Análise semiuótica de álbuns fechativos: ‘Four’ da Beyoncé


Gentchy! Saiu o novo CD da Beyoncé, que estava marcado para o dia 28, mas alguma bee hacker muito eshperta conseguiu vazar antes, e agora algumas músicas estão disponíveis no Youtube (vou linkando a medida que disponibilizarem para o Brasil).

E eu, como sou a defensora do Team Honey B., inimiga mortal do time Gaga da Dé, vou fazer uma análise semiuótica do cd da Bey pra provar pra essa pão-com-ovo, de uma vez por todas, que a Beyoncé é a verdadeira diva! Vamos lá?

Então, primeiro, por que o nome do cd é “4”?

Rexona, não te abandona

Tem toda uma questão cabalíshtica envolvida: Beyoncé nasceu no dia 4 de setembro, casou-se no dia 4 de Abril e a mamãe Tina faz aniversário dia 4 de Janeiro. E também porque ela é Beyoncé e se quisesse colocar o nome do cd de “Meu cu” seria tão bom quanto!

A diva está toda amorosa nesse cd, você junta a dor-de-cotovelo de Alcione, o amor doentio de Maria Bethânia e o feminismo de Cassia Eller, bate tudo no processador, e dá esse mix de amor, sensualidadtchy e Girl Power.

Fato que eu, fã de Beyoncé desde Destiny’s Child, adorei, pois já estava sentindo falta dessa vibe “sou moliér, amo vocêam, mas me amo mais, garáleo!”

Agora pega o seu bom drink porque eu vou comentar música por música! Vem gentchy!

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Não vou dar notas porque eu amo todas e acho um desrespeito com a eleita Cantora do Milênio. Lady Gaga pode receber nota, não é ninguém na noite ainda.

1. 1+1

Resumir em uma expressão clichê? Muito fácil: Amor incondicional. Provavelmente ela fez essa música pro marido dela, que ela deve amar muito meishmo, porque ele é mais feio que bater em mãe. A música tem toda uma aura do escritor Goethe, que eu adoro: “o amor cura, mata e supre”. Lindo, né? Vale ouvir com o boy no dia dos namorados.

2. I Care

Como lhe era de costume em Destiny’s Child, as músicas acabam por seguir uma ordem cronológica e contar os altos de baixos de qualquer relacionamento: “Paixão, Amor, Desilusão, Desencanto, Esperança e Fim”. Essa música serve para duas situações, tanto para aquele amor platônico, onde um ama e o outro don’t give a shit pro que você sente, quanto para um relacionamento no qual uma das partes já está saturada, mas a outra ainda ama e fica putíssima com o comportamento do primeiro. Qué dizê, é o que toda gay passa quando se apaixona por um hétero no Ensino Médio. “Why don’t you love me?”.

3. I Miss You

Tô triste, saicu

Pronto! Acabou o relacionamento, Beyoncé levou um pé-na-bunda e está no seu quarto, tomando um Martini e fumando cigarros. Nessas horas que vem o exú Alcione e te atormenta, fazendo lembrar o tempo todo do cajafeste, que te faz mal, não te compreende, mas como ela diz: “It don’t matter who you are”. Nessas músicas, assim como fez em ‘Cater to You‘ em Destiny’s Child, Beyoncé mostra uma fragilidade em meio a toda sua auto-suficiência, admite que todo mundo precisa de alguém e como somos capazes de ignorar princípios para conseguir essa pessoa. Sim, bill, essa é pra chorar depressiva ao lado de uma foto do boy.

4. Best thing I never had

CALEM TODAS A BOCA! Essa é a MINHA música! Beyoncé, seguindo mais uma vez a ordem cronológica que eu falei acima, cansou de chorar, cansou de tomar Rivotril, cansou de ir atrás de quem não merece. Agora ela é forte, é maquiada, é diva, é gostosa e o boy já é passado! “What goes around comes back around”, bêu abôr!

5. Start Over

A recaída! É a ressaca moral de quando você tenta desistir do bofe, ser “mais você”, mas isso só funciona mesmo na primeira semana, logo depois a senhora está lá de novo aos pés dele implorando pra voltar.

6. Party (ft Andre 3000 and Kanye West)

Tô lok, vem gent

Num tô dizendo? Essa mulher é foda, ouvir esse cd do começo ao fim é melhor do que qualquer psicólogo! Agora Beyoncé, renovada, vai quebrar tudo na buatchy! Arrumou um boy, levou pro motel e vai dar o koo de cabeça pra baixo, se sentir amada, desejada, como não se sentia desde quando estava atrás do ordinário da música anterior. O rapper Andre 3000 faz o papel do bofe que ela catou, e a enche de elogios, dizendo o quanto o outro é otário por  tê-la deixado passar. Super sinto que esse é o melô na mulher de meia-idade.

7. Rather die Young

Lembram do cafuçú da buatchy? Então, ela se apaixonou por ele, está sentindo aquele frio na barriga, aquela vontade de fugir, morrer de dar e viver numa Casinha Branca no meio do mato, só os dois. Beyocé está no topo do mundo, mas está morrendo de medo de cair de novo, afinal, a última decepção a tornou mais forte, mas não incapaz de amar. Resumindo, essa música diz: “Você me ama? Okay, eu vou me entregar, mas se vacilar, corto suas bolas!”

8. Love on Top

Diz o ditado: “Felicidade de pobre dura pouco”. Beyoncé foi morar com o boy, viveu intensamente a paixão, mas cansou da rotina. Também, como fazer uma mulher desse calibre não cair em rotina?! Porém, Beyoncé é perseverante, Honey B. ainda ama o bofe dela e não quer desistir, afinal, não tá fácil pra ninguém, néam?

9. Countdown

Bey ainda ama (novidade), mas caiu na rotina. Ela cita os dez passos que eles sempre fazem quando saem juntos. O namorado que em “Rather die young” era cheio de vida e autêntico, agora parece previsível e sem-graça. As gays avisam: Me impressione nesse garáleo ou eu vou te largar!”.

10. End of Time

Beyoncé tá dizendo a mesma coisa das três últimas músicas, mas agora ao som de Olodum descendo o Pelourinho. Tipassim, tá dando chance pro cafuçu fáááárias vezes, em fáááários ritmos musicais. O ritmo dessa música me passa um desespero pra animar o rapaz, fazê-lo agir e dar um “vem cá minha nêga”. Vou te contar que isso funciona mais que lingerie sexy e pétalas de rosa na cama.

11. I Was Here

A diva mostra a que veio e faz uma auto-promoção, assim como fez em “Diva”, só que num ritmo mais lento. Mostra que, se tudo acabar hoje, ela deixou sua marca e se fez presente. Alguém duvida? *sacando navalha*

12. Run the World

Who run this motha?

Aaaaaaaaaah, garáleo, essa é pra cuspir na cara de quem disse que Beyoncé não podia ser politizada! Ela faz um ode às mulheres e convence tão bem, que qualquer um que ouve sente vontade de botá peito e fazê perereca só pra ser mulher e gritar: “Who run the world? GIRLS!”

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Ah! E antes de compararem com Lady Gaga, Beyoncé canta o “amor”, e desmerecê-la como Rainha do Pop é o mesmo que dizer que Roberto Carlos não é Rei só porque não fala de questões políticas como Caetano Veloso