Kooriosidades – Na Cama com Sarah [Tema: Preferências Trocadas]


sarah cama

 

Sim, o banner é provisório e feito no paint, porque eu não sou disáiner e tenho que depender da boa vontade da puta do Dé fazer outro pra mim com o nome trocado.

O tema de hoje é curioso porque pela primeira vez aconteceu algo que eu nunca vi: ambos os lados se mostraram interessados em mudar de papel.

Nós sabemos o quanto é complicado quando um ortodoxo namora um versátil. Uma hora o relacionamento sempre acaba com a parte versátil querendo comer ou dar e o outro lado cedendo, incomodado, e mandando e-mail pra trans aqui querendo saber como faz pra convencer o boy a parar de tentar virar o edi/meter a neca.

Cata o e-mail:

retorno

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Se eu tivesse acabado de injetar minha Perlutan e estivesse tomada pela progesterona, vulgo urina de satanás, eu diria pra beesha parar de show e comer o namorado logo, até aprender a virar um ativo de respeito.

Mas como estou praticamente um Ursinho Carinhoso depois de tanto estrogênio que tomei, eu vou dizer que esse é o momento perfeito pro casal reaprender a fazer sexo. Sério, gente, só eu acho romântico os dois parecerem dois virgens descobrindo como trepar?

Para começo de conversa: FAÇA UM CUZINHO DE BOLA

[youtube https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Gb-gHHsBcXk]

Pode parecer coisa de virjão, e é, MAS NÃO! O cuzinho de bola vai te dar tempo para treinar algo fundamental no sexo anal: ritmo.

Não existe na face da Terra uma beesha que consiga gozar com um boy que mete como se estivesse dançando Crazy in Love, da Beyoncé: Ó ô ó ô, ó ô, aí acelera, oh no no.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ViwtNLUqkMY]

E minha próstata assim:

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O erro de todo homem ruim de cama é não manter o ritmo frequente e rápido, como Pump it de Black Eyed Peas:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ZaI2IlHwmgQ]

ISSO É UM ORGASMO! E eu caminhando da cama pro banheiro:

cambaia

Outra dica é: Masturbação!

Yes! Descabele o palhaço, frequentemente! Isso vai te fazer aprender a segurar o gozo. Porque se tem uma coisa que um ativo inexperiente não sabe fazer é segurar o orgasmo, principalmente porque koo a gente sabe como é, justo como uma calça 36 da Zoomp.

Mas cuidado exagerar e terminar assim:

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E por fim, PRATIQUE!

MONTOU

Ninguém nasce sabendo fazer sexo. Se os dois sentem vontade de experimentar aquilo que não estão acostumados, nada mais sensato que pratiquem o máximo que puderem, sempre que tiverem oportunidade.

Ativo ou Passivo?


Nas conversas virtuais ou na boate, vira e meche você se vê diante de uma pergunta tão indiscreta, quanto existencialista: “Ativo ou Passivo?”. Muitas vezes, a gente se vê numa sinuca de bico, porque as coisas nem sempre são tão simples assim e você não quer correr o risco de perder o boy magia que está na sua frente. “Ah, eu dou, mas por você eu me esforço… rs”.

Por isso, nós, sempre uns querido, fizemos uma escala Ativo/Passivo para elucidar algumas variações simples dessa classificação. Sofre cagente:

E você? É o que?

O peso da passividade


Que filosófico esse título, mas vai me dizer que não dá uma vontade louca de saber de qual assunto se trata?

Pois é, dá, e o assunto de hoje se parece muito com o formato dos posts do Kooriosidades, mas se eu não mudar a plataforma, eu vou acabar transformando todos os posts de discussão em posts do Kooriosidades. Elas me perguntam de um tudo!

Por isso, resolvi aproveitar a história de mais um leitor, não pra ajudá-lo (isso já fiz respondendo o e-mail individualmente), mas pra entrar numa discussão que me parece incomodar várias bee’s. Vamos ler:

Conheci um carinha de Vitória a pouco mais de um mês, estou morando a pouco em vitória.

Mas enfim, o cara sempre ficava falando que era ativo e tal, e eu dizendo que não iria dar certo porque só sinto excitação em ser ativo, já tentei ser passivo, mas não dá, não tenho tesão, sabe como?

Então saímos e no primeiro dia ele já queria transar, então fomos para meu apê, e descobri que ele é muito passivo! Estamos namorando agora, e com um mês de namoro ele fica se gabando para os amigos de ser o ativo da relação, e eu fico como o passivo, pois não tenho amigos na cidade e nunca namorei ninguém aqui.

Isso esta atrapalhando muito a relação, ele fala que por ser o fortão e ter cara de macho, “tenho que aceitar isso”

Penso naquela velha historia de gay passivo que não assume, ele diz: “Eu estou sendo passivo com você, nunca fiz isso com ninguém você é o 1º”.

Resumindo, o que devo fazer para essa criatura se aceitar, estou deixando de ter tesão na relação, não sei o que acontece com essas bichas que gostam de esconder a opção, “versátil mais passivo”, “versátil mais ativo”

Não entendo isso, ou você gosta de meter ou gosta de dar. Mas gosto muito dele, pois é um cara muito legal e não queria terminar por bobagens , não quero que ele fique gritando para todo mundo que é passivo, só queria fazer ele entender e aceitar.

O meu sentimento por essa pessoa é duvidoso, por um lado sinto um ódio eterno por ele ter convertido mais um ativo à passividade, por outro acho uma graça que bata o pé pela sua atividade num mundo dominado por edis nervosos.

