HOJE tem parada gay da Serra!


Mulheres, não fiquem putas com a minha falta de postagem, tá? Eu peguei 10 matérias esse semestre e ainda tenho que ler os artigos pro Gepss e escrever o meu TCC. PENSEM NA LOUCURA!

Mas eu tenho novidades. Este domingo terá o VI Manifesto da Serra, que acontecerá em Jacaraípe, além de várias programações durante a semana, cata:

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Ebaaaaa, tudo que eu queria!

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Infelizmente, eu não poderei ir porque vou “viajar” pra Nova Almeida sexta e, vocês bem sabem, minhas idas à Nova Almeida são sempre repletas de muito Babado, Confusão e Gritaria.

Não garanto nem que vou estar viva no domingo, quem dirá apta pra ir numa parada gay. Mas quero vocês TODAS lá, dando curso de hormonização e de auto-aplicação de Perlutan pras novinhas inexperientes.

Não sabem ainda em quem votar para vereador?


A votação é amanhã! Por isso, seguem os candidatos GLBT’s de estão a frente nas campanhas:

Vila Velha:

Serra:

Vitória:

Cariacica:

E em Nova Venécia, Moacyr Sélia Filho (Moa), a primeira transexual a ocupar um cargo político no país

Não adianta achar que seu candidato hétero vai colocar a causa gay como prioridade. Pois pra ele, que nunca sofreu homofobia, essa não é a maior preocupação.

Mas pra você é. Portanto, façamos como os evangélicos que só votam entre si, temos tanta força quanto eles, ‘GLBT vota em GLBT’ (e os pais, irmãos, tios, amigos próximos TAMBÉM!)

Via LGBT-ES

Cobertura da Parada Gay da Serra


Meldels! Vocês sabem que eu não tenho preconceito com pão-com-ovo e muito menos com gente feia, afinal, certeza que a maioria das bee’s leitoras do Babado Certo dizem que eu sou as duas coisas… mas puta merda, abriram a Caixa de Pandora na Parada Gay da Serra!

Saí de casa às 14 horas pra chegar no Reino Tão Tão Distante que é Jacaraípe a tempo de pegar a parada gay ainda acontecendo. Aproveitei pra tomar dois Dramins porque eu sempre enjôo em viagens longas.

Chegando lá, começamos a andar em direção ao trio, que, diga-se de passagem, era do tamanho de uma van. Mas isso é aceitável, uma vez que a rua era estreita demais para caber um trio normal. A única coisa imperdoável naquele trio eram as músicas, poxa vida, galerãm, duas divas pingadas no meio de um monte de batida irreconhecível é foda, néam?

Comecei a beber e beber, porque nada apagaria os sucessivos traumas aos quais eu era exposto quando passavam umas gays tão exóticas quanto um clipe da Grace Jones… é… mas aí você tira a parte boa do exótico e deixa só o resto.

Engraçado foi uma bee de moicano que passou no meio de um grupo de outras gays tão étnicas quanto ela, e foi submetida a uma sessão de bullying, elas diziam assim: “Ah, Glória Maria, vai alisar esse cabelo de pico, tá tão duro que nem precisa de gel pra manter o moicano em pé!”

Desse jeito, gente! Eu acho que existe tipo uma hierarquia entre elas, baseada na força da Guanidina que aplicam no cabelo e na quantidade de foliculite que elas conseguem tapar com maquiagem, porque as mais feinhas eram escurraçadas pelas um pouco menos feias que elas… e eu disse UM POUCO, porque eram BEM pouco menos feias. hahaha

Inclusive, eu não sei porque tinha tanta camisinha aberta jogada no chão, eu prefiro acreditar que era para encher e fazer de bexiga, porque eu não quero nem pensar que teve gente que conseguiu garimpar alguém pegável naquele rock.

