Está sozinho? A culpa pode não ser sua


Hold on, bitch! Se você é uma escrota, passional e ciumenta, esse artigo não justifica a sua solidão.

Vamos repensar o nosso comportamento antes de esbravejar com os outros.

Na década de 90 só dava ela!

Mas se você é uma fofa, educada e tranquilíssima beesha, a culpa da sua solidão pode residir no novo estereótipo dos gays.

Novo estereótipo, Max? Sim, novo! Observaram que aos poucos a bicha pintosa deixou de ser o exemplo de gay e agora os valores são outros? Vamos pensar um pouco…

Aqui no Brasil, no final do século passado, as beeshas se resumiam nas caricatas, leathers e Homens-que-comem-homens-mas-só-quando-falta-buceta. Observem que os exemplos de gays sexualmente atraentes eram Cazuza, Ney Matogrosso e os boyzinhos dessas bandinhas pop que estouraram na mesma época.

Onde estavam as Barbies? Não estavam, ainda! As Barbies e a geração saúde surgem nessa transição dos anos 90 pros 2000, e é disso que quero falar.

Os gays hoje, numa tentativa de fugir do estereótipo da beesha que só sabia ser cabeleireira e estilista, criaram um padrão no qual você deve atender a vários requisitos para ser considerado o gay ideal, o gay que mais foge do paradigma daquele gay que morreu de Aids quando esta estourou no país (o gay de porta de discoteca: degenerado, afetado e promíscuo).

Esse gay é rico, bonito, inteligente, bom de cama, bilíngue, másculo e musculoso. Sendo esse másculo e musculoso as principais características visuais que destoam do gay magro e feminino que era visto logo de cara como “aidético” nas décadas de 80 e 90.

Aliás, já observaram que basta uma bee ser muito magra que as pessoas logo fazem piada sobre ela estar beijada pela tia?

Pois é, esse novo padrão é inalcançável para a maioria absoluta das pessoas e, por mais que você tente fugir desse estereótipo, as possibilidades de encontrar um parceiro para esse gay que atende à maioria das características é bem maior em relação ao resto.

Não vamos ser hipócritas e julgar todos que atendam a esse padrão, estética privilegiada e riqueza também podem vir de berço.

E quando não vêm? Dentre os héteros também existem padrões de parceiro ideal, mas eles tendem a abdicar de uns em detrimento de outros: É a mulher Raimunda, é o pobretão gostoso ou o careca rico. Quem consegue o pacote completo é considerado sortudo, mas quem não é o pacote completo também não fica sozinho.

E por que você, beesha bonita e pobre só consegue foda de uma noite e você beesha rica e feia só arruma boy toy que te liga quando seu salário bate na conta?

Simples, como nossa cultura é ainda muito jovem e estamos nos adaptando aos novos padrões, todo mundo quer o ‘melhor’, e se não consegue prefere ficar sozinho SE transformando nesse melhor para atrair outros melhores como você: É a teoria do Clone Gay.

Observem uma boate no século passado:

E uma boate atualmente:

A homogeneidade chega a assustar, não é verdade? E cada boy musculoso ali sem camisa só está musculoso e sem camisa porque batalhou para se tornar aquele ‘melhor’ que citei lá em cima. Por isso ele anda sem a camisa, pra vender o produto assim como a racha malhadora usa vestido curto pra mostrar os pernões.

Isso gera um círculo vicioso, porque os gays que se tornaram esse melhor não querem perder o seu tempo com gays que não atendam a esse padrão, forçando os outros gays a também buscarem se encaixar no padrão para conseguir os clones que desejam.

Afinal, não é porque você não faz parte do padrão que você não vai ser seduzido por ele. Principalmente com a mídia reforçando sempre, com flyers de boate e propagandas de turismo GLS, que o gay que todo mundo quer é esse:

Defeito

Padrões de beleza são assim chamados exatamente pelo fato de serem um ideal de beleza de um grupo, mas isso não significa que todo esse grupo esteja encaixado nele, principalmente num utópico como esse.

Nosso grupo sempre foi conhecido pela diversidade, por aceitar a todos… mas é só conhecido mesmo, porque a realidade não é muito diferente da feminina quanto à manutenção do seu corpo para servir o desejo estabelecido pela maioria (vá pra porta da São Firmino e veja se não estou certa).

Pintosa quebrando louça com pintosa, urso com urso, discreta com discreta, drag com drag, bombada com bombada? Já passou da hora de misturar.

E aí? Qual a opinião de vocês sobre esse novo esterótipo de gays que domina o meio LGBT? Em que ponto ele deixa de ser saudável e se torna uma obsessão?

