô até o peão de América, do caricato ao sério, representam a nossa diversidade com o mesmo respeito, dignidade e veracidade.

Fatality ;*

UPDATE: Lendo um comentário da Sapecuda, me lembrei de outro post que escrevi aqui e que tem tudo a ver com essa discussão. Se vocês não conhecem o blog há muito tempo, vale dar um olhada clicando AQUI.

Estupro Corretivo: Violência física e psicológica.


Mil bees nervosas, que intimamente me amam, vão reclamar, alguns poucos vão comemorar minha volta, but whatever… Sobrevivi a enchentes, alunos em crises de identidade, visitas de parentes que moram longe, carnaval de bosta e estou me sentindo PRETTY!

Como a delícia da Maxuellen já disse, não há nada pra se falar, além do óbvio.  Então, resolvi tocar em um assunto, importante e sério: Estupro Corretivo. Alguém sabe o que é e porquê acontece? Então, viajaremos até a África do Sul, também chamada de Nação Arco-Íris, conhecida pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação e que é, ironicamente, a capital do estupro no mundo. Uma menina nascida na África do Sul, tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler.

Millicent Gaika, atada, estrangulada e estuprada repetidamente durante um ataque no ano passado.

O Estupro Corretivo é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas devem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais, negras, pobres e profundamente marginalizadas. Para a maioria das lésbicas sul-africanas, é preferível suportar o sofrimento a denunciar esse tipo de agressão: na África do Sul, o estupro “corretivo” tem quase plena aceitação social.

Uma pesquisa realizada por uma organização local revelou, por exemplo, que 20% dos homens acreditam que as vítimas de estupro gostaram da experiência. E mais: que elas fizeram por merecê-la. Ainda mais alarmante é a transmissão do ódio à nova geração de homens sul-africanos, cresce a ocorrência de estupros cometidos em escolas por garotos que acreditam poder “curar” suas colegas lésbicas.

Alguns dados sobre a prática:

Nos últimos 10 anos:

* 31 lésbicas foram assassinadas por causa de sua sexualidade [na África do Sul];
* mais de 10 lésbicas são estupradas por semana somente na Cidade do Cabo;
* 150 mulheres são estupradas todos os dias na África do Sul;
* de 25 homens acusados de estupro na África do Sul, 24 saem livres de punição.
* Por ano, são 500 mil casos de estupro registrados. Estima-se que quase metade da população feminina vá ser vítima de estupro em algum momento de sua vida.