Minha primeira vez na Rouge House


Boa madrugada, estão animadas pra essa sexta-feira maravilhosa que está chegando?

Em falar nisso, quero todas na Marcha das Vadias sábado, viu? E aproveitem pra irem na Calourada de Biologia, no Sintufes, logo depois da marcha. OPEN BAR:

OPEN BAR? JÁ TÔ LÁ, MAX!

OPEN BAR? JÁ TÔ LÁ, MAX!

Ai, bee’s, como vocês são impacientes. Eu disse que ia postar essa semana ainda, mas todo dia vocês ficam me cobrando o post sobre a Rouge House.

Tá ok, vamos começar.

Me arrumei…

01454… e saí de casa.

#partiu happy hour com o namorido

#partiu happy hour com o namorido

Como já haviam me dito que as bebidas lá eram caríssimas, eu e meus amigos resolvemos encher a cara antes de ir, num barzinho ali na Praia da Costa, o Mescla.

Pelo nome do bar e quando me falaram que o chopp custava 1 real, eu imaginei que fosse um ambiente super alternativo, escurecido e cheio de beesha.

Porra nenhuma, chego lá e dou de cara com uma dupla de rapazes cantando MPB e um monte de casal hétero nas mesas. Sabe aqueles casais típicos hiper-broxantes, nos quais o boy tá todo desleixado e a racha parecendo uma boneca de cera? Tava na cara que eles só iam sair pra comer mesmo.

Mas isso é coisa de gente rica, porque se ganhassem pouco eu duvido que ela gastaria a maquiagem pra comer uma coisinha e voltar pra casa, depois no final do mês ficam todas raspando o fundo do pote de base.

Aí tá, o chopp não estava um real, começamos a beber cerveja e eu fiquei me perguntando:

Gente, esses caras tão cantando aí de graça? Sem couvert artístico?

Começou um clima de tensão! Porque se lá nas quebradas um couvert já é caro, imagine num bar na Praia da Costa.

Rodei o bar inteiro atrás de uma placa ou algo dizendo o preço no cardápio, nada. Saí pra fumar, e num cantinho, com letras minúsculas, o couvert sendo cobrado.

Fazendo cara de rica, mas por dentro contando as moedinhas

Fazendo cara de rica, mas por dentro contando as moedinhas

Viado, catei minha bolsa e sumi como uma flecha! Combinamos de só duas beeshas pagarem o babado e só cobraram dois couverts. Porque se não fizessem isso, pelo preço que tava, eu já pegaria meu Transcol de volta pra casa.

Chegamos na boate, lotaaaaaaaaaaaaaaaaaada! Nossa senhora, nunca vi tanta gente naquela porta, as filas pareciam o terminal de Vila Velha às 6 da tarde, sabe? Que você vai pegar o 507 e a fila termina lá na porta do Darwin.

Aí chegou uma beesha belíssim… uma bicha, né, gente? Beleza de beesha transcende mais por causa da auto-estima que pela beleza mesmo.

Passou perto da gente, olhou em volta, e falou pras amigas: “Eu te falei pra gente não vir aqui, só dá gente feia”

Na hora eu retruquei, baixinho, mas o suficiente pra ser ouvida: “Haja vista a senhora, né?”

VRÁU:

BITCH!

Ali eu já tava desistindo, meu amor por Silvetty não era tão grande pra me fazer pegar uma fila daquele tamanho. Felizmente, Thiago delícia apareceu na rampinha e me chamou, passamos na frente de todo mundo.

Pensem nos olhares de ódio das gays na fila pra mim? Sem dúvida, se macumba pegasse, todos os cabelos da minha cabeça teriam caído ali, naquela hora!

Mas não deitei pra elas, fui imponente até a portaria:

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As mãos são as energias negativas tentando me pegar

Não adianta reclamar, tá? Faço tudo pelas senhoras, informo, ajudo, dou dicas, conto bafos… o mínimo que vocês tem que me deixar ganhar de volta é um pouquinho de mordomia na entrada das boates.

Digo mínimo porque eu acho que merecia era um open bar vitalício em todas as boates.

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Entrei, e que boate linda, Brasil! Toda decoradinha, os banheiros limpinhos com tias simpáticas que só faltam entregar o papel na mão da gente, um segundo andar espaçoso e sem cobrança de vip pra não formar uma hierarquia entre os viados… enfim, tudo aquilo que o Dé falou no post dele.

