Vamos tentar ser compreensivas


Cata a notícia abaixo:

Que gracinha, eu também brincava de boneca quando era criança, me lembro que eu e minha prima (hoje sapatão) trocávamos os brinquedos quando nossas mães não estavam por perto, e quando elas passavam destrocávamos na velocidade da luz, pra ninguém perceber que eu estava brincando de Barbie e ela de carrinho.

Não sejamos como os heterozinhos misóginos, gente! Não há ligação nenhuma entre um menino brincar de boneca e a sua sexualidade… bem, não com ESSE tipo de boneca, néam?

Porque conheço beesha que com 10 já tava schupan … *ALERTA MAGNO MALTA! ALERTA MAGNO MALTA!*

I’m judging you que fazia isso aos 10 anos

Dica do Diego, via Grupo Babado Certo

Uganda faz sua primeira Parada Gay


Uganda, um país no qual a homossexualidade é considerada crime, teve sua primeira Parada Gay essa semana, com o tema “Sou muito gay, não consigo pensar como hétero” (tradução livre), cata as fotos:

Aliás, o Vietnã também teve sua primeira Parada Gay essa semana, clique AQUI para ver.

Paradas e ativismo à parte, aquela primeira bee não é A CARA da Laila Dominique?

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=rhrlGdCvkXM]

O mesmo sorriso!

Discriminação no Dez Milhas Garoto?


Eu sempre falei aqui sobre essa hierarquia que existe no meio LGBT, na qual os ativos estão no topo da cadeia alimentar – em ambos os sentidos, se é que me entendem.

Mas dessa vez chegamos ao cúmulo do preconceito, veja com o que deparou um leitor ao tentar se cadastrar na corrida:

Clique para ampliar

Hahahaha! Tá vendo como eu não estou errada quando digo que os ativos mantêm uma seita tipo a Klu Klux Klan? Tem até site!

PENSE no cagaço! hahaha

Dica do Daniel

Avenida Brasil: Enquanto você chega com a farinha, eu já queimei a rosca


Muito se comenta sobre o casal gay da nova novela “Avenida Brasil”. Eu confesso que não assisto, a genialidade da telenovela brasileira chegou no seu ponto máximo com Nazaré Tedesco, depois disso nada mais vai conseguir prender minha atenção.

Pois bem, o casal será composto pelos personagens Roni e Sidney, são esses dois aqui:

Umas graças, néam? Até aí tudo bem, o que me incomodou é que ultimamente várias pessoas estão comentando nas redes sociais as seguintes sentenças: “Finalmente vão colocar gays NORMAIS na televisão, finalmente vão representar os gays de verdade, finalmente gays dignos de respeito”.

EEEEEEEEEEPA! Como assim normais, dignos de respeito e gays de verdade? As pintosas não são essas três coisas? Aliás, quantos gays travestidos de heterossexual VOCÊS, leitoras, conhecem? São a maioria nas ruas, nas paradas gay e nos movimentos sociais?

Não, não são, não é mesmo? A maioria dá pinta… então por que eles, segundo essas pessoas, são mais verdadeiros, respeitáveis e normais que o resto de nós?

Eu sei porque, e a culpa não é desses gays que acham que não são “afetados”, a culpa é da homofobia internalizada. Por exemplo, é muito comum observarmos mulheres machistas na sociedade, mulheres que ainda acham correto que não exista igualdade entre os sexos.

O mesmo acontece conosco, não é porque somos todos gays que não vamos ser influenciados pela homofobia, que insiste em tolher nossa liberdade de comportamento.

Quem nunca ouviu: “Eu não tenho preconceito com gays, tenho preconceito com viado. Se o cara for macho e não agir como mulherzinha, respeito numa boa”.

Represento a classe daqui de dentro do armário

BULLSHIT! Ele te respeita enquanto você for um robô fantasiado de heterossexual, sem causar transtorno ao padrãozinho de normalidade dele. Do mesmo jeito que ele adora o viadinho amigo da namorada dele, assexuado, sempre sozinho e fazendo todo mundo rir.

O dia que você se mostrar tão sexual quanto o rapaz que não se diz homofóbico, será tratado exatamente como a bichinha da qual vocês dois riem enquanto bebem na Rua da Lama.

Não importa o quão másculo ou pintosa você seja, para o homofóbico você será sempre considerado uma aberração, porque ele sabe que todos fazemos a mesma coisa na cama: Damos o koo!

Now sashay, away.

Não conseguem entender que toda a homofobia está no machismo de não aceitar essa abdicação da “superioridade masculina“? A diferença é que a pintosa deixa isso mais claro e toca na ferida da hipocrisia do “liberal” moderno.

O preconceito é o mesmo e não interessa o quanto você e os personagens da novela cocem o saco ou assistam o Campeonato Brasileiro.

Pra eles, essa aparência rústica só serve para jogar um lençol por cima da imagem de você fazendo sexo com outro cara. Aliás, homens heterossexuais tendem a se incomodar mais com homens másculos se beijando que com um casal delicado ou de machão e pintosa. Tudo por causa desse machismo.