Mas não é disso que eu quero falar, sempre tendo a falar de sexo, dessa vez quero falar de comportamento. O problema do rapaz é com o namorado que não se aceita passivo, mas o próprio ao ser taxado como tal se sente incomodado e até cogita terminar o relacionamento.

Como é que ele espera que o outro, sempre acostumado a ser ativo, aceite tão facilmente o novo rótulo se nem ele, com um rótulo de mentira, fica à vontade? E por que um rótulo de passivo incomoda tanto, se um depende do outro pra existir, afinal, se não tiver quem só dê, não tem quem só coma, certo?

Errado! Tem os “versáteis”, eles são a maneira que muitos gays machistas inventaram para se livrarem do estereótipo de passivo. Não que os versáteis verdadeiros não existam, existem sim e são muitos, mas em meio a eles você vai encontrar uma infinidade de gays como o namorado do rapaz do e-mail.

Eu disse que era ativo? Te enganei!

Sobre versatilidade, leia o meu outro post CLICANDO AQUI

Sempre que vemos um casal gay temos o hábito de determinar quem é o ativo e quem é o passivo da relação, é natural que façamos isso, e pouco importa se a mais feminina disser que é o ativo, na nossa cabeça ela será a passiva e ponto final.

Isso me lembra muito casais heterossexuais sobre os quais paira um tabu sobre o que fazem na cama, geralmente isso acontece quando a esposa faz fio-terra no marido. Só ele fala de sexo, e ai dela se fizer algum comentário envolvendo dedo, ânus ou diferença de potencial (ddp).

Sobre o casal do e-mail, observem o quanto ele quer que o outro assuma sua passividade, não só porque ele é o ativo, mas também porque, palavras do próprio texto: o outro “fica se GABANDO que é o ativo”.

Se gabando que é o ativo… por que se gabando e não apenas dizendo? Porque somos machistas, todos nós, não só os héteros. Pra todos os homens latinos o fato de parecer ou agir, o mínimo que seja, como uma mulher, é humilhante para a sua identidade masculina.

Até mesmo alguns homens muito masculinos, quando se assumem passivos, tentam o tempo inteiro se desvencilhar da ideia feminina do ato, usando as famosas gírias “Brow, Brother, Fera, professor Xavier, Jean Grey, entre outras”.

Tudo isso com a intenção de assumir a preferência passiva na cama, mas tentar dizer que ainda é ‘homem’. Uma grande besteira, como se ser homem se resumisse a usar o pênis como uma arma de dominação.

Já perceberam que quando uma mulher “age como homem” ou se veste com roupas masculinas ela é vista com respeito e sensualidade, mas quando um homem se veste com roupas femininas é visto mais como uma figura de humor? Ou vocês achavam mesmo que hétero tem tesão em lésbica só por causa do ménage à trois? Nada disso!

Isso acontece porque o homem, na nossa sociedade machista, é o exemplo de força e superioridade. E como todos os animais procuram como seu parceiro sexual aquele que demonstra ser o mais poderoso do bando, é de se esperar que a mulher com características masculinas seja a mais atraente, pois ela representa o que consideramos superior.

Em contrapartida, imaginem um homem no lugar da Dama de Ferro (Margaret Tatcher) tomando as mesmas atitudes dela, mas se perfazendo de características do universo feminino, assim como ela fazia com o universo masculino…

…vocês acham que ele teria o mesmo êxito em conquistar o respeito de uma nação?

Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Dominador e dominado]


O Kooriosidades dessa semana vai ser diferente.

Tenho recebido muitos e-mails de leitores e, como o Kooriosidades é uma coluna semanal, se eu fosse esperar para postar um por semana a bee que me enviou a cartinha hoje só teria sua resposta no ano que vem!

Então, pra poupar tempo e responder mais gente, vou mudar a frequência para dois posts por semana, okay?

A cartinha de hoje é de um boy que se diz ativo, mas que fica desconfortável quando o passivo é maior que ele, vamos acompanhar:

Max, estou com um dilema: curto ser ativo, mas não consigo quando o cara é maior do que eu. Tenho tesão por caras baixinhos, magrinhos e machos, quero ser ativo com eles.

Mas quando o cara é maior que eu e apresenta características de ativo dominante, às vezes broxo, me sinto impotente diante de um cara que é mais macho e mais dominante do que eu.

Será que tenho que continuar sendo ativo com caras menores, e passivo com caras maiores?

Ah, a eterna heterossexualização da relação gay. Nossa sociedade patriarcal e machista domina de tal maneira o koo alheio que um homem se sente menos masculino sempre que toma atitudes “tipicamente femininas” no sexo.

Basta observar o horror que os héteros têm ao “fio terra“, e a própria carta acima, na qual ele deixa de se sentir à vontade como ativo somente pelo fato de ser menos robusto que o parceiro.

Aquela situação que a racha coloca o dedo no edi do namorado:

Sim, afinal, como a relação sexual homossexual é, infelizmente, uma relação de dominação (assim como é a heterossexual), é de se esperar que o maior seja o dominador e o menor o dominado. Quando esse paradigma é quebrado, *BOOM*, temos um ativo confuso com relação a sua capacidade de dominação.

E com muitos passivos acontece o mesmo. Eu já fiz sexo com homens de todas as alturas e idades (todas mesmo), mas em todas as vezes nas quais eles eram mais novos ou mais baixos (porque mais magro é impossível, néam?) que eu, me sentia desconfortável… como se eles não fossem “homens o suficiente” para me dominar.

Vejam só a grande babaquice machista que afeta a todos nós, até mesmo uma bee como eu, que a última coisa que ostenta é a masculinidade.

