Cura Gay ao alcance do seu telefone


Essa semana eu infelizmente estou super enrolada, com 500 seminários para apresentar, provas todos os dias e ainda TCC para escrever. Então, os posts vão ser rapidinhos, como foram os últimos.

Mas não vou deixar vocês na mão, tá? Só não vou poder escrever muito, só que logo logo eu volto à programação normal.

Cata a sátira deliciosa sobre a Cura Gay:

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Fiquei com medo, gente! Será o medo da vagina dentada?

Não sabem o que é isso? Essa semana ainda eu conto pra vocês, quase morri de rir lendo os Três Ensaios sobre a Sexualidade Infantil, de Freud.

Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Bissexualidade]


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Sentiram saudades do Kooriosidades, não sentiram? Aposto que sim.

Passei a postar menos mesmo, as perguntas começaram a ficar repetitivas e acabei por ajudar os leitores via e-mail, sem postar aqui no blog. Entretanto, esse caso é interessantíssimo e queria discutir com vocês.

Vamos ler o que a gay (?) mandou pra gente?

Desculpe-me pelo incômodo, mas algo vem me perturbando muito. Estou te enviando esse e-mail porque você é uma pessoa em quem me inspiro, mesmo sem te conhecer (eu moro em Recife). Meu nome é Matheus e eu sou leitor do BC desde os meus 14 anos, ou seja, desde a época do primeiro concurso de autores do babado certo (hoje tenho 18).

Enfim, menos blablablá e vamos para o motivo desta mensagem. Max, eu não gosto de rótulos sexuais, mas eu passei a sentir atração por mulheres. Não é que eu tenha passado a sentir atração de uma hora para outra, mas o negócio é que, desde que eu percebi que gostava realmente de homens, passei a me identificar como gay.

Porém, dentro de mim sempre estava uma chama que me fazia derreter por mulheres, mas eu sufocava isso. Agora eu não estou aguentando mais. Não me vejo como bissexual, porém eu me atraio pelo sexo oposto, também. É esquisito, eu sinto uma certa aversão à ideia da bissexualidade. Essa rejeição não é com o fato de alguém ser bissexual ou com a bissexualidade em si, mas com o fato de eu ser bissexual. Me dá uma luz, Max! Beijos!!! Amo o BC!

P.S.1: Todo mundo sabe minha orientação sexual, ou pelo menos, a orientação sexual que eu achava ter.

P.S.2: Já namorei com homens e fiquei com mulheres. A sensação é um pouco diferente, porém o prazer é o mesmo.

P.S.3: Atualmente estou solteiro.

Desde que comecei a fazer matérias de Licenciatura, tenho trazido pra discussão em sala de aula a questão de identidade de gênero e a sexualidade. Durante toda a minha graduação na Biologia me foquei na ideia biológica da determinação da sexualidade, entretanto, ultimamente tenho me auto-argumentado e chegado a novas conclusões.

Portanto, por mais que pareça controverso o que eu vou escrever, nada aqui é verdade absoluta, apenas quero convidar vocês a pensarem junto comigo.

A primeira coisa que concluí foi: Ninguém nasce gay! Nem hétero.

Como assim, Max? Desde pequenininha eu gosto de homem, nasci assumida.

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tumblr_mn0smtc4t81qhvxhko1_500Sabe por que ninguém nasce gay ou hétero? Porque ninguém nasce homem ou mulher.

Já existe um consenso tanto na Psicologia quanto nas Ciências Sociais de que o nosso gênero (masculino, feminino, os dois ou nenhum deles) é uma construção social.

Quer dizer, o seu órgão sexual não é suficiente para determinar seu gênero, porém você é criado como homem caso nasça com pênis e como menina quando nasce com vagina.

Por esse motivo, temos a tendência a considerar plausível a ideia de que homem tem pênis e mulher tem vagina, mas não é sempre assim, os transexuais estão aí e não me deixam mentir.

Acontece que nem todo mundo se sente confortável com as regras de comportamento estabelecidas para cada sexo, e se somente o órgão sexual fosse suficiente para determinar sua identidade de gênero não existiram tantas pessoas com comportamentos do sexo oposto.

