Histórias de Transcol #1


transcolLembram quando acabava ‘Páginas da Vida’? “Vou te contar…” Falarei, como havia prometido, de algumas histórias que já aconteceram comigo no Transcol.

Essa foi há uns 4 anos, na época ninguém, absolutamente ninguém sabia sobre a minha (homo)sexualidade e começou fora do ônibus ainda.

Eu saía de casa quando dei de cara com um homem interessante: alto, bastante magro, cabelos loiros em início de calvice, olhos azuis, um lindo e largo sorriso, na faixa de uns 34 anos. Nos olhamos descaradamente. Fomos andando com ele um pouco a frente sempre se virando e me olhando (lembram da dica?) e eu correspondendo. Chegamos ao ponto e continuamos nesse processo. Nessas situações já começo a ficar excitado. Paramos um ônibus, um ônibus que em uma parte do trecho fica vazio pois ninguém pega por ser mais demoarado. O motorista falou exatamente isso quando fomos entrar. O engraçado foi que, apesar de estar claro que não nos conhecíamos, nos entreolhamos como quem diz ‘Vamos nesse?’. E fomos.

O ônibus estava absolutamente vazio, encaminhamos para o fundão do ônibus, cada um ed lado, cada um em uma janela.

Hummm, pára alguém pode ver!

"Hummm, pára alguém pode ver!"

Em tempo, eu estava usando um óculos escuros enormes e MP3 na orelha. Ficamos nessa situação, nos olhando. De repente, eu fiquei chocado: o cara tirou o pau para fora , já estourando de duro!!! Olhei para ele com cara de pavor, como quem diz “Você está louco?!” E ele, de volta, sorriu sacana. Ah, bee, o que eu podia fazer? Fiquei olhando, né?! E o cara cariciava seu pirú e me olhava provocante, eu fazendo carão olhava para ele (no fundo estava trancando de medo!), Num certo momento entrou uma passageira e sentou exatamente na frente dele. Você acha que ele parou, bee?! NADA! Ele me punha cada vez mais apavorado!!! E ele parecia se divertir! Só parou com essa sacanagem quando chegou um 4º passageiro e sentou na minha frente. Mesmo assim, continuamos nos olhando. Ele então, movendo  muito os lábios me perguntou, sem emitir som, se eu estaria no meu bairro a noite. Respondi que sim com a cabeça. Ele pegou um cartão em sua bolsa e pôs seu nome e telefone no verso e me deu.

Acabou que descemos juntos no terminal. Conversamos, rimos do que ele tinha feito e combinamos algo para a noite. Ele estava ficando no meu bairro na casa de um amigo dele que estava viajando. Nossa, gata, que sexo foi aquele!!! MA-RA! Lembro-me tão bem dele porque foi minha primeira e mais louca história de Transcol e por ter sido o primeiro a me dar muito prazer com um determinado tipo de sexo. Tanto que, na época, eu acabei ficando apaixonadinho e até escrevi poemas. Ai, que vergonha! Bem, é isso. Um beijinho doce para todos!!!

Eu, a dama do lotação


Como eu disse no texto anterior, eu já estava para escrever sobre isso a algum tempo. Ai, uma das coisas que adoro fazer, bee, é flertar em ônibus. Paquero mesmo! Mesmo hoje, casado, continuo a fazer isso como que por esporte. Além de testar minha capacidade de sedução, minha auto-estima vai lá no alto. Na minha época de solteiro, eu fazia muito a linha dama do lotação do Nelson. Como a mulher rodriguiana, já levei vários bofes para cama. Tem umas histórias muito boas que dariam posts bem legais como quando um cara se marturbou dentro do busu ou a novela mexicana que vivi com desses casos que durou muito tempo. Em breve conto tudo por aqui, ok?

