Transfobia: Uma realidade mais que real


Karem ou Cacá, só não é mulher no papel.

Cacá só não é mulher no papel.

Karem ou Cacá, é moradora e paneleira num galpão em Goiabeiras, Vitória/ES. No final do ano passado, sua matrícula foi recusada para um curso do Programa Nacional Mulheres Mil, realizado no IFES, e voltado para paneleiras. Foi recusada pois, para os órgãos oficiais, Carlos Alberto da Vitória, nome masculino é o que consta nos documentos da transexual.

Maria José, educadora que coordena o curso no campus Vitória, tentou a inclusão de Cacá até na coordenação em Brasília, mas sem sucesso. A solução veio do IFES que, com recursos próprios, decidiu oferecer para Cacá não só o curso, mas a mesma bolsa que as demais alunas receberiam.

Entretando, Cacá declara: “Fiquei chateada. Nunca imaginei que seria recusada”, conta. As amigas não queriam que ela desistisse, optou por não fazer o curso. “Quando eles decidiram já estava muito em cima da hora. Não tinha nem como conseguir os documentos”, lembra.

E o que Tieta, no ápice de sua sabedoria em 1989, tem a nos dizer sobre isso??

Recusar-se a garantir que pessoas transexuais sejam tratadas da mesma forma que as outras pessoas é uma forma de discriminação indireta baseada em preconceito infundado. Todos somos iguais. Seja aos olhos de Deus e, principalmente, aos olhos da Lei. Parabéns, Cacá, por mostrar a cara!

Fonte: http://migre.me/e1QQz

Somos todos transexuais!


“Sou trans e você?”

Li que o superstar pornô gay François Sagat, no documentário sobre sua vida, abre seu coração e de certo modo desglamuraliza a idealização do universo das mega-indústrias de produção de materiais adultos. Entre várias coisas, ele diz, por exemplo, que é incapaz de amar. Mas o que me chamou a atenção foi isto aqui:

Ao mesmo tempo, ao descontruir o ator pornô como ícone do sexo, François também nos mostra como este ideal é construção. Ele era uma criança afeminada, sofria bullying na escola. Contra isto, ele construiu uma imagem supermasculinizada, horas de academia e a aplicação de testosterona. Ele diz algo intrigante ao assumir que se considera um transexual, pois procurou a imagem que o satisfazia e achava adequada para o seu corpo.

Gente, daí eu comecei a refletir e pensei como isso acontece com todos nós, especialmente com nós gays. Partindo da lógica de que transexuais são aquelas pessoas que acreditam que sua identidade sexual não é compatível com seu corpo biológico e que por isso na maioria das vezes fazem intervenções sobre ele para adequá-lo àquela condição, podemos dizer que todos nós temos um devir trans.

Dou-me como exemplo. De certo modo me enxerguei no que disse Sagat, dadas as devidas proporções. Eu gosto de estar barbudo e usar um estilo mais boyzinho certinho, digamos assim. Isso é totalmente compatível com o que busco no sexo e no parceiro, pois curto aquela pegada cheia de testosterona, pelos, pegada bruta vindas de ambos os lados.

Assim também é o Max, por exemplo, em que a natureza privilegiou com uma androgenia natural, mas que ele exagera com recursos artificiais (corte de cabelo, roupa, maquiagem). Ele poderia aplicar testosterona e virar menininho, poderia aplicar estrogênio e virar menininha, mas ele optou – aí sim é uma opção, diferente da sexualidade – por uma questão de identidade e de realização pessoal. Assim como ele, eu e você.

“A gente faz de um tudo”

Aquele rapaz da academia que malha como doido, aquele que nem liga e come pra ficar gordinho, aquele que faz o corte modernete, aquele que tatua um dragão nas costas, aquele que usa óculos de aro grosso, aquele que raspa o peito, aquela sapa que parece um sapo… Todos estão passando uma mensagem ao mundo e alguns signos tratam de questões ligadas a preferência sexual, basta lê-los. No fundo, tentamos parecer aquilo que queremos que as pessoas creiam que sejamos. Claro, que tudo ditado pelas relações que compartilhamos com nossos convivas e pela cultura de nossa época.

