Max in Rio [Parte 1 de 2]


Para começar, só tenho uma coisa a dizer: No rio, TODO DIA é dia de rock, bebê!

Max na barca

Pras desinformadas, eu vim pro Rock in Rio na semana seguinte do Dé, porque eu sou alternatchyva e não queria ir no show que todas as cabixabas foram. Porra nenhuma, na verdade meishmo eu ganhei o ingresso e cavalo dado não se olha os dentes, néam? E não, não levei câmera, porque eu não sou doida de andar com objetos de valor naquele lugar lotado de Elza.

Pois bem, cheguei no Rio de Gayneiro na sexta-feira de manhã e parti pra Niterói, pois foi o único lugar que eu consegui me hospedar, mas no fim das contas foi até melhor, sabe, o lugar é tranquilo, o pessoal muito gente boa, e nada supera a sensação de se sentir a Rose do Titanic voltando do rock de barca.

Lá pras 12 horas eu e a minha amiga passiva partimos pro Rock in Rio, pegamos a barca, um metrô e mais dois ônibus pra chegar lá, chegando lá, vou te contar que se Moisés acha que andou muito pra libertar os judeus, ele não tem nem noção do que é caminhar até a cidade do rock. No fim da caminhada minhas pernas estavam mais malhadas que a da Feiticeira depois dos anabolizantes.

Aquele dia foi dia de swing

E como se não bastasse, quando fui passar na fila da revista, eles dividiram um lado para meninos e outro para meninas… acreditam que o segurança teve a audácia de me impedir de passar pelo lado masculino com a seguinte frase: “Hey, a SENHORA é pelo outro lado”. SENHORA? Como assim, senhora? Me confundir com mulher, beleza, tô acostumado já, mas com mulher velha já é palhaçada! Engrossei a voz e falei em alto e bom som: “Num sou senhora não, porra”. A cara de susto do guardinha foi IMPAGÁVEL! hahaha

Lá dentro, fiquei deslumbrada, o palco era lindo, as luzes, o som… ah, meu cu, eu tava louca meishmo era com a quantidade de boy magia que passava pela gente a todo momento. Tanto homem bom, mas tanto homem bom, que se não tivesse aquela grama, eles teriam que colocar uma plaquinha de “cuidado, pista molhada!”, de tão umedecida que eu fiquei.

Bebi bebi bebi e bebi, começou o show do Marcelo D2, eu curti, principalmente porque estava muito próximo de uma nuvem de maconha, que por pouco não me levitou igual em desenho animado, de tão espessa que era. Mas num dá nada, fiquei locona de graça. O show do Jota Quest também foi lindo, juro que eu chorei quando ele cantou “Só Hoje”.

Enfim, o que interessou meishmo foi a Ivete. Viado, aquela sapatão tem algum pacto com o capeta, porque não é possível como ela consegue levantar tanta gente só de olhar pro público! Ela levantava os braços pra começar a bater palma, e antes dela bater a PRIMEIRA palma, o público já batia junto com ela! Sem contar que ela sambou na cara de Claudinha Leitchy quando falou assim: “Hoje eu não vou pedir pra vocês fazerem uma coisinha não, hoje eu vou MANDAR em vocês”. E o público enfiava o dedo no koo e rasgava, uma sensação ótima, saímos sem voz de lá.

Lenny Kravitz, cagay pra ele. Cantou música que só os fãs conheciam, e como fãs lê-se meia dúzia de heterozinhos bebedores de Uísque com Red bull. Pff, nessa hora fui linda pra Rock Street.

Tô pra te falar que aquele finalzinho da Rock Street, a parte que tava tocando música eletrônica, parecia final de Rock na Ufes, só tinha passiva nervosa atrás de neca bêbada e os travados de ecstasy.

Pegamos mais um chopp e voltamos pra ver Shakirão. Nessa hora o chão parecia que tinham cometido um genocídio, TODO MUNDO deitado, broxantes, esperando a racha começar a cantar… enfim, você vai ter a vida toda pra deitar, galerãm, e resolve fazer isso justo no Rock in Rio? Não dou conta! Devo ter pisado numas 5 cabeças, nem confiança.

Shakirão entrou! Tocando Estoy Aqui, todas as pintosas foram ao delírio! Aí a racha começou a definhar, sabe… ah, chamou um negão com cara de Seu Jorge pra fazer uns barulhos estranhos, uma racha incorporando Maria Padilha em cima do palco… achei performático demais pra prender a atenção dos vinhádos que estavam lá desde duas horas da tarde!

Mas aí, quem ela chama no palco? Rá, o saci da Ivete Sangalo, claro! Quando ela começou a cantar País Tropical parecia que tinham enfiado uma tomada no edy das gays, todo mundo que tava dormindo, ou sentado no chão, levantou pra dançar com ela, e depois ainda falam que eu estou exagerando quando digo que isso é obra de satanás, vai vendo…

Depois cantou Hips Don’t Lie e, gatinhas, Hips don’t lie a gente sabe, néam? NÃO TEM quem não dê pinta quando toca, é certeza! Acho que até o Mc Catra começa a rebolar se ouvir essa música.

Inclusive, ela chamou  umas rachas pra subirem lá no palco e dançar com ela, fiquei poota, se ela me mandasse subir eu tombaria as 5 rachas e ainda faria a coreografia inteira de La Tortura. Certeza que ela me chamaria pra ser bailarino oficial, alok.

E o Rock in Rio foi basicamente isso, não teve muito basfond, afinal, a gente foi pra ver o show… mas aguardem o próximo post, que eu vou contar quando eu saí pelas ruas do Rio…