Os pais sempre sabem


Não importa o quão masculina ou feminina (se for sapa) você seja, mesmo que você nunca conte para os seus pais, eles sempre saberão que você é gay. Eles podem fingir que não, ou mentir para si mesmos, mas no fundo todos os pais sabem.

É só pensar, bee, se homem que nem te conhece chega em você até em boate hétero, porque sabe que você é gay, imagine quem te criou e acompanhou seu desenvolvimento?

Mas quem dera que todos os pais fossem como o pai abaixo, cata:

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Tradução pras fofinhas que não fizeram CCAA:

“Nate,

Ouvi sua conversa no telefone com o Mike na noite passada e fiquei sabendo dos seus planos de se assumir para mim. A única coisa que te peço é que traga suco e pães quando chegar da escola. Eu e sua mãe estamos fora de casa, assim como você.

Eu sei que você é gay desde quando você tinha seis anos, e te amo desde quando você nasceu.

p.s.: Sua mãe e eu achamos que você e Mike formam um lindo casal.”

Ai, gente, fiquei emocionada, me abraça!

Ai, gente, fiquei emocionada, me abraça!

Assim desejo muita coragem e sorte para os encubados leitores do blog que estão pensando em se assumir pros pais. Ás vezes eles podem nos impressionar.

São os votos da Preguiça do Amor:

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Dica do Bruno

Guest Post: O outro que é gay!


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Chegou a hora da mais nova mania do Babado Certo!

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Nada disso, Adalia, vira essa boca pra lá! Eu tô falando do Guest Post!

arvoreO texto é do G. e fala sobre um assunto que a gente sempre comenta aqui no blog: Aceitação. Sim, porque apesar de muitos gays serem auto-suficientes e pouco se importarem com a opinião alheia, a discriminação sempre nos afeta de alguma maneira.

Como será que os gays respondem a isso? Vamos ler a opinião do fofo abaixo?

O outro que é gay!

Por que precisamos da aprovação dos outros?codigo

Eu venho me perguntando isso há muito tempo. Quem lê chega a pensar que eu já passei dos meus trinta anos, mas apesar da pouca idade (19) este é um pensamento constante na minha vida, e o pior de tudo é que a cada dia a resposta se modifica perante as minhas experiências, mas quem sabe um dia eu não venha a achar a resposta definitiva.

miudo_apontaTodos os dias nós procuramos pela aprovação alheia, e com isso vamos ganhando a forma que os outros querem de nós, mas para que fazemos isso?

É simples, a vida é mais fácil quando nós temos a quem culpar por quem nós somos, ou fizemos, o difícil é arrumar coragem para botar a cara a tapa, e deixar que os outros vejam quem nós realmente queremos ser ou somos.

Muitos vivem uma vida repleta de angústias, medo e arrependimentos – Me incluam nessa lista, amigas.

buaNós simplesmente não temos a coragem de mostrar quem nós realmente somos, e nessas surgem as subdivisões em grupo que pertencem à mesma classe que a nossa: Por que as passivas, pintosas, pão com ovo são tão discriminada no meio em que todos sofrem o preconceito?

Porque temos medo de sermos “inferiores” e para isso nós temos que arrumar algo para deixar as pessoas mais inferiores que nós. Vai me dizer que você nunca ouviu algo do gênero: A classe gay é discriminada por causa dessas pintosas* – ou insira o que você quiser.

piquiComo se pelo fato dela dar pinta ela passasse a ser mais gay que você.

Mas até onde eu sei você também gosta do que o outro homem tem no meio das pernas, e não só entre as pernas dele, meu querido, também todo o conjunto do indivíduo do sexo masculino.

“Todas são gays, mas eu sou superior a elas por não ser pintosa, passiva, etc”.

Narnia_PosterEsse é um pensamento que sempre ocorre na cabeça das mal-resolvidas, pois apesar de fora do armário – ou não – elas ainda assim continuam com a mesma mentalidade que tinham quando estavam dentro dele.

Nesse texto meio que confuso eu venho tentar trazer um pouco de reflexão para as nossas “primas”, pois eu sei, e todos sabem o quão ruim é ser discriminado por ser quem somos.

Essa é a minha mensagem, vamos nos amar mais? Porque pedras já são certas nos nossos caminhos.

