Afroreggae vai além do arco íris


O Grupo AfroReggae é uma ONG que luta pela transformação social através da cultura e da arte. O objetivo inicial do AfroReggae era a mediação e integração com a população afro-brasileira, atuando principalmente na comunidade de origem de seus membros, Vigário Geral.

Depois de ir às ruas e descobrir em meio a prostituição histórias de violência e rejeição, o grupo criou o projeto chamado “Além do Arco Íris”, que se propõe a oferecer para travestis verdadeiras oportunidades que vão desde o trabalho até o sonhado respeito à diversidade.

Hoje o Afro Reggae já atua em seis comunidades: Vigário Geral, Morro do Cantagalo, Parada de Lucas, Nova Iguaçu, Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro. Você também pode ajudar oferecendo emprego ou capacitação.  Fale com Daniela Pereira e João Paulo, coordenadores do projeto, através do telefone: (021)3095-7200 ou pelos e-mails: daniela.pereira@afroreggae.orgjoao.paulo@afroreggae.org ou empregabilidade@afroreggae.org

Fontes: http://migre.me/eEXOn

“SENAS” da noite capixaba #21


Aconteceu num butequinho pé-sujo da periferia da Grande Vitória já há algum tempo. Estavam duas travas socializando quietinhas no canto delas, quando um cafuçú magia-negra de meia-idade mal encarado, virou pra uma delas e gritou:

– Viado, vem cá!

A trava olhou com a aquela cara desconfiada, mas solícita.

Ele virou pra mona e gritou apontando pra si e pro amigo:

– Paga uma cerveja pra gente, baitola!

-Oi, gato?

– Paga uma cerveja pra gente, bicha, tô mandando!

“É claro”, respondeu a trans.  E foi indo até o bar…

A trava pediu uma lata de cerveja e dois copos. E entregou na mesa do cacura. E ele:

– Me serve, vadia, me serve!

A trava toda presenteira abriu elegantemente a lata e divamente serviu o copo dos dois caras. E o véio, não satisfeito, ainda completou falando com ar vitorioso para o amigo:

– Tá vendo, é assim que trata viado!

Pra que, bicha?! A travesti rasgou com as mãos a latinha vazia que estava segurando, criando uma navalha improvisada e desferiu um golpe certeiro na cara do homem. Viado, quem estava lá diz que foi uma das cenas mais medonhas já vistas! Espirrou sangue pra tudo quanto é lado. A pele se partiu e expôs a parte interna da boca; pela bochecha dava pra ver dentes e a língua do abusado. O corte foi tão profundo que as ligações do maxilar se romperam e o queixo ficou pendurado de um lado. Claro, acabou todo mundo na delegacia…

E se esse tiozão aprendeu alguma coisa naquela noite foi:

Apenas…

…não mexa com as travas!

E foi ruim?!


As travas reinando no blog esta semana, né? Bobagê, todash somos um pouquinho trava porta-de-cadeia e GRITAMOS a cada novo jargão, a cada novo meme. Você conhece as guei do babado certo por não entender o que elas falam de tanta citação de vídeo de trava que elas falam, de tanta piada interna. Não são bichinhas com roupas de mulhérr, são travestis! Pra elas cadeia é hotel, policias são garçons, beu abôr.

Veja a última a ganhar nosso coração:

[youtube.com=http://www.youtube.com/watch?v=rjauCS0vg9g]

Amém, irmãs?

Já adotei liiiiinda:

– E aí, foi bom para você?

– Foi óóóóótimô…

Um beijos pra quem é traaaavestchy! MUAH!

Nasce mais uma diva!


Eu não vou nem comentar nada, porque eu estou nervosíssima com essa trava Elza Soares que acabou de estourar no Youtube (ignore a ladainha homofóbica desse jornalista):

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=J-Cn-M4SpuY]

– “E o programa, quanto é?”

– “Não te interessa, você vai fazer programa comigo?”

Hahahaha ma-ra-vi-lho-sa com seu megahair de vários salários mínimos.

Dica do Aloisio Venturim

D’A Tribuna #1: A trava valente


Hoje (19/04), editoria de ‘Polícia’, página 23:

Clique pra ler ampliado!

Oh, Ganesha, até quando esses véio vão usar a velha desculpa do “não sabia que era homem”. Tá certo que tem trava que é super feminina, mas vão fazer um favor, né? Orla de Itaparica, em Vila Velha, é conhecida como ponto das travestis, especialmente ali perto do antigo Playboy Motel e do Dunas Motel.

Amigos jornalistões de ‘A Tribuna’, vamos mudar este título? Vou até dar sugestão:

Descobriu Pensou que travesti era bagunça e ainda e por isso apanhou

Não precisa agradecer.  Se quiserem me contratar, tsá?

“SENAS” da noite capixaba #12


Quem nunca? É tendência!

Pode duas “senas” seguidas?