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Caixa de Pandora: A origem de todo o mal

Você vai encontrar a prova disso dentre os hermafroditas: Nascem com genitália ambígua, os pais determinam um gênero para a criança e ela passa a ser criada como menino ou menina.

Vários são os casos que isso não dá certo, e a pessoa acaba por se identificar com o sexo que foi “cortado” lá no nascimento.

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Nem vou entrar no mérito da criança que tem trejeitos femininos e é taxada de gay desde pequeno. Quem garante que essa criança não era transexual e ouviu tanto que aquilo era ser gay que acabou aceitando tal identidade?

Exemplo, Serginho no Super Pop:

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Então, se ninguém nasce homem ou mulher, mas sim macho e fêmea, como podem as pessoas nascerem gays ou héteros se ao nascer o gênero ainda não está determinado? Se eu não sei se sou homem quando nasço, como posso nascer gay?

E digo mais, o homem gay, por exemplo, não se atrai por pênis, mas sim por homem e tudo aquilo que lhe foi ensinado ser característica de homem, e acaba relacionando aquilo com o pênis, apesar de uma coisa não ter nada a ver com a outra.

Cu, nasci pra isso não, mãe!

Cu, nasci pra isso não, mãe!

Quer um exemplo? Observem a foto abaixo:

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Certeza que todas vocês ficaram molhadinhas com o boy, não é? Mas e se eu contar que é um homem trans, ou seja, não tem pênis… vocês continuariam atraídas pelo boy? Provavelmente a maioria de vocês não.

Isso só comprova a ideia de que nossa sexualidade é uma construção social baseada na imagem pré-estabelecida de cada sexo, bem como suas vestimentas, características físicas e comportamentais.  E se é uma construção social, pode ser mudada. PODE ser não quer dizer que VAI ser.

Não estou aqui pra dizer que você vai conseguir um dia deixar de ser gay ou hétero, não, quero dizer que todo mundo tem a possibilidade de modificar essa sexualidade, tem o potencial para mudar, que nada está definido no nascimento. Isso porque nossa sexualidade busca prazer, não reprodução. Portanto, ela é plástica e moldável.

Acontece que ser gay ou hétero é muito mais que somente uma atração sexual, é uma identidade sócio-cultural, quase uma ideologia que você defende e reitera com unhas e dentes. Basta observar como nós, ainda mais os héteros, reafirmamos sempre a nossa sexualidade:

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“Pegar bicha afeminada? Melhor comer mulher logo!”

“Não curto lésbica bofinho, mulher pra mim tem que ser feminina.”

“Ela é gostosa, mas é mulher de tromba, deus me livre!”

pirocaOlha aí o aprendizado do que é homem ou mulher influenciando na nossa sexualidade. E se tivessem te ensinado o contrário, será que sua sexualidade seria a mesma?

Se fosse uma sexualidade estabelecida no nascimento, ter pênis/vagina, ou seja, ser macho/fêmea seria suficiente para determinar sua atração, mas não é, o comportamento é capaz de te fazer considerar a beesha afeminada tão atraente quanto uma mulher: ZERO.

O comportamento importa, e se o comportamento é aprendido, você não nasce sabendo e deve conhecê-lo primeiro para saber se existe empatia.

E aí a gente cai no maior erro do determinismo biológico: A inversão da causa e do efeito. Em vez de afirmarem que o homem desencadeia no corpo a atração da beesha, afirmam que é o corpo o responsável pela atração pelo homem.

Ora, como pode haver uma resposta fisiológica inata e padronizada àquilo que o organismo nasce sem saber que existe, que vai ser ensinado a ele depois do nascimento?

E mais, nossa noção de homem/mulher mudou diversas vezes na história da humanidade, o processo evolutivo não é rápido o suficiente para acompanhar essa mudança.