Então, não venha colocar no seu Facebook que “finalmente a Globo acertou em como representar os gays” não, porque TODOS os gays já mostrados, desde o Crô até o peão de América, do caricato ao sério, representam a nossa diversidade com o mesmo respeito, dignidade e veracidade.

Fatality ;*

UPDATE: Lendo um comentário da Sapecuda, me lembrei de outro post que escrevi aqui e que tem tudo a ver com essa discussão. Se vocês não conhecem o blog há muito tempo, vale dar um olhada clicando AQUI.

Comissão aprova criminalização da homofobia no novo Código Penal


A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta sexta-feira a proposta que criminaliza o preconceito contra gays, transexuais e transgêneros. Lembando que o texto ainda precisa ser votado pelo Congresso.

Segundo o procurador regional da República e relator do anteprojeto, Luiz Carlos Gonçalves: “Queremos criar uma cultura de respeito, a despeito das diferenças”.

A proposta também criminaliza o preconceito contra mulheres e baseados na origem regional. Estas modalidades de preconceito, assim como a homofobia, ficam igualadas ao crime de racismo, que é imprescritível e inafiançável.

A comissão de reforma do Código Penal volta a se reunir nesta segunda-feira (28/5), para analisar temas como a descriminalização do uso de drogas e a criminalização do bullying.

Fonte:  Folha.com

Já ouviu falar de Titica?


O Kuduro, principalmente agora por causa da novela das 9, se tornou uma febre no país desde o lançamento da maldita música do Latino com Daddy Kall. Digo maldita não por ser ruim, mas por ser impossível de se ficar parado quando toca.

Só que o Kuduro que a gente ouve na novela é só uma releitura do estilo musical nascido em Angola, na África.

Por isso, sobre o Kuduro de Angola, quero apresentar a vocês Titica, que segundo a BBC, “é ousada, brilhante, bonita e está roubando a cena em Angola. Nada mal para uma transexual em um país africano católico onde a homossexualidade é ilegal e passível de punição com trabalhos forçados.”

Ela foi eleita a melhor artista de Kuduro de 2011, por causa da sua música “Chão”, cata:

Muito bom, néam? Mas não pára por aí, com o país prestes a criminalizar a homofobia (e olha que lá é crime ser gay, chupa Braseel), Titica lançou sua nova música, contendo uma mensagem contra o preconceito:

E aí? Será que faz sucesso por aqui?

Via BBC

E se formos didáticos?


O vídeo abaixo é um fragmento do premiado documentário “For The Bible Tells Me So”. Ele explica informações muitos importantes e é destinado principalmente aos heterosexuais, que podem muitas vezes ter dificuldade de compreender que a homosexualidade não é uma escolha. Vejam e mostrem pra todo mundo:

Tem que passar na escola, na TV aberta, antes dos filmes no cinema… Educação, a maior arma contra a intolerância.

E ainda dizem que elas não estão preparadas…


Simplesmente vejam o vídeo abaixo:

Precisa falar alguma coisa? Será que esse argumento da bancada evangélica, de que gays demonstrando afeto em público pode traumatizar crianças, está correto?

O que traumatiza mesmo é a falta de liberdade individual a qual são submetidas as crianças que fogem o padrão sócio-cultural determinado pelos adultos.

Via Diego Herzog

Programa de humor?!


Já sabemos que o Pânico da Tv deixou de ser engraçado em 2009, mas parece que eles são os únicos que ainda não perceberam isso, e permanecem com seus quadros sexistas e piadas preconceituosas.

Só que dessa vez eles perderam o senso do ridículo e colocaram um dos rapazes do elenco para fazer uma brincadeira com Ariadna, na qual ele se mostra bastante preconceituoso e sem respeito nenhum à identidade de gênero da ex-BBB.

Assistam ao vídeo:

Emílio, o único que presta ali, tirou de letra a situação. Mas mesmo assim, o noivo de Ariadna não gostou da brincadeira e fez um vídeo, cata:

Tapa de luva, néam? Achei o máximo quando ele diz não ser gay e que, mesmo se fosse não teria problema nenhum em assumir, aliás, o gay hoje sofre bem menos preconceito que um heterossexual que namora uma transex.

Não consigo entender a transfobia de homens como esse “Bolinha”, que por mais que esteja nítido que não existe nada de diferente nela em relação a uma mulher, ainda ficam com a  cabeça na neca que um dia esteve ali.

Será que eles acham que ela só virou do avesso e quando fica excitada o “berimbau indígena” pula de lá de dentro?!

Samba contra o preconceito


O Rio de Janeiro, apesar do veto da campanha contra as DST’s no Carnaval, está apostando todas as fichas no slogan “Rio contra a Homofobia”. São palestras, outdoors e, como já era de se esperar da terra do samba, uma música toda fofinha da cantora Suellen Luz, cata:

(A qualidade do som não está das melhores, mas vale a pena ouvir)

Gracinha, né? Dá muita vontade de sambar só de shortinho na frente de algum bar da Lapa. Já vou colocar no próximo churrasco que tiver no fundo do quintal daqui de casa.

GO RIO!

