Protesto contra homofobia para centro de Salvador


Enquanto em terras capixabas continuamos debatendo e articulando, a comunidade gay baiana fechou as ruas de Salvador em protesto contra a homofobia. O Grupo Gay da Bahia parou o centro da cidade na tarde de quarta-feira (22/03), em um ato contra o aumento de crimes contra homossexuais na Bahia. Com cruzes, faixas e cartazes nas mãos, a militância promoveu uma beijaço e protestou pedindo justiça, o que acabou chamando a atenção da população que aplaudiu a atitude.

Segundo informações do Grupo Gay da Bahia (GGB), onze homossexais foram mortos no estado nos dois primeiros meses do ano. Em todo país, foram registrados 81 homicídios no mesmo período. O ato simbólico, que fez parte das atividades do Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial e serviu de protesto devido às mortes de gays, lésbicas, e travestis, iniciou-se na Praça da Piedade e seguiu até a Prefeitura Municipal de Salvador.

 No ano passado, foram 272 assassinatos de LGBTs no Brasil. Destes, 29 aconteceram na Bahia, que lidera pelo sexto ano consecutivo o ranking de estados mais homofóbicos, com o índice de 10,66% do total de casos no país.

A coordenadora LGBT da Secretaria de Justiça da Bahia, Paulete Furacão e o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, participaram da caminhada. A manifestação foi encerrada com uma grande roda como protesto contra a homofobia ao som do hino do senhor do Bonfim.

Fonte

Adolescente de 17 anos é agredido por ser homossexual em escola municipal de Vitória


Um jovem de 17 anos foi agredido por um colega de classe nesta quarta-feira (14), em uma escola municipal, no bairro Santo Antônio, em Vitória. O motivo da briga seria a orientação sexual do adolescente agredido. A vítima é homossexual e muito assustado contou como a violência aconteceu. “Ele pegou a cadeira e jogou em mim e não satisfeito ele ainda tentou me agredir com a lixeira da sala de aula”, contou o jovem que não quis se identificar.

A agressão homofóbica aconteceu na Escola Municipal Alvimar Silva. Os envolvidos são alunos do sétimo ano. Amigos da vítima tentaram defendê-la e chamaram a polícia. Todos os envolvidos foram parar no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória. De acordo com testemunhas, além de agredir a vítima, o adolescente acusado de homofobia causou um verdadeiro tumulto no refeitório da escola. Segundo informações, o adolescente quebrou objetos e móveis da instituição de ensino. O que revoltou os familiares da vítima é que, mesmo tendo o patrimônio destruído, a direção da escola ainda tentou abafar o caso. “A direção é a lei dentro da escola, então eles teriam que ter tratado o caso com mais seriedade”, falou a avó da vítima.

 Nos braços do agredido ficaram as marcas da violência. Segundo o jovem, esta não é a primeira vez que ele é humilhado pelo agressor por conta da sua orientação sexual. Ele afirmou que é perseguido e vive com medo. “Ele já havia me ameaçado e disse que iria me bater”, declarou a vítima. O adolescente que cometeu a agressão tem apenas 15 anos. A mãe dele esteve na delegacia, mas não quis falar com a imprensa. Segundo a polícia, o menino pode ser preso pelo crime de homofobia. “Sempre que alguém se sentir constrangido por conta desse tipo de crime é necessário e importante solicitar a presença da Polícia Militar, para que o caso seja encaminhado para uma delegacia para que as medidas cabíveis sejam tomadas. O preconceito de modo geral é crime e o preconceito com relações homoafetivas, também é crime previsto em lei e precisa ser combatido”, explicou o sargento De Angeli.

Segundo informações do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, todos os envolvidos na agressão prestaram depoimentos e foram liberados, inclusive o menor acusado de cometer a agressão.

Criança vítima de bullying comete suicídio em Vitória


Na sexta-feira, véspera de Carnaval, Roliver de Jesus foi para a escola em clima de festa, mas acabou se tornando alvo de piadas. Uma colega do menino disse que crianças e adolescentes fizeram uma roda ao redor do menino, que foi humilhado e empurrado. “Eles o chamaram de gay, bicha, gordinho… Às vezes ele ia embora chorando”, comentou.