Olha o que eu faço com o Processo Evolutivo

Processo Evolutivo

Por isso que o leitor está tão confuso quanto a sua atração sexual, lógico, desde muito novo somos obrigados indiretamente a escolher um lado do muro, a bissexualidade é mal-vista por ambos os grupos e o que mais se fala é sobre a ideia de que eles são confusos, volúveis e até traidores. Ninguém quer ser isso.

Quanto mais leio mais chego à conclusão de que todos nós nascemos bissexuais e sem gênero definido, e que depois, inconscientemente, vamos estabelecendo nosso gênero e nossa sexualidade.

O que não quer dizer que eles vão mudar um dia, mas o potencial está aí, o tempo todo tensionando nossos limites e esfregando na nossa cara, com transexuais super atraentes, que ter buceta ou piru são a finalidade, não a causa da atração sexual.

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Logo hoje, que Feliciano vai votar a “cura gay”, eu venho e faço um post desses. A beesha gosta de um bafão, né? hahahaha.

Gatos são vadias… e viados!


Gente! Li um texto sensacional e PRECISO dividir com vocês!

É sobre Feminismo (novidade), e faz uma analogia entre gatos e mulheres vadias. Mas acho que isso pode se estender também para nós beeshas.

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Vamos ler?

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Mereceu o Selo Preguiça do Amor!

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escuseVai me dizer que não se identificou com o texto? Principalmente na parte que ela diz que gatos “esfregam-se, massageiam, fazem charme, rebolam, lambem”, nos definiu!

Apesar da autora falar de mulheres, nós podemos sim incluir os homossexuais nessa intolerância à liberdade de expressão. Mais ainda as beeshas pintosas, que são a representação visual dessa sexualidade inaceitável, tanto quanto a mulher de vestido curto.

Mas você deve estar se perguntando: Cachorros também lambem, rebolam, seduzem, mostram as partes íntimas.

Só que cachorros são submissos à vontade do dono (lê-se sociedade) e logo colocam seu rabinho entre as pernas diante do menor sinal de descontentamento (lê-se encubado que esconde a pinta).

No final das contas, a sociedade quer que sejamos cachorros: Dependentes da aprovação e das regras dela.

Não, minto! Eles até aceitam que sejamos gatos, mas gatos adestrados pelo Cesar Millan – que aliás não aguento mais ver a cara no Animal Planet.

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Entón, solte essa leoa que tem dentro de você, bee!

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Vemk meu nêgo

SBT e Globo: You are the winners of this challenge


Hoje duas informações chegaram até mim. Uma sobre o The Voice e outra sobre o Casos de Família.

Primeiro, The Voice. Cata a imagem:

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Que lindo, gente, ME ABRAÇA!

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Eu não fazia IDEIA que Ellen era sapa! Vi esse programa, vibrei com este satanás fazendo mais sons com a boca que o filme Fantasia 2000, da Disney, e nem me toquei disso.

Pode parecer pouco, mas pensem no que isso representa socialmente. Ela e Maria Cristina, a outra sapa que faz cosplay de Cássia Eller, são as favoritas do programa e ambas ganharam pelo voto popular.

Sim, bee’s, voto popular, com uma porcentagem de cerca de 55% as duas foram pra final ao competirem com mais dois outros competidores, em grupos de três.

Em contrapartida, tem aquela coisa, né? Nossa sociedade aceita muito bem bicha e sapatão, desde que bicha só sirva pra fazer rir e sapatão só sirva pra fazer música.

Enquanto isso, no SBT, a vinheta de fim de ano do delicioso Casos de Família:

[youtube https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=3pXZ_4KEsjM]

artePegaram alguns casos famosos e celebridades da internet pra comporem o elenco.

Observaram a quantidade absurda de beeshas, travas, drags e seres amorfos? Pois é! É a vinheta de fim de ano da emissora, repleta de gente como a gente.

Era de se esperar, todo fucking dia que eu passo por aquele programa tem alguma gay ou sapa falando da vida dos outros.

Outro dia mesmo uma viada, com as unhas compridas pintadas de preto, estava criticando a outra porque a outra era drag, e na cabeça dela “homem gay não precisa parecer mulher pra ser gay”.