TRAUMATIZADA


Vocês já viram isso?

É um grande Ode ao Pênis, mas fiquei chocada com as bee’s super masculinas no começo do vídeo, e quando começa o batidão todo mundo pinta uma parede inteira com tinta Suvinil! Igualzinho aquelas bombadas quando passam pela porta da Move.

Confesso que pausei o vídeo umas 10 vezes nos 1:10 só pra ver a pegada que o boy dá na neca.

P.s.: Quem mais viu a Rasputia no vídeo coloca o dedo aqui o/

Dica do L!

As fases da vida de uma bee


Sabem aquelas situações que toda bee já passou? Tipo fazer pegação na internet na adolescência, se apaixonar pelo boy da foto, e depois descobrir que era um coroa de 45 anos se passando por um rapaz de 19? Ou então aquele friozinho no pé da barriga quando recebe sua primeira cantada?

Então, hoje eu vou falar dessas experiências que toda gay já passou em alguma fase específica da vida, porque você pode se considerar o vinhádo mais clubber e alternatchyvo de Vitorinha, mas é certo que já cometeu as mesmas gafes que comete toda gay em descoberta.

Dos 5 aos 10 anos: A feminilidade está bem aflorada nessa fase, mas a sexualidade ainda não se despertou. É a fase que a gay se esconde no quarto pra usar as roupas da mãe e tem uma das suas primeiras paixões, que ela vê com a mais pura ingenuidade, até que algum coleguinha desconfia e pronto, ela será marcada como vinhadinho enquanto permanecer naquela escola. Sim, bebês, crianças já são crueis nessa idade.

Falofobia

Dos 10 aos 15: Bem, NA MINHA ÉPOCA a gente ainda era inocente e dançava É o Tchan, mas depois do que eu vi num rock no Teacher’s Pub, uma bill de 12 anos masturbando a outra de 26, eu não duvido mais de nada. Mas como nossos leitores viveram essa fase na década de 90, posso dizer que essa é a fase que a bee sabe que é diferente dos outros meninos, mas tem medo de pinto. Eu, por exemplo, poderia ser a mais pintosa da face da terra, mas se um boy me chamasse no canto pra falar qualquer coisa, corria mais rápido que o Forrest Gump.

Dos 15 aos 20: NER-VO-SA, se não deu ainda, está subindo pelas paredes. Ela já descobriu que pinto não é esse bicho de sete cabeças e passa horas a fio no Chat Uol atrás de neca. É nessa fase que ela tem as maiores aventuras com encontros casuais pela internet. Encontra as barbies que se diziam ativas, mas na hora são passivas, as drag queens que se diziam discretos, mas têm a voz da Celine Dion e os clássicos coroas que começam a conversa com: “Você se importa de sair com homens um pouco mais velhos?”… mas tem 32 anos a mais que você.

Na foto você parecia mais bonita...

Dos 20 aos 25: Chat Uol já deu pra ela, está cansada desse povo vazio e sem nada a oferecer… isso é o que ela diz, porque na verdade mesmo ela parou de entrar porque conhecia todos os nicks da sala e, curiosamente, os rapazes ficavam offline quando ela enviava o email dela. Nessa fase a maioria já se assumiu pros pais, está na faculdade, e só quer saber mesmo é de beber e fazer pegação, mas sem nunca esquecer que a qualquer momento pode encontrar seu príncipe encantado na buatchy… ou no transcol.

Dos 25 aos 30: A bee começa a se desesperar, ela sabe que reza a lenda que a passiva perde a validade depois dos 30. Ela começa a desconfiar que não vai mais conseguir aquele bofe loiro e sarado por quem se apaixonou quando o chupou há dois anos no banheiro do bar. Entretanto, a gay está também terminando a sua faculdade e coloca de uma vez por todas na cabeça que é independente e não precisa de homem, se tiver que acontecer vai acontecer, correr atrás não vai mudar isso…

Dos 30 aos 40: É… mas não acontece, e a bee termina solteira morando numa casa com duas drags falidas e um gato angorá. Ela não liga muito pra sexo, mas quando a situação aperta ela dá uma voltinha nas boates mais alternativas atrás de um boy novinho e bêbado. Essa fase só é desesperadora mesmo pras passivas, se o boy for ativo, basta ter um carro bonito e uma casa arrumada que só numa rodada na Praça dos Namorados consegue levar uns 5 koo’s das pão-com-ovo que frequentam aquele Pier.

