Me deram a Elza!


Antes de qualquer coisa, quero agradecer ao pessoal da Space Pub pela solidariedade diante do acontecimento de ontem. Por mais que alguns leitores venham me dizer que eles deveriam ter feito mais do que fizeram, eu não concordo e acho que tudo que estava ao alcance deles foi feito. LinaBella, tadinha, tendo que ser bem humorada diante daquele desastre, mas tirou de letra, como sempre, parabéns!

Agora vamos ao bafo. Como a maioria das senhoras aqui sabem, eu fui comemorar meu aniversário na Space Pub, chamei todos os meus amigos e foi super divertido, até umas 2:30 da manhã.

Fui até minha bolsa, que estava guardada numa salinha escura atrás da área de fumantes, e a encontrei aberta. Achei estranho, mas comecei a procurar pelo meu porta-níquel, uma bolsinha rosa onde guardo meu dinheiro. Havia sumido!

Poucos minutos depois subi no palco e falei do acontecido, esperando que alguém encontrasse minha bolsinha pelo chão… encontraram… mas não me devolveram, e ainda tiveram a audácia de deixar minha bolsinha  aberta e vazia em cima da mesa na área de fumantes. Como se me mandasse a mensagem: “É, Max, você pediu pela bolsa, não pelo conteúdo”

Sobre o sociopata que furtou a bolsa, eu nem tenho palavras pra expressar o nível de mau-caratismo dessa ordinária. Inclusive, o que me magoa não é nem o fato de eu ter sido furtado, isso acontece o tempo todo, mas sim o fato do ladrão ter feito uma piada com a situação num dia que eu deveria estar comemorando junto com os meus amigos e leitores. E pior, roubar logo a mim?

Se estivesse numa boate hétero, tudo bem, mas numa boate gay, onde as minorias se encontram para compartilhar uma mesma característica criticada pela sociedade, uma pessoa rouba os pertences de outra, sabendo de quem são, e sendo essa outra pessoa um militante que dá a cara a tapa diariamente para lutar pelos direitos de todos daquela boate, inclusive da bee que me furtou… é muita maldade, não tenho nem um adjetivo para caracterizar a mente doentia desse sujeito.

Entretanto, não se sintam excluídas da minha mágoa, porque eu, quando subi no palco, pedi que cada uma olhasse para os próprios pés pra procurar a bolsinha, e 90% da boate NÃO moveu a cabeça e continuou olhando pra minha cara, no mais puro sadismo de me ver naquela situação. E eu pergunto, a troco de quê? A troco do prazer de ver a Max, que está sempre feliz e entrando de VIP nas boates, se fodendo uma vez na vida?

Fiquei muito humilhado com toda a situação, mas principalmente com a falta de corporativismo de bee’s que, minutos antes, me deram feliz aniversário, disseram amar o blog e colocá-lo como parte fundamental da comunidade LGBT do Espírito Santo…

Trabalho 24 horas no Babado Certo sem nenhuma remuneração, fiquei triste por receber tantos elogios, de me considerarem tão importante na cena capixaba, por lutar até mesmo por aquelas que anos atrás viravam o nariz para mim, e quando senti a necessidade de um feedback, a maioria simplesmente cagou na minha cabeça.

Mas é claro que nem todas as gays foram egocêntricas como a maioria, vieram falar comigo, se solidarizaram, encheram o meu bolso de ficha de bebida, uma gracinha. E são nessas pequenas atitudes que a gente observa que mesmo sendo a comunidade LGBT desunida ainda existem aquelas pessoas que inocentemente pensam no bem comum.