Por fim, a organização foi um luxo, as drags quebraram o caralho todo, a polícia estava 100% e… definitivamente, eu acho que só quando eu morrer é que finalmente vão citar o Babado Certo em cima do trio de alguma Parada Gay aqui no Espírito Santo.

p.s.: Dizem as más línguas que um blogayro cabixaba foi visto fazendo sexo oral embaixo da ponte. Não sei de qual blog é, mas aconselho de coração que ele corra o mais rápido possível para o Centro de Infecções e Micologia da Ufes de Maruípe.

Agradecimentos especiais à fofa da Malena que tirou as fotos pra gente. Para ver todas as fotos, clique AQUI 

Babado, Confusão & Gritaria [Edição Serra Dourada II]


De dourada não vi nada, sabe...

SIM! Essa semana o babado, a confusão e a gritaria começaram mais cedo! Fui abduzida e levada pra um churrasco em Serra Dourada 2, que de dourada só tinha as obturações nos dentes das ciganas que passavam vendendo quebra-queixo.

Fazendo a geógrafa: Serra Dourada é um complexo de bairros de Serra, são três no total, nos quais a numeração é inversamente proporcional à violência do local… qué dizê, Serra dourada 1 é apocalíptico, Serra 2 é meio que a Rua Augusta em São Paulo, são grandes das chances de surra de lâmpada fluorescente, e Serra 3 é quase a floresta da Branca de Neve, só faltam os animaizinhos te mostrando o caminho.

Pois é, fui pra Serra Dourada DOIS, porque eu gosto de perigo, mas não sou suicida. Saí da prova de Fisiologia e peguei o transca até a Serra, inclusive, acho mó graça nas pessoas me olhando, eu toda de preto, olhos pintados, jaleco na mão e um livro de Fisiologia Médica nos braços. Fico imaginando o que se passa na cabeça dessas pessoas quando me vêem e pensam que faço Medicina, o medo que elas têm de dar de cara comigo num pronto-socorro, hahaha.

Maria Madalena entenderia meu medo das pedras

Enfim, chegay na casa de uma leitora assídua do BC, o local estava repleto de viado e sapatão, alguns jogados pelo chão, outros já iniciando acasalamento, comecei a beber, fiquei bêbada em pouco tempo.

Durante a bebedeira, a dona da casa nos contou que os vizinhos eram evangélicos, e que costumavam tacar pedras na casa dele quando os viados apareciam dando show, eu fiquei CHOCADA com a notícia e logo dei um jeito de sair da área aberta e ir pra varanda. Inclusive, fiquei com tanto medo, que no outro dia, só de ouvir os erês acendendo bombinha na frente da escola, já pensei que fossem tiros e logo veio nas nossas mentes a notícia no jornal: “Três homossexuais e um travesti são executados em Serra Dourada 2”. Seria trágico, não acham? Mas não pela morte, ser queimada na noite e não estar aqui pra se defender é muito pior!

Mas isso foi só no começo, quando caiu a noite chegaram dois homens heterossexuais e começou a ovulação coletiva das gays, um deles era comprometido e o outro tava na pista pra negócio. Eu, como sou muito recatada e já estava mais bêbada que peru de véspera, fui deitar.

De repente, me afastaram, e uma das rachas da festa sentou na cama, colocou o boy com a braguilha aberta em pé na frente dela, e começou a fazer vocês sabem o quê! Tudo isso na maior naturalidade! Depois nós gays que somos depravadas, néam?

Mais que mil palavras

Saí muito revoltada, mas foi eu ir pra varanda que mais dois viados entraram na casa, trancaram a porta, e só se ouviam os sons dentro do quarto, banheiro, cozinha, todososcômodos, uma putaria coletiva. Entretanto, morri de rir quando um comentário se sobressaiu: “Ah, NÃO ACREDITO QUE VOCÊ BROXOU!”

Beeshas! Eu nunca vi um lugar esvaziar tão rápido, parecia que tinham amarrado uma buceta num cabo de vassoura e rodado dentro do quarto, espantaram todos os viados de uma vez!

