Anitta: o futuro da música pop brasileira?


Orfãos de Kelly Key – a última grande diva pop que o Brasil teve – vocês ainda tem esperança e ela se chama Anitta. Corre nas redes esse bapho: ela seria a promessa do verão brasileiro de 2014 e que veio pra ficar e pra tombar até virar evangélica. Mas será que vinga? O que você, leitora entendedora, acha? Sabe como é, nós gays enguemos impérios da música pop como fazemos ruir em um estalar de dedos. Pessoalmente, eu achei delicinha, achei dançante, achei sexy, achei sucesso na BILLboard. Só botar aquele remix pesado e babadeiro e quebrar tudo na muatchy!

Cata o poder da racha:

Enfim, se vai bombar ou não eu não sei, mas na dúvida já vou aprendendo a coreô. Tchau!

Anitta, funk, pop, Brasil, babando, show das poderosas

Vazou (risos) ‘I’m cool’, o aguardadíssimo novo clipe da Gretchen


É cool, é hypster, é hype, é vanguarda. Chame como quiser. O fato é que o hit do verão (não, não é ‘Ice eu te pego’) a música ‘Ai, meu cu’, da disco diva Gretchen e a banda 1 e 99 (risos) virou clipe e já estávamos todos loucas da cu pra ver e ouvir essa maravilha (vindo da Grê só poderia ser coisa boa, néam?). Tá esperando o que, bee, aperta o play e arrasta a prochasca no chão cagente:

Vengentchy, canta junto: ♪ “Ai, meu cu, ai, me cu, au, meu cu, ai, meu cu!”

Tem como não amar essa face natural, essas tattoos cobrindo as cicatrizes dos braços, esses gemidos que fazem os vizinhos pensarem que a gente virou hétero e tá vendo pornô? Sambô na cara da sociedade com a discodivice dela! #loosho

Análise semiuótica de clipes fechativos: MARRY THE NIGHT (Lady Gaga)


Mais uma vez está de volta uma das seções mais amadas e raras deste blog, aquela em que desvendamos as mensagens por trás de todo o hermetismo desta moderna arte audiovisual que são os videoclipes, nossa querida Análise Semiuótica de Clipes Fechativos!  Hoje trazendo com exclusividade a análise frame-a-frame do novo clipe de Lady Gaga: Marry the Night, o mais longo (13:51) e o mais auto-biográfico de todos.

O clipe conta a história de nada mais nada menos do que da morte de Stefani Joanne Angelina Germanotta, e/ou do nascimento da mommy monster Lady Gaga! Vejamos:

O vídeo começa com Gaga sendo conduzida até a enfermaria de um hospital psiquiátrico. No texto ela deixa claro que é a história de um momento de sua vida de maneira estilizada, ela brinca dizendo que foi assim, porém sem a última coleção da Calvin Klein. Nas entrevistas, Gaga afirmou que esse clipe conta a história de um dos piores momentos de sua vida: quando foi retirada de sua primeira gravadora Island Def Jam e viu seus sonhos de ser uma superstar se desmoronando! O cabelinho preto deixa evidente que aí ela ainda era Stefani.

Na maca da clínica, Stefani tenta acender um cigarrinho, mas toma um coío da enfermeira. Quem é fumante sabe que não é fácil ficar sem. Max que o diga…

Momento emoção: a personagem desaba para a enfermeira dizendo “Eu queria ser uma estrela!”

Stefani coloca a toca do hospital de ladinho como se fosse uma boina. A câmera vai se afastando e mostrando todo o hospital. Um piano toca a introdução de um tema erudito acompanhado de uma risada histérica. Um clima de insanidade toma conta de toda a cena: Gaga era parida!

Ainda com o mesmo som de piano ao fundo, vemos a personagem dançando balé. Essa cena tem dupla função: uma é a de memória, como se lembrasse das aulas de balé clássico e piano que fez, como quem se questiona de todo o esforço realizado em vão para chegar em certo objetivo. A outra é metafórica, uma menção ao filme Cisne Negro em que  personagem se destroi e “morre” enquanto perfeição para surgir poderosa com seu lado sombrio, uma boa alegoria a história que será narrada.

Este é o exato momento em que a vida começa a desmoronar. Nua, na cama, recebe a ligação de seu diretor gongando-a e a excluindo das atividades. Ao mesmo tempo, em outra cena, ela toca piano – também nua – dando todo o tom dramático da situação. Tadinha!

Daí a racha surta! Quebra tudo, rasga seus trabalhos, come como uma louca… Tudo alternado com uma música rápida e cortes ligeiros das cenas das aulas de balé demonstrando o devaneio da personagem frustrada com o “não” que a vida lhe deu.

