Gentileza é uma coisa, machismo é outra coisa


Feministas?

Há um tempo atrás, um post de um leitor postado aqui no blog causou polêmica, veja-o aqui. No texto, o autor faz um relato de como tratar bem seu namorado passivo. Alguns comentaristas do post ficaram indignados acusando o autor de feminilizar os passivos (o que eu concordo!) e de ser machista. Machista?!

Alguns dos argumentos sustentados é que os agrados feitos ao parceiro é um reflexo do machismo, como ocorre na relação entre homem e mulher (cis). Faz um tempo eu tinha uma opinião parecida, até que tomei um coió de uma amiga militante feminista. Para mim atitudes como abrir porta, puxar cadeira para a mulher sentar, ajudar a carregar umas sacolas era apenas uma atitude machista, uma maneira de expressar a dominação masculina em relação a mulher.

Na verdade, pode ser apenas uma atitude de gentileza e pronto. Especialmente, quando a pessoa é mais frágil e mais vulnerável, uma ajuda cai muito bem. O que os movimentos sociais querem, e isso inclui o feminismo, é igualar as pessoas NAS SUAS DIFERENÇAS. Independente de gênero. Uma mulher mais forte que um homem, num mundo pós-gênero, pode ajudar um homem a carregar algo, assim como pode segurar a porta de um elevador para um cafuçú e isso não ir de encontro ao gênero e do sexo de nenhum dos dois – do macho ou da fêmea, da bicha e do hétero.  Machismo é o que de forma ativa coloca o que é feminino subjugado ao masculino e o que agride simbolicamente ou fisicamente o ser mulher, apenas isso. Até mesmo uma gentileza como forma de flerte não vai nada mal, mostra que a pessoa está se importando com você. É importante não misturar as coisas.

Mulher, homem, bicha, travesti, oriental, velho, alta, gordo, sapatão… quem não gosta de uma gentileza, não é mesmo?

Dica para as estudiosas


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Acho que já falei desse grupo aqui no blog, mas acho importante repetir.

É o GEPSs – Grupo de Estudo e Pesquisa em Sexualidades, ministrado pelo professor, e meu fofíssimo orientador, Alexsandro Rodrigues. Lá a gente discute temas como preconceito, diversidade de gênero, feminismo, sexo, psicologia, entre outros.

Então, queria convidar vocês a participarem dos nossos encontros, independente de você estudar na Ufes ou fazer alguma faculdade, não importa, o legal é que você compareça, mesmo que seja só para ouvir e aprender.

Nossos encontros acontecem todas as quartas-feiras, às 18h30 , na sala 21 do IC-IV.

Pra quem for dar uma passadinha lá hoje, dia 17, fica a dica da discussão da semana:

Documentário: “Olhos azuis

O sociólogo Eduardo Gianetti é quem faz a apresentação deste documentário sobre preconceito. O vídeo acima, intitulado Olhos Azuis, trata da experiência feita pela professora estadunidense Jay Elliott, sobre pessoas que promovem discriminação colocadas na situação dos discriminados.

Algo que poderíamos chamar de “espelhar a situação”, para a pessoa sentir literalmente na própria pele o que é viver o preconceito, o racismo e a discriminação. De fato, uma maneira engenhosa de fazer o outro se colocar no lugar do outro. E que pode ser utilizada não apenas quanto ao preconceito e racismo, mas com outras formas de discriminação, como sexo, política, religião, obesidade, deficiência, bullying etc.

Seja a senhora hétero, gay ou estudante encubada de engenharia, apareça, serão todas bem-vindas.

Sem contar que vocês terão o prazer de me ver sendo linda, engajada e debatedora ao vivo e a cores. Isso não tem preço, néam?

Para mais informações, clique AQUI

O que é isso, gente?


Tô nervosa! Acabei de escrever o post anterior e me mandaram essa reportagem que saiu no ES TV:

clica

SOCORRO!