Um blogueiro gay de nosso estado, saiu ontem em seu bairro em Vila Velha para confraternizar cazamigas e ficou sabendo de algo inusitado que acabara de acontecer. Seus amigos estavam em um bar quando uma senhora chegou avisando de que uma “mulher” nua estava indo pra lá gritando. Todos, claro, correraram até a frente do bar para ver.

Ela veio se aproximando locona e quando chegou ao local, subiu em um carro estacionado e ficou sensualizando, toda “se querendo”. As bees logo cataram que não era racha e sim uma trava, pelo peitinho em crescimento, próprio do hormônio, ainda que ela, mafiosa, tenha trucado zuuuuper bem a mala numa micro calcinha de biquini.

Um amigo da trava apareceu depois, toda cabisbaixa e falou para mim, quer dizer, para a blogayra e seus amigos que a coitada havia sido presa. Ele afirmou ainda que provavelmente colocaram (rs) alguma coisa na bebida dela a mais do que ela já consumiria normalmente. Foi babado!

Passiva com passiva dá risada… será?


Aproveitando que vocês receberam muito bem meu post sobre as passivas mafiosas, vamos continuar a falar sobre essa misteriosa relação entre as cascavéis (com acento mesmo porque eu adoro ditongo aberto).

Reza a lenda que amiga de passiva é sapa, sim, porque do jeito que as sexualidades estão volúveis atualmente, nem os boys das rachas héteros estão imunes à Gangue da Surra de Bunda.

Eu tenho apenas duas amigas passivas… tsá, tenho várias, e como a Dé está morta (vulgo, namorando), das que saem pra pegação comeego são só essas duas: Ariadna e Anwar.

Anwar é a passiva mais peculiar que eu já conheci, não dá pinta (NUNCA, e olha que é difícil eu dizer isso), fala grosso, anda, se veste e se comporta como um típico agá-tê. Mas é tão passiva, tão passiva, que se o boy pegar no pau dela periga dela arrancar um pedaço da mão do bofe com o dente.

Ariadna já é a famosa bee nervosa. Daquelas que roda o rock atrás de neca, visita banheirón, sensualiza com canudo de refrigerante e tem como hobby furar o olho das amigas. O fato de você pegar alguém, mesmo que ele seja a representação física do diabo, já é motivo pra ela catar também. Competitiva.

Entre mim e a Anwar nunca aconteceu de pegarmos os mesmos caras, afinal, nossos gostos são muito diferentes. E quando eu digo diferentes é MUITO diferente, os homens que ele pega eu tenho nojo, e vice-versa. Já a Ariadna tenho que ameaçar de morte pra ela não pegar.

Isso tudo me fez pensar numa lista de tipos de amizade (Best Friend, não foda-amigo, okay?), usando a preferência das gays na cama, afinal, todas as nossas relações sociais são baseadas na possibilidade ou não de se fazer sexo com o outro, néam?

Então vamosh lá:

Upa!

Passiva X Ativo: É a típica amizade de homem com mulher feia, só consegue ser amigo porque não pegaria nem amarrado. Pra todo mundo eles vão falar que é porque um não faz o tipo do outro, mas na verdade são despachos de macumba uma pra outra.

Ativo X Ativo: Total camaradagem, os dois têm o koo quadrado, cheio de espinhos e com o sistema de alarme da Área 51. Sem sexo, consequentemente, amizade 100% verdadeira.

Versátil X Ativo: Conseguem ser amigas de boa, mas certeza que se o versátil ainda não pegou, tá doido pra fazer isso só pra tentar converter o bofe pra versatilidatchy, afinal, versáteis só trabalham na base do troca-troca de favores.

Passiva X Passiva: Pff, a amizade reina, fazem tranças no cabelo uma da outra, falam mal de homem, se montam juntas e sentam na mesa do Cochicho da Penha pra gongar as pintosas. Quebram louça de vez em quando só porque são apaixonadas pela cultura matrimonial da Grécia. Mas fiquem ligadas! Se uma das passivas tem o jeito Ariadna de ser, é cilada, Bino!

Versátil X Versátil: Uma bagunça, são brothers ao mesmo tempo que são amigas de colégio que trocam figurinha da Hello Kitty. Já tentaram se pegar, mas não deu muito certo porque as duas ficaram horas no “zerinho ou um” pra ver quem seria ativa primeiro.

Todas as gays X Héteros: A amizade desenvolve, mas se o hétero for bonito a gay vai ficar mais esperta que um Lince da Montanha, só esperando qualquer mínima pinta que demonstre que o HT queira “experimentar pra saber como é”. Afinal, nós gays pegamos mulher direto e sabemos muito bem que experimentar não muda nossa sexualidade.

Passivas + Ativos + Versáteis X TRAVAS: Rainha, diva, poderosa… e nem ouse dizer o contrário!

Antes que me apedrejem dizendo: “Ai, Max, eu não sou assim”, eu digo que escrevi isso levando em consideração os estereótipos que vocês criaram nos comentários do blog. Então, se você é uma bee clubberübervintagepophipsterchicleteiradeportoseguro, desconsidere a comparação.