Participe da pesquisa sobre consumo LGBT em Vila Velha e Vitória!


Está sendo realizado um estudo para um trabalho de conclusão de curso a respeito do consumidor de entretenimento LGBT dos municípios de Vila Velha e Vitória.

O que se quer descobrir é o perfil deste consumidor, sua avaliação dos serviços nesses municípios, frequência e gasto mensal com entretenimento voltado para ele.

Para contribuir com a pesquisa é só clicar AQUI e responder o questionário. A pesquisa será realizada até dia 25 deste mês. E fica tranquilo que os resultados serão divulgados COM EXCLUSIVIDADE aqui no Babado. MUAH, Gazeta! rs

Enquanto a câmara debate amanhã, o pau quebra no CFP


Como a Izaaa já postou hoje, estamos todas apreensivas quanto à votação na câmara para suspender a Resolução 001/1999 do Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Entretanto, eu sabia que o respaldo não viria de psicólogos respeitáveis, a votação não seria nada democrática e a opinião do CFP seria outra. E apesar de soft science, a Psicologia não me decepcionou dessa vez:

Do site PsicologiaOnline

Posicionamento favorável? Como assim, garáleo?!

Mas quem não sabia disso, né? Era de se esperar que gente idônea, ética e profissional não estaria envolvida nessa Eugenia satânica.

Completam:

[…]

Pastor Apolinário sobre tudo isso:

E vale lembrar que o que não faltam são notícias na internet sobre a incompetência dos evangélicos na Câmara e a quantidade de projetos inúteis que eles tentam aprovar, todos baseados em anseios pessoais, mais de 700 desde 2010.

[…]

Delicinhas, e finalizam com um little coió::

SELO LUANA DA LAPA DE QUALIDADE:

Conselho Federal da Navalha

Então, minhas lindas, fiquem calmas que tem gente poderosa lutando pelo respeito por nós e pelos anos de história da Psicologia.

E guarda essa fantasia de Mística do X-men, que não vai ser dessa vez que vamos regravar ao filme.

Dica do Jésio

Avenida Brasil: Enquanto você chega com a farinha, eu já queimei a rosca


Muito se comenta sobre o casal gay da nova novela “Avenida Brasil”. Eu confesso que não assisto, a genialidade da telenovela brasileira chegou no seu ponto máximo com Nazaré Tedesco, depois disso nada mais vai conseguir prender minha atenção.

Pois bem, o casal será composto pelos personagens Roni e Sidney, são esses dois aqui:

Umas graças, néam? Até aí tudo bem, o que me incomodou é que ultimamente várias pessoas estão comentando nas redes sociais as seguintes sentenças: “Finalmente vão colocar gays NORMAIS na televisão, finalmente vão representar os gays de verdade, finalmente gays dignos de respeito”.

EEEEEEEEEEPA! Como assim normais, dignos de respeito e gays de verdade? As pintosas não são essas três coisas? Aliás, quantos gays travestidos de heterossexual VOCÊS, leitoras, conhecem? São a maioria nas ruas, nas paradas gay e nos movimentos sociais?

Não, não são, não é mesmo? A maioria dá pinta… então por que eles, segundo essas pessoas, são mais verdadeiros, respeitáveis e normais que o resto de nós?

Eu sei porque, e a culpa não é desses gays que acham que não são “afetados”, a culpa é da homofobia internalizada. Por exemplo, é muito comum observarmos mulheres machistas na sociedade, mulheres que ainda acham correto que não exista igualdade entre os sexos.

O mesmo acontece conosco, não é porque somos todos gays que não vamos ser influenciados pela homofobia, que insiste em tolher nossa liberdade de comportamento.

Quem nunca ouviu: “Eu não tenho preconceito com gays, tenho preconceito com viado. Se o cara for macho e não agir como mulherzinha, respeito numa boa”.

Represento a classe daqui de dentro do armário

BULLSHIT! Ele te respeita enquanto você for um robô fantasiado de heterossexual, sem causar transtorno ao padrãozinho de normalidade dele. Do mesmo jeito que ele adora o viadinho amigo da namorada dele, assexuado, sempre sozinho e fazendo todo mundo rir.

O dia que você se mostrar tão sexual quanto o rapaz que não se diz homofóbico, será tratado exatamente como a bichinha da qual vocês dois riem enquanto bebem na Rua da Lama.