SÓ ELA não via que ela estava mais montada que a amiga ao lado. Quando é que esse povo estúpido vai se tocar que drag queen é artista, não transexual?

E há quem diga que Silvio Santos ainda fará um reality show de druegs, tal qual Glitter. Provavelmente com Nany People, Elke Maravilha e alguma bicha estilista aleatória falando de conceito fashiozzzzzzzzzzzzzz…

Meet the cast:

  • Chica Chiclete;
  • Labelle Beauty;
  • Striperella;
  • Robytt Moon;
  • Silvetty Montilla;
  • Alguém com andrógEno escrito no nome;
  • Suzy Brasil;
  • Uma novinha com cara de mulher (que vai encher o saco dizendo que é transformista e não drag queen);
  • Thalia Bombinha (pra completar a cota das plus size);
  • Ava Simões;
  • D’mon;
  • E Rochelly Santrelly indo pro bottom two logo de cara, porque os jurados não serão capazes de interpretar a genialidade dela e o dadaísmo da sua dublagem.

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Dica do leitor

“Adoro Piroca”, “Viado de Merda” e a hipocrisia do brasileiro


Primeiro eu quero que vocês vejam os dois vídeos abaixo:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=paqVTZxHRGc] [youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fOb5c8iiwrA]

Eu sei que não devemos ler os comentários do Youtube, pra manter a sanidade mental, mas fui obrigado a ler e fazer um comentário por lá.

Desde muito cedo qualquer criança demonstra sua preferência por meninos ou meninas. Mas quando se é hétero a família estimula que você diga isso, até mesmo fazendo uso do nome dos orgãos sexuais para demonstrar.

Todo mundo acha uma gracinha quando o filhinho quer pegar nos peitos da amiga da mãe ou passa a mão por debaixo da saia da irmã mais velha.

No primeiro vídeo do menininho sendo homofóbico, todo mundo achou lindo que estavam ensinando o menino a ser preconceituoso e sociopata desde cedo. Agora, no segundo, quando é para demonstrar uma sexualidade diferente da maioria, todo mundo foi contra a mãe.

Um dos comentadores, claramente de intelecto inferior, veio com uma filosofia barata dizendo que quando tinha a mesma idade tinha o mesmo comportamento, mas não sabia diferenciar o que era preconceito.

Sim, não sabia, mas o menino do vídeo SABE que é uma ofensa e sabe direitinho a hora de usar. E se permanecer estimulado, terminará como um adulto homofóbico, pois não verá problema em usar o termo “viado” como ofensa. Já que a palavra sempre foi tratada com normalidade no seu âmbito social

Entretanto, essa filosofia cachorra só vale quando a criança repete comportamentos aceitos pela sociedade, como a homofobia, se ele estivesse sendo racista ou misógino eu duvido que ninguém teria retaliado logo de cara. Mas como é com “viado”, um preconceito que a sociedade inteira estimula e dá razão, aí é só brincadeira.

E vocês, o que acham disso?

p.s.: Um leitor me mandou um vídeo do Tuti adulto, cata:

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=VjjAAEe8TEs#!]

Eu não falei que não ia dar nada que preste?! E olha que nem sabia que o vídeo era tão antigo.

Você JURA que ele fica muito lisonjeado e agradecido por centenas de anencéfalos homofóbicos dizerem que um menino dispersando preconceito desde os 2 anos de idade é a esperança da humanidade?

Se for depender dessa galera esperança é o último sentimento que me sobra.

Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Dominador e dominado]


O Kooriosidades dessa semana vai ser diferente.

Tenho recebido muitos e-mails de leitores e, como o Kooriosidades é uma coluna semanal, se eu fosse esperar para postar um por semana a bee que me enviou a cartinha hoje só teria sua resposta no ano que vem!

Então, pra poupar tempo e responder mais gente, vou mudar a frequência para dois posts por semana, okay?

A cartinha de hoje é de um boy que se diz ativo, mas que fica desconfortável quando o passivo é maior que ele, vamos acompanhar:

Max, estou com um dilema: curto ser ativo, mas não consigo quando o cara é maior do que eu. Tenho tesão por caras baixinhos, magrinhos e machos, quero ser ativo com eles.