  • “Tem coisa que é melhor deixar pra gente”;
  • “Não dá pra negar que os homens têm mais habilidades em algumas áreas”;
  • “Mulher faz quase tudo, mas tem coisa que mulher não consegue fazer”.

Peguei uma máquina do tempo e voltei pra década de 20? ME SEGURA, GENTE, QUE EU TÔ PUTA!

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Dia do homem? Dia da homofobia!


songweaverEu sumi, gente, eu sei, mas é porque o Aion lançou uma classe nova e vocês me conhecem, não consigo me segurar em jogar até chegar no level máximo.

Tava começando a escrever agorinha mesmo o post de análise do meu ponto de vista sobre a Rouge House, apesar do Dé já ter feito a dele, muitos leitores pediram também a minha opinião durante a festa de sábado.

Só que não tem a possibilidade de eu me concentrar em fazer um post sobre isso, enquanto a minha timeline inteira está tomada de postagens homofóbicas sobre o dia do homem e de gays tendo a pachorra de se vangloriar por ter essa tripa no meio das pernas.

Por isso, vou fazer um apanhado geral e comentar cada uma delas.

Caso 1: Gays e o dia do homem

Eu ia postar o link de um blog que fez um texto sobre ser gay no dia do homem, mas o texto foi tão escroto e cheio de misoginia, que eu acho que ele se tocou e apagou aquela merdinha.

Que eu me lembro, era um texto repleto de clichês do tipo “Existem muito mais gays machos do que se imagina”, “nós também somos homens com H” e a máxima do final, “feliz dia do homem até pra você, afeminado, que apesar disso ainda é homem”.

Tchau, não quero mais militar por gente assim.

Tchau, não quero mais militar por essa gente

Nossa, me dá raiva de ler essas coisas. Macho, Homem com H, você é homem APESAR de afeminado? Que porra é essa?

Nós gays não temos que nos orgulhar de forma alguma de fazer parte da noção hegemônica ou heteronormativa do que é ser homem, aliás, temos é que ter vergonha.

Porque é por causa dessa dicotomia de gênero, dessa separação idiota baseada em leis vazias de comportamento (que ninguém sabe de onde veio, quem criou, mas todo mundo insiste em respeitar como se fossem naturais) que milhares de gays são agredidos nas ruas todos os dias, que travestis e transexuais não têm sua identidade de gênero respeitada, que mulheres lésbicas são humilhadas por não incluírem um pênis nos seus relacionamentos e que a diversidade da nossa classe fica cada vez mais limitada aos flyers de Parada Gay.

Eu, enquanto você fica toda dura tentando manter sua masculinidade

Eu, enquanto você fica toda dura tentando manter sua masculinidade

Ser gay e se orgulhar de ser homem, é se orgulhar de fazer parte de uma instituição falida, opressora e genocida, responsável pela homofobia que você sofre.

Caso 2: Ariadna e a transfobia

Lógico, alguma trans eles iam pegar pra Judas. E quem melhor pra sofrer que ela, a mais conhecida trans do Brasil?

Muitos brasileiros tem um particular ódio da Ariadna porque ela é bonita, não tem características do sexo masculino e com certeza alimenta um recalque extremo nos homens transfóbicos que sabem que pegariam ela.

Como resultado, sempre que chega esse maldito dia do homem, é o dia da transfobia na página dela. Cata a última:

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Deram “feliz dia do homem” pra ela, já dá pra imaginar. Até aí tudo bem, não esperava menos desse Facebook cheio de gente calhorda.

O que me incomodou é que ela fez um texto gigante dizendo o “quão homem ela teve de ser” pra chegar onde chegou:

“Bom dia. Ontem, devido a tantas ofensas retruquei me igualando a certas pessoas. Não e fácil ser ofendida e atacada e ficar quieta. Meu instinto defensor falou mais alto que eu.

Então, decidi deixar uma mensagem a todos que me desejaram e que vão me desejar feliz Dia do Homem. Eles me dizem: Feliz Dia do Homem. Sim, muito obrigada.