Não importa o quão másculo ou pintosa você seja, para o homofóbico você será sempre considerado uma aberração, porque ele sabe que todos fazemos a mesma coisa na cama: Damos o koo!

Now sashay, away.

Não conseguem entender que toda a homofobia está no machismo de não aceitar essa abdicação da “superioridade masculina“? A diferença é que a pintosa deixa isso mais claro e toca na ferida da hipocrisia do “liberal” moderno.

O preconceito é o mesmo e não interessa o quanto você e os personagens da novela cocem o saco ou assistam o Campeonato Brasileiro.

Pra eles, essa aparência rústica só serve para jogar um lençol por cima da imagem de você fazendo sexo com outro cara. Aliás, homens heterossexuais tendem a se incomodar mais com homens másculos se beijando que com um casal delicado ou de machão e pintosa. Tudo por causa desse machismo.

Então, não venha colocar no seu Facebook que “finalmente a Globo acertou em como representar os gays” não, porque TODOS os gays já mostrados, desde o Crô até o peão de América, do caricato ao sério, representam a nossa diversidade com o mesmo respeito, dignidade e veracidade.

Fatality ;*

UPDATE: Lendo um comentário da Sapecuda, me lembrei de outro post que escrevi aqui e que tem tudo a ver com essa discussão. Se vocês não conhecem o blog há muito tempo, vale dar um olhada clicando AQUI.

RS institui Carteira de Nome Social para travestis e transexuais


Entre muitas ações que rolaram ao redor do mundo, durante as comemorações do dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, o estado do Rio Grande do Sul passou a frente e assinou, pela primeira vez no Brasil, decreto que institui a carteira de nome social para travestis e transex. Essa realidade ainda não é possível nos outros estados do Brasil.  O governador Tarso Genro também instituiu o Comitê Gestor dos Direitos Humanos, que irá cuidar, entre outros, dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).

Durante o ato, o governador do estado entregou simbolicamente o documento para a travesti Simone Rodrigues (à direita na foto). A Carteira de Nome Social funciona como um documento de identificação, válido para  serviços públicos, onde será impresso o nome feminino pelo qual são conhecidos socialmente.

O documento vem pra somar, o retorno de muitos travestis e transex afastados das escolas pelo constrangimento ao se apresentar em público é o principal foco desta ação. “Muitas travestis são profissionais do sexo. Na hora da abordagem na rua, é um constrangimento ter de mostrar um documento que não condiz com a imagem. Na saúde, quando se pede às atendentes para ser chamada por um nome feminino, elas não tem a sensibilidade. Nas escolas também”. Alerta Marcelly Malta.

O secretário da Segurança Pública, Airton Michels, informou ainda que 730 novos policiais civis e os mais de 2 mil policiais militares que estão na academia receberão formação específica sobre a aceitação do documento e os direitos LGBT. “Isso é apenas o início para que o preconceito e a intolerância sejam extirpados do nosso Estado”, afirmou.

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, acredita que trata-se de uma grande conquista para os indivíduos transgêneros e que a ideia precisa ser seguida por outros estados.

“Se a pessoa se sente A ou B, ela deve ser respeitada neste sentido. Isso promove a inclusão e é importante pelo respeito à dignidade humana e à questão do gênero”, aprova.

Fontes:  http://migre.me/9c4yl; http://migre.me/9c4zp; http://migre.me/9c4B5

III Ato Público Estadual Contra a Homofobia e todas as formas de violência.


Bom, depois de todas as notícias tristes que recebemos desde o início do ano, TOD@S estão convidadas a participar da Audiência Pública “Homofobia e políticas públicas para LGBT”. São presenças confirmadas: o Deputado Federal Jean Wyllys e o Coordenador do Programa Rio Sem Homofobia,  Claudio Nascimento. O evento acontecerá dia 27 de abril de 2012, as 14horas , na Assembléia Legislativa do Espírito Santo

A audiência é uma realização da Comissão de Cidadania e de Direitos Humanos da ALES em parceria com o Fórum Estadual LGBT do Espírito Santo. Logo após a audiência, será realizado em frente a Assembleia o III Ato Público Estadual Contra a Homofobia e todas as formas de violência. 

Agora é a hora de mostrarmos a nossa indignação e nosso desejo por mudança. Vamos as ruas lutar pelo nosso direito de ser igual e pedir justiça pela morte de nossos amigos.