E se nós lutarmos contra nós mesmos o número será ainda maior. Viva a liberdade, feliz 2013.

Eu:

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Adoro discursos de liberdade! E vocês, concordam com a delicinha?

P.s.: Gostou do texto do rapaz? Quer enviar um post também? Corra e mande seu texto para max_babadocerto@hotmail.com.

CNTE lança a campanha “Educação sem homofobia”


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), sob demanda pautada pelo Coletivo Estadual de Diversidade Sexual (SINDIUPES), preparou para maio, mês da grande Marcha Contra Homofobia, um jornal mural especial com dados específicos sobre a causa LGBT no Brasil. Clique aqui para ler

O material traz informações sobre o Dia Internacional Contra a Homofobia (17 de Maio), a organização da III Marcha Contra a Homofobia (16 de Maio), a PLC 122 (projeto de lei que criminaliza a homofobia no Brasil), Brasil e Políticas Públicas, além das estatísticas.

Igreja e Movimento Gay de Maringá cogitam criação de Pastoral da Diversidade


Um cartaz de divulgação da Parada Gay de Maringá provocou a revolta na Igreja Católica por estampar a foto da Basílica Nossa Senhora da Glória refletindo a explosão de um facho de luz com as cores do arco-íris. A Igreja solicitou a retirada do cartaz das redes sociais e de sites que defendem a causa gay.

O arcebispo dom Anuar Battisti chegou a declarar que a catedral não é apenas um símbolo de Maringá, mas também da fé da maioria dos moradores da cidade. “Respeitamos a diversidade, mesmo às vezes não concordando com o modelo de comportamento”, afirma o religioso.

Levantamentos feitos pelo movimento gay de Maringá registram 38 agressões contra LGBTs nos últimos 12 meses, sendo duas delas assassinatos de travestis.

Entretanto, toda essa história teve um final feliz. Durante a reunião  ocorrida na manhã de terça-feira (17) ambas partes cogitaram a criação da Pastoral da Diversidade pela igreja paranaense.

“Dom Anuar nos disse que a preocupação maior deve ser contra a violência e não contra o movimento. Ele ficou comovido e nos deu um indicativo para a criação da Pastoral da Diversidade em Maringá”, afirmou Modesto.

Caso a pastoral seja criada, será a primeira iniciativa oficial da igreja para trabalhar diretamente no combate a homofobia. “Para as pessoas que entenderam o cartaz como provocação, eu peço desculpas sinceras. O objetivo maior era criar um diálogo sobre o assunto.

O arcebispo se declarou aberto à discussão e dispostos a falar sobre os problemas enfrentados pela comunidade gay na região. A parada gay de Maringá está agendada para o dia 20 de Maio.

Essa é a postura que se espera da igreja diante do assunto, abertura para discussão e não apenas negação sem conhecimento prévio sobre o assunto. Que mal tem em sentar em conversar?

Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

(Pablo Neruda)

Fonte¹

Fonte²

NOTA PÚBLICA


Reproduzimos a nota pública do Fórum Capixaba LGBTT em repúdio aos atos homofóbicos que ocorreram recentemente no estado:

O Fórum Estadual em Defesa dos Direitos e Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Estado do Espírito Santo, que congrega dezenas de Entidades formais e informais que defendem os direitos humanos e cidadania de LGBT; entre elas Ongs, Fóruns, Conselhos, Coletivos, Associações, Grupos, Sindicatos; vem a público manifestar seu apoio e solidariedade aos familiares e amigos de Wiris Delfino Vitoriano; jovem cruelmente assassinado com aproximadamente 68 facadas em sua casa em Vila Velha – ES; vítima de suposto crime de homofobia.

O Fórum, em sua missão institucional de defesa da vida e da dignidade humana, vem a público manifestar sua preocupação quanto à situação de violência e extermínio de jovens que vem ocorrendo no estado do Espírito Santo. O crime homofóbico, que segundo estatísticas nacionais do Grupo Gay da Bahia (GGB) dobrou em 2012, precisa ser combatido pelo poder público de maneira sistemática e organizada.

A violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) e a falta de políticas públicas que assegurem direitos e cidadania a pessoas LGBT revelam o descaso deste governo com essa parcela significativa da sociedade capixaba.

