Hay que endurecer, pero sin perder lo truque jamás


Parou o recalque que agora eu vou mandar o papo reto: tá dando pinta, tá fabulosa? Então manda um beijo pras travestis :***. Pode ser Candy Darling, a travesti que foi musa do Velvet Underground, grupo orquestrado pelo magnânimo Andy Warhol nos anos 60; para Mina Caputo que se aventurou no heavy metal dos anos 80; ou mesmo pra Micheline Mountreuil, primeira transgênero a se candidatar a um cargo político nas Américas.

Passada com o cisrecalque das bonitas

Seja travesti, seja herói. Chaz Bono, Rogéria, João W. Nery, Laerte, Thomas Beatie. Enquanto você estava aí achando que bastava colocar uma arroba ou um x para eliminar as diferenças, esse povo todo estava aí nas ruas, sangrando na própria carne isso aí mesmo que a gente chama de gênero. Não só eles, mas essa travesti que faz ponto na esquina da sua faculdade e que você tanto menospreza.

Saiba que boa parte dos seus direitos, meu amor, foi aberta na base de muita gilete na gengiva.

É ele que sente, na pele, a violência que você, com sorte, só vai conhecer nas manchetes de jornal. Poucas chances, marginalizadas, tendo quase como opção exclusiva a prostituição. Ser gay, meu amor, é mais que dar pinta: é fazer resistência. É ser a resistência. Ser travesti, ainda mais no Brasil, é fazer do próprio corpo uma revolução.

Então, meu amor, se pegue na coreografia e vá em frente: manda um beijo pras travestis. Mais que beijo, mande cidadania. Mande respeito, mande dignidade. Porque, meu amor, sem travesti, você não é ninguém.

Transbeijos transfeministas
Tchynna Turner.

Marcos Feliciano é queimado durante #ProtestoemVitória


Nossa contribuição para a protestos que ocorrem em todo país em busca de um país melhor foi especialmente contra a permanência do homofóbico, racista e ignorante Pr. Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos e contra seu projeto de Cura Gay. NINGUÉM aceita essa incongruência, nós passávamos com os cartazes contra o deputado e as pessoas aplaudiam em apoio dizendo que é um absurdo  ainda estar ocupando um cargo no qual só presta desserviços à sociedade.

Portanto, juntamente com outros manifestantes queimamos simbolicamente o deputado em frente a Assembléia Legislativa do Espírito Santo, durante o ato “Não é por 20 centavos – Ato Nacional a favor da Democracia”, em Vitória-ES, no dia 20 de junho de 2013.

#ChupaFeliciano

CONVOCAÇÃO: Marchemos pelas NOSSAS causas!


Amanhã, quinta-feira (20/06), haverá novamente manifestação e será uma manifestação nacional, intitulada Não é por 20 centavos – Ato NACIONAL a favor da democracia. Por aqui, a concentração será às 17h, na Ufes, com início previsto para 18h30. Confirme também participação no evento pelo Facebook.

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Por isso, convocamos tod@s a irem a rua também pela nossa causa! Vistam-se, tragam bandeiras e cartazes que passem nossa vontade de direitos sociais e nosso desejo de justiça.  Contra o bizarro projeto de “cura gay”, contra o homofóbico, racista e fundamentalista religioso Marcos Feliciano na CDH, a favor do casamento gay, por leis anti-homofobia, por uma reforma política que permita que o governo implante as mudanças necessárias em prol das minorias do país e tudo mais.

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Vem, população LGBT! A participação de todos nós é fundamental para que essa revolução também seja nossa. Façamos nossa parte, lute pelos nossos direitos. Não estamos sozinhos!

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Nós somos a multidão e estamos (re)tomando as cidades!


ponte vitória protesto vixOntem (17), as ruas da capital do Espírito Santo, Vitória, foram tomadas por uma multidão estimada em 20 mil pessoas. Estávamos juntos assomados ainda aos 100 mil do Rio de Janeiro, aos 65 mil em São Paulo e a infinidade de outros muitos espalhados por todo o Brasil. E o mais bonito era perceber que esses manifestantes eram acima de tudo multicoloridos em suas reivindicações em busca de um bem comum maior: a democracia real!

Eu estava lá e fui testemunha. Pude ver pessoas ligadas a várias lutas e bandeiras (literalmente em muitos dos casos) como LGBTs, negros, população de rua, legalização das drogas, religiosos (principalmente religiões minoritárias), transporte urbano de custo justo e de qualidade, feministas, trabalhadores, melhorias sociais como saúde e educação, reforma política, contra a PEC 37, contra a repressão policial e MUITAS outras. Éramos tantos e tão múltiplos, e tínhamos consciência que era justamente nisso que estava nossa maior qualidade.

Bandeiras do protesto em vitória

Fomos à rua, pois queremos a democracia neste país. É por meio da nossa multiplicidade social, composta por inúmeras diferenças internas, que estamos tentando, acima de tudo, PRODUZIR uma luta comum que permita nos comunicarmos e agir em conjunto. Sem partido, numa organização em rede em que trocamos uma autoridade centralizadora por relações colaborativas é que nós queremos gritar: somos a nova ordem social mundial! E queremos que aqueles que estão no poder – TODOS ELES, DE TODOS OS PARTIDOS! – nos ouçam: SEUS APARELHOS DE PRODUÇÃO DE VERDADE JÁ NÃO FUNCIONAM MAIS, NÓS REIVINDICAMOS OUTROS, ESTAMOS CRIANDO O NOVO!

Leia também Nós dizemos revolução.

Stonewall: 43 anos desde Movimento Gay Revolucionário


Ok, vamos suspender a Big Apple por alguns instantes:

Na noite de 28 de junho de 1969, há 43 anos, no bairro de Greenwich Village em Nova Iorque, o mais popular bar gay, Stonewall Inn, estava repleto de gays, lésbicas, travetis e drags queens que lamentavam a morte da diva Judy Garland, a eterna Dorothy do filme O mágico de Oz, que estava sendo velada naquele dia.

Em meio ao ambiente de comoção, a polícia invadiu o bar naquela noite para mais uma batida de rotina, de extorsão e humilhação. Inconformados com a repressão policial, os frequentadores do bar lideraram, naquela madrugada e nas quatro noites seguidas, uma rebelião que resultou no espancamento e prisão de dezenas de manifestantes. Sem dúvida a rebelião de Stonewall foi um marco pela luta por respeito e direitos da população LGBT.

A rebelião de Stonewall para os mais jovens é um fato sem grandes proporções e principalmente no Brasil, mas é questão de honra para todo ativista, escrever, publicar e exaltar os acontecimentos de 1969 no E.U.A. Aproximadamente 400 gays, que se encontravam no bar, foram para cima da polícia abandonando a postura condescendente e sambando na cara da sociedade!

No dia seguinte, os policiais voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das batidas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos policiais e novamente a polícia investiu contra os manifestantes.

Fonte: http://migre.me/9G5Vl