Sincerão!


Tá certo que um dos requisitos para ser feliz é nunca olhar os comentários nos grandes portais de notícia, mas sabe, às vezes vale a pena…

comentário

Você não estava sozinho amigo, pode ter certeza! rs

Via Te dou um dado?.

Dé-sabafo!


Sou sim um blogueiro gay capixaba com muito orgulho. Celebridades nacionais vêm pra cá, mostram a b…, atrasam-se porque estão dando festinha no camarim, catam nossos boys, não preparam espetáculos para o nosso povo, dão basfond, enfim, pouco se importam conosco, e nós, que pagamos caro para tê-los em nossa terra, chamamos isso de rock…

#aloka #ClaudinhaMilkFeelings

Do Gazeta Online:

Tá, querida, Serginha catou bem ou não?

Olha, quem souber quem é o “moreno misterioso” (adoro!) nos diga, já queremos entrevista exclusiva! Será que Serginho tem pele macia e com gosto de cereja? Cada Juliô tem a Katy que merece? Ainda pode fazer piadinha com Rock in Rio?

Max in Rio [Parte 1 de 2]


Para começar, só tenho uma coisa a dizer: No rio, TODO DIA é dia de rock, bebê!

Max na barca

Pras desinformadas, eu vim pro Rock in Rio na semana seguinte do Dé, porque eu sou alternatchyva e não queria ir no show que todas as cabixabas foram. Porra nenhuma, na verdade meishmo eu ganhei o ingresso e cavalo dado não se olha os dentes, néam? E não, não levei câmera, porque eu não sou doida de andar com objetos de valor naquele lugar lotado de Elza.

Pois bem, cheguei no Rio de Gayneiro na sexta-feira de manhã e parti pra Niterói, pois foi o único lugar que eu consegui me hospedar, mas no fim das contas foi até melhor, sabe, o lugar é tranquilo, o pessoal muito gente boa, e nada supera a sensação de se sentir a Rose do Titanic voltando do rock de barca.

Lá pras 12 horas eu e a minha amiga passiva partimos pro Rock in Rio, pegamos a barca, um metrô e mais dois ônibus pra chegar lá, chegando lá, vou te contar que se Moisés acha que andou muito pra libertar os judeus, ele não tem nem noção do que é caminhar até a cidade do rock. No fim da caminhada minhas pernas estavam mais malhadas que a da Feiticeira depois dos anabolizantes.

Aquele dia foi dia de swing

E como se não bastasse, quando fui passar na fila da revista, eles dividiram um lado para meninos e outro para meninas… acreditam que o segurança teve a audácia de me impedir de passar pelo lado masculino com a seguinte frase: “Hey, a SENHORA é pelo outro lado”. SENHORA? Como assim, senhora? Me confundir com mulher, beleza, tô acostumado já, mas com mulher velha já é palhaçada! Engrossei a voz e falei em alto e bom som: “Num sou senhora não, porra”. A cara de susto do guardinha foi IMPAGÁVEL! hahaha

Lá dentro, fiquei deslumbrada, o palco era lindo, as luzes, o som… ah, meu cu, eu tava louca meishmo era com a quantidade de boy magia que passava pela gente a todo momento. Tanto homem bom, mas tanto homem bom, que se não tivesse aquela grama, eles teriam que colocar uma plaquinha de “cuidado, pista molhada!”, de tão umedecida que eu fiquei.

Bebi bebi bebi e bebi, começou o show do Marcelo D2, eu curti, principalmente porque estava muito próximo de uma nuvem de maconha, que por pouco não me levitou igual em desenho animado, de tão espessa que era. Mas num dá nada, fiquei locona de graça. O show do Jota Quest também foi lindo, juro que eu chorei quando ele cantou “Só Hoje”.

Enfim, o que interessou meishmo foi a Ivete. Viado, aquela sapatão tem algum pacto com o capeta, porque não é possível como ela consegue levantar tanta gente só de olhar pro público! Ela levantava os braços pra começar a bater palma, e antes dela bater a PRIMEIRA palma, o público já batia junto com ela! Sem contar que ela sambou na cara de Claudinha Leitchy quando falou assim: “Hoje eu não vou pedir pra vocês fazerem uma coisinha não, hoje eu vou MANDAR em vocês”. E o público enfiava o dedo no koo e rasgava, uma sensação ótima, saímos sem voz de lá.

Lenny Kravitz, cagay pra ele. Cantou música que só os fãs conheciam, e como fãs lê-se meia dúzia de heterozinhos bebedores de Uísque com Red bull. Pff, nessa hora fui linda pra Rock Street.