Aliás, o poder de artificialidade está bem representado no trabalho do fotógrafo francês Leland Bobbé intitulado “Metade-Drag”. Nele, drags foram fotografadas com apenas metade do rosto maquiado. Chupa (tape metade do rosto nas imagens e veja a diferença):

Veja mais fotos clicando aqui.

Pegaria sem nem desconfiar…


Olhe só, eu vou contar pra vocês, essa Medicina cada vez me assusta mais. Ver homens tomando hormônio desde cedo, retirando partes do corpo e bombando outras, é de se esperar que fique bom, afinal, é super fácil transformar um homem magro num mulherão.

Agora, conseguir transformar um corpo de mulher, com as suas curvas, sua pele diferenciada, e até mesmo sua estrutura óssea toda especial, no que eu vou mostrar pra vocês agora, É IMPRESSIONANTE:

Beeshas! Eu acho que qualquer um deles, se me pegar chapada, me levar pra casa e me comer de cinta-caralha eu NEM VEJO que não tem pinto ali.

Transex gasta mais de 500 mil reais em cirurgias…


… para ficar parecida com a Barbie.

Nicole Sanders fez plástica no nariz, implantes de silicone nos seios, nádegas, coxas e quadris, além de esticar a testa, modificar as bochechas, a mandíbula e fazer preenchimento labial.

Cata o resultado:


Ela ficou parecida com a Barbie, Angelea?

Tadinha, começou a se modificar aos dezoito e só foi terminar agora, com 274 anos. Mas num dá nada não, pode não estar parecida com a Barbie, mas tá a cara da Brunete Fracarolli, de Mulheres Ricas.

Via SAJ

Homem vira mulher após ser picado por abelha…


Não, bee’s, “abelha” não é o apelido do negão do bairro dele.

Ted, que agora se chama Chloe Prince (Nunca é um nome simples, né?), vivia feliz com sua mulher e dois filhos, até que foi picado por uma abelha, o que resultou numa série de transformações no corpo do rapaz, inclusive uma queda brusca de Testosterona.

As suas feições foram mudando, a pele ficando mais macia, até que finalmente Ted resolveu se submeter a uma cirurgia de readequação sexual.

Fiquei gatchêenha?

O rapaz diz que a picada de abelha foi o estopim para que ele descobrisse que possui uma rara doença genética, a Síndrome de Klinefelter, que deixa os homens com características dos dois sexos, braços longos, seios desenvolvidos, genitálias reduzidas, distúrbios na tireoide, são estéreis (E ele tem filhos?) e mais um monte de outras coisas.

Eu, como estudante de Biologia, acho que essa ligação com a Síndrome de Klinefelter e ele ter atribuído tudo isso à picada da abelha, uma mentira deslavada. A Síndrome de Klinefelter não é apenas uma variação genética, é um erro cromossômico seríssimo que desenvolve seus sintomas logo na puberdade. Ninguém vive até os 49 anos sem saber que tem Klinefelter.

Também fui picada

Mas a gay, que não sai de bobeira, logo soltou: “Meus seios começaram se desenvolver e minha pele foi ficando mais macia. Minha massa estava mudando e eu estava gostando do que via”. Ela admitiu que, quando criança, brincava de vestir-se de menina e tinha sentimentos ambíguos em relação à sua identidade. Tava na cara que era máfia.

Tá boa, né? Só acho que essas abelhas deveriam ser vendidas na FARMÁCIA! Imagine que prático seria pras travas, em vez de terem que tomar hormônio a vida inteira, bastaria uma picadinha da abelha Bombadeira e *BOOM*: nasce uma princesa!

p.s.: Já sou a favor de, na próxima parada gay de Vitorinha, ter um trio elétrico em prol da preservação das abelhas bombadeiras, vai ser sucesso!

