A grande descoberta.


E no meio dessa confusão… Me descobri trans. Se bem que no fundo, no fundo, eu já sabia. Quando criança, meu lugar nunca fui ao lado das mocinhas comportadas do colégio. Anos a fio de reclamação por parte da minha mãe que não conseguia entender o motivo de uma calça jeans ser muito mais confortável que aqueles vestidos e apetrechos femininos. Mas com o tempo perdi minha autonomia, por pressão da família, é claro. Até ontem, eram a coisa mais importante, mas chega uma hora, um limite, em que não dá pra se fingir de tonto e não perceber que é desconfortável viver de aparências.

E assim, após um belo dia de stress, cortei meus cabelos. Nunca havia radicalizado tanto no corte, ouvi uma palestra da minha mãe, mais um monte dos mais próximos, mas me senti bem. A chateação tinha passado e eu até me sentia bem com meu corpo novamente. Eureka! Durante uma conversa com um grande amigo, foi ficando claro (quase transparente) a forma como eu havia mudado e como essa mudança me fez bem.

Um resumo, bem resumido que serve de explicação pra muita gente. Então, amados, com todas as letras: Sou transexual, sou babado certo e sou feliz. Continuo aqui, apesar das idas e vindas da vida. Grande abraço e até mais!

A bomba de Lea T


“Ah uh uh ah!”

No domingo foi ao ar no Fantástico uma entrevista com a Roberta Close de nossos tempos, a modelo Lea T. Para quem não sabe, há mais de um ano, ela se submeteu à cirurgia de transgenitalização. Sim, gata, onde havia um piru agora tem uma buceta.

Logo depois da entrevista, muitos dos representantes de grupos de movimento LGBT ficaram em polvorosa, postando repúdio ao que foi dito, porque para eles Lea fez uma representação da mulher trans equivocada em tv aberta. Veja a entrevista e tire suas conclusões antes de discutirmos o assunto:

Clique para assistir à matéria.

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As principais críticas iam no sentido de que Lea havia afirmado que a cirurgia não foi algo que a fez se sentir completa e feliz e outra de não se identificar como mulher.

Vimos na entrevista que ela está ainda sensível, em decorrência não apenas da cirurgia física, mas, principalmente pelos seus aspectos emocionais.

in your face

Partindo disso foi que ela despejou uma série de verdades incômodas, tais como não ser a presença ou ausência de pênis ou da vagina algo que traria a  felicidade plena a uma pessoa; que o ser humano é mais, muito mais do que a sua genitália.

E, para mim, o mais interessante de tudo foi ela dizer que a cirurgia de “readequação” é algo muito mais pra agradar a sociedade do que muitas vezes a própria pessoas trans. VRAW! #NavalhadaLouboutinNaCara

De fato, são os padrões em que vivemos que dizem que toda mulher tem que necessariamente ter o órgão sexual específico, a vagina, para ser mulher. Mas assim como há homens sem pênis (amputados, por exemplo), por que não poderiam existir mulheres sem vagina? Não estaria as próprias transex se curvando a normatização social?

Entendo que para os movimentos de direitos homossexuais, a difusão de um pensamento apoiado no que Lea disse pode incorrer em um corte de direitos de classe, em especial de programas de saúde públicos, tais como as cirurgias de readequação gratuitas feitas pelo SUS. Acontece que Lea não falou em nome das pessoas trans, falou apenas por si mesma, a partir do que sente.

Com isso botou o dedo na ferida tanto do pensamento machista que vê a mulher como o ser sem pênis, quanto dos homossexuais normatizadores que tentam simplificar a transexualidade, mostrando que ambos muitas vezes estão bem juntinho e abraçadinhos, mas jurando que não. Tipo bicha enrustida, sabe?

Um dos problemas do movimento LGBT é se apropriar do corpo do outro e tentar utilizá-lo como dispositivo político, algo como “Lea é famosa e transex, então ela TEM que pensar e agir assim, assim e assim”. Sei que a causa é nobre, mas a pessoa é uma pessoa não uma coisa, não é?

Mas de tudo, acho que ficou para a sociedade brasileira foi o carinho enorme que seu pai jogador de futebol, Toninho Cerezo, tem por ela, tratando-a como filhA. E isso é o mais importante.

Um texto legal sobre o caso aqui.

De homem para mulher em 1 minuto e meio!


Na verdade, o processo durou 3 anos. No vídeos, mais de mil imagens revelam a transformação de um(a) jovem de 20 para 21 anos, de homem em mulher (male to female). Segundo a descrição do vídeo, ela fez, além de aplicação de hormônio, cirurgia de feminização facial (Facial Feminization Surgery – FFS). Segundo o Wikipedia:

Cirurgia de feminização facial (FFS) é um conjunto de procedimentos cirúrgicos reconstrutivos que alteram características faciais típicas masculinas para aproximá-las em forma e tamanho às típicas características femininos . FFS pode incluir vários intervenções nos ossos e nos tecidos moles, tais como a elevação da testa, a rinoplastia, a implantação de bochecha e lábio. Geralmente não é inclui a depilação facial.