Tô pra te falar que aquele finalzinho da Rock Street, a parte que tava tocando música eletrônica, parecia final de Rock na Ufes, só tinha passiva nervosa atrás de neca bêbada e os travados de ecstasy.

Pegamos mais um chopp e voltamos pra ver Shakirão. Nessa hora o chão parecia que tinham cometido um genocídio, TODO MUNDO deitado, broxantes, esperando a racha começar a cantar… enfim, você vai ter a vida toda pra deitar, galerãm, e resolve fazer isso justo no Rock in Rio? Não dou conta! Devo ter pisado numas 5 cabeças, nem confiança.

Shakirão entrou! Tocando Estoy Aqui, todas as pintosas foram ao delírio! Aí a racha começou a definhar, sabe… ah, chamou um negão com cara de Seu Jorge pra fazer uns barulhos estranhos, uma racha incorporando Maria Padilha em cima do palco… achei performático demais pra prender a atenção dos vinhádos que estavam lá desde duas horas da tarde!

Mas aí, quem ela chama no palco? Rá, o saci da Ivete Sangalo, claro! Quando ela começou a cantar País Tropical parecia que tinham enfiado uma tomada no edy das gays, todo mundo que tava dormindo, ou sentado no chão, levantou pra dançar com ela, e depois ainda falam que eu estou exagerando quando digo que isso é obra de satanás, vai vendo…

Depois cantou Hips Don’t Lie e, gatinhas, Hips don’t lie a gente sabe, néam? NÃO TEM quem não dê pinta quando toca, é certeza! Acho que até o Mc Catra começa a rebolar se ouvir essa música.

Inclusive, ela chamou  umas rachas pra subirem lá no palco e dançar com ela, fiquei poota, se ela me mandasse subir eu tombaria as 5 rachas e ainda faria a coreografia inteira de La Tortura. Certeza que ela me chamaria pra ser bailarino oficial, alok.

E o Rock in Rio foi basicamente isso, não teve muito basfond, afinal, a gente foi pra ver o show… mas aguardem o próximo post, que eu vou contar quando eu saí pelas ruas do Rio…

Dé in Rio (parte 2/3): ‘Last Friday Night’ ou ‘O melhor show de toda a minha vida!’


Quando saía da rodoviária de Vitorinha, uma bee interiorana conversava comigo e já profetizávamos: VAI SER BA-BA-DO! E claro que foi, porque era impossível não ser. Inclusive a bee estava tão empolgada que mesmo com a perna quebrada (!!) foi ao Rock in Rio  – ‘RIR’ daqui pra frente. A bee arrancou o gesso com uma tesoura e se jogou! Pra que andar, néam?!

Terminado o tão aguardado só que ao contrário, como diz Katylene, show de Claudia Leitte, e depois de uns energéticos e cervejas, eu e minha companheira fomos nos apertando pela multidão de 100 mil pessoas (quase 1/3 da população de Vitória) para chegar o mais perto possível com conforto do palco pro show da Kathy Beth Terry (amo esse nome)!

E conseguimos, tsá? Olha a distância entre nós e a gata:

Fazia um vento gelado na Cidade do Rock, e isso somado com a multidão deixava o clima agradabilíssimo. Era como se houvesse um grande ar-condicionado ligado. Antes do show uma racha e um boy iam com uma arma que parecia um grande caramelo atirando alguma coisa na platéia, sei lá, algum brinde. O cenário lúdico de California Gurls já estava montado, aquele mundo colorido de doces. Daí, as luzes se apagaram… Luz azul, fumaça, o cenário se movendo… Katy surge por traz das nuvens cenográficas! HISTERIAAAAAAAAAAAAA!

Pelo telão eu via a carinha e o jeitinho de Katy e aquela comparação dela com pin-up fez todo o sentido: ela passa ao mesmo tempo uma expressão de ingenuidade boba e sensualidade. E fiquei passado quando percebi que um ex meu é simplesmente a versão masculina dela.

Quando mais o show passava e ela ia solapando um depois de outro de seus sucessos, eu ia cada vez mais me apaixonando por ela. No ar, um cima de euforia que aproximava-se do êxtase religioso. Todo mundo cantando, pulando e dançando junto. Está certo que ela não tem uma das melhores vozes prum show ao vivo, mas ela consegue conduzir um espetáculo de primeira grandeza como poucos, uma show girl pop que maravilhou todo o país. Foram tantos momentos bons que nem sei dizer qual foi o que mais gostei. Foi ela vestindo nossa bandeira e agradecendo-nos – e aos argentinos – pelo sucesso da canção? Foi o show de mágica na troca de dezenas de figurinos? Foi o beijo no Julio de Sorocaba, que virou celebridade instantaneamente na internet (olha ele falando sobre!)? Foi a tão esperada por mim, Last Friday Night, que me fez perder a voz de tanto gritar ‘TGIF’? Foi o público (70% bee, néam) não cantando exatamente Peacock? Mentira, sei dizer exatamente qual foi o melhor momento do show pra mim:

Abri os braços, olhei pra cima, vento nos cabelos… Foi mágico!