Entretanto, pela carta do rapaz ele parece bastante flexível nessas situações, e mesmo quando “broxa” com os caras maiores que ele se sente confortável em ser passivo. Apesar de eu achar isso lamentável diante da escassez de ativos no país, o que interessa é gozar.

Portanto, em vez de seguir seu coração, siga sua neca. Se ela subir, ótimo, se não, use a próstata. 🙂

Tá com um dilema de natureza sexual, social, econômica ou médica? Mande sua dúvida para max_babadocerto@hotmail.com, e a Max consultará os universitários para tentar resolver o seu problema.

Kooriosidades – Na Cama com Max


Nessa edição do Kooriosidades eu vou mais além, afinal, recebi uma pergunta meio descabida. Só vou perdoar porque foi um homem heterotrófico quem fez:

“Gays passivos têm ereção durante o sexo?”

Broxa?

A resposta é óbvia: SIM! A estimulação da próstata pelo pênis é muito prazerosa e gera quase que uma ereção instantânea… na maioria dos homens.

É, bee, você ativo (daqueles que tem o koo quadrado, cheio de espinhos e com um sistema hi-tech de segurança contra invasores) pode achar estranho o rapaz preferir ser passivo, não ter ereção,  e mesmo assim sentir prazer e ter orgasmo. Eu sei que você se sente triste, como se não estivesse agradando o suficiente, mas não! Isso é mais comum do que se imagina!

As causas desse prazer sem ereção podem ser duas:

  • O ativo mete como se estivesse comendo uma boneca inflável, e o passivo, apesar de sentir prazer, sente também dor, que acaba desconcentrando o rapaz e atrapalhando a ereção. Afinal, quem não dá (quem não dá?!) não tem noção do quão difícil é para o passivo esquecer a dor, se equilibrar numa posição e ainda ter que se masturbar.

“Se masturbar, Max? Mas minha amiga, apelidada carinhosamente de Poço Artesiano, disse que goza sem encostar no pau!”

Bullshit! Na maioria absoluta das vezes o passivo tem que se masturbar para conseguir ter o orgasmo peniano. O que acontece nesses casos de “gozar sem encostar”, é que a estimulação constante da próstata acaba desencadeando uma resposta nervosa que faz com que esta se contraia e libere sua secreção.

Além disso, o passivo acaba gozando logo depois porque a “via” está aberta. Mas o dia que acontecer com você, observe que não será seguido da sensação de ejaculação comum.  É uma sensação de ‘porrãm, acho que me mijei!’

  • Ou não, o ativo pode ser realmente muito bom, mas o passivo simplesmente não consegue ter ereção. Os motivos podem ser falta de concentração, concentração demais (que acaba fazendo com que o passivo esqueça do próprio prazer, super comum quando a bee quer dar um chá de koo), quando o prazer apenas da próstata é suficiente e ela nem se masturba, ou o tamanho do pênis…

“O tamanho do pênis? Como assim?”

Até ele consegue

Sim, queridas, já ouviram falar da famosa “Neca Chama-cheque”? Claro que já! É aquela que é tão comprida que acaba cutucando lá no fundo do Canal Retal, e dando uma sensação horrível de vontade de evacuar, por mais que você tenha feito uma chuca profundérrima.

Alguns dizem que é exatamente o contrário: aquela que, de tão pequena, funciona como um supositório cutucando na entradinha. Nos dois casos, a sensação é a mesma e este é o foco da discussão.

Então, essa neca é a principal causa do impedimento da ereção, mesmo quando o ativo é muito bom de cama. A gay fica tão preocupada em não passar o cheque que acaba se concentrando só no edi, e nem tem ereção.

Mas e as senhoras? Já passaram por esse tipo de situação? Já se sentiram frustradas por terem uma noite maravilhosa com aquele boy que te deu 20 orgasmos, mas que não acredita em você só porque sua bandeira não foi hasteada?!

Gostou? Mande sua pergunta para max_babadocerto@hotmail.com

A neca do vizinho é sempre mais grossa…


Quem nunca namorou e percebeu que parece que o mundo inteiro quer te passar a peeca? É, façam um comparativo. Por mais que você seja uma prostiputa que pega um boy diferente cada dia da semana, é só namorar pra começar a chover ainda mais pinto na sua horta, tanto pinto, mas tanto pinto, que se você dormir de janela aberta acorda com o edi mais largo que a Linha do Equador.

Mas por que isso? Por que será que nós somos mais cobiçados quando estamos namorando?

A resposta está, mais uma vez, na linda da Biologia: Apesar de nós sermos inteligentonas, racionais e dominadorãns do ambiente terrestre, ainda carregamos características comportamentais dos primatas, uma delas é a tal Seleção Sexual. Quem nunca observou que todo mundo tem um “tipo” de homem que gosta mais? Tem aquelas que curtem os magros, outras os ursos, as bombadas… e até aquelas que comem o que tem pra hoje.

Selecionando sexualmente os boys

No fundo no fundo vocês não fazem ideia do porquê gostam mais desse tipo, só sabem que gostam, não é mesmo? Isso daí já são resquícios da Seleção Sexual se manifestando, na qual a sua vivência determina quais características são ideais para o seu parceiro.

E sobre a bee que tá namorando e, por isso, parece ter se tornado infinitamente mais interessante? Muito simples, quando essas mesmas macacas nascem já existe um macho que domina o bando. Ele é quem tem o direito de copular com todas as fêmeas, por ter os melhores genes, e é aquele macho que ela deseja.