Foto exclusiva da porta do banheiro:

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Mas eu não ligo muito pra essas coisas, vocês me conhecem, meu negócio é a área de fumantes. É lá que faço amizades, conheço as leitoras e fujo do som da boate, que era ótimo, mas eu tô velha, não aguento aquela barulheira por muito tempo mais.

Por mim tocava um New Age a noite toda:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=f5honz0Ri-M]

Na área de fumantes discuti transfeminismo, identidade de gênero, maquiagem, chuca, smegma, HPV e temas variados. Quando é que eu discutiria tudo isso dentro da boate, tendo que gritar?

Até então a festa não tinha lotado. Quando aquele povo todo da portaria entrou, aí sim é que a gente percebeu a qualidade de duas coisas na casa noturna: Ar-condicionado e serviço de bar.

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Claro que com 500 viados transpirando era impossível o ambiente ficar gélido como estava no começo, mas ficou agradável, acredita? Imagine uma sala fechada e nessa sala fechada tem uma fonte que jorra água o tempo todo.

Se você lotar essa sala vai ser impossível do ar-condicionado manter a temperatura baixa, mas as gotículas de água que saem da fonte refrescam o ambiente quando dão de cara com o frio do ar.

Agora imagine a sala sendo a boate e as gotículas de água sendo o suor dos 500 viados. O ambiente estava parecendo beira de praia no quesito temperatura, mas IMEDIATAMENTE duas mechas cachearam na minha nuca, devido à umidade.

Então, pra quem faz chapinha, é bom passar um Garnier Fructis anti-umidade antes de sair de casa, só por garantia.

Uma pele bem protegida também é importante

Uma pele bem protegida também é importante

Já o serviço de bar, inicialmente se embolou por causa da explosão de gente comprando bebida de uma hora pra outra. Pior ainda quando os clientes são gays.

Beesha nunca chega num bar e pede uma cerveja  ou uma dose de bebida quente, ela tem que abrir a noite com um Bloody mary, um Sex on the beach ou qualquer outra bebida que demora pra fazer e deixa o barman ocupado preparando… botando no koo de todo mundo.

Por fora eu fico sorrindo, mas por dentro minha mente está maquinando diversas maneiras de enfiar aquele copo colorido na goela dela.

Porém, a organização da casa foi tão saborosa que logo ouviram alguns clientes reclamando da demora, rapidamente deram um jeito de colocar mais gente vendendo bebida e o sistema voltou a ficar fluido. Isso que é eficiência!

Quando Silvetty chegou eu estava na área de fumantes, por esse motivo me fodi e mal vi a cara dela. Tentei me espichar por entre as gays pra tentar ver alguma coisa, mas todas aquelas pessoas juntas, suando ao mesmo tempo, não tava dando certo, era questão de segundos pra eu sair dali a Gal Costa.

Meu nome é Max

Meu nome é Max

Peguei e fui embora, até porque meu amigo misturou champagne com cerveja, e uma bebida que levava um pedaço de unha da Pomba Gira, lógico que passou mal a noite inteira.

bocas

Se você beijou a boca dele, tem um lado bom: Comeu um filé com fritas delicioso por tabela.

Update: Tinha esquecido de falar, não vi espelhos na boate! Achei isso sensacional, porque sem espelhos as viados se vêem obrigadas a olhar pras outras pessoas, em vez de só pra si mesmas.

Estimulando a pegação indiretamente, achei inteligentíssima a tática.

Veja as fotos do evento clicando AQUI

Segredinhos:

Até aí vocês já estavam sabendo, o que vocês NÃO sabem é que nós do Babado Certo e a Rouge House firmamos uma parceria babadeiríssima e faremos o aniversário do blog lá!

Então, fiquem espertas, lá pra outubro ou novembro, guardem aqués, porque vai ser a festa do ano. E nem adianta perguntar nada, só vou contar qual será a atração quando o flyer sair.

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PROMOÇÃO – Silvetty Montilla [ENCERRADA]


Depois do sucesso da primeira promoção, vou sortear mais 4 ingressos pras senhoras que amam Silvetty, mas estão mais duras que pau de tarado.