Link para evento no Facebook

“O homem que evita e teme a tudo, não enfrenta coisa alguma, torna-se um covarde.”  (Aristóteles)

Primeira travesti a fazer doutorado no Brasil defende tese sobre discriminação


Antes de se tornar supervisora regional de 26 escolas públicas e ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luma Andrade foi João por 30 anos. Na escola, apanhava dos meninos por querer parecer uma menina. Em uma das vezes que foi espancada, aos nove anos, queixou-se com a professora e, ao invés de apoio, ouviu que tinha culpa por ser daquele jeito.

Mais tarde, já com cabelos longos e roupa feminina não se reconhecia no uniforme masculino que era obrigada a usar. Evitava ao máximo usar o banheiro e aturava em silêncio as piadas que os colegas insistiam em fazer. “Se a travesti não se sujeitar e resistir, acaba sucumbindo”, lamenta.

Em 2003, já com o título de mestre, prestou concurso para lecionar biologia. Eram quatro vagas para uma escola do município de Aracati, apenas ela passou. Porém, o diretor da escola não a aceitou. Luma pediu a intervenção da Secretaria de Educação do Estado e conseguiu assumir o posto. “Eu não era tida como um bom exemplo”.

Anos depois, assumiu um cargo na Coordenadoria Regional de Desenvolvimento de Educação de Russas, justamente a região onde nasceu. Como supervisora das escolas estaduais de diversos municípios, passou a interceder em casos de agressões semelhantes ao que ela viveu quando era estudante.

 “Uma diretora de escola fez uma lista de alunos que, para ela, eram homossexuais. E aí mandou chamar os pais, pedindo para que eles tomassem providências”. A providência, segundo ela, foi “muito surra”. “O primeiro que foi espancado me procurou”, lembra. Luma procurou a escola. Todos os gestores e professores passaram por uma capacitação para aprender como lidar com a sexualidade dos estudantes.

Um ano depois, em 2008, Luma se tornou a primeira travesti a ingressar em um doutorado no Brasil. Ela começou a pesquisar a situação de travestis que estudam na rede pública de ensino e constatou que o caso da diretora que levou um aluno a ser espancado pelos pais e todas as outras agressões sofridas por homossexuais tinham mesma a origem.

“Comecei o levantamento das travestis nas escolas públicas. Eu pedia para que os gestores informassem. Quando ia averiguar a existência real do travesti, os diretores diziam: ‘tem aquele ali, mas não é assumido’. Percebi que estavam falando de gays”, relata. A partir desse contato, Luma trata em sua tese de que as travestis não podem esboçar reações a ataques homofóbicos para concluir os estudos.

Mas também sugere que os cursos de graduação em licenciatura formem profissionais mais preparados não apenas para tratar da homossexualidade no currículo escolar, mas também como lidar com as especificidades de cada pessoa e fazer da escola um lugar sem preconceitos.

“Cada pessoa tem uma forma de viver. Conforme ela se apresenta, vai se comunicar e interagir. O gay tem uma forma de interagir diferente de uma travesti ou de uma transexual. O não reconhecimento dessas singularidades provoca uma padronização. A ideia de que todo mundo é ‘veado’”. A tese de Luma está em fase final, corrigindo alguns detalhes e vai defendê-la em julho, na UFC, em Fortaleza.

Fonte

E se formos didáticos?


O vídeo abaixo é um fragmento do premiado documentário “For The Bible Tells Me So”. Ele explica informações muitos importantes e é destinado principalmente aos heterosexuais, que podem muitas vezes ter dificuldade de compreender que a homosexualidade não é uma escolha. Vejam e mostrem pra todo mundo:

Tem que passar na escola, na TV aberta, antes dos filmes no cinema… Educação, a maior arma contra a intolerância.

Post indignado contra gente sem coração


Em meus posts geralmente, mesmo que o tema não tenha nada a ver comigo, eu costumo escrever na primeira pessoa do plural: “nós”, movido por um sentimento de pertencimento de classe. Mas dessa vez eu me recuso devido ao asco que as práticas que narrarei me causam. Sei que o fato não é novo, mas me inspirei para escrever já que alguns amigos solteiros recentemente me contaram o que tem passado ultimamente. Imaginem comigo:

  • Você conhece uma pessoa e começa a sair com ela. O relacionamento não é sério ainda, mas você está cheio de expectativa em saber mais sobre ela e quem sabe não role algo a mais.

    "Pô, é foda, cara!"

    Porém, você entra no Facebook e descobre que a bee acaba de começar um namoro com outro e se derrama em declarações. Ela estava com você e com ele ao mesmo tempo! Custava ter avisado?