Silêncio! Agora vemos a personagem na banheira pintando os cabelos de verde. Essa cena é muito importante, pois ela é a grande metáfora da mudança de rumo na história de vida da personagem: é nela que acontece a morte de Stefani e o nascimento de Gaga! É aqui que se inicia a grande reviravolta! Aliás, a figura da “banheira” está em vários trabalhos da cantora lembram disso, disso e disso? Agora faz sentido, né?

Ao fundo ouvimos, ainda acapella, os primeiros versos da música “Marry the Night”.

Então chega aquele momento que só quem já se montou sabe como é, o momento de encarar o mundo. Gaga se apresenta as pessoas! Ela aparece em um grande salão toda trabalhada nas tachas, nos strass, nos óculos exóticos, na make bapho, enfim, no ladygaguismo, e é observada DE CIMA por várias pessoas. Sabe-se que na linguagem audiovisual, quando um personagem é visto de cima, ele está sendo ou se sentindo diminuído, humilhado etc. É, portanto, o retrato do julgamento das pessoas que te olham condenando, rotulando-te de esquisito, de estranho. Engraçada a carinha de constrangimento da cantora e “para descontrair” ela fazendo aquele sinal que nós fazemos pro boy quando a gente quer fazer um keti neli.

Escurece. A noite, que é tão cantada na música, chega. O cenário é Nova York em estado de caos, com carros incendiados e espalhados pela rua e Gaga está num deles. Fuma, passa batom…  respira e se fortifica com os ares noturnos.

Adoro divas que fumam nos dias de hoje, pois fumar – com todas essas políticas de combate ao fumo e discurso de boa saúde que é veiculado – tornou-se uma grande subversão! Te amo, Max.

Os carros explodem e lá vem ela como um fenix ressurgida das cinzas! Ela dança e canta passionalmente em meio ao fogo dos carros e a água da chuva (interessante contraste). Seria como a clássica cena de “E o vento levou”, em que a personagem jura nunca mais passar fome, porém a promessa, neste caso, é a de ser uma das mais importantes estrelas da década custe o que custar!

Como dizia Ford “O fracasso é a oportunidade de começar de novo com mais inteligência e redobrada vontade”. E lá está nossa heroína de volta aos ensaios de dança, certa de que o sucesso só vem com muito trabalho.

Aliás, essa cena também passa a coreô todinah do refrão. Quem já tá doida pra aprender ela todinha pra arrasar na muatchy grita: “EU SOU BUNITAAAA!”. Vengentchy:

♫”Ma ma ma marry, ma ma ma marry, ma ma ma marry the night!”♪

Tá babado!

Ainda na aula de dança, Gaga sofre um bullyingzinho de alguns, faz amizades, ajuda uma companheira que cai a se levantar e arrasa com a galera! Ou seja, a mensagem que fica é que em sua caminhada em direção ao sucesso você tem que fazer amigos e ajudá-los sempre que preciso. Um ajuda o outro e todos se dão bem!

PAUSA DRAMÁTICA: conheço pessoas que matariam para ter esses sapatos altos sem salto toda trabalhado na pedraria! Né, Lu?!

Há uma rápida menção sobre a Gaga indo fumar no banheiro e depois jogando os cigarros fora, como que dizendo que a personagem parou de fumar para fazer sucesso. Na verdade, quem é fã sabe que essa cena refere-se ao fato dela ter parado de cheirar coca, pouco antes da fama. Sabe-se que ela curte apenas um baseadinho de vez enquando… (Bicha Maconheira curtiu isso).

Ao fim do clipe uma rápida sequência de cenas  com looks baphônicos de tirar o fôlego e outras fechações evidenciam que a transformação em Gaga estava completa. Eu fui morrendo aos poucos com esse muco e esse chapeuzão!

O ritmo da música está rápido e cria um clima de frenesi aliado aos cortes velozes.

Carros explodem ao ritmo das batidas e a cantora e seu grupo dançam nas ruas. Está em estado de graça. O passado e suas derrotas é destruído e um final feliz se anuncia.

Ela sai de casa com o teclado, entra em um carro e parte, na mão está anotado o endereço da gravadora que produziu – e produz – a cantora e um horário, ou seja, é o momento em que abandonou NY em direção a LA em busca de seu sonho, provalmente para uma audição. IUPIII!

FADE TO BLACK! Ao final vemos a imagem da Mommy Monster sentada em seu trono de glória cercada por fogo de todos os lados. Enfim, vitoriosa e sambando na cara de todos que não acreditaram nela! Happy End, darling!

E se você ainda não assistiu ao clipe, #ficaolink:

Espero que tenham gostado! Muah.