Bolada nas coshtas

O mesmo acontece conosco, mas meio defeituoso, porque existe a questão da Psicologia falar sobre o famoso complexo da “grama do vizinho” (nesse caso sou obrigada a deitar pra vocês, Humanas). Parece que ver um macho ou fêmea com outro parceiro, nos dá a impressão de que ele já foi selecionado sexualmente, por estar com um parceiro, tornando-se um candidato também para nós, e dando um motivo para brigarmos por ele… por isso que tentar roubar o marido da outra não é de todo mal-caratismo, hahahaha.

Em mim os hormônios não agiram, queridãm

Lembrando que como somos gays, os papéis sexuais na busca por um parceiro muitas vezes se confundem, você vai ver também sapatão agindo como macho, ou seja, cortejando e buscando parceira, e gays agindo como fêmeas, selecionando o parceiro que chega.

Mas isso não é uma questão de masculinização/feminilização, apenas uma questão de “público alvo”, se o seu corpo sabe que você gosta de mulher, o seu comportamento de corte vai tender a se modificar para atrair mulher, o local e o quanto de hormônio sexual age em cada parte do cérebro dão as características comportamentais tipicamente masculinas ou femininas na hora do cruzo.

Dica do leitor

UTILIDADE PÚBLICA: Tudo que você precisa saber sobre DST’s


Há muito tempo os leitores vêm me cobrando um guia sobre as doenças sexualmente transmissíveis, formas de contágio e onde deve-se ir para fazer os exames. Por isso, resolvi postar esse tutorial completo com as principais DST’s, baseado nas minhas apostilas do Medcurso (bem conceituado no Brasil inteiro).

Todo o conteúdo da postagem é uma transcrição pessoal dessas apostilas, a fim de que as informações fiquem claras para as bee’s de todas as escolaridades e áreas do conhecimento.

Vamos começar:

Herpes Simples e Herpes Genital

As herpes envolvidas no contato íntimo são causadas por vírus chamados Herpes Vírus Humanos (HHV), sendo os Herpes Vírus Simples responsáveis pelas infestações no rosto, tronco (HSV-1) e genitália (HSV-2).

O HSV-1 se dá por contato pessoal (próximo ou íntimo) e cerca de 70% dos adultos são soropositivos para esse vírus. Já o HSV-2 é transmitido via relação sexual e cerca de 25% dos adultos possuem o vírus, porém, os contamidos podem transmití-lo MESMO quando não apresentam os sintomas.

Apesar do HSV-1 e HSV-2 possuírem modos de infecção próprios, o sexo oral desprotegido é uma das principais causas de contaminação da boca com o Herpes Genital e dos genitais com o Herpes Simples.

Os sintomas todo mundo já conhece: Lesões purulentas nas regiões dos lábios, cabeça do pênis e grandes lábios da vagina. O tratamento consiste no uso de Aciclovir, Fanciclovir ou Valaciclovir, até o fim da atividade reprodutiva do vírus. Vale lembrar que não é possível a eliminação total do vírus no sangue,  somente a redução da sua carga viral.

HPV (Papilomavírus Humano)

O HPV é o vírus responsável pelas verrugas comuns, pelo Condiloma Acuminado (Crista-de-galo), entre outras doenças, como o Carcinoma de colo de útero, vagina, ânus ou pênis. A transmissão do HPV que causa o Condiloma é sexual, mas também existem casos de pessoas infectadas pelo uso coletivo de saunas, compartilhamento de toalhas, roupas íntimas e, é claro, pelo sexo oral.

80% dos adultos sexualmente ativos são portadores do vírus e este é altamente contagioso: 2 a cada 3 parceiros sexuais adquirem o vírus do portador. A camisinha NÃO PROTEGE o parceiro e o portador pode transmitir o vírus mesmo quando não apresenta os sintomas (verrugas genitais ou anais). Ou seja, a única maneira de evitar o contágio é pela redução do número de parceiros sexuais.

O tratamento das verrugas consiste na aplicação de Ácido acético (para identificação), com posterior crioterapia, eletroabrasão, entre outros. Além disso, o paciente deve proceder com o uso de Podofilox ou Ácido Tricloroacético até o desaparecimento das lesões ou redução da carga viral. A eliminação do vírus do sangue, assim como no caso anterior, não é possível, e as verrugas podem reaparecer mesmo sem o contato sexual.

Candidíase

É caracterizada pela infestação do fungo Candida albicans, podendo infectar a região vaginal e oral, incluindo esôfago e brônquios. O tratamento é relativamente simples, com higiene com bicarbonato e administração de Nistadina ou Fluconazol.

Sífilis e Gonorreia

São doenças bacterianas pouco comuns nos dias atuais, não vou me ater aos sintomas (você vai correr pro médico se tiver hahaha).

HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)

Muito se teme o HIV, mas pouco se sabe dos motivos. O HIV é assim chamado por afetar os linfócitos T CD4+, tá, mas e daí, Max?

Os linfócitos T fazem parte do grupo de células sanguíneas especializadas na resposta imunológica do corpo (“glóbulos brancos”), e o línfócito T, especificamente, é como se fosse o “alarme” desse corpo. É ele quem avisa aos outros defensores que existe um invasor no organismo.

Esses linfócitos têm um receptor na sua membrana celular, chamado CD4, daí seu nome linfócito T CD4+, sendo “+” de positivo para a presença do receptor CD4, e é exatamente ali que o HIV se liga para infectar a célula. O vírus usa os linfócitos como “incubadora” e impede que ele coloque em prática a sua função imunológica de avisar o corpo sobre a invasão.

É por isso que ninguém morre de “Aids” (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é a doença desenvolvida após a dominação do organismo pelo vírus), mas sim das inúmeras doenças infecciosas que o soropositivo pode adquirir se mantiver sua carga viral alta por muitos anos, já que quando microorganismos entram no corpo, este é incapaz de identificá-los.

