A grande descoberta.


E no meio dessa confusão… Me descobri trans. Se bem que no fundo, no fundo, eu já sabia. Quando criança, meu lugar nunca fui ao lado das mocinhas comportadas do colégio. Anos a fio de reclamação por parte da minha mãe que não conseguia entender o motivo de uma calça jeans ser muito mais confortável que aqueles vestidos e apetrechos femininos. Mas com o tempo perdi minha autonomia, por pressão da família, é claro. Até ontem, eram a coisa mais importante, mas chega uma hora, um limite, em que não dá pra se fingir de tonto e não perceber que é desconfortável viver de aparências.

E assim, após um belo dia de stress, cortei meus cabelos. Nunca havia radicalizado tanto no corte, ouvi uma palestra da minha mãe, mais um monte dos mais próximos, mas me senti bem. A chateação tinha passado e eu até me sentia bem com meu corpo novamente. Eureka! Durante uma conversa com um grande amigo, foi ficando claro (quase transparente) a forma como eu havia mudado e como essa mudança me fez bem.

Um resumo, bem resumido que serve de explicação pra muita gente. Então, amados, com todas as letras: Sou transexual, sou babado certo e sou feliz. Continuo aqui, apesar das idas e vindas da vida. Grande abraço e até mais!

[+18] Transhomens em vídeo francês pró uso de camisinha


Incrível e super ousado este vídeo publicitário com transhomem a favor do sexo seguro na França! Afinal a sexualidade humana é muito mais complexa do que o clássico papai-mamãe, papai-papai, mamãe-mamãe, não é mesmo? Este eu achei tão moderno, tão prafrentex…

vídeo trans

Clique sobre a imagem para assistir.

Para quem não sabe, mesmo estando muito bem claro no vídeo (rs), tem um texto muito legal no “Do que os gays gostam” explicando direitinho o que é um transhomem, leia.

O que eu mais gosto das pessoas trans, é que elas pegam nossas verdades e certezas engessadas sobre sexo, gênero e sexualiadade e fazem assim com elas:

Becoming Bernardo: Transex capixaba relata sua transição


Sempre achei lista de e-mails uó, mas depois que me juntei ao Fórum Estadual, Grupo Plural, entre outros, venho recebendo muita informação boa, acho importante a divulgação e participação nesss movimentos. O blog pertence a um transex capixaba que está em período de transição de garota para garoto

Bernardo Ribeiro, 20 anos, capixaba. (…)  Esse blog é um registro das mudanças físicas e psicológicas que acontecem comigo durante a hormonização. Comecei o tratamento hormonal no dia 11 de maio de 2012. Quem quiser saber mais, pode me perguntar qualquer coisa, ler essa entrevista que fala bastante sobre minha vida ou dar uma olhada nas perguntas frequentes.

Esse tipo de publicação não é comum e por este motivo torna-se tão importante para nós, este relato pode ser considerado serviço de utilidde pública. Quantos meninos e meninas, ao ler esse tipo de texto consegue enxergar que não é diferente, qu não está sozinho. Só digo uma coisa: ACESSEM, ACESSEM e ACESSEM!É só clicar AQUI.

Brasileira passará por operação de mudança de sexo no SUS


Xande, primeiro trans a passar por cirurgia pelo SUS.

Alexandra Peixe dos Santos, mais conhecida como Xande dos Santos, militante LGBT e um dos organizadores da Parada Gay de Sampa,  será a primeira mulher brasileira a passar pelo procedimento de mudança de sexo através do SUS. Este será a primeira cirurgia de transição female-to-male, ou no bom português, do sexo feminino para o masculino, o caso inverso já é realizado desde 2008.

A cirurgia está marcada para o início do mês de Abril, e do centro cirúrgico, Xande sairá sem útero, ovários e trompas. Depois, em data ainda a ser definida, passará pela retirada das mamas. Cada intervenção para retirada dos órgãos reprodutivos femininos (histerectomia total) e da mama (mastectomia) custará ao governo 717,90 reais e 462,80 reais respectivamente. Muito antes da cirurgia, o transexual deve passar por exames físicos e psicológico para saber se está apto à mudança, além de tomar alguns hormônios controlados.

“Desde criança, me entendo como menino”, diz Xande. Cedo, refutou o nome Alexandra: preferia Júnior. No primeiro dia de aula, foi parar na fila dos meninos. “Eu não entendia por que meu lugar era junto às meninas.” A escola, aliás, foi o principal palco do descompasso com o corpo nos primeiros anos. Nas aulas de educação física, queria compor o time de futebol – exclusividade masculina. “Era difícil até mesmo ir ao banheiro: a qual eu deveria ir?”, lembra.

A partir da adolescência, com as mudanças próprias da fase, tudo se complicou. Com um instrutor de uma academia de ginástica, teve acesso a hormônios masculinos, que engrossaram a voz, interromperam a menstruação e fizeram nascer pelos no rosto. Sem a devida orientação médica, acabou impondo mais dor ao corpo que queria transformar. “Tomei doses excessivas de hormônios e sofri dois derrames em menos de quinze dias”, conta.

Para a medicina, a cirurgia também é o desenlace de um drama. Em 1975, quando a primeira operação desse tipo veio a público, o médico responsável pelo feito, o cirurgião plástico Roberto Farina, chegou a ser condenado por lesão corporal grave, enquadrado no Código Penal Brasileiro. Quem quisesse se submeter ao procedimento, portanto, tinha de fazê-lo de forma clandestina, ou viajar a países com tradição no assunto, caso de Tailândia, Grã-Bretanha, Marrocos e Equador.

Mas a demanda pelas intervenções fez com que os profissionais de saúde paulatinamente repensassem suas posições.  Em 2002, a prática deixou de ser experimental. Por fim, em 2008, o Ministério da Saúde deu ao tema status de questão de saúde pública, ao assumir os custos da cirurgia de mudança de sexo entre homens e, no final do ano passado, entre mulheres. É o fim de um ciclo.