Fui muito homem pra realizar meus sonhos e chegar aonde cheguei. Fui homem demais pra comprar duas casas. Homem demais pra ter meu carro. Pra ajudar minha família. Homem demais pra ir pro outro lado do mundo fazer uma cirurgia arriscando minha vida pra me tornar uma mulher. Fui homem demais pra ganhar o direito de ser reconhecida por lei como mulher. Homem demais pra continuar sonhando. Homem demais pra perceber o quão infelizes são vocês, que com suas brincadeiras imorais e irracionais tentam me ferir e me denegrir. Homem demais pra saber que vocês sempre serão esses seres infelizes e mal amados.

É uma pena que você que se julga tão mulher, não tenha caráter e força de vontade nem pra ter uma vida mais digna, perdendo tempo, me ofendendo. É uma pena que você que se julga tão homem foi menos homem que eu. Pois somente um homem mal resolvido, é capaz de ofender e maltratar.

Seja homem igual a mim e enfrente a vida seriamente. Não desista como eu não desisti. Falar de mim, me ofender é fácil. Difícil é realizar tudo o que eu já realizei sem medo de ninguém. Sem dar satisfações a ninguém”

Discurso libertador e tal, okay. Mas foi só eu ou todo mundo aqui também percebeu que ela teve de abdicar da sua identidade de gênero para adquirir o respeito que desejava?

E isso é muito comum entre as mulheres trans, sempre que é necessário se defender, fazem o uso da ideia machista de que ser homem é sinônimo de ser corajoso, bravo, trabalhador… por que ela não disse que foi muito mulher pra conseguir tudo que conseguiu?

Caso 3: Filho do Ronaldo e a capacidade de relação de fatos

Filho do Ronaldo e seu amigo esperam o pai no aeroporto pra fazer um monte de coisa que não me interessa.

Seguem as fotos:

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Muita pinta, muita ferveção e toda aquela juventude beesha que acabou de se descobrir e quer mostrar pro universo (não só pro mundo) o tamanho do seu amor pelo sexo masculino.

Elas, quando se descobrem, só falta andar assim no chão da balada:

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Até aí foda-se, todo mundo já passou por isso e não é porque a bee é filha do Ronaldo que é mais especial pra merecer uma matéria no jornal relatando a magnitude da sua pinta.

Isso se ele for gay, né? Porque ser afeminado não é garantia de homossexualidade.

O negócio é que os homofóbicos conseguiram relacionar isso com o caso do Ronaldo ter pegado a trava, VOCÊS ACREDITAM nesse absurdo?

Inúmeros comentários dizendo que ele era o “fruto do amor” do Ronaldo com a travesti, que um pai que pega travesti não poderia ter um filho diferente disso e até evangélico cagando pela boca dizendo que esse menino era um castigo de G-zuis pelo Ronaldo ter saído com uma travesti.

Um nojo, um horror! O menino só tem 13 anos, está sendo feliz tendo a coragem de ser autêntico, mesmo sendo filho de quem é. E as pessoas, que se auto-denominam de bem, parecem que têm o prazer em traumatizar e desqualificar o garoto.

Lembram do caso da menininha atriz filha de pais gays?

E pra fechar com chave de ouro, o Caso 4: Mister Catra feminista (o Word até sublinhou esse feminista de vermelho, hahaha)

Não vou comentar nada, apenas postarei dois títulos.

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Hum…

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Boa noite

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Por que as beeshas são competitivas?


Oi? Tem alguém aí no site?

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Ai, gente, nem postei nada aqui nos últimos dias, né? Mas vocês não acreditam no que aconteceu.

Tive dois aniversários pra ir nesse final de semana. No de sábado deu bafão, porque eu fui falar do meu famosíssimo post sobre as manifestações e dois parentes meus insistiam em não entender o que eu estava falando.

Saí puta da vida e rodei a Praia da Costa atrás de um bar, sentei, pedi uma cerveja e dei pro primeiro que passou, bem no estilo Vani no filme dos Normais.