Lendo os comentários do post passado (gente, eu simplesmente amo os comentários, é a melhor parte de escreevr um blog) percebi que algumas bees são meio mosca-morta, como disse nosso leitor Venus, e tem dificuldade em flertar no ônibus. Então vou dar umas diiiiicas para a senhora arrasar no Transcolzão véio-de-guerra. Lembrando que essa é a forma como eu faço, cada um tem o seu jeito, improvisem, por favor:

  1. Use óculos: escuros e grandes. Eles permitem que você olhe bem todos que estão no ônibus sem ser notado.
  2. Perceba: Olhe bem e veja se a pessoa é do babado. Quem é gay sabe quem é gay. Se não sabe tem os meios de descobrir.
  3. Deixe que ele te perceba: Mostre que você é e que está afim. Não tô falando pra você ficar toda mole, bee. Olhe para ele, dê sorrisos discretos, levante a sombrancelha, faça gestos com a cabeça…
  4. Olhe: olhar é o mais importante se você quer ser discreto. Olhar para ele o tempo todo (isso se ele estiver te dando mole) mostra que você está afim. Se ele fizer o mesmo, tá no papo!
  5. Toque: Quando possível mantenha um toque corporal. Se vocês estiverem de pé é ótimo, toque a coxa com a coxa, o antebraço com o antebraço, tudo na discrição. Se um estiver sentado as vezes rola de roçar o pirú no ombro do outro. Enfim, se tiverem distantes, quando for descer toque-o como que sem querer.
  6. Mantenha contato: Dê um jeito de deixar seu nome e telefone com o bofe. Se forem descer no mesmo ponto, ótimo, dá pra conversar, trocar telefone e tudo mais. Agora, se não, escreva num papelzinho e entregue por acaso. Já fiz também de deixar sobre o banco e dar sinal pro cara ver. Deu certo.

Daí, bee, se tudo der certo é só finalizar e isso sei que a senhora sabe fazer. Pode me chamar de beesha do Transcol que eu nem ligo, tá? Ah, e fica a dica desse vídeo de um dos nossos leitores, a Beyonda Blue, ‘A mona do lotação’:

Pederastia em ônibus


"A gente adora uma sacanagem!"

Ontem, voltava eu para casa no ônibus depois de um dia duro (ui!) de trabalho. Eu estava sentado naqueles bancos que vem de costas, com óclão na cara e cochilando (inclusive tinha um homem lindo do meu lado, quase que eu cochilei no ombro dele “sem querer”, rsrs). Bem, entre uma cochilada e outra, vi que na minha frente – sentados lá no fundo – haviam um senhor, na verdade, uma bicha barroca, toda grisalha, alta, cheia de anéis e com as pernas cruzadas pintosamente e um menino de uns 15 ou 16 anos, se tanto, parecido com o Dênis, o pimentinha. Demorei, mas percebi que tava rolando algo ali, entre os dois. Gente, vocês não imaginam quanta coisa rola em ônibus sem que ninguém perceba, estava adiando uma postagem sobre isso, mas tomei esse fato de ontem como um sinal. Vi que eles deixavam o movimento do ônibus jogar-los um sobre o outro e ficavam roçando as pernas. Pareciam não se conhecer. Não sei se já haviam combinado algo ou se acabavam de se conhecer (ou reconhecer) ali. Daí passei a finjir que cochilava e o óclão ajuda a gente a ficar olhando sem parar para qualquer um, né, bee? Quase chegando no final da viagem o velho virou pro garoto e disse – deu meio que para ouvir e li o lábio – ‘vai descer na padaria?’ e o menino safado respondeu ‘pode ser!’. O velho colocou a pasta em cima do colo e teve uma hora que foi ajeitar a mala e vi que estava excitado. O garoto – não tinha nem pêlos coitado, barba, nem pensar – tava todo encolhido provavelmente pelo mesmo motivo. O velho parecia tenso o garoto-dênis sorria. Os dois desceram juntos e foram para o mesmo lugar. Daí já não vi mais nada… Não sei porque, lembrei de mim.