Willam para latinas – “Es una passiva”


por Dé

Ela está de voltaaaaaaaaaaa!

Uma de nossas queens favoritas saídas do reality mais amado por 11 em cada 10 bichas, Rupaul’s Drag Race“, está de volta com um remake em língua espanhola de seu grande hitBoy Is A Bottom“.

Embora possa soar estranho a alguns a refilmagem sem as drags Detox e Vicky Vox, é tão maravilhoso que as gueis não-latinas estão todas trabalhadas no recalque. É divertido porque foi toda adaptado, inclusive com uns sons incidentais latinos.

“Quando você aprender outro idioma nas escolas americanas, você aprende a dizer gato, cachorro e perguntar onde está a biblioteca,” disse Willam em uma entrevista.Eu queria aprender mais – especificamente as baixarias e deixar claro a todos os meus futuros maridos latinos por meio da minha música que eu aprecio todo o seu amor e apoio, e algumas outras coisas ao sul da fronteira“. DANADA!

Assista ao vídeo e se delicie:

“Essa bicha é passivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!” VIAAAAAAAAAAADO!!!

Arrasô, gata!

A arte da gongação, você domina?


Tô bonita?

Já dizia RuPaul: “Uma gay gonga a outra só pelo prazer de gongar”.

E é verdade! Todas nós temos um grupinho de amigays que saímos nos fins de semana pra piranhar em Vitorinha, num temos? Agora tentem observar como vocês se tratam: É “vadia” pra um lado, “passiva arrombada” pro outro, porém, no final todas voltam pra casa unidas no Transcol.

Mas aí vocês vêm e falam: “Ah, Max, os héteros também fazem isso, chamando uns aos outros de viado e etc”. Pois é, bebês, mas eles são pouquíssimo criativos, não passa dos termos que envolvem a sexualidade do amigo, que aliás, nem vou entrar no mérito da obsessão dos héteros pela frequência sexual do koo dos outros.

Nós não, nós gays gongamos umas as outras como se estivéssemos afiando a língua para quando fosse realmente necessário usá-la, sabe?! Às vezes elas são pesadíssimas, e usam até mesmo os pontos fracos da amiga, seja o nariz de batata, o cabelo ruim ou a barriga grande, sem perdão. A própria televisão já percebeu isso e encheu a programação de personagens gays que fogem daquele estereótipo da bee humilhada por todos.

Mas de onde vem isso? Porque apesar de gongarmos as colégãns o tempo todo, nós temos tipo um alarme que avisa quando a porra ficou séria e a briga começou. Um tempo atrás perguntei na mesa do bar fiz uma pesquisa de campo e nós chegamos a duas conclusões. Agora eu quero saber qual vocês acham a mais provável, okay?

Gorda.

A primeira teoria diz que isso é fruto de uma defensiva constante diante da homofobia que sofremos e do bullying que a maioria sofreu quando criança. Como se estivéssemos sempre com 4 pedras na mão pra nos defendermos de algum ataque, que na maioria das vezes, chega de surpresa. Inclusive, isso explicaria o motivo desse comportamento se repetir entre alguns grupos de fanchas.

Um exemplo, uma vez estava eu e uns amigos caminhando na rua e passou uma caminhonete cheia de rachas penduradas na caçamba. Uma delas gritou “Ai, como eu tô bandida“, que diga-se de passagem é o novo “Ai do Richarlysson“, que já foi o novo “emo”, mas todos querem dizer a mesma coisa: ‘VI-A-DO’… cada ano eles inventam uma nova.

Como ousa?

Ela mandou aquela vinheta, riu bem alto por uns segundos, mas eu, muito assassina, já tinha na ponta da língua a resposta assim que bati o olho na racha, soltei: “Gorda. *olhar de reprovação*”.

Eu não disse “Gordaaaa”, nada disso, não gritei, a crueldade está em não gritar. A caçamba inteira se calou e mais parecia um caminhão pau-de-arara rumo ao sertão nordestino, de tanta tristeza que se via no olhar da moça.

A sapa diz: "Aff, que papo de viad... OLHA, PEITOS!" *click*

A segunda teoria diz que isso é porque a maioria dos gays tem uma maior afinidade com o universo feminino, devido a vivermos numa sociedade que separa as pessoas pelo comportamento que cada sexo deve ter, causando uma confusão na cabeça dos gays e nos aproximando do universo feminino. Como as mulheres adoram criticar umas as outras, misture isso com a testosterona advinda dos homens gays e BOOM, criamos um monstro de língua afiada e agressiva!

Por favor, entendam como universo feminino esse mesmo que nós vivemos, com todos os valores heterossexuais, a hipocrisia e o fingimento que, antes que vocês digam, não estou atribuindo ao SEXO feminino, mas sim à ideia genérica da mulher construída em todos esses anos de história, e que nos afeta mais que as várias pequenas mulheres que passam pela nossa vida e mostram que nem todas são como o machismo prega, tá?

E não podemos negar, temos uma forte ligação com as mulheres, né? Inclusive, isso me lembra uma história… sabe aquele ditado: “Elogie uma mulher e ela esquecerá de você em 5 minutos, chame-a de gorda que ela lembrará da sua cara pra sempre”?

Entón, acho que isso vale pros gays também, porque eu vou te contar, todos os dias eu recebo dezenas de críticas e elogios, de gente que se passar hoje na rua por mim eu nem vou reconhecer. Exceto UMA BEE, que falou assim: “Nossa, Max, você deu uma engordada, tá com uma barriguinha”, que despeitada!

Hoje eu lembro ATÉ DO CACHECOL verde e rosa que ela tava usando…

E as senhoras? Têm alguma explicação pra esse nosso comportamento? Conta aí pra gentchy nos comentários. E não esqueça de votar na enquete abaixo!

DRAGULATOR!


A dica de hoje é bapho! Produção, montagem, gliter, plumash, babadeenhos… Tô falando do Dragulator, um site que é pooro loosho em que você pega uma foto sua (ou da sua amiga, ou do seu pai, enfim) e vai passo-a-passo colocando make up, perucão, looks fechativos… Um babado, fia! Tinha que ser de quem, de quem, de quem? Da RuPaul, claro!

O mais legal é a quantidade de opções de tudo! E tem uns gritinhos da própria RuPaul te animando.

Eu peguei a foto de um famoso, bem cafuçú e montei-o lá no site, cata:


Advinha quem é?

Eu gosto assim: loosho, poder, riqueza e sedução! Como toda boa drag deve ser.

Não perca tempo, bee, entra no site agora e se monte. Ou prefere ficar aí trabalhando?

Dica do @AloizioVidal.