RS institui Carteira de Nome Social para travestis e transexuais


Entre muitas ações que rolaram ao redor do mundo, durante as comemorações do dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, o estado do Rio Grande do Sul passou a frente e assinou, pela primeira vez no Brasil, decreto que institui a carteira de nome social para travestis e transex. Essa realidade ainda não é possível nos outros estados do Brasil.  O governador Tarso Genro também instituiu o Comitê Gestor dos Direitos Humanos, que irá cuidar, entre outros, dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).

Durante o ato, o governador do estado entregou simbolicamente o documento para a travesti Simone Rodrigues (à direita na foto). A Carteira de Nome Social funciona como um documento de identificação, válido para  serviços públicos, onde será impresso o nome feminino pelo qual são conhecidos socialmente.

O documento vem pra somar, o retorno de muitos travestis e transex afastados das escolas pelo constrangimento ao se apresentar em público é o principal foco desta ação. “Muitas travestis são profissionais do sexo. Na hora da abordagem na rua, é um constrangimento ter de mostrar um documento que não condiz com a imagem. Na saúde, quando se pede às atendentes para ser chamada por um nome feminino, elas não tem a sensibilidade. Nas escolas também”. Alerta Marcelly Malta.

O secretário da Segurança Pública, Airton Michels, informou ainda que 730 novos policiais civis e os mais de 2 mil policiais militares que estão na academia receberão formação específica sobre a aceitação do documento e os direitos LGBT. “Isso é apenas o início para que o preconceito e a intolerância sejam extirpados do nosso Estado”, afirmou.

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, acredita que trata-se de uma grande conquista para os indivíduos transgêneros e que a ideia precisa ser seguida por outros estados.

“Se a pessoa se sente A ou B, ela deve ser respeitada neste sentido. Isso promove a inclusão e é importante pelo respeito à dignidade humana e à questão do gênero”, aprova.

Fontes:  http://migre.me/9c4yl; http://migre.me/9c4zp; http://migre.me/9c4B5

Faca de dois gumes


Muito se comenta sobre o caso do banheiros para gays do Colégio Vicente Rijo, em Londrina. Vários leitores me pediram para falar sobre o assunto, mas estou receoso em emitir uma opinião definitiva, uma vez que essa situação nos coloca numa via de mão dupla. Vamos analisar juntas?

Assista ao vídeo da reportagem:

Temos duas situações:

1. O maior número de casos de bullying nas escolas acontece no anonimato dos banheiros, é lá que os alunos preconceituosos se sentem seguros o suficiente para cometerem seus delitos sem o medo de sofrer retaliação. A criação de um novo banheiro evitaria esse tipo de situações.

Entretanto, um leitor veio me dizer que é nos banheiros que também acontece a “pegação”. Mas aí é uma obrigação da escola em fiscalizar, uma vez que pegação em banheiro hétero também sempre existiu, não é de exclusividade dos gays.

2. Apesar da criação dos banheiros evitar situações constrangedoras que esses gays passariam num banheiro regular, isso também promoveria uma segregação ainda maior.

Na cabeça dos jovens alunos homofóbicos, isso serviria de motivo para corroborar a ideia de que eles não são obrigados a conviver com a diversidade, que basta se sentirem incomodados que ela logo será colocada de lado e escondida onde não poderá ser vista pelos “normais”.

E aí? De que lado você está?

Via G1, dica do Jean e do Luiz