True blood é eleita a série mais gay da tv!


Eric dá "uns pega" em Talbot

“True Blood” foi eleita o programa mais gay da televisão americana. A série foi escolhida pela GLAAD, Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação, na premiação “Where We Are on TV”.

Devido ao seu grande número de personagens gays, são seis ao todo, entre eles Lafayette (Nelsan Ellis), Talbot (Theo Alexander) e Eric Northman (Alexander Skarsgård), True (Gay) Blood ganhou destaque. Já a emissora ABC foi reconhecida por ter sete programas LGBT em suas produções, representando 7,2% do total de seus personagens.

O relatório ainda mostra um aumento no número de personagens representando a diversidade sexual na TV dos USA, depois de dois anos em declínio, com uma soma de 35 personagens este ano.

A metáfora gay em True Blood


Recentemente, comecei a ver a série americana vampiresca True Blood. Tô no início ainda, terminei de ver a primeira temporada. Entretanto, a série me fez me identificar enquanto gay em alguns ciclos sociais.

Na série, os vampiros depois de milênios vivendo escondidos decidem se revelar ao mundo e querem se integrar a sociedade com todos os direitos civis do não-vampiros (digamos assim). Durante muito tempo a situação do homossexual foi bem parecida, vivendo em guetos e em armários simbólicos os gays em muitos casos não eram “vistos”. De um tempo para cá o movimento LGBT luta pelos direitos da classe e tenta conquistar direitos iguais aos dos héteros. A maior aceitação da diversidade (promovida pela adaptação do sistema capitalista como eu já disse aqui) fez com que houvesse um boom nas grandes metrópoles fazendo com que os gays “aparecessem” causando um frisson social próximo ao que acontece na série com os vampiros. Senti isso num churrasco que fui recentemente com meu companheiro. Quando adentramos no recinto (como acontece com o vampiro Bill em Bon Temps) era visível um certo alvoroço, um tititi discreto.

Ainda não sei muito bem o que pensar, por exemplo, de pessoas que vem e fazem questão de dizer que lidam super bem com gays e que tem colega-amigo-primo-vizinho que são do babado, tentam puxar assunto usando artificialmente nossas expressões típicas e fazem mil comparações entre os relacionamentos. Engraçado muitas vezes eles tentarem mostrar-nos como superiores, tipo “gosto de gays porque são sinceros” ou “sensíveis” e etc.

Super discreta...

Sempre desmistifico dizendo que a orientação sexual é só uma coisa voltada pro desejo e não um padrão de comportamento e personalidade fechado, apesar dos estereótipos. E quando toca Lady Gaga ou YMCA? Eles ficam esperando fazermos algo!!! De maneira geral, faço a discreta só de sacanagem pra frustrar suas expectativas preconceituosas. Afinal, se eu quisesse mesmo chamar atenção ia usando sunga de crochê, pochete, blaser de ombreira, óculos new wave, ensaiando passos de lambada na ilustre companhia de Beto Barbosa…

No fundo, assim como o Bill, gostaria de, com minhas peculiaridades (sexuais, no caso), só ser mais um casal nos eventos heteronormativos, mas de qualquer forma entendo e respeito a curiosidade pelo “diferente”. O respeito e inclusão já é um passo gigante, não é mesmo?