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Domingo acordei morta, bebi mais na vizinha e acordei ontem de ressaca de novo.

Quer dizer, sem condições de escrever qualquer coisa de ressaca, meu cérebro entraria em parafuso.

Explicada minha ausência, quero falar de um tema interessante que li num livro de Sociologia e discuti com uma beesha amiga minha: Por que gays são tão competitivos com outros gays?

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É, uma beesha que é beesha não deita pra outra. E quando deita, é capaz de se vingar como ninguém:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=JBKO4Mif4cQ]

Lembram? Pois é.

Engraçado, se você pesquisar falsidade no google imagens, só tem mulher.

Engraçado, se você pesquisar falsidade no google imagens, só tem mulher.

Lendo mais uma vez minha amada Guacira Lopes, encontrei ali uma abordagem interessante sobre o assunto. Ela usa as mulheres para explicar isso: Uma das maiores armas de dominação do machismo é a estimulação da rivalidade feminina, sem essa irmandade (ou sororidade) as mulheres se tornariam incapazes de se unir em prol de um bem comum, um bem que beneficiasse a todas.

E isso é falado o tempo todo, já perceberam? Qualquer novela ou filme você pode observar como a relação de camaradagem entre os homens beira um corporativismo absoluto, de modo que um homem é capaz de mentir, e se foder por mentir, só para proteger a integridade do outro amigo.

Mas entre mulheres raramente você observa. Por mais que entre elas as demonstrações de afeto sejam mais permissivas, elas ainda não são muito confiáveis entre si. E mesmo quando são confiáveis, lá no fundo elas emagrecem e se arrumam para ficarem mais bonitas pras outras, não pros homens… mesmo que elas batam o pé pra dizer que é pros homens.

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Vale lembrar que o conceito de homem e mulher que eu estou usando é o heteronormativo: Mulher feminina e delicada e homem masculino e racional, ambos heterossexuais padrão ISO 9001. Depois eu problematizo cas senhoras.

E o que isso tem a ver com os viados?

Troca naaaada

Troca naaaada

Tudinho! Numa sociedade sexista como a nossa, nosso gênero é relacionado com quem nós trepamos. O fato de você ser homem e gostar de homem acaba por te fazer absorver indiretamente os valores e os comportamentos do sexo oposto. Porque pra essa sociedade quem gosta de homem é mulher e acabou.

Por mais que a gente lute contra isso, gatiras, não nos desvencilhamos tão fácil. Basta observar a tendência da maioria das beeshas passivas em sonhar com um príncipe encantado num cavalo branco, enquanto o ativo só passa a pensar nisso depois dos 30.

Do mesmo jeito que uma bee chega no baile com sua blusinha nova da Armani e faz carão pra todas as outras gays, uma mulher o faz com seu saltão Fernando Pires.

Quem nunca entrou num ônibus, se sentindo belíssima, e deu de cara com outra gay lá dentro?

Dou um tiro no meu koo se você disser que não fica um clima de tensão (ou de tesão) no ar! As gays levantam a sobrancelha, se entreolham e se medem do mesmo jeitinho que duas mulheres fazem. E ficam nisso até que uma deite e admita a superioridade da outra viado, que desce vitoriosa.

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Bom dia, moço do Instituto Manassés

Até o próprio ato do carão nos mostra o quanto nos aproximamos do universo feminino nessas horas. Ele é uma briga por território, só param quando uma das duas beeshas fica tão absolutamente feminina que desenvolve uma buceta virtual e menstrua na cara da outra.

É quase uma briga de Metapods:

Metapod! Endurecer!

Metapod! Endurecer!

Entre homens heteronormativos você vê isso? Dificilmente. Só olham torto pra outros homens se existir algum desentendimento prévio, mas fazer carão aleatoriamente pra dizer que é superior aos outros homens eu não vejo.