A vítima deixou uma carta pedindo desculpas pelo suicídio e dizendo que não entendia porque era alvo de tantas humilhações. O menino se enforcou com o cinto da mãe e foi encontrado já desacordado pelo pai. Roliver chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Na escola onde Roliver estudava, outras estudantes sofrem com a violência psicológica. A mãe de uma aluna contou que a filha de 10 anos é vítima de bullying e que perdeu a conta de quantas vezes levou a situação ao conhecimento da direção. “Eu tenho coragem e falei com a diretora, mas ela não resolveu nada até hoje”, acrescentou.

A imagem que ficou para Karen Raquel Tenente, amiga do estudante, é de um menino alegre e sonhador. Para ela, ainda é difícil acreditar no que aconteceu. “Ele dizia que queria ser um grande artista”, finalizou.

A família alega que os abusos já tinham sido comunicados à direção da escola. “Eu não tinha denunciado a situação desse meu filho, mas de outro. O Conselho Tutelar também sabia. Eu pedi o remanejamento dos meus três filhos, mas disponibilizaram vagas em escolas diferentes”, lamentou a mãe, Joselia Ferreira de Jesus.

Fonte: Folha Vitória

Luto II – Roubo seguido de morte ou crime de ódio?


E mais uma vez é com pesar que faço esta publicação no blog…

Na madrugada de terça pra quarta, Wiris Delfino Vitoriano, 26 anos, foi assassinado a facadas em sua residência no centro de Vila Velha. Wiris morava com outros dois amigos, que viajaram durante o feriado de carnaval. Quando um deles voltou, encontrou o cadeado do portão trocado. Estranhando o fato, o rapaz arrombou o cadeado para entrar na casa e encontrou o corpo em um dos quartos. Havia manchas de sangue em várias partes da residência, quase todos os cômodos da residência estavam revirados e alguns objetos haviam sumido. A vítima estava apenas de sunga, e tinha um barbante amarrado a uma das mãos.

Agora, as informações extra oficiais:

Wiris tinha ficado sozinho em casa, meu último contato com ele foi na terça por volta das 23h quando saíamos do trabalho. A polícia tem as filmagens da rua e nelas, Wiris sai de casa por volta de 1 hora da manhã sozinho e depois retorna com mais dois homens. Em seguida, as 2:50 da manhã os dois suspeitos saem da casa carregando alguns objetos. O rapaz que morava com ele afirma que recebeu algumas mensagens dele via Facebook, ainda na terça feira, informando que estava na casa de uma conhecida.

Outra informação é que a vítima teve aproximadamente 64 a 68 perfurações no corpo, causadas por diferentes objetos cortantes. Sobre os indícios de que o crime tenha sido motivado por homofobia, só posso afirmar que há esta possibilidade. Wiris era gay e na parede da casa de um dos vizinhos, apareceu uma pixação com os dizeres: VIADOS. A parede foi pintada recentemente, antes do carnaval.

Recebi informações via Facebook de que diversos grupos LGBTs de outros estados estão acompanhando o caso.

Por hora, restam as investigações da polícia e a tristeza no coração dos amigos. Nos conhecemos no trabalho e nos tornamos muito próximos. Era um rapaz trabalhador, quieto e querido pelos conhecidos.  Foi um prazer te-lo conhecido…

Saudades, irmão! Você é FODA!!

“Desculpem pelo modo como a Igreja trata vocês”


Sim, pode ser old, velho em inglês, mas tem gente que ainda não viu e acredito que temos que parar de ver o lado negativo um pouco, para ver as coisas boas que acontecem. Durante a Parada do Orgulho Gay de Chicago, um grupo de cristão resolveu comparecer ao evento, desta vez para pedir desculpas.

Pois é, meu caro coleguinha, o grupo carregava cartazes que diziam: “Desculpe pela forma como a igreja trata vocês”, além disso, o grupo vestia camisetas com os dizeres: “Me desculpe”

Nathan, cristão e um dos responsáveis pelo movimento relatou sobre a reação de um dos rapazes que se divertia durante a PG. O rapaz de cueca branca que estava a dançar na multidão, observou os cartazes e entendeu a mensagem.  Foi até o grupo, abraçou-os, e respondeu com um “OBRIGADO”.

Segundo Nathan, “Infelizmente, a maioria dos cristãos prefere julgar, em vez de procurar compreender. A maioria não vai nem saber se essa pessoa dançando de cueca tem um nome. No entanto, acho que Jesus também o abraçaria. Mais do que a aceitação, é a reconciliação. Falar sobre reconciliação é lembrar dos erros cometidos. É algo forte e transformador pois dois partidos contrários e que possuem todo direito de se odiar, se unem para o bem de todos. “

Tolerância. Apenas isto.