Enfim, que aconteça a mágica da medicina:

Incrível o que os hormônios são capazes, né?

Não mexa cas trans, perigosas…


Desde de Vanessão, estamos do lado das tranformistas, travas e trans. Não seria diferente dessa vez, né? Corre, bandidagem!

Do Gazeta Online:

O jovem Fabiano Pereira Brandemburg, 24 anos, teve uma surpresa desagradável quando tentou assaltar um transexual na noite deste sábado (28). Ele tentou assaltar a vítima durante um programa, mas não contava que ela tinha conhecimentos de jiu-jitsu e judô. Fabiano foi desarmado e acabou esfaqueado pelo transexual. Depois de socorrido e medicado, recebeu voz de prisão.

O crime ocorreu na Avenida Carlos Lindenberg, no bairro Alecrim, em Vila Velha. Segundo a polícia, Fabiano combinou um programa com a vítima. Depois de acertado o preço, os dois seguiram até um local mais afastado. Lá, Fabiano teria puxado uma faca e anunciado o assalto, mandando que o transexual entregasse o celular.

O transexual reagiu e por ter praticado luta e arte marcial desarmou Fabiano. Os dois entraram em luta corporal, e o falso cliente acabou ferido com uma facada nas costas. Mesmo assim, ele conseguiu escapar. Porém, acabou localizado pouco depois, e levado para o Hospital Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha.

O transexual também acabou ferido na mão. Após ser medicado, foi ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha para prestar depoimento.

E aí, bandidão que pensou que ia se dar bem em cima da trans, conte-me mais como ficou sua masculinidade depois de tomar um pau (ui!) dela, ter sido esfaqueado e ainda por cima ser preso?

Beijo e não me liga.

A erotização de transexuais femininos por homens heterossexuais


Este vídeo foi retirado de uma palestra da professora Nina Arsenault do programa de estudos de Diversidade Sexual da Universidade de Toronto. O vídeo é uma ótima ferramenta para desmistificar um pouco o tema “transexualidade”.

Nina Arsenault é conhecida e aclamada por sua “transdiciplinariedade” na arte, tendo trabalhado com apresentações ao vivo, fotografia, vídeos e apresentando seu trabalho na mídia de massa, onde explora a sua contínua transformação psicológica e física. A transformação de Nina, a metamorfose plástica que envolve a sua transformação de homem em mulher, incluí até hoje 60 cirurgias, e a sua vida pessoal foi tema de diversos documentários nacionais e internacionais para televisão, revistas, rádios, jornais e revistas.

Em 2005, Nina tomou controle da sua própria voz e imagem em uma série de artigos autobiográficos, escritos como muito humor, intimidade e provocação, publicados em sua própria coluna: T-girl na revista canadense Fab!

Estas crônicas contam suas experiêcias com as cirurgias plástica, a vida de garota de programa e romances com homens heterossexuais que são apaixonados por transexuais, os chamados T-lovers. Nina também chegou a escrever para diversas mídias impressas canadenses como o jornal The National Post, a revista Now Magazine entre outras publicações. Seus provocativos artigos são leitura obrigatória em diversas universidades canadenses para os cursos de sociologia e estudos da sexualidade humana.

Em 2007 Nina foi agraciada com o título de Membro Honorário na Universidade de Toronto, junto ao programa de estudos de Diversidade Sexual.

Para as bilíngues: http://ninaarsenault.com/

Pegaria sem nem desconfiar…


Olhe só, eu vou contar pra vocês, essa Medicina cada vez me assusta mais. Ver homens tomando hormônio desde cedo, retirando partes do corpo e bombando outras, é de se esperar que fique bom, afinal, é super fácil transformar um homem magro num mulherão.

Agora, conseguir transformar um corpo de mulher, com as suas curvas, sua pele diferenciada, e até mesmo sua estrutura óssea toda especial, no que eu vou mostrar pra vocês agora, É IMPRESSIONANTE:

Beeshas! Eu acho que qualquer um deles, se me pegar chapada, me levar pra casa e me comer de cinta-caralha eu NEM VEJO que não tem pinto ali.

“De dia eles não gostam, mas de noite, no escurinho”


Cês sabem que eu evito postar coisas da Globo no BC, mas essa nova minissérie,  O Brado Retumbante, mereceu um post.

A cena acontece com Julie, uma transexual que deixou o boy enfezado porque… vejam a cena:

Clique para assistir

Olha, eu sei que essa transex com cara de zagueiro do Flamengo que colocaram também me dá vontade de dar um tapa na cara delãm, mas o boy bem que mereceu ouvir o que ouviu, néam?

Dica das reticências