  • Vocês estão flertando, marcam de se encontrar: um jantar, vá lá, pra se conhecer melhor. A bee anota seu número e confirma data, local e hora. No dia e horário marcados você aparece, ela não. Em sua cabeça um único pensamento: “por que ele não ligou desmarcando?”

Não mexa com meus amigos que eu fico nervoso!

Etc, etc, etc. São casos hipotéticos, mas que todos sabem poderiam bem ser reais. Alguns até acham engraçado e classificam isso como “se dar bem”. Eu não, acho falha de caráter. Sabe por que isso me dá nojo? Porque revela a face de seres que não têm sensibilidade alguma pelos outros e pela vida dos outros. Em essência, repito, em essência, tais pessoas não diferem dos homofóbicos, pois se mostram desrespeitosos com o outro enquanto humano, enquanto igual.

E esta minha lógica moralista nem se insere no pensamento do “aqui se faz, aqui se paga”. Eu classifico a questão como falta de educação, de não se saber viver em sociedade.

E você que tem consideração pelos outros e não faz este tipo de coisa não compactue: quando uma bee vier contar uma dessas histórias não ria, feche a cara e a repreenda. “Gata, vamos virar gente e aprender a viver civilizadamente?”

E tenho dito.

Respeito é bom e TODO mundo gosta


Hoje à tarde o Dé postou sobre a Brûler, a nova boate GLS que vai abrir em Vila Velha. E no flyer que ilustrava o post estava anunciado o show da drag capixaba Ângela Jackson.

Acontece que um dos nossos leitores escreveu um comentário extremamente ofensivo quanto à qualidade do trabalho da Ângela, com o qual a mesma não ficou muito feliz.

Por fim, retiramos o comentário do ar, pois não sei se todos aqui já leram, mas ali no canto inferior direito do site está escrito assim:

Entretanto, parece que algumas pessoas não tiveram acesso ao conteúdo de Interpretação de Texto no Ensino Básico, e muitos desferiram ofensas pesadas contra os autores do blog.

Repito, o conteúdo do comentário ofensivo sobre a Ângela Jackson NÃO FOI escrito por nós e assim que chegou ao meu conhecimento eu o apaguei.

Portanto, um conselho: leiam todo e qualquer texto mais de uma vez antes de postar sua opinião na internet, porque você será lido por centenas de outras pessoas que podem se sentir ofendidas com um erro simples como esse e, no final das contas, acaba sendo você o agressor que não dá valor ao respeito pelo qual você tanto luta.

Banco do Brasil concede Crédito Imobiliário à casais homossexuais


As vezes a gente lê tanta desgraça no jornal, que fica até desanimado e acaba achando que não tem mais jeito, o mundo está perdido mesmo e o lance é esperar o “juízo final”. Mããããs tenho boas notícias, meus amados:

De acordo com as condições gerais para concessão do Banco do Brasil Crédito Imobiliário, a composição da renda admitida pode ser composta por pessoas que convivem em relação homoafetiva. Assim como também é composta por pessoas casadas legalmente ou que comprovem conviver sobre regime de união estável. Este é mais um avanço no setor financeiro do país.

Pra senhora que já está de olho num ninho de amor pra você e o seu bofe! Clique aqui para acessar a íntegra das condições gerais para o crédito imobiliário.

Movimento Mundial pela igualdade de direitos


A semana recomeçou, tô atolada de livros pra estudar, trabalhos pra fazer e uns projetos pra organizar. Mas a vida continua, mesmo sendo clichê, e a internet não para:

O projeto All Out, da Fundação Purpose,  mobilizou diversas pessoas ao redor do mundo, para pedir a igualdade de direitos civis aos LGBT’s. No vídeo da campanha, são exibidas frases que mostram a realidade LGBT e pedem, não só a igualdade, mas também respeito. Pras não alfabetizadas in English, segue o texto do vídeo:

“Porque minha irmã e minha nora, podem ser mães maravilhosas. Porque a injustiça em qualquero lugar, é uma ameaça a justiça em todo lugar. Por que meu filho, pode ser gay e ele mereçe uma vida maravilhosa. Estou fazendo de tudo porquê ser gay custa, meu trabalho, minha casa, minha família.