E como eu gritava! Por falar em gritar, isso criou uma situação que vou ilustrar com um meme, cata:

(Amo memes! Eles expressam sentimentos como ninguém)

Acabado o show da Katy Perry, começou o do Elton John. Foi um show bem intimista e decepcionou um pouco. A Elton ficava ali no pianinho na dele, sem interagir,  de um lado e a banda fechando horrores do outro lado. Mas decepcionou mesmo, porque a maricona que tem mais de 40 anos de carreira de grandes sucessos, me vem num festival deste tamanho e NÃO canta os clássicos da sua carreira! Que beesha é essa? Ah, não aceito! Quando ele terminou o show eu fiquei lá falando pra desconhecidos em volta: “Calma, gente, é uma brinks! Ele vai voltar e cantar ‘Your Song‘, é o MAIOR sucesso de sua carreira dele”. Olha, vou te falar, estou esperando ele voltar até hoje…

Rihanna demorou pra entrar no palco – charme, aposto -, mas quando entrou… SAM-BOU na nossa cara! Começou com uns barulhos estranhos altíssimos, coisas quebrando, grito… Na tela iam passando imagens da racha se rasgando e tal… Parecia que o mundo estava acabando e que a fofa era a cavaleira do apocalipse! E iam introduzindo a música e o coração acelerando… “Mentira, não pode ser, é mentira!”

QUEBROU O GARALEO TODO!

Ela conseguiu tirar todo meu mau humor por ter sido roubado!!! Ela entrou toda confiante apoiando-se na certeza de que todas as músicas dela eram conhecidas pelo público. Estava certa. Only Girl, Disturbia, Shut Up and Drive, Man Down, S&M, Hard, Unfaithful, Te Amo, California King Bed,What’s My Name?, Rude Boy, Cheers, Don’t Stop The Music, Love The Way You Lie e Umbrella. O público sabia – e amava – praticamente o setlist todo! Mesmo usando um único figurino (ai, amay aquele mucão, puro poder!) e cenário minimalista (qual?) a racha botou a Cidade do Rock abaixo segurando o show todo com sua voz poderosa. Sou todo amor, Ri! ♥♥♥♥♥

Outyra coisa que amay, foi ser reconhecido e encontrar um monte de gente daqui da terrinha. Ia passando e sempre ouvia um “Olha, o Dé do Babado Certo!”. SUASLINDAS!

Uma coisa que também me provocou muito encantamento foi o banheirón do RIR. Beesha, era um mictório de dezenas de metros! Você ia mijar, olhava pros lados e via 200, 300 necas enfileiradas. E tinha várias bees abusadas que ficavam de neca dura se masturbando ainda! Qüenda! E eu fiz um videozinho do mics pra vocês verem que eu não estou mentindo:

Ó, já estão a venda os ingressos pra próxima edí-ção, tsá? #fikadika Muah!

Dé in Rio (parte 1/3): Porque nem tudo são flores!


Sobrevivi! E estou aqui de volta para contar TOOOODA a experiência do maior evento de música do mundo e agora, mais do que nunca, do meu coração! ♥

Daí eu poderia perguntar para vocês: querem saber primeiro da parte boa ou da ruim? Como sei que muitas fazem a linha maldita, vamos falar da parte ruim e depois falar de coisa boa, néam?

Antes de sair de Vitorinha, passei na casa de uns amigos e tomei algumas cervejas. Fui para rodoviária – sim, fui de ônibus – e antes de embarcar tomei 1/2 ritotrilzinho para viajar tranquilo. QUE MERDA! Me esqueci das reações adversas dessa mistura e a viagem de 8 horas até o Rio de Gayneiro foi uma “viagem” nos dois sentidos. Apesar de ter dormido daqui até lá percurso foi totalmente intranquilo, porque eu sempre acordava em sobressaltos com alucinações bizarras de gritos histéricos, acidentes e gente morrendo. Uó!

No busû entrando no clima!

Depois de me alojar na casa de um amigo e percorrer pontos turísticos clássicos (cristoredentorCOF!), por volta de umas 3 da tarde, pegamos um ônibus – eu e minha amiga Katy – saindo da Central do Brasil em direção à Cidade do Rock! Beesha, gastamos CINCO horas para chegar lá!!! E apesar do tédio,o cominho longo não foi de todo ruim. Um motivo foi porque deu pra gente dar uma cochiladona magia que deu aquele gás pra aguentar a noite toda. Outro foi que fizemos amizades com a galera do ônibus. Cantamos a música tema do festival (aloooooka!) e todo mundo ia compartilhando informações que iam catando na net via celulares/tablets/e-meoo-koo.

