Lgbt e o mercado de trabalho


O fotógrafo John Ganun se inspirou em cartaz da Segunda Guerra e fez campanha pró-gay no Exército

O fotógrafo John Ganun se inspirou em cartaz da Segunda Guerra e fez campanha pró-gay no Exército

Há algum tempo era comum estereótipos em certas profissões, como por exemplo: o cabeleleiro gay ou jogadora de futebol sapatão. Apesar de estarmos em 2012, no auge da luta pelos direitos gays, com várias conquistas importantes para a comunidade lgbt, ainda encontramos muito preconceito no mercado de trabalho. Principalmente para as lésbicas mais masculinas ou para as bees mais pintosas.

Entretanto, ainda há esperança! rs Algumas empresas vem, cada vez mais, investindo na diversidade sexual. Uma das mais famosas e que teve seus funcionários empenhados na campanha “It gets better” é a Google. Como eu já comentei por aqui, o Google foi destaque em um relatório da Human Rights Campaign por ser uma das melhores empresas para funcionários LGBT. Outras corporações internacionais como Nike, Apple, Volvo, Coca-Cola, American Airlines, Visa, Jaguar, Land Rover, Volkswagen, Bridgestone, Puma, Armani, Calvin Klein, Dolce & Gabana, Nivea, Gucci, Air France,  Absolut, LG, HP, Diesel, Banana Republic, L’Oreal, Versace, Ray Ban, também adotam a postura gay friendly.

No Brasil, o grupo ainda é pequeno. Podemos citar entre outras: Vida Freedom (o primeiro seguro de vida para casais homossexuais do Brasil), TAM Viagens, o Mercure Grand Hotel São Paulo Ibirapuera (do Grupo Accor), a Camicado (timidamente), o Banco do Brasil (timidamente), o Flash Power (timidamente), a Nokia Brasil(timidamente) e, pelo menos aqui no nosso estado, BrasilCenter Comunicações.

Segundo pesquisa feita pela Market Analysis, um a cada dois brasileiros considera importante que as marcas sejam amigáveis aos homossexuais. Ainda segundo o levantamento, apenas um entre 10 entrevistados afirmaram conhecer marcas com atitudes positivas em relação ao público homossexual.

Lembrando que em alguns estados a discriminação por orientação sexual pode render multa. Como no estado de São Paulo, onde quem ofende ou discrimina homossexuais no ambiente de trabalho pode pagar R$ 16 mil de multa se for condenado. O valor sobe para R$ 49 mil em caso de reincidência. Se o processo for contra uma empresa e ficar provado que a multa é pequena diante do seu porte, a quantia pode ser aumentada em dez vezes, chegando a R$ 493 mil aproximadamente.

Apenas o trabalho pode proporcionar igualdade.

Espírito Santo passa a aceitar nome social nas escolas


O Estado do Espírito Santo passou desde o último dia 16 a aceitar o uso do nome social de alunos e alunas travestis e transexuais em seus documentos escolares – como chamada, boletins e matrícula. A decisão é do Conselho Estadual de Educação (CEE) e foi publicada no Diário Oficial capixaba no último dia 16.

Na Resolução CEE nº 2.735/2011, o presidente do Conselho, Artelírio Bolsanello, define que “todas as instituições do Sistema Estadual de Ensino do ES deverão incluir nos registros dos diários de frequência, entre parênteses, o nome social, pelo qual o(a) aluno(a) – travesti , transexual ou não – se reconhece, se identifica e é denominado(a) em sua inserção social”

Via Mix Brasil