O Espírito Santo, considerado um dos estados mais homofóbicos do Brasil, que possui a capital mais homofóbica do país, precisa construir e efetivar políticas públicas que de fato assegurem o pleno exercício de cidadania à população LGBT. Queremos um Estado democrático e livre da lesbo-homo-bi-transfobia.

A diversidade de cultura, de religião, de orientação sexual, de etnia, de gênero, social, precisam ser aprendidas, respeitadas e acolhidas por este Governo, através de exemplar trabalho de estado.

Dessa forma, é urgente que o Governo assine o Termo de Cooperação Segurança Pública Pacto Federativo e assegure e implemente as deliberações da II Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT.

Solicitamos que o Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça, Gabinete do Governador, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Assembléia Legislativa do ES, juntamente com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Secretaria de Estado da Assistência Social e Direitos Humanos acompanhem o caso com peculiar atenção, para que este crime não passe impune como tantos outros.

Exigimos respostas do Poder Público para este caso que chocou a sociedade civil capixaba, e queremos compromisso para que outros sejam evitados através de uma construção coletiva e séria de políticas públicas que garatam direitos e cidadnia à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no estado do Espírito Santo.

E assinamos embaixo.

Criança vítima de bullying comete suicídio em Vitória


Na sexta-feira, véspera de Carnaval, Roliver de Jesus foi para a escola em clima de festa, mas acabou se tornando alvo de piadas. Uma colega do menino disse que crianças e adolescentes fizeram uma roda ao redor do menino, que foi humilhado e empurrado. “Eles o chamaram de gay, bicha, gordinho… Às vezes ele ia embora chorando”, comentou.

A vítima deixou uma carta pedindo desculpas pelo suicídio e dizendo que não entendia porque era alvo de tantas humilhações. O menino se enforcou com o cinto da mãe e foi encontrado já desacordado pelo pai. Roliver chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Na escola onde Roliver estudava, outras estudantes sofrem com a violência psicológica. A mãe de uma aluna contou que a filha de 10 anos é vítima de bullying e que perdeu a conta de quantas vezes levou a situação ao conhecimento da direção. “Eu tenho coragem e falei com a diretora, mas ela não resolveu nada até hoje”, acrescentou.

A imagem que ficou para Karen Raquel Tenente, amiga do estudante, é de um menino alegre e sonhador. Para ela, ainda é difícil acreditar no que aconteceu. “Ele dizia que queria ser um grande artista”, finalizou.

A família alega que os abusos já tinham sido comunicados à direção da escola. “Eu não tinha denunciado a situação desse meu filho, mas de outro. O Conselho Tutelar também sabia. Eu pedi o remanejamento dos meus três filhos, mas disponibilizaram vagas em escolas diferentes”, lamentou a mãe, Joselia Ferreira de Jesus.

Fonte: Folha Vitória

“Desculpem pelo modo como a Igreja trata vocês”


Sim, pode ser old, velho em inglês, mas tem gente que ainda não viu e acredito que temos que parar de ver o lado negativo um pouco, para ver as coisas boas que acontecem. Durante a Parada do Orgulho Gay de Chicago, um grupo de cristão resolveu comparecer ao evento, desta vez para pedir desculpas.

Pois é, meu caro coleguinha, o grupo carregava cartazes que diziam: “Desculpe pela forma como a igreja trata vocês”, além disso, o grupo vestia camisetas com os dizeres: “Me desculpe”

Nathan, cristão e um dos responsáveis pelo movimento relatou sobre a reação de um dos rapazes que se divertia durante a PG. O rapaz de cueca branca que estava a dançar na multidão, observou os cartazes e entendeu a mensagem.  Foi até o grupo, abraçou-os, e respondeu com um “OBRIGADO”.

Segundo Nathan, “Infelizmente, a maioria dos cristãos prefere julgar, em vez de procurar compreender. A maioria não vai nem saber se essa pessoa dançando de cueca tem um nome. No entanto, acho que Jesus também o abraçaria. Mais do que a aceitação, é a reconciliação. Falar sobre reconciliação é lembrar dos erros cometidos. É algo forte e transformador pois dois partidos contrários e que possuem todo direito de se odiar, se unem para o bem de todos. “

Tolerância. Apenas isto.