Dica do Renan

Faca de dois gumes


Muito se comenta sobre o caso do banheiros para gays do Colégio Vicente Rijo, em Londrina. Vários leitores me pediram para falar sobre o assunto, mas estou receoso em emitir uma opinião definitiva, uma vez que essa situação nos coloca numa via de mão dupla. Vamos analisar juntas?

Assista ao vídeo da reportagem:

Temos duas situações:

1. O maior número de casos de bullying nas escolas acontece no anonimato dos banheiros, é lá que os alunos preconceituosos se sentem seguros o suficiente para cometerem seus delitos sem o medo de sofrer retaliação. A criação de um novo banheiro evitaria esse tipo de situações.

Entretanto, um leitor veio me dizer que é nos banheiros que também acontece a “pegação”. Mas aí é uma obrigação da escola em fiscalizar, uma vez que pegação em banheiro hétero também sempre existiu, não é de exclusividade dos gays.

2. Apesar da criação dos banheiros evitar situações constrangedoras que esses gays passariam num banheiro regular, isso também promoveria uma segregação ainda maior.

Na cabeça dos jovens alunos homofóbicos, isso serviria de motivo para corroborar a ideia de que eles não são obrigados a conviver com a diversidade, que basta se sentirem incomodados que ela logo será colocada de lado e escondida onde não poderá ser vista pelos “normais”.

E aí? De que lado você está?

Via G1, dica do Jean e do Luiz

Quer respeito? Faça por merecer!


Eu ainda estou em estado de choque com o que li! E não acredito que isso partiu de pessoas que, teoricamente, deveriam lutar contra todas as formas de preconceito.

O texto é longo, o assunto é sério e vale a pena ler. Eu queria MUITO divulgar os nomes dessas pessoas, porque gente dessa laia tem que passar por constrangimento pra aprender a respeitar os outros, mas como não é da política do blog expor nomes, eu vou apagar os nomes, mas deixar as fotos, porque senão o post não vai chocá-los da mesma forma.  Lá vai:

Clique para ampliar

Observem pelas fotos que os rapazes que comentaram são nitidamente gays, e pintosíssimas, pois então, guardem essa informação.

Mônica, a moça da foto, mesmo sem conhecê-la, admiro pela coragem de não se curvar aos padrões europeus da moda e assumir suas raízes, ainda mais que todo viado ADORA um cabelão de diva (Dianna Ross tá aí pra não nos deixar mentir). Entretanto, parece que nem todos os gays têm essa sensibilidade.

Cata o comentário dela sobre o caso:

Clique para ampliar

Senti nojo e o mais profundo desgosto em compartilhar com essas pessoas o mesmo sub-grupo da sociedade. Mas fazer o quê, né? Nós gays, apesar de esperar-se o contrário, também estamos susceptíveis a sermos preconceituosos, imbecis e irracionais como essas pessoas.

Pode parecer extremista, mas ver tanta gay que nunca fez mal a ninguém apanhando na rua e ver esse tipo de pessoa repetindo o mesmo comportamento, que mesmo psicologicamente ainda sim é um tipo de agressão, me faz desejar que… enfim… não vou terminar a frase pra não levar processo.

ATENÇÃO: Quaisquer participantes desse post que se sintam ofendidos com alguma imagem ou comentários, favor enviar um email para max_babadocerto@hotmail.com solicitando a retirada do conteúdo, terei o desprazer de esconder a cara das senhoras. 

ERRATA: Jurava que era uma racha de Vitorinha, me enganei, mas é IDÊNTICA, gente! E olha que eu vi várias fotos pra ter certeza hahaha. Desculpem-me, muah =*

A farsa do “não tenho preconceitos”


Não fui muito com a sua cara

Hoje em dia é bem comum ouvir a expressão: “Amo a todas as diferenças e não tenho preconceitos”, entretanto, essas mesmas pessoas não observam que pré-conceituar está muito além dos típicos grupos que são alvo de discriminação e parte para uma outra esfera: a do conceito.

Pré-conceituar, como o nome já diz, é o ato de criar um conceito a partir de uma impressão inicial, sem um estudo mais profundo sobre o que se conceitua. E isso nós fazemos O TEMPO TODO, seja quando você sente vontade de chegar numa pessoa para puxar assunto ou quando você torce o nariz para alguns funkeiros escandalosos no ônibus.

Você acabou de entrar, mas todo mundo já tem uma opinião formada sobre você

Por toda a vida, nós estamos submetidos e submetemos as outras pessoas a julgamento, e isso faz parte da convivência social harmoniosa. Se você não pré-conceitua, você não desconfia, se não desconfia é ingênuo, e a ingenuidade, bebês, é a pior qualidade para se ter num mundo no qual não podemos confiar nem em nós mesmos.

Portanto, aprendam, preconceito todo mundo tem, mas o que diferencia você do preconceituoso, é procurar saber se o seu pré-conceito está correto ou equivocado, afinal, eu posso achar que alguém tem cara de vinhádo, e estar certo, não é meishmo?

Então, me poupem, porque de gente que diz amar a tudo e a todos, mas que atravessa a rua quando passa um trombadinha na calçada, eu estou can-sa-da!