Mas quando o cara é maior que eu e apresenta características de ativo dominante, às vezes broxo, me sinto impotente diante de um cara que é mais macho e mais dominante do que eu.

Será que tenho que continuar sendo ativo com caras menores, e passivo com caras maiores?

Ah, a eterna heterossexualização da relação gay. Nossa sociedade patriarcal e machista domina de tal maneira o koo alheio que um homem se sente menos masculino sempre que toma atitudes “tipicamente femininas” no sexo.

Basta observar o horror que os héteros têm ao “fio terra“, e a própria carta acima, na qual ele deixa de se sentir à vontade como ativo somente pelo fato de ser menos robusto que o parceiro.

Aquela situação que a racha coloca o dedo no edi do namorado:

Sim, afinal, como a relação sexual homossexual é, infelizmente, uma relação de dominação (assim como é a heterossexual), é de se esperar que o maior seja o dominador e o menor o dominado. Quando esse paradigma é quebrado, *BOOM*, temos um ativo confuso com relação a sua capacidade de dominação.

E com muitos passivos acontece o mesmo. Eu já fiz sexo com homens de todas as alturas e idades (todas mesmo), mas em todas as vezes nas quais eles eram mais novos ou mais baixos (porque mais magro é impossível, néam?) que eu, me sentia desconfortável… como se eles não fossem “homens o suficiente” para me dominar.

Vejam só a grande babaquice machista que afeta a todos nós, até mesmo uma bee como eu, que a última coisa que ostenta é a masculinidade.

Entretanto, pela carta do rapaz ele parece bastante flexível nessas situações, e mesmo quando “broxa” com os caras maiores que ele se sente confortável em ser passivo. Apesar de eu achar isso lamentável diante da escassez de ativos no país, o que interessa é gozar.

Portanto, em vez de seguir seu coração, siga sua neca. Se ela subir, ótimo, se não, use a próstata. 🙂

Tá com um dilema de natureza sexual, social, econômica ou médica? Mande sua dúvida para max_babadocerto@hotmail.com, e a Max consultará os universitários para tentar resolver o seu problema.

Pornografia, masturbação, tabus e Gang Bang


Sexta-feiraaaaa

Hoje é sexta-feira e por isso vamos falar de coisa boa: Sexo não é, porque tá tão difícil achar homem, que as bee’s quando pegam HPV tiram foto da verruga e postam no Facebook, só pra dizer que têm vida sexual passiva ativa. (ECA, MAX!)

Vamos falar de masturbação. Todo homem gosta de pornografia, nós somos bombardeados por bundas, necas e peitos desde a infância, e com a criação machista da sociedade os meninos acabam desenvolvendo um carinho todo especial pelo ritual diário de onanismo.

Até mesmo as gays mais femininas que não encostam na própria neca colocam o pau pra trás todo dia, sentam na cadeira do computador e se esfregam até o clímax.

Fica a pergunta: sua preferência de pornô determina sua sexualidade? Ou é o inverso? Um leitor me mandou uma carta para o Kooriosidades, mas eu achei muito mais útil usar o depoimento dele para falar desse assunto. Vamos acompanhar (lembrando que os comentários em negrito são da Max metendo a colher na vida da bee):

Sempre me considerei um homem hétero. Não do tipo que peida quando tá com outros marmanjos, cospe e coçe o saco, mas aquele tipo de ”hétero na dele”. {Já comecem a desconfiar daí, se o “hétero” usa essa expressão, tem caroço no angu}

Sempre, SEMPRE, me apaixonei por mulheres apenas. Porém, uma amiga me introduziu ao ”mundo pink” por meios de fanfics (quem for leitor do blog e não souber do que se trata, google it!). Primeiramente eu fui relutante, porque as fanfics que ela me mostravam eram apenas histórias de sexo, bem simplórias e mal escritas, e só. Mas depois, me introduzindo mais nesse mundo, fui conhecendo fanfics com tramas gays e muito boas. Aí a coisa foi pra evoluindo para FanArts, FanVideos, Gifs… quando dei {RÁ} por mim, tava vendo pornô gay da BelAmi sem receios. {Não tem nada mais hétero que pornô da Bel Ami, as beeshas são tão femininas e mulheres que até um pornô de lésbica com cinta-caralha é mais viril que aquela bosta}

