HÉTERO: 6 coisas que você não deve dizer aos LGBT’s


Não me matem! Fiquei de cama o fim de semana todo… testando a camisinha Origami… MENTIRA! Fiquei de ressaca mesmo.

ofensaTodos temos amigos héteros, né? Mesmo que não tenha, sempre estamos cercados deles no nossos âmbito social, uma vez que eles são maioria (sim, Silas Malafaia, eles são maioria, o mundo não é gay).

E se você convive com eles, deve observar o desconforto de alguns quanto a como tratar os gays. Tentam usar uma gíria ou outra pra se incluir (em vão, porque sempre soa falso), tentam chamar a gente de beesha pra mostrar que é do grupo (fica mais ofensivo que revolucionário) e muitas vezes acabam escorregando nos 6 tópicos abaixo.

Vamos enumerar comigo?

  •  “Nossa, eu nunca teria imaginado que você é gay, lésbica, trans, bi, fada do dente, entre outros)!”
Pareço agora?

Pareço agora?

Apesar de parecer um elogio, esse tipo de comentário dá uma impressão negativa ao estereótipo do gay que parece ser gay. Quando você usa essa expressão tentando elogiar alguém por não parecer gay, você diz indiretamente que parecer gay é algo ruim, ou que não parecer gay é melhor.

A melhor maneira de fazer esse elogio é usar comentários como: “Nem todos os gays gostam de Madonna” ou “Nem toda lésbica gosta de futebol”. Assim você não ofende quem gosta e critica o senso comum em vez da identidade do outro.

  • “Qual de vocês é o marido e a esposa da relação?”
Ninguém diz, mas eu que como.

Ninguém diz, mas eu que como.

Por mais que a intenção aqui seja a de saber quem é o passivo e o ativo (que eu acho que não interessa a ninguém que não seja amigo íntimo, afinal ninguém pergunta pra um casal hétero se a mulher dá o edi ou a racha pro marido), esse tipo de comentário dá margem para entender que a única instituição familiar válida é a tradicional.

E não é, PERIOD!

  • Para um transex: “Qual o seu nome verdadeiro? Como você se parecia antes dos hormônios?”
Você tá vendo algum Marcelo aqui?

Você tá vendo algum Marcelo aqui?

Extremamente ofensivo! Mas as pessoas insistem em perguntar a critério de curiosidade. O nome verdadeiro do transexual é o nome social que ele usa, é o nome com o qual ele se identifica.

A vida anterior dessa pessoa não corresponde com a identidade dela e é a fonte de todos os problemas de aceitação atuais, portanto, não deveria nem ser colocada em discussão.

Isso também vale pro “Você já tirou seu pênis/seios?”. PELO AMOR DE DADÁ, não façam essa pergunta ridícula!

  • “Porra, que pena que você é gay”
Um gif fora de contexto pra acabá cas beeshas

Um gif fora de contexto pra acabá cas beeshas

Pena pra você, bêu abôr!

Essa com certeza é na maioria das vezes acompanhada da primeira pergunta. É tipo um combo da ofensa. Isso dá a impressão de que existe algo ruim em ser gay, por que você lamentaria se não fosse?

Afinal, não vejo gay nenhum lamentando que você seja hétero… opa, vejo sim, só pra galã de cinema eu já devo ter falado essa frase umas 90 vezes.

  • “Eu tenho um amigo gay (lésbica, bi, trans) que você deveria conhecer”

bee

Isso quem mais fala são nossas mães e tias, num é verdade?

E toda vez que a gente pergunta “mas por que eu deveria conhecê-lo?”, elas respondem “Ah, porque ele é gay assim, que nem você!”. Não, héteros, ser gay não é uma característica de personalidade.

Nós não somos um grupo simbionte que divide os mesmos interesses e gostos pessoais, exceto o de gostar de piroca, mas eu não fico te apresentando outras mulheres só porque vocês duas também gostam disso.

affE vocês? Conhecem mais algumas frases típicas que ouvimos o tempo todo e incomodam pra cacete?

Tirando a parte de que ser gay é antinatural, que a Bíblia diz que vamos pro inferno, ou que queremos instaurar uma ditadura gay no Brasil.

Isso daí nem precisa comentar, dá logo um cartãozinho do Instituto Manassés que gente assim precisa é de tratamento.