283x400-gal_sexismoAliás, tô pra te dizer que esse é o grande problema do movimento LGBT, considerando que a maioria dos líderes desses grupos são homens gays. Do mesmo jeito que nos grupos feministas, por mais que se lute por todas as mulheres, existem brigas constantes e desavenças que desunem o grupo.

No meio LGBT você vai encontrar o mesmo comportamento, uma beesha não gosta que a outra seja promíscua e acha que isso estraga a classe, a outra acha carola e heteronormativo demais ser casada, e assim vamos perdendo o senso de irmandade.

Lógico que tudo isso é só uma especulação, mas será que não estamos nós sofrendo com as mesmas armas do sexismo que sofrem as mulheres? Ou será que é humano competir?

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Não sei, mas acho que isso seria uma simples competição se somente uma pessoa se beneficiasse com a individualidade. Se a rivalidade obsessiva das mulheres e dos gays destrói a unidade do grupo e, consequentemente, prejudica todo ele, este comportamento deveria ser extinto.

Mas não é, é reiterado todos os finais de semana na boate… e não beneficia ninguém.

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Metalinguagem – Dia dos Namorados


Uma das maiores reclamações que recebo é quanto à minha cabeça-dura. As beeshas discutem comigo nos comentários e ficam putas porque eu nunca admito que estou errado, lógico, eu nunca estou errado mesmo!

Exceto nesse post: clique AQUI para ler.

criticaSe teve uma coisa que eu aprendi depois que conheci o feminismo foi a não cagar regra sobre o corpo e a vida dos outros.

Esse post é especialmente cheio disso e, revolucionariamente (adoro advérbios de modo!), resolvi criticar a mim mesmo esse ano, em vez de aos outros. Que tal?

Então as partes acinzentadas são as frases do post, e o resto sou eu mesmo falando hoje, estamos entendidas?

Todas as gays solteiras da minha timeline estavam reclamando incessantemente sobre sua solteirice, mesmas gays que durante o resto do ano vangloriam-se da quantidade bofes que pegaram numa noite, ou do fim de semana promíscuo que tiveram.

Regras em todo lugar

Regras em todo lugar

Meu deus, que vergonha! Não ouçam nada disso que essa recalcada falou, gente!

Se você foi promíscuo a vida inteira e um dia resolveu ser monogâmico ninguém tem nada com isso. E se alguém não te quiser usando seu passado como argumento, mande-o chupar um canavial de rola, antes só que mal-acompanhado.

E aí eu pergunto, será que essa carência toda no dia 12 é de verdade ou a maioria dos gays são tão medíocres ao ponto de considerar status social ter alguém para passar o dia dos namorados, mesmo que seja só um pau amigo da agenda do celular?

fecha isso!

Além de tudo era homofóbica, que escrota. Na moral, como é que vocês conseguiam me ler nessa época?

Todo mundo, não só os gays, quer ter alguém para passar junto no dia dos namorados, é a sensação que o capitalismo entranhado nessa data passa pra nós.

O mesmo vale para ateus que comemoram o Natal: não comemoram porque é o aniversário de G-zuis, mas pelo que a data oferece de companhia, de festas, presentes, confraternização… ateus também são bonzinhos, tsá?

É, parece simplista, mas se você realmente está carente, quer um namorado, por que não faz por onde alguém lhe dar algum valor? E nem adianta falarem de mim, sou vadia meishmo, solteiro inveterado e não troco minha liberdade por nada, pelo menos por enquanto.

Entretanto, o dia que eu quiser deixar de sê-lo, com certeza o meu comportamento terá que mudar, não acham? Você só recebe confiança quando inspira confiança.

O quê?!

O quê?!

Essa é a pior parte! Alerta masculista pra essa frase! Merece o novíssimo Selo Clodovil de Homofobia Internalizada

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Ops, caguei uma regrinha nas calças!

Nada de valor, nada de mudar! Quem tem valor é mercadoria!

Engraçado que quando essa versão babaca da Max fala de valor é sempre “fazer menos sexo”, né? Nunca que valor é fazer um mestrado, um curso de pompoarismo. Nada, é não foder, apenas.

