Pedro Bial comanda “Na Moral” em defesa da união gay


Demorou, eu sei, mas é muita correria pra pouco tempo.

“E lá vem a noiva. Não. Lá vêm as noivas. O mundo está perdido ou o mundo está mudando?” Com essas palavras, Pedro Bial iniciou um programa diferente: duas noivas (Aline e Simone) no palco, se preparando para o casório a ser realizado ali mesmo, em rede nacional, para milhões de telespectadores.

Bial trabalhou com o conceito de família, acima de tudo. Conversou com os filhos, trouxe outros casais para o debate e, inclusive, mostrou a postura contrária de algumas pessoas, como por exemplo, o juiz Luiz Marques, que negou o pedido de conversão de união estável em casamento civil do estilista e ativista Carlos Tufvesson, titular da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (Ceds) da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Finalmente um programa de utilidade pública. Finalmente, os dois lados da moeda, um passo a mais pra evolução do Brasil. Pedro Bial conseguiu se redimir comigo.  A cerimônia foi celebrada por Maria Berenice Dias, ex-desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), atual presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família e um dos principais nomes na defesa dos direitos LGBT no Poder Judiciário.

Acho que nem todo mundo percebeu a importância desse compacto da Rede Globo, entretanto, foram os nossos 30 minutos de glória! Após anos de invisibilidade, a causa homossexual começa a ser inserida na casa das pessoas através da maior e mais poderosa emissora do Brasil. Beijo não teve, mas aconteceu a troca de alianças e votos (chorei litros), a celebração do amor de duas lésbicas, o fato de que uma família diferente também é família estava lá.

Pra fechar com chave de ouro, fica uma daquelas frases do Bial: “Hoje em dia, os homossexuais são os únicos que insistem em lutar pela instituição do casamento. E mesmo assim, ainda teimam em negar esse direito a eles”.

São Paulo registra 60 uniões de gays por mês


Mais de um ano após o Supremo Tribunal Federal legalizar a união estável de homossexuais, a cidade de São Paulo teve 720 registros entre casais do mesmo sexo. Os dados são do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB-SP), o levantamento foi feito em 26 cartórios do total de 32 existentes na capital.

A decisão do STF oficializou a união e fez a relação homossexual ser tratada como um tipo de família. Os casais gays passaram a ter o direito de receber pensão alimentícia, herança e serem incluídos em plano de saúde do companheiro, além de poder adotar filhos, fazer inseminação e registrá-los em seu nome.

Entretanto, meus caros, esses números não significam um aumento de registros. Pelo contrário, houve uma redução de 19% no registro pela união estável em um ano. No 26.º Cartório de Notas, que fica no Centro de São Paulo, o número de registros de união estável foi menor após a oficialização. Entre maio de 2010 e abril de 2011 o cartório registrou 221 contratos de união estável homoafetiva. Já no período entre maio de 2011 e abril de 2012, foram 179 documentos.

Fonte: Jornal da Tarde

Quer casar? O Babado Certo te ensina como…


Casamento entre pessoas do mesmo sexo já é realidade em nosso país. Sabe por quê? Porque existem brechas legais que permitem a conversão da união estável em casamento, com os mesmos direitos e deveres que um casal heterossexual chamadas jurisprudências.

Se a senhora não sabe porque esteve enterrada (ui!) em um túnel no Chile nos últimos meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reconhecer a união estável para gays neste ano. E poucos sabem, mas não existe um impedimento legal para se converter uma união estável em casamento além da vontade dos envolvidos. EEEEEE!

Siga os passos:

1. Consiga um amor. Alguém que você queira dividir a escova de dentes e acordar do ladinho para sempre. Todas juntas: “OOOOOWWWWWWWNNNNNNNNN!!!!”

2. Faça o contrato de união civil. Em cartório!

3. Viva feliz! O casal tem que ter uma “convivência pública, contínua e duradoura com objetivo de constituição de família”.

4. Pegue seu contrato de união estável, mais outros documentos que comprovem a união e/ou testemunhas e procure um advogado e faça com que ele peça a conversão.

5. Case!

6.  “Que seja eterno enquanto dure este amor, que dure para sempre…”

Veja mais informações de procedimentos e documentação no site do Mix Brasil.

PM capixaba é o primeiro do país a oficializar união homoafetiva


O policial militar, Darli Manoel Manenti de Souza, 48, é o primeiro policial militar do país a oficializar, perante a Justiça, uma união homoafetiva. Antes que a decisão do Supremo sobre a união estável entre pessoas do mesmo sexo fosse aprovada, conseguiu ter Antonio Pereira de Souza, 48 anos, como seu dependente.

Sobre o preconceito, o cabo conta que no início sofreu preconceito, mas hoje a frente do grupo de teatro da instituição e há 24 anos na corporação, diz que a situação é diferente.

“Todo mundo sempre soube da minha situação. As pessoas aprenderam a me respeitar porque, acima de tudo, sou policial e tenho orgulho da profissão que escolhi”.

O casal, promete uma festa com tapete vermelho e 300 convidados. No convite, as cores da bandeira gay. Arrasa, bee!

P.S: Juro que não sabia que a Polícia Militar tinha grupo de teatro.

Casais gays poderão incluir companheiro no IR


Hoje, o dia foi cheio!! Depois do Amazonas legalizar a união estável entre casais de mesmo sexo , agora WE  (nós) poderemos também, declarar o parceiro (a)  como dependente do IR (Imposto de Renda). Para isso, o casal deve estar junto, embaixo do mesmo teto, com escovinha de dentes no mesmo copinho, por mais de cinco anos para conseguir a inclusão.

“O direito tributário não se presta à regulamentação e organização das conveniências ou opções sexuais dos contribuintes.  “A afirmação da homossexualidade da união, preferência individual constitucionalmente garantida, não pode servir de empecilho à fruição de direitos assegurados à união heterossexual”, diz o documento.

Atualmente, sem contar o Amazonas, todos os outros estados brasileiros ainda não reconhecem a união estável entre pessoas do mesmo sexo, mas a Justiça  tem concedido a esses relacionamentos o mesmo tratamento legal dado aos casais heterossexuais.

Vou me mudar para o Amazonas e pra comemorar dançar boi bumbá até o sol raiar!!

UPDATE: Para incluir o companheiro na declaração do imposto de renda basta atender aos mesmos critérios da Receita Federal para união estável de casais hts. A declaração deve ser feita em conjunto incluindo os rendimentos do companheiro.