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Então, se você não ganhou a última, participe mais uma vez, enviando um e-mail para max_babadocerto@hotmail.com, com seu nome no conteúdo da mensagem, e o título “Silvetty Montilla 2”.

Lembrando que se você participou da promoção da semana passada, deverá enviar um novo e-mail para essa promoção, tsá? Boa sorte, delícias 🙂

Os vencedores são Luciano Adolfo, Mariana Ferreira, Nathan Rebuzzi e Jenniffer Mayara Filomeno. Parabéns a todos 🙂

PROMOÇÃO – Silvetty Montilla [ENCERRADA]


Fofas, fofas, fofas. A festa mais esperada do ano desde o aparecimento de Silvetty no Trolalá (com Tatá Werneck) vai acontecer em Vila Velha, na Rouge House. A boate pegou o bonde andando e já sentou na janelinha, tomô?

E eu, como amo Silvetty, e amo vocês, dei um jeitinho de conseguir alguns pares de ingressos para sortear, não é maravilhoso?

Ai meu deus, beesha, Max vai sortear ingresso pra Silvetty!

Ai meu deus, beesha, Max vai sortear ingresso pra Silvetty!

Cata o flyer:

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Se amarrou? Então participe! Até mesmo você que já veio aqui me xingar nos comentários com nick anônimo, não se acanhe, envie um e-mail para max_babadocerto@hotmail.com, com seu nome e o do seu amigo, comparsa, entidade ou espírito obsessor no conteúdo da mensagem, e o título “Sou mulher, sou menina, eu cortei com tramontina”.

Aproveita e confirma presença no evento, clicando AQUI.

Análise – Boate Rouge House Club


Fujo de inaugurações

Frequento boates gays há 6 anos. E nesse período já vi muita casa noturna abrir e fechar as portas. E se tem algo que aprendi foi a nunca ir a inaugurações. É sempre lotado, e há grandes chances de o espaço ainda não estar preparado: cheiro de tinta, ar-condicionado faltando e sistema de cartões/comandas não funcionarem.

Porém minha ida a Rouge House (na semana seguinte a inauguração, dia 21/12) foi por acaso. Ainda que eu havia dito que ia aparecer lá como naquele reality inglês de restaurantes em que o crítico aparece de surpresa e a paisana para ter uma impressão verdadeira do recinto, vim colocado de uma festa com amigos e em que as guei quiseram esticar… Mas deu pra ter boas impressões do local que compartilho com vocês agora:

“Welcome to the Moulin Rouge!”

A estrutura. Pra quem conheceu a Moulin Rouge é o mesmo espaço. Para quem conheceu a Heaven Brazil é o dobro do tamanho, já que são dois andares! Cabem mil pessoas lá, daí dá pra ter uma ideia. É possivelmente a maior – espacialmente – casa noturna GLS da Grande Vitória (confirma, produção?).

Ela está bem bonita, com uma estética simples.  Lembra um cabaré ou uma casa da luz vermelha. Chama a atenção o palco, bem estruturado pra receber shows, decorado com dois telões de leds. Podemos dizer que essa corresponderá a nossa Blue Space (dada as devidas proporções), por conta desse bom espaço pra shows.

Há uma quantidade bastante razoável de bares (dois no andar de cima, sendo um uma champanheiria, e um enoooorme no de baixo), ou seja, dificilmente esperará pra beber lá. A pista de dança, que fica embaixo, está certinha e preparada, mas também não tem nada demais. Talvez um problema seja que o lugar inteiro seja iluminado demais, eu desceria um pouco aquela luz. Tem um lugar escondidinho ao lado da pista  que tem muita luz, sério, eu deixaria ali apagado pras beeshas se pegarem. Seria um atrativo a mais para a casa (tem umas gays que são tímidas, tsá?!). Além disso, quem fuma achou a área de fumantes pequena, pois formou-se uma filinha pra utilizá-la (e sabe como é fumante, né, quando elas querem pitar sai da frente).

Sub-Zero Win!

Ao contrário da inauguração (alá, não falei), a refrigeração estava ótima. A boate estava geladíssima, gente. Inclusive tinha um tufão gelado na saída da escada, no segundo andar que quando você passava por lá parecia que estava tomando um golpe do Sub-zero, juro, dava pra passar frio. A ursarada ficava tudo em volta. Elas curtem clima frio.