Aí é que começa a ambiguidade: Eu sinto tesão em vídeos pornôs gays, e até me masturbo com eles. Não sei se é por causa dos gemidos, pelas ”metidas” (tanto que acho porn ”romântico-calminho” maior chatice, mas também não sou tão hardcore ao ponto de gostar de Sadomasô e Golden Shower), ou o que quer que seja. {Claro, porque pornô hétero não tem gemido nem metida, é um homem e uma mulher discutindo a relação pelados}.

Porém, eu não me imagino naqueles situações, sabe? Não me imaginando fazendo a bee passiva com fogo no ass, nem nada. {Mas nem eu, ainda mais nos pornôs hardcore satânicos que eu assisto hahaha} Não me derreto por homem bonito que encontro no ônibus, nem nada. Acho alguns homens muito lindos, sim, e, CASO HOUVESSE A OPORTUNIDADE, não veria receios de ter uma relação amorosa com eles. {Já começou a empassivar, podemos excluir aqui a possibilidade de buraqueiro, porque buraqueiro gosta de buraco, não de romance = VI-NHÁ-DO}

Mas voltando ao ponto hétero {Até agora não vi onde essa parte do hétero começou}, que acho importante frisar algo, antes que eu me esqueça. Na minha infância, sempre fui do tipo que se apaixona por uma coleguinha de classe todo ano {Me too, hoje são todas sapatões, coincidência?}. A menina podia ser uma bitch, mas eu tava lá, todo encabulado perto dela. A maioria delas mudava de colégio, ou de turma, no outro ano, então acabava que eu nunca tive uma paixonite duradoura. Isso até conhecer uma garota aos meus 12 anos. Ela era linda, inteligente, simpática, sorridente e tudo o mais que fará as bees vomitarem lendo esse trecho(… brincadeirinha){Ou se identificarem, afinal, Narciso acha feio o que não é espelho}. Era super amigo dela (embora ela tenha ficado meio distante depois de ter sabido das ”minhas intenções”){Que intenção um menino de 12 anos tinha? Brincar de Dragon Ball Z com ela?}, e continuei nessa paixonite até os meus 14 anos. Aí, cada um foi para um canto, e que eu já tava meio puto com a distância que ela tinha imposto no último ano, nem procurei mais saber dela.

Até que, dois anos atrás, uma amiga dela me conta as ”bombas bafônicas” que eu não sabia. Primeiro, a garota me perdeu a virgindade com 13 anos, com não um, não dois, mas TRÊS CARAS AO MESMO TEMPO! {Uns com tanto, outros com tão pouco :(}

Detalhe crucial: os 3 caras NÃO SE CONHECIAM (um era namorado, outro era vizinho, outro era amigo). Ou seja, enquanto todo mundo só pensava em dar o primeiro beijinho, a bitch planejava gangbangs. A outra bomba? Ah, sim, o namorado que comeu ela nessa suruba, hj em dia, está CASADO com ela. Aliás, ela se casou com 16 ANOS E FOI MORAR NO INTERIOR COM ELE. Largou tudo, família, casa, amigos, estudos, aulas de dança… Virou aquela típica futura-pé-rapada. O que mais me indigna nisso é que a garota era linda e inteligente, poderia se dar MUITO bem na vida, e ao invés disso virou esposa precoce de um cara que, sinceramente, eu nem olharia duas vezes se tivesse passando pela rua. {Senti uma mágoa de cabocla aí, tô certa?}

Porque contei isso? Porque acho que faz parte do trauma todo {Vai vendo…}. Deste então, não consigo me apaixonar por NADA. Nem mulher, nem homem, nem planta, nem animal, cereal, objeto {Se você conhecesse o Murilo Benício, meu vibrador, tiraria “objetos” dessa lista}. O máximo que tenho uma leve, bem leve mesmo, atraçãozinha física. Mas é daquela de, passou uma semana sem ver o rosto, você nem lembra mais como era. {O ROSTO, néam? Porque a neca é inesquecível}

E aí que vêm o motivo da carta: Não tenho mimimimi com esse lance de sair ou não do armário, mas a questão é que, até hoje, eu só me amei mulheres, mas sinto tesão por homens (assim como por mulheres).

