Babado, Confusão e Gritaria [Edição Canal 505]


Eu vou contar pra vocês, não é porque é Open Bar não, mas essas festas de bebida liberada da Canal 505 são as mais divertidas de Vitória! Toda vez que vou lá chego em casa todo sujo, igual aquelas criancinhas da propaganda do Vanish Poder O2. E nós sabemos que quanto mais sujo você chega de um rock, MELHOR ele foi!

Antes de ir pra lá fui beber tequila e jogar PlayStation na casa do meu ex-peguete, e de lá pra casa da minha prima, que mora pertinho do Triângulo. Saí de lá umas 23:30 e marquei com as outras primas de nos encontrarmos no postinho, partimos pra Canal.

Chegamos lá, entramos, as horas se passaram, ficamos bêbadas e eu resolvi ir lá fora, sempre curto dar uma volta lá em cima pra bater um papo com o pessoal gente boa da portaria. Uma bee passou e perguntou o seguinte:

– Max, por que você sempre anda com essa bee de alargador? (falando da Anwar)

– Que bee, gente?

– Essa daí do seu lado!

– Do meu lado? Menine, ela não é bee não, é meu Yorkshire!

Mágico! Anwar saiu possessa e esbravejando que iria se vingar, mas logo voltou, e começamos a subir a ladeirinha de novo, eis que outra bee nos chama:

– Hey, psiu, você que é o Max?

– Sim, sou eu, por quê?

– Ah, ótimo, é com você mesmo que eu quero reclamar! Cheguei aqui pensando que fosse Open Bar, e quando vejo só tem cerveja, suco gummy e caipirinha?! Cadê as opções de drink?!

– Oi? Mas não é isso que está escrito no flyer?

Uma fotinha da animação do evento

E um basfond se iniciou, mas a promoter, finíííssima, foi lá e logo resolveu todo o babado. Depois fiquei pensando com Anwar:  a gay pagou 35 reais numa festa Open Bar e queria beber o quê? Red Label, Red Bull e Chandão Baby?

Enfim, fomos dançar, e diga-se de passagem, o Dj da área externa arrasa DEMAIS quando toca Ivete, Funk e samba de raíz, porque cerveja, piscina, o canal delicioso jogando aquele ventinho delícia, cheio de coliformes fecais… Tem que ter um samba, tem que ter uma baixaria!

No final da noite as gays se jogaram na piscina, menos eu, porque sou uma mulher bem criada… porra nenhuma, gente, a verdade é que se eu ousasse cair lá dentro, sairia tanto produto tóxico do meu rosto que eles teriam que interditar a piscina com uma plaquinha daquelas escrito “Bioharzard”.

Voltamos pra casa, em casa esqueci de tirar a maquiagem do olho, do rosto, nem tirei a lente, dormi do jeito que cheguei… Resultado: Acordei o satanás! Eu vou ser sincera com vocês, bee’s, pra casar comigo tem que ter muito amor no coração, porque tem dias que eu acordo parecendo aqueles zumbis do Walking Dead, na moral, mamãe acordou mais cedo pra beber água e quase enfartou quando me viu saindo do banheiro.

Só passo um batom e saio

Domingo acordei com fogo na perereca, tinha que sair de qualquer jeito. Marquei com Anwar de bebermos na pracinha de Cogayral, compramos duas Cantinas das Trevas e lá ficamos vendo a vida passar. Me deu vontade de fazer xixi, fomos andando até o postinho, quando chegamos lá, quem a gente encontra? REX & cia.

Já sentamos, bebemos mais, e dali fomos para o 20 Te Cantar, é, aquele karaokê de Gaivotas. Cantei uma musiquinha e fui lá fora fumar, aí que vem o grande bafo.

Perto do banheiro tinha uma mesa com um cara bem mais velho e uma mulher nova, eu, inocentemente, pensei: “ah, que legal, pai e filha bebendo juntos!”.

De repente surgiu uma negona, de umas 7 arrobas, lá no portão, com fogo nas ventas e apertando o passo em direção à mesa do “pai e filha”.

A negona catou a menina pelos cabelos e puxou tanto que eu pensei que fosse arrancar o couro. Derrubou mesa, xingou de vagabunda, piranha, quebrou o casco, e logo todo mundo percebeu: O véio não tava com a filha, mas sim com a AMANTE!

Eu fiquei louca! Já tinha se tornado meu lugar preferido, e ainda começaram a cantar Whitney Houston lá dentro, pronto, me derreti.

Tomamos nosso rumo pra casa do pessoal amigo do Rex, porque o Rex mesmo já tinha vazado há horas. Pegamos um táxi, e dentro do táxi estávamos falando sobre pinto pequeno, que eu achava uma falta de respeito o boy aparecer com o pênis do tamanho de um dedo polegar e tal. O taxista se exaltou e falou: “O homem não é feito pra dar prazer, é feito para se reproduzir”… Silêncio sepulcral, mas como a Max não vale nada, soltou:

– Oi? Só pra se reproduzir? Mas ele sente prazer se reproduzindo, e o prazer da mulher?

– Isso você só pode reclamar com deus.

– Uhum, tá boa, muito machista de sua parte super-valorizar seu orgasmo em detrimento do prazer da mulher, como se ela fosse um depósito de porra.

Mas na verdade mesmo eu queria dizer: “O PAU PEQUENO SE DOEU”.

Bebemos na casa do pessoal e voltamos pra casa… os detalhes sórdidos desse “voltamos pra casa” eu prefiro deixar em off para preservar o pouco de dignidade que me resta em Vitorinha.