Da estrutura o pior está sendo o banheiro. Estão feios, não estão dando conta do público e num deles o teto está meio caído. Pra piorar, no dia que fui, umas beeshas deram PT e vomitaram os mictórios todos. Ou seja, se já tinham poucos, diminuíram  P.S.: acho chique darem manutenção na limpeza dos banheiros a noite toda #ficaadica.

O atendimento. A já famosa boa recepção do Thiago Nunes se fez presente. Ser recebido de forma bem educada e  galanteadora, quase amável, tinha se perdido nas boates da Grande Vitória. Os problemas de entrada eram rapidamente resolvidos de maneira atenciosa. Trouxeram de volta a figura da GlamDoor (aquela drag finíssima que fica na porta cumprimentando e recebendo os clientes), que eu adoro, e que segue a tradição deste tipo de estabelecimento. Dá gosto chegar em lugares assim,  nos sentimos realmente bem-vindos. Nos bares, o serviço estava ágil e preciso. PONTO!

As atrações. As atrações quando eu fui estavam bem legais. Teve a amadíssima Labelle, aquecendo a galera. Depois teve duas drags que faziam coreografias sincronizadas, que foi o que teve de mais legal naquela noite. Por fim, houve uma drag bate-cabelo que trouxeram de São Paulo. Nada demais, qualquer drag daqui faria o mesmo por 1/3 do valor. Mas, de maneira geral os shows foram bons. Legal seria se mantivessem uma programação interessante como essa para ocupar o espaço incrível do palco.

“Partiu, faces”

O público. Muita bicha bonita, bem vestida e gostosa. Sabe daquelas que tem uma carinha de que posta “boa noite, faces!”? Então…

O preço. Salgadíssimo. Olha,  tem que ter muitos salários mínimos para ficar colocado ali. Quando fui, a cerveja estava R$8, a água (da pequena de 300ml) estava 4 reais. Meus 50 arô de consumação foram em minutos embora! Ouvi dizer que a casa ia rever esses valores. Precisa mesmo, se não fica difícil, viu?

Por fim, adorei a casa e voltaria. Vá também e confira com seus próprios olhos:

Serviço – ROUGE HOUSE CLUB
Endereço Rua João Joaquim da Mota, 390 – Praia da Costa – Vila Velha/ES
Telefone (27) 9694-8736
Informação no Grupo do Facebook.

Escândalo! Aquele não era o flyer da Rouge!


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Lembram que eu postei o flyer da Rouge House, que vai inaugurar dia 15 de dezembro?

Pois aquele não era o flyer oficial, uma beesha Super Espiã Demais conseguiu catar o flyer oficial ANTES da própria casa postar:

Rouge House - Red Carpet - web (1)

Clique para ampliar essa imagem saborosa

Que lindo que ficou! Achei profissional demais, aliás, MEU SONHO DOURADO é tirar uma foto com essa luz maravilhosa que eles colocam nos flyers, as pessoas ficam parecendo esculturas do museu de cera Madame Tussauds!

Aproveitando o ensejo, vale lembrar que os ingressos antecipados estão sendo vendidos com os promoters, no Gallegão e na loja de roupas Soho, okay?

Clique AQUI para mais informações

E a Rouge House já tem flyer!


Juro que eu não estou preparado psicologicamente pra voltar àquela boate.

A Heaven me marcou demais, cada cantinho daquele local tem meu DNA incrustado ao centro de uma pedra-sabão, resultado da solidificação do esperma de vários boys cabixabas.

Aliás, lá eu arrumei meus primeiros namorados, fiz minha primeira lap dance e peguei na minha primeira nec… opa, isso não, isso foi na Chica.

Cata o flyer, lindas:

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Espero que tenham feito uma reforma gigantesca, porque se estiver parecido com a Heaven é certo que eu vou tocar nos móveis e ter visões do passado das beeshas que já mamaram ali, que nem aquela racha do seriado Medium.

Pra quem não se lembra como se chega lá, é só perguntar a qualquer um na rua como se chega na estradinha que sobe o Morro do Moreno, na Praia da Costa. Não importa de que lado você virá, pare na frente da ladeirinha e olhe pra trás, pronto, lá estará ela, linda e majestosa!

Mas olhem pra trás, tá? Não olha pro lado porque quem tá passando é o bonde.

Eu, ansiosa:

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