A carga viral de um soropositivo infectado há muitos anos, mesmo sem tratamento, é menor que a do recém-infectado, isto é, sendo a fase inicial “sem sintomas” a ideia de que  o vírus ‘não tem cara’ se percebe ainda mais correta.

Mas como se pega?

Transmite-se pelo contato sexual, compartilhamento de seringas, transmissão na hora do parto, acidentes com objetos cortantes ou transfusão sanguínea.

No contato sexual as chances do passivo pegar são 8 vezes maiores que a do ativo se infectar. Em porcentagem, a chance do passivo contrair o vírus é de cerca de 3%, contra 0,025% para o ativo. E isso é a cada relação sexual desprotegida, se você tem o hábito de fazer sexo desprotegido com muitos parceiros, mais vezes ficará exposto a essa roleta russa.

Com o sexo anal o risco é maior (3% contra 0,2% do vaginal), pelos seguintes motivos:

  • Apenas uma fina camada de mucosa retal separa o sêmen das células que residem na mucosa ou abaixo dela (isso se intensifica com a presença do esperma dentro do corpo por muitas horas);
  • Devido a maior sensibilidade e menor calibre do ânus em relação à vagina, as chances de microlesões são maiores, permitindo uma transfusão direta de sangue (esse risco se agrava com o uso de saliva como lubrificante ou a falta de qualquer lubrificação);
  • Úlceras, lesões, fist fucking, uso de objetos ou a própria “chuca” poucos minutos antes da relação sexual podem aumentar as chances de infecção.

E o sexo oral, Max?

O sexo oral também pode transmitir HIV para quem o faz, seja por meio de contato da mucosa bucal lesionada (aftas, escovação violenta, entre outras) com os fluidos genitais contaminados, ou pela transfusão de sangue através de lesões na boca e no pênis/vagina do parceiro. Isso também vale para as lésbicas, que fazem o uso dos dedos e da boca nas relações sexuais, a unha, mesmo curta, pode lesionar a mucosa vaginal e deixar exposto sangue contaminado, sem contar os fluidos vaginais que, como nós sabemos, são bem mais abundantes em relação aos penianos (já foram relatados casos de casais lésbicos com transmissão viral).

Entretanto, as chances de se pegar HIV com sexo oral são pequenas, de 120 entrevistados numa pesquisa, apenas 4 determinaram o sexo oral como única forma de contaminação. As chances caem em 80%. Só que, é importante lembrar que prevenção nunca é demais, eu mesmo até os meus 20 anos não fazia o uso de preservativo no sexo oral, até o dia que soube do caso de uma moça que só tinha esse tipo de relação com o namorado, e se contaminou.

Mesmo que eu não fizesse sexo anal desprotegido (em hipótese alguma), e fizesse exames a cada 6 meses, o risco sempre existiu. De dois anos pra cá, a minha entrada no Babado Certo contribuiu para a redução do número dos meus parceiros sexuais (medo de ficar mais mal-falada do que já sou, né, bee?) e para a maior seleção deles, o que ajudou muito na minha mudança de hábitos. Quem é esperta sabe que nos ‘BCG’s” quando digo que “fiz o boy” nem sempre estou me referindo a sexo.

Se você fez sexo desprotegido com um soropositivo, aconselha-se que o processo anti-retroviral (anti-HIV) seja iniciado em até 72 horas após o ato, com administração de AZT e 3TC, o Biovir, para impedir que o vírus se encaixe nos linfócitos. Acontece que nem todo mundo sabe que tem o vírus, tem aqueles que sabem e não contam, ou até mesmo casos de abuso sexual podem expor as pessoas ao HIV, por isso, não vá sair por aí tomando coquetel anti-HIV depois de cada noitada, isso pode trazer sérios danos ao seu organismo. O melhor remédio ainda é a prevenção… ou pedir o exame de todos os peguetes.

p.s.: Você pode ouvir falar do HIV-2. Esse vírus é uma variação do HIV e apareceu pouquíssimas vezes no país, mas é altamente resistente aos coquetéis modernos, portanto, a preocupação deve ser dobrada!

Segue abaixo os principais locais em Vitorinha onde fazem esses exames e oferecem tratamento gratuitamente:

Para exames:

Hospital das Clínicas (HUCAM)

Av. Marechal Campos nº 1355, Santos Dumont – Vitória – ES

Telefone: 3335-7222

Mapa:

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Para tratamentos:

Centro de referência DST/Aids 

Endereço: Rua Caramuru, 10, Centro (próximo à Unidade de Saúde de Vitória)
Telefones: 3132-5108 e 3132-5106 (palestras de educação)
E-mail: dst.aids@vitoria.es.gov.br

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 7 às 20 horas.

Horário para a realização de exames: segunda a sexta, das 7 às 19 horas

Cata o mapinha:

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“Sou versátil, mas prefiro ser passivo” – Já pode dar na cara?!


Bate na cama e vira

Eu nem queria escrever sobre versatilidade no Babado Certo, sou ortodoxa e acho que vocês versáteis estragam tudo com essa mania de se adaptar. Mas por outro lado, eu acho ótimo que as passivas quebrem as louças e diminuam a competição pelos ativos.

Diz a Dé que só quem discute esse assunto é passiva, o resto tá cagando pra tudo isso… mas vocês já sabem que se eu colocar no Google “Max versátil“, vai aparecer “Você quis dizer: Paseeeeeva!“… então, estou liberadãm.

