“A geração tolerância” como matéria de capa da Veja


A revista Veja desta semana traz uma interessante matéria sobre uma possível tendência atual de superação do preconceito.

Os adolescentes e jovens brasileiros começam a vencer o arraigado preconceito
contra os homossexuais, e nunca foi tão natural ser diferente quanto agora. É
uma conquista da juventude que deveria servir de lição para muitos adultos
“, diz a chamada da reportagem.

Coincidentemente, encontrei com uma bee amiga minha que não via há algum tempo numa festeenha de anversário e conversávamos justamente sobre isso, de como  há tolerância a homossexualidade tem sido bem maior nos últimos tempos. É claro que ainda há ainda a homofobia marcante presente nas relações sociais em nosso país e também o medo do preconceito, do esteriótipo e da não-aceitação por parte dos gays. Porém há uma sérei de fatores sintomáticos que de fato apontantam para uma mudança desse perfil, que são muito bem apontados na matéria, como por exemplo  jovens e adolescentes se assumindo cada vez mais cedo e vivendo sua afetividade e identidade de forma bem livre.

Leiam a matéria (aqui) que traz muitos depoimentos e histórias de gays e lésbicas jovens que se assumiram, dados e falas de especialistas.

Sugestão de leitor via comentários.

Pintosa Pride! Orgulho de Ser Pão-com- Ovo!


Beijumeliga, bee!

Beijumeliga, bee!

Confesso que estou meio decepcionada, chocada e um pouco triste com algumas  coisas que leio aqui nos comentários. O preconceito contra bichas feias, pobres e de cabelo ruim é cada vez mais aceito no mundo gay. Gente, olha que coisa absurda! A gente sai da Move/Heaven e leva porrada dos Hts e machistas que se acham normais e o padrão social. Dai quando a gente está lá dentro faz o mesmo. Estamos criando um padrão de gay que quase ninguém pode atingir.

Vejamos alguns requisitos básicos:

– tem que morar bem (tem que ser em Vix em JP, PC, MP ou JC, melhor ainda se morar nas Ilhas do Boi e do Frade); dá ainda pra aceitar as bonitas de Vila Velha, no máximo da Praia da Costa e Itapuã; Serra e Cariacica, jamaiiiiiiiiiis!
– tem que ser bonito, de dar invejas nas outras beeshas; principalmente tem dar inveja nas outras;
–  tem que ser sarado, malhar muito, nunca um gordo;
tem que fuder bem, logo tem que ter a pica grande ou uma bunda dura com marca de sungão;
– tem que ter roupa de marca (lojas de departamento jamais, no máximo Zara) e as cuecas tem que ser Calvin Klein e BRANCAS, no máximo uma Cavalera ou Zoomp;
–  tem que ser brozeado, pele sem acne;
– tem que ser viajado e de preferência para Europa ou América Anglo-Saxônica, no Brasil talvez no Rio (reveillon), Floripa (carnaval), Sampa (na Parada) e Buenos Aires, que já é quase uma cidade brasileira  (no inverno);
– tem que ter bons amigos (famosos, ricos e influentes);
– tem que chegar na boate em um bom carro, no máximo um táxi;
– tem que ser muito másculo, nada afeminado. macho até embaixo de outro macho;
– tem que passar despercebido na rua, daquele estilo que ninguém desconfia e agradecer quando falarem “você nem parece que é gay”;
– tem que ser hiper discreto, só amigos mais próximos podem saber;
– tem que ter namorado e se for solteiro não pode fazer pegação;
– tem que beber bebida cara, mesmo que seja cerveja que seja a mais cara e se beber refrigerante que seja ligh/zero;
– tem que ir sempre nos restaurantes mais caros e na moda;
– tem que ter sempre um bom corte de cabelo;
– tem que ter sempre um bom tipo de cabelo, pele, dente e pau (de novo);
– tem que ser liso, depilado, no máximo pelos no peito bem aparados;

Pago meu Kolene, e ninguém tem nada com isso!

Pago meu Kolene, e ninguém tem nada com isso!

Nossa a lista ficaria enorme… Agora, eu pergunta quantos de nós realmente preenchemos metade desses requisitos? Quantas pessoas assim nós conhecemos? Por que a gente exige dos outros características que muitas vezes não temos e que eles não estão a fim de ter. Eu fico imaginando como as pocs, pão-com-ovo, quá-quá são felizes. Vestem-se como podem, se corportam como querem, pintam e borda, andam de Transcol e ainda fazem zona! Genthy, reparam como as finas sempre estão com cara fechada e de poucos amigos? Agora, olhem para as pintosas? Sempre felizes! Se eu saio de casa, é por que quero diversão, rir, beijar na boca e ser feliz sem me importar com ninguém. Já basta a sociedade homofóbica, machistas e classista que a gente encontra fora da boate.

Outra coisa. Cada um de nós gays, travas, sapas e o que for devemos muito as pintosas. Sabe por quê? Porque são elas que apanham dos pit-boys, dos homofóbicos, são motivos de chacota na televisão e são sempre humilhadas. Se hoje, a gente tem o mínimo de liberdade é por conta das pintosas rechaçadas que foram as ruas protestar e lutar contra o preconceito. Foram as pintosas e pobres, as maiores vítimas, que dizeram basta ao gueto. As ricas e bonitas tinham grana para viajar e fingir que o mundo era perfeito. E não é agora que a gente minimamente pode ser assumir que vamos ter que seguir um padrãozinho qualquer e pior, exigir que as pintosas fiquem másculas! Viva as pintosas! Elas arrasam!

E por fim, Eu adoooooro mortadela. Seja metafora ou não. Quanto mais pesada e grossa melhor!