Fiz 7 mil documentos falsos para conseguir entrar no festival, já que comprei o ingresso de um amigo que desistiu de ir, ingresso de estudante, nas no fim nada neste sentido foi cobrado. Inclusive no meio do show piquei e joguei tudo no chão e depois de minutos veio uma racha me devolver os pedacinhos dizendo com cara como quem diz ‘danadinho’: “Acho que isso é seu!”

Chegamos na hora que Cladjeenha Milk tocava. Daí fomos rodar. Tava lá aquela multidão toda e me deu uma vontade louca, muito louca, de mijar – afinal, foram cinco horas de ônibus e duas latinhas – e não é que Claudinha me ajudou? Muita gente até vaiou, mas quando a cantora de São Gonçalo puxou a “Corda do Caranguejo” (oi?), agarrei o braço da minha amiga e saimos saltitando como micareteiros doidos abrindo caminho pela multidão. Em segundos estava me aliviando…

Mas já que falamos de Milks, vamos lembrar o melhor momento ever de seu show, quiçá de sua carreira e que já entrou pra hishtória do feshtival?

RYCA!

E não falem mal que ela fica chateadinha…

Uma das piores coisas do festival era comprar comida e bebida. Porrãm, filas imensas e péssimo serviço de atendimento do Bobs (merchand #fail). Quando fui me preparar pra maratona de shows, um boy enraivecido arrancava a placa do caixa e atirava nos funcionários. Daí ninguém mais quis atender e foi um Deus nos acuda, que só se resolveu com muita gritaria e ameças. Eu, demorei um pouco a chegar ao caixa, mas comprei logo vááááárias fichas, daí me facilitou o ‘serviço’ todo.

Mas, nada supera a pior coisa de todas pra mim… Virei estatística:

Sim, roubaram meu celular 😦 .

"Me gusta!"

Acabado o show do Elton John, eu estava de bobeir… quer dizer, fechando negócio no meio da multidão. Tinha um boy muito, muito, muito, muito, muito… [INFINITO] gostoso e másculo, porém passivo lá no meião, esfregando o edí na minha neca e eu ali como quem não queria nada, só curtindo – e olha que nem é minha praia. Ela era tão perigosa que pegava minha mão e esfregava no edí dela. De boa! Eu estava lá quase sujando toda a minha calça – cataram? – quando senti meu celular sendo retirado do meu bolso. Você sabe como uma bee tem o edí sensível, néam?! Virei louca! Só vi um cafuçú fazendo cara de paisagem. Fui nele e falei “HEY! Meu celular sumiu!”. E ele muito cara de pau: “Aé?! Gente, abre aí vamos procurar o celular dele!”.

Me confundiram com Rihanna e fui ao RIR!

E elza era tão cara de pau que fingiu que ligou pro meu aparelho, qüenda? Eu falei “Você pode me devolver?”. E ele disse que eu era louco! Fui até um segurança que estava logo ao lado e falei pra ele, mas pra minha surpresa sabe qual foi a resposta? “Não posso fazer nada, se quiser pode procurar a polícia lá fora.” Ai, fiquei com um ódio, mona! Você jura que eu ia achar o marvã de novo, né? Perto, duas rachas disseram que ele estava acompanhado com outro cara e roubando TODO MUNDO que passava ali. Fiquei bege! Depois conversando com várias pessoas, fiquei sabendo que em todo grupo pelo menos uma pessoa tinha sido elzada, uó!

Mas, então, já que desabafei toda as minhas mágoas, não perca o próximo post, falando só do que houve de melhor no festival que, ainda bem supera em muito todas as desgraças!

Hoje é dia de rock, bebê


Cata a linda da Christiane Torloni no Rock in Rio:

Então você, bee leitora do Babado Certo, deve estar pensando, “Ah, ela só tá bêbada, galerãm, quem nunca?”. Mas é aí que você se engana, chegar nesse estágio de serenidade, segundo a Assessora de Christiane, é resultado de uma longa jornada budista:

Viu? Ela fala assim com todo mundo. Vou parafrasear o Te dou um Dado e dizer: “taí uma excelente desculpa para usar a próxima vez que for parado por uma blitz da lei seca, hein? Não tô bêbada não, seu guarda. Sou budista.”

p.s.: O melhor é ela balançando igual aqueles bonequinhos “João Bobo” no começo do vídeo.