Espetáculo gay no Carlos Gomes na próxima quarta


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Amanhã, quarta-feira (05/02), além de ser meu aniversário (#fikadika), haverá um belíssimo espetáculo no Theatro Carlos Gomes, em Vitória, tratando sobre a questão do ser gay.

O encontro entre dois homens, o sexo casual e – por que não? – algo mais que a casualidade são o começo, o meio e o fim do espetáculo Inabitáveis, duo de dança da companhia In Pares, que faz única apresentação gratuita nesta quarta-feira (05), às 19 horas, dentro do Projeto Verão no Theatro que acontece até o dia 23 de fevereiro no Carlos Gomes.

O desejo de abordar a homossexualidade já era um desejo do coreógrafo do espetáculo, o renomado Gil Mendes. “Eu queria abordar um tema que falasse da relação homoerótica. Acho que é o momento de falar sobre isso na dança”, afirma Gil com a experiência de 30 anos de carreira e ter idealizado coreografias para vinte e cinco espetáculos, entre dança e teatro.inabitáveis2

Após ler um artigo que discutia a condição dos “inabitáveis” (pessoas que vão a locais específicos em busca de sexo casual) ele encontrou seu tema. “A gente quer falar das relações que acontecem fora do olhar da sociedade” explica. Durante o processo de criação a abordagem, que seria mais crua, ganhou novos contornos. “No fundo rolou uma questão da afetividade no trabalho, de uma maneira não planejada. Surgiu o conflito e a afetividade. O conflito é algo que permeia a homossexualidade”.

Tratar da questão da homossexualidade através da arte é a oportunidade de levantar o debate sobre um assunto que ainda hoje gera tanta polêmica. “O tema é instigante. A gente esta em um momento de mostrar a sexualidade” acredita Luciano Coelho, um bailarino que divide a cena com Mauro Marques. Para ele, a delicadeza é um dos destaques do espetáculo. “Mostrar o assunto de forma poética, com cuidado foi fundamental. Por mais que esteja explicito, tudo é apresentado com naturalidade”.

Com um novo trabalho em processo de criação (Banzô inspirado na obra de Guimarães Rosa e com curadoria artística da baiana Cristina Castro) com previsão de estreia para abril, Gil, em nome dos meninos do In Pares deixa o convite para a apresentação desta quarta: “Nós queremos que as pessoas estejam lá, porque é um trabalho feito com carinho, dedicação e suor. E estamos falando de um tema que a gente gostaria que fosse mais e mais debatido” (FONTE).

Assista ao teaser da peça:

Acho que não preciso falar que é uma programação imperdível para quem gosta de espetáculos cênicos, para aquelas bichas que são mais cults, mais ligadas as artes, porque nosso estado é bem pobre de fatos culturais relevantes, por isso quando tem, tem que aproveitar. As críticas a peça estão bastante positivas, além disso o tema é viadice, aliás é pegação gay apresentada de forma lúdica, mais motivos para assistir. Se a senhora não for pela arte, pode ir pelos boys pelados, pronto! rs

SERVIÇO:
Espetáculo “INABITÁVEIS”
Quando: 05/02 – Quarta-feira, às 19 horas.
Onde: Theatro Carlos Gomes (como chegar aqui).
Quanto: DE GRAÇA! (retirar os ingressos 1 horas antes do espetáculo).

E hoje é sexta feira!


Dia que começa oficialmente o finde, dia de se jogar nas buatchys e quebrar tu-do, e por isso vim trazer uma mensagem de esperança e sabedoria aloka!

Sei que a senhora chega fazendo a bophe e fica dançando no cantinho bem machinha, bem durinha, feito um robô ou um orangotango. Mas daí o baygontabapadê&etc vai batendo e a senhora termina a noite em cima do queijo tentando fazer todas as coreografias legais AO MESMO TEMPO. Sei que diferentemente da cara de vergonha alheia da sua amiga uó que não bebeu (fumou, cheirou, injetou, tomou) o suficiente, na sua cabeça, a senhora, assim como eu, acha que está arrasando, hummmmm, mais ou menos assim:

… porque bate-cabelo é para as fracas!

Se jogue mesmo e arrase bunita!

Love Secret II: Babado e confusão!


love secret aloka do palcoPassada minha raiva inicial, a Love Secret mostrou-se um dos, se não o melhor, evento gay capixaba desse ano. O espaço do cerimonial era excelente e, apesar de imenso, esteva completamente cheio! E não só cheio, mas cheio de muita bee bonita. Havia uma área externa, tipo uma sacada para a rua, ótima para quem fuma e para quem quer dar um tempo do bate-cabelo. A música estava perfeita também. E a decoração toda em coraçõeszinhos de papel tava fófis, sem contar os mimos que deram na entrada (que falei no post anterior) que é coisa que raramente vemos por aqui (tá, na Sheeca tem camisinha, ok?!), mas que valorizam qualquer festa.

love secret aloka do palcoUma coisa que achei frustrante foram os GogoBoys! Os mesmos de sempre, com a diferença de que alguns estavam com uns quilinhos a mais; as mesmas dancinhas caídas, as mesmas fugas das mãos das beeshas e a insinuação exclusiva para quem é racha. Atenção quem realiza festas LGBT: contratem gogoboys que sejam gays ou que finjam que são gays, porque certas atitudes de gogo dancers chegam a ofender! Por falar em dança, uma em especial foi o ponto alto da festa. Acho que quem foi, viu a bee que simplesmente pa-rou-tu-do nessa festa de quarta-feira passada! Aloka subiu no palco com uma camisa branca tipo machão (só a  camisa, tám) da Ecko, um lenço em volta do pescoço com estampa de cobra, óculos escuros de armação branca e calça xadrez e quebrou tudo. Se eu pudesse dar um prêmio para alguém como ‘Garoto Babado Certo’ seria para essa pessoa.

