Minha primeira transfobia: E que comecem os jogos


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Bem, como a maioria dos leitores aqui já perceberam pela minha foto nova, eu estou transicionando e amando os resultados. Acontece que eu queria mostrar, principalmente pras meninas que ainda não criaram coragem pra começar a terapia, que nem tudo são peitos, OPS, rosas, nem tudo são rosas.

Existe muita gente calhorda solta nesse mundo, principalmente na internet. Hoje, fui obrigada a descobrir por acaso que um grupo de Hentai (tal de Hentai Brasil 2.0) estava usando meu perfil e minhas fotos numa postagem na qual eles tentavam descobrir qual era o meu sexo.

Fiz prints, observem:

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Quer dizer, é sempre a mesma história, o que você tem no meio das suas pernas (ou o que simplesmente nasceu lá, mesmo que tenha tirado) infelizmente vai te perseguir pelo resto da sua vida, independente das pessoas admitirem que não vêem um homem quando olham pra você, ter um pênis (ou ter tido um) é motivo o suficiente pra tudo isso ser ignorado.

O pior é que isso não é só com quem tá começando, acontece o mesmo em casos absurdos como o da transexual perfeita que foi flagrada com o Romário e teve de ouvir a declaração de que “Ela é minha camarada, minha parceira, mas eu gosto é de mulher”.

E ela é o quê, porra, uma capivara?

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Lamentável…

A última pessoa do print foi a única que me defendeu no post e, portanto, é a única que merece o direito ao anonimato.

O resto, fiquem à vontade para procurarem os perfis nos seus respectivos Facebooks e mostrarem TODO O SEU AMOR por gente preconceituosa.

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Female to Male – O gueto da Transexualidade


Sempre quis postar sobre transexualidade aqui no blog, mas não a transexualidade habitual que toda bee pintosa já cogitou ser um dia para fugir do preconceito.

Me interessa a transexualidade feminina, aquela sobre a qual pouca gente fala, uns preconceituosos mal consideram que existe e é citada na maioria das vezes como apenas uma lésbica masculina.

Fiz uma entrevista com uma menina que ainda não começou a modificar o corpo. Ela me contou como determinou o que era, o que faz para enfrentar o preconceito da sociedade e, pasmem, o preconceito consigo mesma. Vamos nos informar um pouco?

Segue o texto dela na íntegra (que é bem grande, mas muitíssimo interessante, vale a pena tirar uns minutinhos pra ler):

O que é:

Bem, a transexualidade ou (disforia de gênero) é uma condição na qual a pessoa se identifica psicologicamente como sendo do gênero oposto ao seu sexo biológico, sendo perturbador o suficiente a ponto de o individuo necessitar adequar seu corpo à sua mente.

Uma vez feita a mudança, a pessoa deixa a condição transexual e passa a assumir o gênero que se identifica. Vale lembrar que existe uma diferença entre transexualidade e travestismo.

Travesti é a condição em que a pessoa se identifica com as roupas, acessórios e etc do gênero oposto ao seu sexo biológico, porém não sente qualquer aversão ao seu corpo. Podem até fazer algo pra tornar mais semelhante ao sexo oposto (colocar silicone, cortar ou deixar o cabelo crescer), mas se sente ‘muito bem e obrigado’ como estão, sem retirar ou por nada ‘lá embaixo’.

Quando descobri:

Faz pouco tempo, coisa de aproximadamente dois pra três anos.

Clique aí embaixo para continuar lendo…

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A erotização de transexuais femininos por homens heterossexuais


Este vídeo foi retirado de uma palestra da professora Nina Arsenault do programa de estudos de Diversidade Sexual da Universidade de Toronto. O vídeo é uma ótima ferramenta para desmistificar um pouco o tema “transexualidade”.

Nina Arsenault é conhecida e aclamada por sua “transdiciplinariedade” na arte, tendo trabalhado com apresentações ao vivo, fotografia, vídeos e apresentando seu trabalho na mídia de massa, onde explora a sua contínua transformação psicológica e física. A transformação de Nina, a metamorfose plástica que envolve a sua transformação de homem em mulher, incluí até hoje 60 cirurgias, e a sua vida pessoal foi tema de diversos documentários nacionais e internacionais para televisão, revistas, rádios, jornais e revistas.

Em 2005, Nina tomou controle da sua própria voz e imagem em uma série de artigos autobiográficos, escritos como muito humor, intimidade e provocação, publicados em sua própria coluna: T-girl na revista canadense Fab!

Estas crônicas contam suas experiêcias com as cirurgias plástica, a vida de garota de programa e romances com homens heterossexuais que são apaixonados por transexuais, os chamados T-lovers. Nina também chegou a escrever para diversas mídias impressas canadenses como o jornal The National Post, a revista Now Magazine entre outras publicações. Seus provocativos artigos são leitura obrigatória em diversas universidades canadenses para os cursos de sociologia e estudos da sexualidade humana.

Em 2007 Nina foi agraciada com o título de Membro Honorário na Universidade de Toronto, junto ao programa de estudos de Diversidade Sexual.

Para as bilíngues: http://ninaarsenault.com/

Como ter sua própria vagina


Gente! Como eu amo meus leitores e as suas dicas de novos posts!

Quem nunca passou pelo drama de querer vestir aquela calça embalada a vácuo e viu o pinto se dividir em mais pedaços que a Eliza Samúdio? E por mais que você mexa e mexa, ele nunca fica na posição correta!

Pois seus problemas chegaram ao fim, corre na geladeira, pegue o tubinho de super bonder e vem comeego!

(Parece ser pornográfico, mas não tem NADA de pornografia ali, é tudo ilusão de ótica)

Lembrando que vocês não devem fazer isso em casa, por mais que a técnica não impeça a senhora de fazer xixi, eu fico pensando em como isso vai descolar ou no que vai acontecer quando você ficar excitada.

Mas aí você vem e fala: “Soltar pra quê, Max? É uma vagina eterna!”. Uhum, vai nessa, deixa dois dias esse monte de dobra colada sem conseguir lavar direito pra você ver se não nasce até bicho aí dentro.

Dica do @pabps

“Transtorno”(?) de Identidade de Gênero


Com Ariadna no Big Brother Brasil 11, a transexualidade está na boca do povo. E, diante da saída da transex do BBB, percebe-se que o povo ainda não está muito à vontade com a presença de um transexual em seus lares.

Lendo um texto do Dr. Marcelo, o psicológo urso do BBB, encontrei três vídeos muito interessantes que falam sobre esse assunto, e acho válido dividir com vocês. Assistam:

PARTE 1:

PARTE 2:

PARTE 3

Via Globo.com