Constrangimentos pós-armário


Super discreta.

Ah, quem já fez seu outing sabe o quanto é libertador sair do armário. Você pode enfim deixar as coisas às claras com os amigos e familiares, contar sobre relacionamentos, lugares e situações sem necessidade de mentir. O problema é que antes de arrasar trelíssima na pinta depois de sair do closet,  você já teve que dar muitas voltas para trucar em outras ocasiões sua viadice. E a memória do povo é boa.

Eu e meus amigos rimos até hoje de quando eu entrei na faculdade e era enrustido. Eu contava meus relacionamentos adaptando as histórias. Quem era homem virava mulher, dar virava comer, etc. As histórias ficavam meio absurdas e se cumpria aquele pacto social “você finge que é verdade e eu finjo que acredito”.

Nossa, para minha mãe eu era o top dos tops na BlowUp (boate hétero de Vila Velha) porque eu dizia para ela que sempre ia lá e deixava subentendido que era para pegar gatchynhash. Mal sabia ela que eu já praticamente fazia ponto na Move Music de tanto dar close lá.

Era só virar a esquina…

Um amigo me contou que na escola passavam a revista de mulher nua entre os meninos e ele ficava lá fingindo que curtia, até fazia aquele barulhinho de pneu furado para ser convincente: Shhhhhhhhhhlipt!

Fora quando a guei para parecer autêntica pega racha: depois que todos descobrem, vira piada! Teve uma amiga minha que ficou com três beeshas enrustidas que depois se assumiram. E ela ficou com má fama, pobrezinha… Mas não era culpa dela, sabe como é, comunicação social…

E você, já inventou histórias absurdas para camuflar sua sexualidade? Fala a verdade, conta pra tchytchya!

Periquitex


Essa é pra você que faz o truque e fica mais preocupada que mulher com absorvente de má qualidade. É a sunga que divide os ovos, é o pinto que desce pelo canto da calça, sem contar o “pacote” atrás que fica parecendo racha de cadela no cio.

Mas agora você não precisa mais se preocupar, porque chegou o Periquitex! Ele ajuda a trucar a mala e de quebra te deixa com um capô de fusca maravilhoso! Cata:

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Não é revolucionárioammm?

Tchynna vai táxi para o Rio!


É travesti, é bagunça?!

Para tudo agora! Gritei para o taxista. Tirei uma nota de 20 e disse não precisa de troco. A corrida tinha dado 27 reais. Era muito truque, mmuuuuito truque. Assim, eu, Tchynnosa Penedo, chegava para mais um fim de semana no Rio de Janeiro. A amiga já me ligava de minuto em minuto preocupada com meu atraso. Eu falava o nome das ruas e ela não sabia onde eu estava. Eu conheço relativamente bem o Rio, mas nada ali me era familiar. O taxista do aeroporto achou que eu era idiota, quis me passar a perna. Tadinho, Tchynna Penedo é bagunça! Pedi informação para uma louca que passou na hora e ela disse: Você está na Praça Seca! Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii??? Como assim???? Liguei para minha amiga e ela ficou chocada ao triângulo de Linus Pauling. “Tchy, você está muito longe”. Prendi meu cabelo, respirei fundo e anotei as instruções para chegar ao endereço certo na Gávea. Fiz sinal para o táxi, entrei sem dar boa noite e já fui pedindo para diminuir o ar condicionado. Quando olhei para cara do taxista… Demorei dois dias para chegar na casa da amiga e foi só para dar um oi! Amo aquela cidade!!! Depois conto o resto!