Eu já estava preocupadíssimo por não poder descrever sua dança riquíssima e elaborada de diva, mas uma santa alma filmou a bee e colocou no YouTube. Então, arraaaaaaaaasaaaa:

Passo mal com ela. Durante o vídeo, eu estou exatamente a esquerda de quem filma Vi tudo de pertinho. Quando desceu do palco eu falei com ele: “Bee, a  senhora tem que ganhar um cachê!!!“. Ela, sempre fina, sorriu e saiu. Loosho, glamour e poder!!! Claro que aconteceram coisas chatas também, mas a gente releva.

diego fiuza após momento amyOutra parte da festa que foi sen-sa-ci-o-nal foi o esperadíssimo show de Donna Karão. Vocês não sabem o que aloka aprontou dessa vez: dizendo ser a última sobrevivente do voo da Air France, vestida a caráter fez a performace de Susan Boyle. Sim, Susan B-O-Y-L-E!!! Aquela que nunca beijou ninguém e tudo mais. Num certo momento da música, uma voz bizarra dizia “Susan Boyle o caraleo, Single Ladies”. Daí aloka rasgava a roupa toda e por baixo estava de Beyonce do clipe Single Ladies e fez a coreô (no truque) do sucesso da diva!!! Mimijei de rir!!!!

Mais um momento bem hilário foi o momento Amy Winehouse que rolou na festa. A vítima? O aniversariante, é claro. Veja com foi AQUI.

Eu fiquei beeem bêbado e sai meio que arrastado (pois queria ficar mais!). Tava conversando com o Diego Fiuza e ele me disse que em breve vai ter mais festas assim. OBA!

“Kajra Reeeee” ou “Tô munitam, tô gostosa, tô Maya… NOT”


danca indiana

"Ué, pensei que estava abafando!" "Abafa!"

Um dia, vendo essa cena da dança da Maya para o Raj tive a brilhante idéia de apimentar meu namoro com uma erótica dança ao estilo indiano. Saí do banho todo perfumado e usando apenas uma toalha. Meu namoradão estava sentado na cama atento ao que passava na TV. Chamei-o. Ele, sem tirar os olhos do aparelho, respondeu: “O que, amor?“. Fui mais explícito: “Olha para mim, por favor!“. Ele olhou e repetiu “O que foi, amor?”. Daí comecei a fazer uma dança que eu julgava ultra-mega-master-blaster lasciva e sensual: tirei a toalha devagar, girei-a por sobre a cabeça, mexendo os ombros. Girei o corpo todo e depois pendurei a toalha no pirú duro. Dancei mexendo os bracinhos fazendo um semi-circulo e movimentos de vai-e-vem com os braços (tipo Raj) e depois  atirei a toalha no rosto dele. Dei um tapa na própria bunda e fui girando, rebolando… Enfim, ele foi do choque ao riso compulsivo. Foi uó. E para piorar ele contou pros nossos amigos que ficam insistindo para eu fazer a dancinha, o que me irrita e, é claro, nunca faço. Uma amiga minha ainda disse: “O bom humor também tem seus atrativos, tem seu erotismo.” Aé, eu disse a ela, então porque depois de rir muito ele virou e disse: “Ai, amor, voce não tem jeito. Pega um copo de água lá pra mim“. Ódio, muito ódio.

Voltando aos poucos


Inhãiiiiiii!!!Que saudades desse babado aqui! Como estou sem net, me pego em computadores compartilhados para escrever no Babado. Isso rende algumas situações engraçadas, como tentar distrai um priminho de um aninho para que ele não bata no teclado. Já me agarrei ao meu pc, e dou uma de Scarlet O’Hara, e juro que nunca mais ficarei sem net! Depois até olhei para a cortina, mas achei que era melhor sair das referências cinematográficas.
SuperNesse tempo fui a uma festa. Cerveja, comida, gente animada e um DJ que se salvará no dia do julgamento final. Rola dancinha, gente bêbada, uma tia caindo no molhado da pista, e a tão “esperada”  hora do ”I Will survive”. O Dé, já falou sobre isso aqui, e compartilho de algumas observações. Começa a introdução da música, e o som do dedo no piano faz as cabeças buscarem os gays do local. Localizado o viado em questão, dois tipos de pessoas podem ser observadas fazendo essa varredura.

1°- As que vão observar de longe, esperando que o gay em questão solte toda a sua energia e dance como a primeira bailarina do Ballet Bolshoi. Geralmente convida a quem estiver próximo para  uma observação cientifica e analítica.
2°- As amigas. Talvez sejam as piores. É constrangedor um amigo ht querendo liberar a franga, te usando como uma simples justificativa ao fato de dançar como a Beyonce em Single Ladie.

sup_gayAinda não consegui identificar o que verdadeiramente esperam de nós nessas situações. Fiquei imaginando a famosa cena  do Super Homem, em que ele tira a roupa e mostra a fantasia do homem de aço. Será que esperam que façamos o mesmo nessas festinhas? Será que imaginam que andamos com um maiô dourada, peruca e maquiagem por baixo da roupa, só esperando a Gloria Gaynor soltar a voz? Na dúvida, bem faço a bee fechativa e fico fazendo cara blasé! Depois grito: Uóóóó…  Quero a Rihanna! Isso inutilmente, já que sabemos muito bem a “sequência gay anos 70” que virá. Paciência que já começou… “It’s raining men!Aleluia! It’s raining men…”