Por fim, depois que todos os fachos se quietaram, fomos dormir… quietaram o facho PORRA nenhuma, na verdade, só sobraram as passivas e todo mundo aqui sabe que passiva com passiva a única coisa que dá é risada uma da outra, néam?

Babado, Confusão & Gritaria [Nova Almeida]


Mapa de Nova Almeida

Bee’s, O BCG dessa semana teve que ser adiantado, porque meu começo de fim de semana já foi bafo demais pra esperar até segunda-feira.  Me aventurei pelas bandas pós-Serra. Não satisfeita em ter acordado por lá no mês passado, senti uma necessidade de viajar até o limite do Transcol.

Quinta-feira, Ariadna, uma bill amiga minha, convidou a mim e ao Anwar pra irmos à casa dela em Nova Almeida. Eu juro que fiquei meio receoso de início, afinal, tenho experiências péssimas com cidades do interior, vide o dia que bebi Cu de Burro em Nova Venécia e sai correndo pelada pelo mato. Mas ela disse que me daria bebida grátis e eu aceitei. Pois de graça, até injeção na testa, néam?

Comprei minha passagem na quarta-feira e na quinta peguei uma ponte aérea pra lá, o vôo levou cerca de duas horas e eu demorei um pouco pra me acostumar com o novo clima e fuso horário. Pras que nunca visitaram Nova Almeida, aconselho fazer uma mala bem diversificada, pois as variações de temperatura são tão bruscas quanto as do Planeta Mercúrio.

Sou hétero

Enfim, vamos falar de coisa boa: as gays. Fomos comprar nossos drinks no supermercado e as ruas pareciam uma Parada Gay em suaves prestações. Bastava algum de nós falar a palavra “vinhádo” que surgia uma bill pintosíssima caminhando rebolativa. O lugar tem tanta bee, mas tanta bee, que até os “HT’s” falavam miando.

Tsá, nem todos os Ht’s falavam miando, mas tinha uma pocket-PêLanza que eu fiquei chocada quando eu, muito educadamente e já enturmada, fiz uma pergunta e disse assim: “Então, gente, eu acho que a chuca é isso e tal, não é mesmo, BEE?”, olhando pra gay Restart. E vocês acreditam que ela, muito da abusada, balançou o ombrinho, cruzou a perninha, quebrou o bracinho e teve a audácia de dizer: “Eu? gay? Sou heteroãm”.

Sim! Anasalando as sílabas mais que a Celine Dion! E depois ainda insistiu em bater nessa tecla, e eu, muito chapada depois de três garrafas de Martini, já tava poota na paulishta e comecei a jogar na carãm dela que era impossível ela ser hétero.

Como essas mini-bee’s sempre funcionam sob pressão, logo ela soltou a máxima: “Tsá, sou agátê, mas já peguei homem, só que não gostei”

Um cidadão comum de Nova Almeida

Amigas, QUEM aqui gostou do primeiro homem que pegou? Pouquíssimas! Se fosse depender do primeiro pra determinar minha sexualidade, estaria fodida e comendo mulher com o dedinho no nariz até hoje!

Acabei dormindo de lente, acorday com olho de peixe, e caminhamos MAIS uma vez pelas ruas (muito programa turístico). Só que dessa vez fomos eu e uma amiga da Ariadna, tão andrógina quanto eu, só que ela é rachada. Qué dizê, vocês imaginem o frisson causado? Estava me sentindo tão freak, mas tão freak, que andava com o koo na mão, com medo de quando menos esperasse, aparecesse uma multidão enfurecida, com tochas pra nos queimar.

Por fim, a minha dica é: Nova Almeida é o paraíso pros boys ativos, se é que existe algum, pois conheci pouquíssimos. Acho que deve ser por isso que no fim de semana, as gays de lá vêm todas pra Vitorinha, o último grito de desespero em busca de um cafuçu… tadinhas… mal sabem elas que a situação aqui tá tão preta que a única saída é fazer escambo com os outros países, tipo uma bolsa de valores: duas passivas por um ativo, pra evitar a inflação.