O que eu mais vejo entre os comentadores do BC é a premissa “eu sou versátil, mas prefiro ser passivo”. Uhum, é muita Cláudia pra pouca cadeira, a bee come, com muito custo, um koo por semestre e quer falar pra mim que gosta dos dois? Não aceito!

Sou versátil, uso cabelo de lado, com franja, e até rastafari, Max!

O verdadeiro versátil é aquele que “tanto faz” se terá de ser passiva ou ativa na hora do cruzo, ele sente prazer das duas formas e o que vier é lucro. Essa é a verdadeira versatilidade. Não essas versáteis-passivas que sofrem com a dinâmica do mercado atual, falta de ativo e excesso de passiva tentando passar a perna.

Ela pega a gay, come, mas não sai da cama enquanto não for recompensada pelo esforço. Nada mais justo, mas não vem pra cima de moi com essa história de versatilidade. Você é passiva sim, inclusive, passivo também consegue comer, se quiser, bebês, a gente só não curte, mas ninguém perdeu parte do Sistema Nervoso Autônomo! Dizer que é passiva não vai fazer seu pênis cair!

O versátil mesmo nem especifica o que gosta na cama, no máximo ele vai perguntar o que você gosta pra poder estar preparado (afinal, versátil também faz a chuca, néam?). Esse babado de “sou versátil, maaaas…” é coisa de passiva mafiosa, SEMPRE. Pro versátil não tem porém, faz os dois e acabou!

O grande problema está no peso da palavra “passivo” e a discussão que se inicia quando uma bee revela sê-lo, muita gente não entende que a gay só não gosta de comer, mas ela usa a neca pra todas as outras coisas! Aliás, eu ACHO que usam, né, reza a lenda que algumas passivas não permitem nem que o boy encoste no pinto delas, se inventar de chupar então, elas te denunciam pro Supremo Tribunal Federal!

Já disse no vídeo e repito, quando é assim é melhor cortar logo, por mais feminina e transex que a senhora seja, se é pra te comer e nem poder encostar no seu pênis, é melhor comer mulher, que tem DOIS buracos e ainda tem peitos! So much funnier!

Ninguém é mais versátil que eu!

Já o “versátil que prefere ser ativo”, RÁ! Isso é tão inexistente quanto os ativos de Vitorinha, afinal, já tem pouco ativo por aqui, quem dirá encontrar vários o suficiente exigindo ser ativo cá senhora ao ponto de você criar um padrão de gosto na cama.Você é ativo, só não desperdiça o superpoder da sua próstata, quando solicitado.

Nesse caso eu aconselho que digam que são ativos logo, sabem por quê?

Primeiro que se você prefere ser ativo, não vai correr o risco de ter que dar, raramente uma gay vai parar na cama de alguém que diz ser ativo e pedir pra comê-lo. Se acontecer, beleza, dá e pronto, depois come a gay e tá tudo resolvido.

E outra! Vai que você, por uma ironia do destino, encontra um outro ativo, você diz ser versátil, ele te come e você se apaixona? Imagine que inferno astral, você só curtiu dar pra ele, e vai ter que dar pra sempre, ou provocar uma briga toda vez que quiser comer! Já recebi alguns e-mails de umas bee’s que disseram passar por isso e queriam minha ajuda, humpf, tem como ajudar? Não tem, o erro foi cometido lá no início. Foi inventar moda pra dar uma de moderna, e olha no que deu.

Portanto, PAREM de inventar subdivisões que só servem pra complicar a vida sexual de vocês! Prefere ser passivo, diga que é passivo, se prefere ser ativo, diga que é ativo… se na hora der aquela vontade louca, muito louca, de dar/comer, solicite o orgão sexual da gay e pronto. Se a outra não quiser, paciência, você não vai entrar em depressão porque não fez algo que você diz “não fazer questão de fazer”.

E nem me venham com essa conversa de “ah, mas quando estamos com quem amamos, vale tudo”. Meu koo, em 90% dos casos nós NÃO estamos com quem amamos, então o que vale meishmo é o nosso orgasmo.

As fases da vida de uma bee


Sabem aquelas situações que toda bee já passou? Tipo fazer pegação na internet na adolescência, se apaixonar pelo boy da foto, e depois descobrir que era um coroa de 45 anos se passando por um rapaz de 19? Ou então aquele friozinho no pé da barriga quando recebe sua primeira cantada?

Então, hoje eu vou falar dessas experiências que toda gay já passou em alguma fase específica da vida, porque você pode se considerar o vinhádo mais clubber e alternatchyvo de Vitorinha, mas é certo que já cometeu as mesmas gafes que comete toda gay em descoberta.

Dos 5 aos 10 anos: A feminilidade está bem aflorada nessa fase, mas a sexualidade ainda não se despertou. É a fase que a gay se esconde no quarto pra usar as roupas da mãe e tem uma das suas primeiras paixões, que ela vê com a mais pura ingenuidade, até que algum coleguinha desconfia e pronto, ela será marcada como vinhadinho enquanto permanecer naquela escola. Sim, bebês, crianças já são crueis nessa idade.

Falofobia

Dos 10 aos 15: Bem, NA MINHA ÉPOCA a gente ainda era inocente e dançava É o Tchan, mas depois do que eu vi num rock no Teacher’s Pub, uma bill de 12 anos masturbando a outra de 26, eu não duvido mais de nada. Mas como nossos leitores viveram essa fase na década de 90, posso dizer que essa é a fase que a bee sabe que é diferente dos outros meninos, mas tem medo de pinto. Eu, por exemplo, poderia ser a mais pintosa da face da terra, mas se um boy me chamasse no canto pra falar qualquer coisa, corria mais rápido que o Forrest Gump.