E, no final da vida, a situação se divide em duas fases:

TÉÉÉÉDIOOOOOOOOOOO

Acima dos 35+ (casada): Se a bee se casa com algum boy, é Game Over na certa. O vinhádo começa a usar blusa de botão com casaco de flanela, só frequenta sushi bar e pizzaria e, para se divertir, vai assistir alguma peça conceitual de teatro. Nessa fase elas ficam chatíssimas, militantes, só falam de relacionamento e quando o assunto é sexo, ela INVARIAVELMENTE vai começar a frase assim: “Não, porque o meu marido faz assim e assado”. Argh, elas sabem que está implícito, mas fazem QUESTÃO de deixar o assunto tão intragável quanto pegar de surpresa nossos pais trepando naquela manhã de páscoa que você acorda bem cedo pra comer seu ovo de chocolate.

Já quando está acima dos 35 e é solteira: Por mais que tenha sido uma louca transviada na juventude, ela insiste em dizer que “vai aproveitar tudo que nós gays não podíamos aproveitar naquela época”, que as gays levavam ovadas na rua. Todo dia leva um boy diferente pra casa e… eu vou parar de falar por aqui, porque esse grupo é o que conhece o maior número de travas.. eu não estou a fim de acordar com a boca cheia de navalhas formigas amanhã.

Mas e vocês? Se identificaram? Em que fase estão agora?

Caminho das Beeshas


Beeshosas, fiquei louca de felicidade quando vasculhando o You Tube achei clipe novo das pintosas dos Night Boys! Ok, naaaaaaaaada supera o clipe anterior, mas a maquiagem está um luxo! Eu adooooro essas bees 2.o que usam e abusam das novas tecnologias e redes sociais pra se promover.

p.s. reparem que alguns integrantes são novos, mas antes que pensem que é uma imitação fiel as Pussycat Dolls que também mudaram, Tchynna explica: os pais de algumas bees não gostaram delas arrasatando o sari pela praça e mandaram parar a brincadeira! Uma pena, muita carreiras acabaram assim!

Enquanto isso na Serra…


As serranas fervidas

As serranas fervidas

O babado nunca para! O problema que as vezes fica super difícil de acompanhar. Não vejo a hora de me pagarem só para escrever aqui. Alguma beeshosa phina e poderosa não quer me dar uma bolsa babado-certo? Prometo que passo um relatório mensal das minhas atividades. hahahha.

Só as bunitas!

Só as bunitas!

Então, a correria é tanta que no fim de semana passado aconteceu a bafoenta Festa LGBT da Serra. A gente tinha falado da festa aqui e tudo, mas nem  eu e os Meninos não podemos ir. Sorte que um correpondente serrano nos mandou fotos e um vídeo com a apresentação de Andrexia Simon.

Pintosas? Nunca!

Pintosas? Nunca!

Dizem que o bafo foi grande e logo, logo teremos mais! Será que a Serra será no novo point GLS do Espírito Santo? As beeshas gongam as serraqueas, mas já viram a quantidade de condomínio de luxo que estão construindo lá para aquele lado? Beeshas, já que meu loft em Aphaville. Só vou me deslocar de lancha e jet-sky e nunca mais vou precisar dar aquela volta enorme para chegar a ponta do Final Feliz. hahhahaha.

Deborah, trava poder!

Deborah, trava poder!

Não dava para colocar todas as fotos, então eu selecionei as mais “emblemáticas”. Até porque só me mandaram fotos divertidíssima. Só no périgon, meu amor. Eu queria umas dos cafuçus do bem que eu sei que tem na região – já catei um garçom escândalo de Planalto Serrano ou Vista da Serra, que homem! Na próxima mandem o vip aqui pra nossa redação.

Para finalizar a cobertura, o vídeo bafoento da apresentação de Andréxia Simon!

Vai passar mal!


Beeshosas,  eu já vi de um tudo nessa vida, mas sempre me surpreendo com vocês! Estou vendo o blog babadeiro do Glamaddict quando me deparo com a Galera da Praça do CEI, em Natal. Vocês lembram das bichas da Barraca Aruba, de Salvador? Então, as da Praça são muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais fervidas. Bees, tô passada com as cenas que eu vi. Para começar, elas se reunindo altas horas para gravar um “programa de tv”. Depois com a pinta, ou melhor, com a mancha!!! O que são aqueles cabelos? O que é aquela metarmortrava? O que é aquele bate cabelo, aliás, o que é aquele bate cabelo de uma perna só. Ficaram curiosas??? Vejam agora! Tô com pena de quem rackeou o orkut da Ellen, a lider a praça. Vai passar mal! Ela já avisou! Eu já quero conhecer essas loucas.