Aí o rapaz termina a carta me perguntando se ele é gay, bi ou hétero. Pois eu digo que é safada! Gosta de uma sacanagem e tá de graça querendo determinar UMA sexualidade, sendo que claramente ela tem mais preferências sexuais que Emily Rose tinha de demônios no corpo.

Siga a filosofia de Alexandre Frota e seja feliz:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=gqLKjO2aD9s]

Sobre se apaixonar, você não é a única que não se apaixona por nada, o mundo tá tão medíocre, previsível e insosso que minha gatinha (a Sahara Davenport) me impressiona mais quando traz um passarinho morto que qualquer homem já me impressionou com presente do Projeto Tamar (SIM, porque essa galera acha que só porque a gente é biólogo gosta de ganhar blusa cafona de tartaruga-marinha).

Mas voltando ao pornô. Observem que ele baseia sua possível bissexualidade no tipo de pornô pelo qual se atrai, uma vez que não curte pornô hétero, por motivos pessoais.

E eu digo que bissexualidade é comer cu e buceta, como foi supra-citado. O tipo de pornografia que assiste jamais vai determinar o que você gosta na vida real (eu não teria coragem de colocar minha bunda num Glory Hole, mas adoro esses vídeos, por exemplo).

É claro que quando sua sexualidade é bem definida é mais fácil você curtir a pornografia que represente a sua vida sexual, mas pela carta a moça não tem vida sexual gay, entón, é parecido com o caso de gays que assistem pornô hétero, no que tange gosto pessoal versus sexualidade.

Eu mesmo não SUPORTO pornô gay, aquelas passivas bombadas cá bunda cheia de foliculite e os ativos tentando se mostrar tanto que só faltam virar ponte enquanto comem o koo da outra… não sou obrigada, tem que gostar muito de homem (e Cirque du Soleil) pra curtir aquilo.

No pornô hétero o foco é a racha e o rapaz (ou rapazes) deve se esforçar como coadjuvante, o que torna muito mais interessante a cena como um todo, isso se você abstrair aquela voz de Mandrágora do Harry Potter que essas atrizes pornô têm, né?

Mas eu sou enjoada, sou mais chata vendo pornô que José Wilker analisando a entrega do Oscar na Globo. E vocês? Qual acham que é a sexualidade da nossa amiguinha confusa e como se relacionam com a pornografia?

Penetração não define sexualidade


Se essa Fazenda está boa ou ruim eu não sei.

Mas pelo menos essa discussão foi uma delícia e Léo + Penélope se mostraram inteligentíssimas diante do machismo dos “machos-alfa” de koo quadrado, que não admitem que fisiologicamente todo homem (hétero ou gay) é capaz de sentir prazer com a próstata:

Tem como não amar? Não vou mais reclamar quando disserem que me pareço com a Léo, não depois dessa demonstração de conhecimento. ❤

E tem gay que ainda concorda com o conceito machista de sexualidade, dá uma olhada no absurdo clicando AQUI.

Respondendo o comentarista B! que comentou aqui dizendo que gente inteligente é exceção: quem me dera que gente BURRA fosse a exceção.

Dica do Diego

Sexualidade sob o ponto de vista biológico


Pirulla, dono de um vlog no youtube, é famoso por discutir temas polêmicos nos seus vídeos. Dessa vez, esse fala da origem da sexualidade sob o ponto de vista científico, e aproveita para falar da formação do sexo e do comportamento sexual nos animais, desde os primórdios do processo evolutivo.

