Hoje tem Cinemão!


Calma, bee, não é o Cinerótico

Hoje (01/11), no Festival de Vitória, tem a III Mostra Quatro Estações, mostra competitiva com filmes de temática LGBT, que valorizam a diversidade sexual e abordam seus temas pertinentes, como direitos humanos, preconceito, identidade, relações de gênero e outros.

Os filmes são exibidos em sessão única, à meia-noite e concorrem ao Troféu Marlene de melhor filme. Hoje é também a grande estreia do filme Meninos do Arco-Íris, de Herbert Pablo e Lamartine Netto, do qual falamos anteriormente aqui.

Veja a programação completa para esta noite:

Olympias (Documentário, 11’, RJ), de Bia Medeiros. As Olympias de Fernando Codeço são as travestis do bairro da Glória, Rio de Janeiro. O projeto é feito em referência à obra Olympia (1863), de Édouard Manet, que retrata uma prostituta. Fernando desenha as travestis e realiza performances nas ruas do bairro.

meninos do arco írisMeninos do Arco-Íris (Documentário, 22’, ES), de Herbert Pablo e Lamartine Netto. Anita é uma menina que mora numa ilha repleta de passagens para mundos secretos. Ao encontrar a porta que a levará ao Arco Íris – universo mágico habitado por sete seres encantados – Anita realizará seu desejo de se transformar em menino?

Algumas Mortes (Ficção, 10′, SP), de Lucas Camargo de Barros. “Filho, senti você muito ansioso no domingo, saiba esperar o tempo das coisas. Durma mais, fume menos e controle melhor os seus gastos. Se cuide. Te amo.”

o pacoteO Pacote (Ficção, 18′, SP), de Rafael Aidar. Em um bairro periférico de São Paulo, o jovem Leandro ingressa como aluno em uma nova escola. Na classe, conhece Jefferson, que lhe apresenta sua nova turma de amigos. Com o passar dos dias, os dois rapazes se identificam e ganham intimidade, até decidirem ficar juntos. A relação é posta em prova quando Jeff revela que é HIV positivo.

Tubarão (Documentário, 13′, PE), de Leo Tabosa. As dificuldades de um estrangeiro em adaptar-se a sua nova realidade.

Tomada Única (Experimental, 24′, SP)filme coletivo com os episódios “Mata Adentro”, de Claudia Priscilla, Hilton Lacerda e Rodrigo Bueno; “O Sangue de Jesus Tem Dendê”, de Daniel Lisboa; “Falos e Badalos”, de Anita Rocha da Silveira; “Y”, de Dácio Pinheiro e Stefan Fähler; “Sem Título”, de Nino Cais; “Amor e Outras Construções ou Uma Boca/Que Abarcasse/Tanto C*”, de Gustavo Vinagre; “Delete Deleite”, de Karen Black e Ana Izabel Aguiar e “Lagoa Remix”, de Leonardo Mouramateus. Diretores e artistas receberam um email com alguns filmes do Cinema do Desbunde dos anos 70 e um cartucho de super-8 para produzirem um filme em Tomada Única. Uma resposta de hoje a um passado idílico do corpo no cinema.

Está imperdível. É uma ótima oportunidade para assistir o que de bacana temos produzido em nosso país na área do audiovisual – fugindo dos filminhos farofas hollywoodianos -, além de conhecer gente bacana daqui e de fora do estado – se é que você me entende.

Serviço: III MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES

Quando: Hoje, 1º de novembro (sexta-feira), à meia-noite. 

Onde: Na Estação Porto, no Centro de Vitória.

Quanto: DE GRAÇA!!!!

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E amanhã (sábado), tem festinha de Encerramento do Festival. Vai ser fogo purooooooo:

festa de encerramento

Acompanhem a programação do festival, porque tem muito filme do babado!

Um pouco mais que “exatamente”


Gif do "Exata-mente"

Como sabe-se na TV tempo é dinheiro. Apesar da excelente matéria feita pelo Em Movimento, fazendo um apanhado geral de vários blogs, além de ter explicado o que é e como estão no ES atualmente  em pouco mais de cinco minutos (postamos aqui), nossa participação ao todo não dura ao todo nem 30 segundos apesar de termos falado por 15 minutos. O que é normal e esperado. Dizemos muitas coisas que  gostaríamos de reafirmar aqui, ainda mais sendo amanhã o aniversário do nosso amado bluóg.

O que me deixou mais uó por não ter entrado foi ter dito que o blog é escrito, além de mim e Max, pela trava Tchynna e a sapa Iza também. Nossa fala inicial, que abre a matéria, foi resposta a uma questão relacionada a temática. Eu disse que é sobre cultura gay capixaba e o Max, para expor a diversidade de assuntos, falou que vai desde a programação da semana até o ‘último casamento da Gretchen’. O que não entrou foi que completamos que tratamos também de notícias, de aspectos políticos dos direitos LGBT e de visibilidade do movimento gay. Não falei lá, mas completo aqui, que a única coerência dos temas tratados é a ótica gay dada a tudo.

Falamos que o que faz o blog ser um sucesso é o fato de trazer atualizações diárias e opinião associada a isso, além de abrir para a colaboração e a participação do leitor. Comparei o blog a uma grande mesa de bar gay, cuja nossa única função é  simplesmente puxar o assunto da conversa. Max destacou a necessidade do senso de humor e da dedicação para criar boas e divertidas tiradas, ou seja, a preocupação com a qualidade texto.

Falei também sobre a escrita própria da blogosfera gay que está baseada na oralidade onde a preocupação é menos com a ortografia e maior com a  expressividade. Neste momento, o Cesinha, repórter da matéria, pediu um exemplo “que poderia ser dito às 1h45”. Max respondeu: “Travestchy, por exemplo, em que o ‘ti’ é escrito com t, c, h e y“.

Falamos também sobre nossa audiência de 100.000 acessos únicos mês. Max falou que é bom ser reconhecido na rua e receber ‘um carinho gostoso do público’. Ahan, Cláudia, sei bem o carinho goshtoso que ela goshta (aloka!).