Via Marie Claire

Brasileira passará por operação de mudança de sexo no SUS


Xande, primeiro trans a passar por cirurgia pelo SUS.

Alexandra Peixe dos Santos, mais conhecida como Xande dos Santos, militante LGBT e um dos organizadores da Parada Gay de Sampa,  será a primeira mulher brasileira a passar pelo procedimento de mudança de sexo através do SUS. Este será a primeira cirurgia de transição female-to-male, ou no bom português, do sexo feminino para o masculino, o caso inverso já é realizado desde 2008.

A cirurgia está marcada para o início do mês de Abril, e do centro cirúrgico, Xande sairá sem útero, ovários e trompas. Depois, em data ainda a ser definida, passará pela retirada das mamas. Cada intervenção para retirada dos órgãos reprodutivos femininos (histerectomia total) e da mama (mastectomia) custará ao governo 717,90 reais e 462,80 reais respectivamente. Muito antes da cirurgia, o transexual deve passar por exames físicos e psicológico para saber se está apto à mudança, além de tomar alguns hormônios controlados.

“Desde criança, me entendo como menino”, diz Xande. Cedo, refutou o nome Alexandra: preferia Júnior. No primeiro dia de aula, foi parar na fila dos meninos. “Eu não entendia por que meu lugar era junto às meninas.” A escola, aliás, foi o principal palco do descompasso com o corpo nos primeiros anos. Nas aulas de educação física, queria compor o time de futebol – exclusividade masculina. “Era difícil até mesmo ir ao banheiro: a qual eu deveria ir?”, lembra.

A partir da adolescência, com as mudanças próprias da fase, tudo se complicou. Com um instrutor de uma academia de ginástica, teve acesso a hormônios masculinos, que engrossaram a voz, interromperam a menstruação e fizeram nascer pelos no rosto. Sem a devida orientação médica, acabou impondo mais dor ao corpo que queria transformar. “Tomei doses excessivas de hormônios e sofri dois derrames em menos de quinze dias”, conta.

Para a medicina, a cirurgia também é o desenlace de um drama. Em 1975, quando a primeira operação desse tipo veio a público, o médico responsável pelo feito, o cirurgião plástico Roberto Farina, chegou a ser condenado por lesão corporal grave, enquadrado no Código Penal Brasileiro. Quem quisesse se submeter ao procedimento, portanto, tinha de fazê-lo de forma clandestina, ou viajar a países com tradição no assunto, caso de Tailândia, Grã-Bretanha, Marrocos e Equador.

Mas a demanda pelas intervenções fez com que os profissionais de saúde paulatinamente repensassem suas posições.  Em 2002, a prática deixou de ser experimental. Por fim, em 2008, o Ministério da Saúde deu ao tema status de questão de saúde pública, ao assumir os custos da cirurgia de mudança de sexo entre homens e, no final do ano passado, entre mulheres. É o fim de um ciclo.

Ariadna será capa em edição especial da Playboy


Depois de muita polêmica, a Playboy resolveu fazer uma edição especial para a Ariadna. Em enquete realizada em seu site, 75% dos leitores demonstraram interesse em ver um ensaio com a diva trans do BBB 11. Entretanto, os responsáveis pela  revista decidiram que Ariadna não posaria na versão convencional da revista, por isso, ela estará em 50 páginas que serão publicadas, paralelas à edição mensal.

Segundo o redator-chefe da Playboy, Jeferson de Souza, “Passou-se o tempo da Roberta Close, que era um mito nacional. Não tem mais essa empatia cultural do leitor. Não houve mais impacto nenhum [em uma transexual].” A revista de Ariadna, chega às bancas no próximo mês e deve ficar ao lado da edição do mês, que terá Michelly na capa. E eu aposto que a da Ariadna vai vender horrooooooores!!