Será que rola uma versão capixaba? As beeshas da Praça de Itaparica, ou de Barcelona, da Praça do Epa – as de Jardim da Penha podem fazer váaaaaarios, um em cada praça e por fim, as só com as beautys de Campo Grande! Babado, meu amor, babado! O mundo é das travas e das Mortadelas! hahhaha Pintosa Pride!

ps: link reestabelecido, se cair de novo é só clicar AQUI!

Pintosa Pride! Orgulho de Ser Pão-com- Ovo!


Beijumeliga, bee!

Beijumeliga, bee!

Confesso que estou meio decepcionada, chocada e um pouco triste com algumas  coisas que leio aqui nos comentários. O preconceito contra bichas feias, pobres e de cabelo ruim é cada vez mais aceito no mundo gay. Gente, olha que coisa absurda! A gente sai da Move/Heaven e leva porrada dos Hts e machistas que se acham normais e o padrão social. Dai quando a gente está lá dentro faz o mesmo. Estamos criando um padrão de gay que quase ninguém pode atingir.

Vejamos alguns requisitos básicos:

– tem que morar bem (tem que ser em Vix em JP, PC, MP ou JC, melhor ainda se morar nas Ilhas do Boi e do Frade); dá ainda pra aceitar as bonitas de Vila Velha, no máximo da Praia da Costa e Itapuã; Serra e Cariacica, jamaiiiiiiiiiis!
– tem que ser bonito, de dar invejas nas outras beeshas; principalmente tem dar inveja nas outras;
–  tem que ser sarado, malhar muito, nunca um gordo;
tem que fuder bem, logo tem que ter a pica grande ou uma bunda dura com marca de sungão;
– tem que ter roupa de marca (lojas de departamento jamais, no máximo Zara) e as cuecas tem que ser Calvin Klein e BRANCAS, no máximo uma Cavalera ou Zoomp;
–  tem que ser brozeado, pele sem acne;
– tem que ser viajado e de preferência para Europa ou América Anglo-Saxônica, no Brasil talvez no Rio (reveillon), Floripa (carnaval), Sampa (na Parada) e Buenos Aires, que já é quase uma cidade brasileira  (no inverno);
– tem que ter bons amigos (famosos, ricos e influentes);
– tem que chegar na boate em um bom carro, no máximo um táxi;
– tem que ser muito másculo, nada afeminado. macho até embaixo de outro macho;
– tem que passar despercebido na rua, daquele estilo que ninguém desconfia e agradecer quando falarem “você nem parece que é gay”;
– tem que ser hiper discreto, só amigos mais próximos podem saber;
– tem que ter namorado e se for solteiro não pode fazer pegação;
– tem que beber bebida cara, mesmo que seja cerveja que seja a mais cara e se beber refrigerante que seja ligh/zero;
– tem que ir sempre nos restaurantes mais caros e na moda;
– tem que ter sempre um bom corte de cabelo;
– tem que ter sempre um bom tipo de cabelo, pele, dente e pau (de novo);
– tem que ser liso, depilado, no máximo pelos no peito bem aparados;

Pago meu Kolene, e ninguém tem nada com isso!

Pago meu Kolene, e ninguém tem nada com isso!

Nossa a lista ficaria enorme… Agora, eu pergunta quantos de nós realmente preenchemos metade desses requisitos? Quantas pessoas assim nós conhecemos? Por que a gente exige dos outros características que muitas vezes não temos e que eles não estão a fim de ter. Eu fico imaginando como as pocs, pão-com-ovo, quá-quá são felizes. Vestem-se como podem, se corportam como querem, pintam e borda, andam de Transcol e ainda fazem zona! Genthy, reparam como as finas sempre estão com cara fechada e de poucos amigos? Agora, olhem para as pintosas? Sempre felizes! Se eu saio de casa, é por que quero diversão, rir, beijar na boca e ser feliz sem me importar com ninguém. Já basta a sociedade homofóbica, machistas e classista que a gente encontra fora da boate.

Outra coisa. Cada um de nós gays, travas, sapas e o que for devemos muito as pintosas. Sabe por quê? Porque são elas que apanham dos pit-boys, dos homofóbicos, são motivos de chacota na televisão e são sempre humilhadas. Se hoje, a gente tem o mínimo de liberdade é por conta das pintosas rechaçadas que foram as ruas protestar e lutar contra o preconceito. Foram as pintosas e pobres, as maiores vítimas, que dizeram basta ao gueto. As ricas e bonitas tinham grana para viajar e fingir que o mundo era perfeito. E não é agora que a gente minimamente pode ser assumir que vamos ter que seguir um padrãozinho qualquer e pior, exigir que as pintosas fiquem másculas! Viva as pintosas! Elas arrasam!

E por fim, Eu adoooooro mortadela. Seja metafora ou não. Quanto mais pesada e grossa melhor!