Porque 76 países, fazem do amor e do sexo um crime. Porque uma pessoa trans é morta todo dia. Porque milhões de nós, vivem em um dos 10 países, onde ser gay custa ser você, sua vida. Estou fazendo de tudo porque os homofóbicos gostam quando não fazemos nada.  Porque estou cansado de ser um espectador. Porque eu tenho 5 minutos, pra defender o que é certo. Estou fazendo de tudo porque amo minha namorada. Então, tenho plena igualdade em 5 anos, não 25. Porque eu quero a liberdade de ser gay, lésbica, transgênero, bi ou hétero. Feliz, sexy, ser eu mesmo, livre. Estou fazendo de tudo porque juntos, nossos tweets,  vozes e textos os farão prestar atenção. Porque sou difícil de ignorar, quando estou acompanhado dos meus amigos.”

E abaixo, o vídeo (in English):

Orgulho LGBT em festa na Ufes


Vejam a faixa que foi exposta no rock que teve este fim de semana na Ufes, em comemoração a posse da nova gestão do diretório acadêmico:

 

"Saia do armário, vá para onde quiser!"

 

Acho super legal essas reafirmações de postura em apoio a diversidade sexual, em especial quando tratamos de espaços de formadores de opinião – como são/serão os indivíduos que frequentam o ambiente da universidade. Arrasô na inici-ativa!

Dica do @rocknaufes.

A metáfora gay em True Blood


Recentemente, comecei a ver a série americana vampiresca True Blood. Tô no início ainda, terminei de ver a primeira temporada. Entretanto, a série me fez me identificar enquanto gay em alguns ciclos sociais.

Na série, os vampiros depois de milênios vivendo escondidos decidem se revelar ao mundo e querem se integrar a sociedade com todos os direitos civis do não-vampiros (digamos assim). Durante muito tempo a situação do homossexual foi bem parecida, vivendo em guetos e em armários simbólicos os gays em muitos casos não eram “vistos”. De um tempo para cá o movimento LGBT luta pelos direitos da classe e tenta conquistar direitos iguais aos dos héteros. A maior aceitação da diversidade (promovida pela adaptação do sistema capitalista como eu já disse aqui) fez com que houvesse um boom nas grandes metrópoles fazendo com que os gays “aparecessem” causando um frisson social próximo ao que acontece na série com os vampiros. Senti isso num churrasco que fui recentemente com meu companheiro. Quando adentramos no recinto (como acontece com o vampiro Bill em Bon Temps) era visível um certo alvoroço, um tititi discreto.

Ainda não sei muito bem o que pensar, por exemplo, de pessoas que vem e fazem questão de dizer que lidam super bem com gays e que tem colega-amigo-primo-vizinho que são do babado, tentam puxar assunto usando artificialmente nossas expressões típicas e fazem mil comparações entre os relacionamentos. Engraçado muitas vezes eles tentarem mostrar-nos como superiores, tipo “gosto de gays porque são sinceros” ou “sensíveis” e etc.

Super discreta...

Sempre desmistifico dizendo que a orientação sexual é só uma coisa voltada pro desejo e não um padrão de comportamento e personalidade fechado, apesar dos estereótipos. E quando toca Lady Gaga ou YMCA? Eles ficam esperando fazermos algo!!! De maneira geral, faço a discreta só de sacanagem pra frustrar suas expectativas preconceituosas. Afinal, se eu quisesse mesmo chamar atenção ia usando sunga de crochê, pochete, blaser de ombreira, óculos new wave, ensaiando passos de lambada na ilustre companhia de Beto Barbosa…

No fundo, assim como o Bill, gostaria de, com minhas peculiaridades (sexuais, no caso), só ser mais um casal nos eventos heteronormativos, mas de qualquer forma entendo e respeito a curiosidade pelo “diferente”. O respeito e inclusão já é um passo gigante, não é mesmo?

Pluricidade – direitos iguais e respeito à diversidade em debate


O Programa Vitória sem Homofobia da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos da Prefeitura de Vitória nessa segunda (7) promove o evento sobre “As faces da violência contra o segmento LGBT no Brasil“. Começará com um coquetel as 18h (Tá, ótimo!), seguida com palestra com Mott doutor em antropologia e fundador do Grupo Gay da Bahia e encerrará com um show de Silvetty Montilla. Maiores informações com a  Gerência de Política em Direitos Humanos, no  Programa Vitória sem Homofobia pelos tels: 3382-6693/6692/6694/6695.

Né, por nada não, mas tem gente querendo puxar sua peerooka por aqui, Sil! Fica eshperta!