A petição contra Silas Malafaia e uma verdade incoveniente


Agora que acabou o carnaval, vamos falar de coisa séria: Está circulando por toda a internet uma petição com a intenção de cassar o registro de psicólogo do Silas Malafaia, devido às constantes manifestações homofóbicas dele.

Cata o conteúdo da petição:

doença

Observem que eles estão se pautando na CFP 001/99, uma lei do Conselho Federal de Psicologia que estabelece uma série de regras sobre como um psicólogo deve se comportar quando o assunto for a sexualidade de alguém.

Acontece que o foco está no crime errado quando acusam Silas de ter desrespeitado a ética profissional. Ele nunca atribuiu categoria de doença à homossexualidade, logo, se ele não considera uma doença, não é capaz de “curar”.

Observem no vídeo da entrevista, ele diz do começo ao fim que é uma escolha que pode ser mudada, não uma doença que pode ser curada. Muito diferente.

Ele até comenta a hipótese super obsoleta de Freud sobre haver ligação entre abuso infantil e homossexualidade, mas ainda assim não diz que se desenvolve uma patologia ou desordem mental devido ao trauma.

E, uma vez que a lei diz isso:

tratamento

Ele não fere nenhum dos artigos quando diz que ser homossexual é uma escolha, que deus (não ele) pode ajudar a mudar, e seus ‘pacientes’ o procuram por livre e espontânea vontade.

Infelizmente, ele é homofóbico sim, mas é espertíssimo e não dá ponto sem nó, queridas.

Mas não custa nada assinar, clique AQUI para entrar na página.

Malásia reeduca jovens com tendências afeminadas


Na semana passada, foram enviados para um campo de reeducação pelas autoridades do estado de Terengganu, noroeste da Malásia, 66 adolescentes indicados por suas escolas, que foram instruídas no ano passado a denunciar alunos que possuíssem “tendências afeminadas”. Os jovens passaram 4 dias no local onde participaram de um curso com aulas de religião, palestras motivacionais,  além de orientação física. No país, a homossexualidade ainda é tabu e o sexo gay é crime segundo o código penal local, podendo render até 20 anos de detenção.

“Não são comuns para rapazes normais desta idade”. Nós não estamos interferindo com o processo da natureza, e sim meramente tentando guiar estes estudantes a seguir um caminho adequado em suas vidas, antes que eles cheguem a um ponto sem volta”, explicou Razali Daud, diretor do Departamento de Educação do Estado de Terengganu. “Nós sabemos que algumas pessoas acabam se tornando travestis ou homossexuais, mas nós faremos o melhor para limitar este número”, afirmou Daud.

Ativistas dos direitos humanos defendem que esta medida é um sintoma da homofobia generalizada no país de maioria  muçulmana, muitos protestos  têm estourado na Malásia desde o vazamento de notícias sobre os acampamentos. Para a Ministra da Mulher, Família e Desenvolvimento Comunitário, Shahrizat Abdul Jalil, a existência dos campos é contrária às leis da Malásia, vários grupos da sociedade civil estão exigindo que o governo bote um fim ao absurdo.

Sem ao menos tentar responder às exigências de fechamento dos campos de reeducação, o governo ignorou as críticas e lançou uma campanha para criar uma imagem saudável e positiva para os campos.

O grupo “All Out” está promovendo,  na internet,  uma petição para que os chamados campos de reeducação sejam considerados ilegais e extintos da Malásia. Estes tratamentos de reversão são programas aplicados em todo o mundo, principalmente por igrejas evangélicas. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não reconhece a homossexualidade como doença e associações de psicologia e psiquiatria de todo o mundo não podem oferecer tratamento ou cura para algo que não é uma enfermidade.

Para assinar o abaixo-assinado, clique aqui!