Dos 15 aos 20: NER-VO-SA, se não deu ainda, está subindo pelas paredes. Ela já descobriu que pinto não é esse bicho de sete cabeças e passa horas a fio no Chat Uol atrás de neca. É nessa fase que ela tem as maiores aventuras com encontros casuais pela internet. Encontra as barbies que se diziam ativas, mas na hora são passivas, as drag queens que se diziam discretos, mas têm a voz da Celine Dion e os clássicos coroas que começam a conversa com: “Você se importa de sair com homens um pouco mais velhos?”… mas tem 32 anos a mais que você.

Na foto você parecia mais bonita...

Dos 20 aos 25: Chat Uol já deu pra ela, está cansada desse povo vazio e sem nada a oferecer… isso é o que ela diz, porque na verdade mesmo ela parou de entrar porque conhecia todos os nicks da sala e, curiosamente, os rapazes ficavam offline quando ela enviava o email dela. Nessa fase a maioria já se assumiu pros pais, está na faculdade, e só quer saber mesmo é de beber e fazer pegação, mas sem nunca esquecer que a qualquer momento pode encontrar seu príncipe encantado na buatchy… ou no transcol.

Dos 25 aos 30: A bee começa a se desesperar, ela sabe que reza a lenda que a passiva perde a validade depois dos 30. Ela começa a desconfiar que não vai mais conseguir aquele bofe loiro e sarado por quem se apaixonou quando o chupou há dois anos no banheiro do bar. Entretanto, a gay está também terminando a sua faculdade e coloca de uma vez por todas na cabeça que é independente e não precisa de homem, se tiver que acontecer vai acontecer, correr atrás não vai mudar isso…

Dos 30 aos 40: É… mas não acontece, e a bee termina solteira morando numa casa com duas drags falidas e um gato angorá. Ela não liga muito pra sexo, mas quando a situação aperta ela dá uma voltinha nas boates mais alternativas atrás de um boy novinho e bêbado. Essa fase só é desesperadora mesmo pras passivas, se o boy for ativo, basta ter um carro bonito e uma casa arrumada que só numa rodada na Praça dos Namorados consegue levar uns 5 koo’s das pão-com-ovo que frequentam aquele Pier.

E, no final da vida, a situação se divide em duas fases:

TÉÉÉÉDIOOOOOOOOOOO

Acima dos 35+ (casada): Se a bee se casa com algum boy, é Game Over na certa. O vinhádo começa a usar blusa de botão com casaco de flanela, só frequenta sushi bar e pizzaria e, para se divertir, vai assistir alguma peça conceitual de teatro. Nessa fase elas ficam chatíssimas, militantes, só falam de relacionamento e quando o assunto é sexo, ela INVARIAVELMENTE vai começar a frase assim: “Não, porque o meu marido faz assim e assado”. Argh, elas sabem que está implícito, mas fazem QUESTÃO de deixar o assunto tão intragável quanto pegar de surpresa nossos pais trepando naquela manhã de páscoa que você acorda bem cedo pra comer seu ovo de chocolate.

Já quando está acima dos 35 e é solteira: Por mais que tenha sido uma louca transviada na juventude, ela insiste em dizer que “vai aproveitar tudo que nós gays não podíamos aproveitar naquela época”, que as gays levavam ovadas na rua. Todo dia leva um boy diferente pra casa e… eu vou parar de falar por aqui, porque esse grupo é o que conhece o maior número de travas.. eu não estou a fim de acordar com a boca cheia de navalhas formigas amanhã.

Mas e vocês? Se identificaram? Em que fase estão agora?

Passiva com passiva dá risada… será?


Aproveitando que vocês receberam muito bem meu post sobre as passivas mafiosas, vamos continuar a falar sobre essa misteriosa relação entre as cascavéis (com acento mesmo porque eu adoro ditongo aberto).

Reza a lenda que amiga de passiva é sapa, sim, porque do jeito que as sexualidades estão volúveis atualmente, nem os boys das rachas héteros estão imunes à Gangue da Surra de Bunda.

Eu tenho apenas duas amigas passivas… tsá, tenho várias, e como a Dé está morta (vulgo, namorando), das que saem pra pegação comeego são só essas duas: Ariadna e Anwar.

Anwar é a passiva mais peculiar que eu já conheci, não dá pinta (NUNCA, e olha que é difícil eu dizer isso), fala grosso, anda, se veste e se comporta como um típico agá-tê. Mas é tão passiva, tão passiva, que se o boy pegar no pau dela periga dela arrancar um pedaço da mão do bofe com o dente.

Ariadna já é a famosa bee nervosa. Daquelas que roda o rock atrás de neca, visita banheirón, sensualiza com canudo de refrigerante e tem como hobby furar o olho das amigas. O fato de você pegar alguém, mesmo que ele seja a representação física do diabo, já é motivo pra ela catar também. Competitiva.

Entre mim e a Anwar nunca aconteceu de pegarmos os mesmos caras, afinal, nossos gostos são muito diferentes. E quando eu digo diferentes é MUITO diferente, os homens que ele pega eu tenho nojo, e vice-versa. Já a Ariadna tenho que ameaçar de morte pra ela não pegar.

Isso tudo me fez pensar numa lista de tipos de amizade (Best Friend, não foda-amigo, okay?), usando a preferência das gays na cama, afinal, todas as nossas relações sociais são baseadas na possibilidade ou não de se fazer sexo com o outro, néam?

Então vamosh lá:

Upa!

Passiva X Ativo: É a típica amizade de homem com mulher feia, só consegue ser amigo porque não pegaria nem amarrado. Pra todo mundo eles vão falar que é porque um não faz o tipo do outro, mas na verdade são despachos de macumba uma pra outra.