Vale a pena pegar uma pipoquinha e assistir:

Eu AMEI a maneira que ele tratou o tema, didática e 100% pautada em artigos científicos. Aliás, isso me lembrou de um texto meu que já mostrei aqui e que vale como leitura complementar. Clique AQUI para ler.

Mas nada foi mais mágico que ele ter citado os X-men numa analogia, e por isso vou aproveitar pra dar uma dica de vida pras senhoras:

Dica do leitor (muito obrigado, querido ;))

A erotização de transexuais femininos por homens heterossexuais


Este vídeo foi retirado de uma palestra da professora Nina Arsenault do programa de estudos de Diversidade Sexual da Universidade de Toronto. O vídeo é uma ótima ferramenta para desmistificar um pouco o tema “transexualidade”.

Nina Arsenault é conhecida e aclamada por sua “transdiciplinariedade” na arte, tendo trabalhado com apresentações ao vivo, fotografia, vídeos e apresentando seu trabalho na mídia de massa, onde explora a sua contínua transformação psicológica e física. A transformação de Nina, a metamorfose plástica que envolve a sua transformação de homem em mulher, incluí até hoje 60 cirurgias, e a sua vida pessoal foi tema de diversos documentários nacionais e internacionais para televisão, revistas, rádios, jornais e revistas.

Em 2005, Nina tomou controle da sua própria voz e imagem em uma série de artigos autobiográficos, escritos como muito humor, intimidade e provocação, publicados em sua própria coluna: T-girl na revista canadense Fab!

Estas crônicas contam suas experiêcias com as cirurgias plástica, a vida de garota de programa e romances com homens heterossexuais que são apaixonados por transexuais, os chamados T-lovers. Nina também chegou a escrever para diversas mídias impressas canadenses como o jornal The National Post, a revista Now Magazine entre outras publicações. Seus provocativos artigos são leitura obrigatória em diversas universidades canadenses para os cursos de sociologia e estudos da sexualidade humana.

Em 2007 Nina foi agraciada com o título de Membro Honorário na Universidade de Toronto, junto ao programa de estudos de Diversidade Sexual.

Para as bilíngues: http://ninaarsenault.com/

Pegando um Gancho


Não sei se vocês ficaram sabendo, mas ontem (quarta-feira), uma travesti foi assassinada em Cariacica, segue a notícia (prestem atenção nas palavras em negrito):

Um travesti, identificado apenas como Adriana, foi assassinado na noite desta quarta-feira (12), em Campo Grande, Cariacica. O crime ocorreu por volta das 21 horas às margens da BR-262, próximo à rua que dá acesso ao bairro Oriente.

Segundo informações passadas por testemunhas a policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Adriana estava no lugar onde costumava “fazer ponto” e esperar por clientes, nas proximidades de um motel, quando um carro não identificado, com dois homens a bordo, se aproximou dele.

Um dos ocupantes do carro teria desembarcado e, sem falar nada, atirou várias vezes contra o travesti. A dupla fugiu em seguida.

Agora eu vos pergunto: Por que cargas d’água os jornalistas ainda INSISTEM em tratar as travestis no masculino? As pessoas comuns eu até entendo, a maioria é ignorante mesmo, mas é vergonhoso pra um formador de opinião ser tão amador a esse ponto.

Como assim, Beeal?!


Rá! Te peguei!

Estou passada com a notícia de HOJE no Mix Brasil!

Vocês se lembram do cantor da música tema do romance entre o Padre Pedro e Estela, da novela Mulheres Apaixonadas?

Pois é, senta, toma um Rivotril e vem comigo:

BOMBA: Cantor italiano Tizziano Ferro revelou ser gay!

Simmmmmmmm! O delicioso que fez parte de vários dos meus eróticos sonhos musicais com o Padre Pedro assumiu sua homossexualidade.

Segundo o cantor, ele chegou até mesmo a fazer terapia para aceitar melhor a sua sexualidade.

Meu gaydar ficou assim quando soube:

Como eu nunca desconfiei?!

Daqui a pouco eu vou começar a me perguntar quem NÃO é gay no mundo da música.

Via Mix Brasil