Tá, todo mundo tem um passado, e ele pesa na hora de conseguir um namorado. Mas, minha gente, se a DÉ que tem o passado mais negro que a tinta da Wella que eu pinto meu cabelo, conseguiu um namorado, qualquer um também pode!

A bola representa o argumento

A bola representa o argumento

E mesmo a Dé não precisou se moldar ao seu padrão de comportamento machista pra conseguir isso, bêu abôr.

Você acha mesmo que choramingar o dia inteiro no Twitter/Facebook vai fazer aparecer magicamente um rapaz para te namorar? Diboua, posso ser sincerãm? Com esse comportamento você mais AFASTA que conquista.

hummmmA única parte que faz sentido nesse lixo de texto inteiro. Realmente, galerinha, isso eu preciso reiterar sempre: Consiga uma pessoa pela admiração que ela tem por você, pela sua força de vontade, pelo tamanho da sua neca, mas nunca por pena. Nunca sirva de estepe pra ninguém…

…exceto se for em comum acordo, aí você pode ser capacho de quem achar melhor. Eu não consigo imaginar alguém feliz assim, mas em terra de 50 tons de cinza, quem tem bofe é vassalo.

E se não conseguir um namorado até o dia 12, paciência, pense pelo lado bom, pelo menos você não vai gastar dinheiro comprando presente. É só virar hétero e beber uma loira do bar… DROGA, fui machista de novo!

Deixa pro ano que vem agora…

Somos todos marcianos


Como se não bastasse o Marcelo Antony ter defendido a proibição do beijo gay na TV, usando o argumento de que 80% dos telespectadores são humildes e sem instrução, e por isso seriam incapazes de compreender um beijo gay. Ou seja, chamou a população brasileira de estúpida e quadrada.

Agora ele me veio com essa:

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ai eca

Que nojo, QUE NOJO que eu tô desse cara falando. merda. pra caralho. Qual a relação entre um gay masculinizado e a seriedade do papel?  Agora gays afeminados não podem ser pessoas sérias?

Estou por conta do cacete já com essa máxima do “vamos fazer um gay com mais seriedade” para falar de fazer personagem masculino. Como se bicha afeminada fosse piada apenas por ser o que é.

Aliás, qual é essa medida de feminilidade ideal? Porque até agora se eu vi 5 gays completamente masculinizados foi muito, o resto todo dá algum tipo de pinta.

Por que? Porque existe de um tudo no meio gay, assim como existe de um tudo em todos os meios. Tentar separar isso no grupo “dos afeminados que só servem pra fazer piada” e o “grupo dos gays sérios, discretos, que constituem família e são normais” é ridículo e contraproducente.

Qual gay vocês acham que a sociedade vai escolher pra respeitar e qual vai rechaçar?

A gente sabe que não vai ser assim

A gente sabe que não vai ser assim

E ele já está igualzinho aqueles viados homofóbicos:

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Sempre FUGINDO do estereótipo, ‘ele dá um pouquinho só de pinta, não pode ser catalogado como a pintosa que a gente está evitando para representar o personagem com seriedade. Ser bicha e mulher é ruim, deve ser evitado, porque homem não precisa ser afeminado pra ser gay’… o meu rabo pra tudo isso.

Cada um precisa ser o que acha que deve ser, e merece respeito por isso.

Perceberam então, né? Ou você é o homem que as pessoas falam “Caramba, não sabia que ele era gay” (elogiando, lógico, que nem falei nesse post. Porque não parecer gay é uma coisa maravilhosa) ou você é marciano.

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Tenho orgulho de ser marciano,  seus seres inferiores.

E se acha que eu estou exagerando, me mostra um personagem afeminado que foi tratado com seriedade nas novelas da Globo que calo minha boca.

Até mesmo aquele cabeleireiro que o Paulo Gustavo fez, era apenas um stand-up comedy móvel. A única cena séria dele foi no final quando ela se despede, e mesmo assim ele fez uma piadinha.