Ativo X Ativo: Total camaradagem, os dois têm o koo quadrado, cheio de espinhos e com o sistema de alarme da Área 51. Sem sexo, consequentemente, amizade 100% verdadeira.

Versátil X Ativo: Conseguem ser amigas de boa, mas certeza que se o versátil ainda não pegou, tá doido pra fazer isso só pra tentar converter o bofe pra versatilidatchy, afinal, versáteis só trabalham na base do troca-troca de favores.

Passiva X Passiva: Pff, a amizade reina, fazem tranças no cabelo uma da outra, falam mal de homem, se montam juntas e sentam na mesa do Cochicho da Penha pra gongar as pintosas. Quebram louça de vez em quando só porque são apaixonadas pela cultura matrimonial da Grécia. Mas fiquem ligadas! Se uma das passivas tem o jeito Ariadna de ser, é cilada, Bino!

Versátil X Versátil: Uma bagunça, são brothers ao mesmo tempo que são amigas de colégio que trocam figurinha da Hello Kitty. Já tentaram se pegar, mas não deu muito certo porque as duas ficaram horas no “zerinho ou um” pra ver quem seria ativa primeiro.

Todas as gays X Héteros: A amizade desenvolve, mas se o hétero for bonito a gay vai ficar mais esperta que um Lince da Montanha, só esperando qualquer mínima pinta que demonstre que o HT queira “experimentar pra saber como é”. Afinal, nós gays pegamos mulher direto e sabemos muito bem que experimentar não muda nossa sexualidade.

Passivas + Ativos + Versáteis X TRAVAS: Rainha, diva, poderosa… e nem ouse dizer o contrário!

Antes que me apedrejem dizendo: “Ai, Max, eu não sou assim”, eu digo que escrevi isso levando em consideração os estereótipos que vocês criaram nos comentários do blog. Então, se você é uma bee clubberübervintagepophipsterchicleteiradeportoseguro, desconsidere a comparação.

Como encontrar um “Ativo”


Uma arte

Sim, entre aspas. Porque não tá fácil, bee’s, hoje em dia se você acha um ativo, ou ele é um “ativo/versátil” (Passiva em negação) ou é uma passeeva que tá há tanto tempo sem foder que acabou se entregando à dinâmica do mercado.

Sobre os “ativões”, “100% ativos” e etcétera, não dou nem confiança,  pra mim já virou lenda. Dizem as más línguas que um deles foi visto caminhando pelos arbustos numa das festas da Ufes, mas eu duvido, ainda mais considerando a Ufes um território altamente alucinógeno. Você entra, e só de respirar o ar já sai de lá vendo o Papai Smurf bebendo Itaipava.

Bem… a Max aqui não fica sem sexo, e não é porque “sou um cara interessante que esculacha seu amante e até o seu ficante”, mas sim porque sou ESHPERTA. E agora vou ensinar pra vocês como ser esperta como eu, mesmo sem ter minha beleza andrógina ao seu favor. #convencida

E precisa de legenda?

Em toda a natureza (SIM! Eu vou usar exemplo de Biologia), os animais buscam “nichos ecológicos” para se adaptarem ao ambiente desfavorável, o que eu quero dizer com isso: Se a quantidade de presa é menor que a quantidade de predador, vence aquele que chegar primeiro, certo?

ERRADO! É um gasto enorme de energia ficar à espreita da presa e ainda ficar de olho nos outros predadores. Então, a melhor solução é ir pra outro ambiente.

Nós passeevas devemos fazer a meishma coisa. Não adianta querer encontrar um pica das galáxias em boate gay ou point de pegação, porque todas vão pra lá, ou seja, o boy vai fazer o papel da “fêmea” e vai escolher o melhor parceiro pra ele. Qué dizê, bill, você vai perder pra passiva estereotipada ou vai ter que dividir o seu bofe com umas 6 gays do koo sujo. Sem contar com a invasão das teenagers, que nem vou entrar nesse mérito, porque é uma competição DESLEAL.

Na cama / Na boate

A dica é: CORRA do circuito de sempre, varie, em vez de sentar no Abertura da Rua da Lama e ir pro banheirón atrás dos bofes, procure ir pra outro bar, como o Escritório, por exemplo, que é REPLETO de gays, mas não sei como ainda não ficou esparrado.

Porém, PRESTEM ATENÇÃO. Se o bofe estiver em fase de transição, sim, porque TODOS eles vão virar versáteis mais cedo ou mais tarde (vide Max e o Orgasmo Prostático), pelo amor de Nossa Senhora da Ducha Higiênica, não mexa com a bunda dele!

Se você mexer, ele pode ficar curioso, pedir pra mexer mais, e pronto, perdemos mais um da espécie.

E você ativo que gosta de converter outros ativos: Tenha compaixão pela causa, já existem milhões de passivas no mercado, não é POSSÍVEL que você não tenha encontrado uma que preste ou seja tão maldoso ao ponto de fazer isso só por diversão. Vamos pensar no bem comum, vamosh?

Enfim, coloquem na cabeça de vocês, ativos estão por toda parte, mas a maioria deles NÃO fazem como as passivas que vão com o koo pegando fogo pra buatchy atrás de neca, então, gravem o truque da Max: VARIAÇÃO. Dêem pinta em todos os lugares que puderem, e assim as possibilidades aumentarão. E, é claro, nunca se torne carta marcada de uma baladchênha, senão você cairá em desuso.

A WWF adverte: Cada vez que um ativo é convertido para a passividade, um panda morre de desgosto na China.

Desapontada… D: