♪ “Como uma Deusaaa…” ♫


"Sou assim no dia-a-dia, por quê?"

Um dos maiores dramas de muitas pessoas é a primeira noite com o futuro ex-amor desta semana, ou algo que  o valha. Para uma passiva isso é ainda pior, gente! Para vocês passivas – aloka! – a primeira noite com o bophe é um enorme drama, praticamente uma ópera é-pica. Porque é aquela coisa: se você for bem, pode ser que segure o boy pelo edí, se você cometer uma grande gafe, ele pode sair por aí fazendo a maldita e te queimando na noite capixaba. Isso, bata na madeira trêsh vezesh! E é deste medo que temos, ops, quero dizer, que vocês, passivas, tem, que surge a necessidade de  serem como deusas.

Sim! Por exemplo, deusa peida? Passiva também não! Deusa caga, come, tem mal cheiro? Passiva também não, beu abôr! Por isso que elas ficam tão nervosas. Jejuam da véspera até o encontro, o que, além de preservar a chuca, lhes dá um ar de languidez próprio das divas e das pobres criançash etíopes. A chuca é feita de forma tão profunda que dá pra inaugurar uma galeria de metrô no edí da beesha. Eu, cof, quero dizer, uma amiga minha diz que chega a por soluções perfumadas em determinados

pontos no – e no entorno do – edí pra caso o bophe queira fazer o flei (cunete, beijo grego…).

"Jasmins silvestres!"

O edí da beesha fica igual a parte de perfumes do catálogo da Avon, é só ir esfregando e sentindo mil diferentes e deliciosas fragrâncias. Atenção, dica do BC saúde: se forem fazer isso em casa não usem perfumes com álcool na composição, tsá?!

E você acha que acaba na hora H o drama queen? Não, querida! Na hora da penetração ela ainda tem que simular que é praticamente virgem pro bophe não pensar (saber, no caso) que ela é larga e rodada e daí o curso de 6 meses de teatro na Fafi dela vem bem a calhar. Ela aperta o máximo possível e geme horroreh. Acho que a acadêmia deveria dar um Oscar pra cada uma por essa atuação, porque é ba-ba-do, vinhado!

"Bom dia, amor! Dormiu bem?"

Gozou? Gozou. Foi gostoso? Foi. Acabou? Não. O ativo vira pro lado e capota exausto, enquanto nossa lutadora fica apenas nos leves coxilos a noite toda para não perder a hora. É que a passiva em primeira noite tem que acordar em torno de meia hora antes do ocó correr no banheiro, refazer a chuca (ela é sempre otimista, por isso a gente gosta dela), escovar os dentes, lavar o rosto, se perfurmar e se pentear, e depois voltar para a cama e simular um sono tranquilo. Passiva acorda igual personagem de novela-filme-seriado: linda, cheirosa e bem arrumada.

Pior é quando, com todo esse sacrificio, o cafuçú vira (literalmente) e diz: “Er, basfond, bee, sou passeeva também, hi hi!”.

E você, faz alguma coisa pra impressionar na primeira noite?

Prazer e orgulho passivo


bundablogSe tem uma coisa que me incomoda profundamente é o estigma  que mesmo os gays tem para aqueles que são passivos. Muitos crêem que ser ativo faz deles seres superiores, mais machos que os outros, ah, faça-me um favor! Pior ainda são aqueles passivos que aceitam a alcunha e se envergonham de sua condição dizendo-se versáteis.

Nossa sociedadehipocritamachistacristãocidentaldecuérola internalizou-nos que ser gay é errado, mas há uma certa tolerância em “comer”, agora “dar” é inferno na certa! É como que se negássemos  nossa condição de homem e nos afeminassemos.

Eu gosto, mas tenho vergonha!

"Eu gosto, mas tenho vergonha!"

Não podemos reproduzir esses estereótipos e essas falsas morais. Pelo orgulho passivo!

Porque não há como negar que há ativos e passivos siiiim</vanessão>, e isso se refere a dois fatores (análise não especializada, tá, gente, são coisas que a viiiiiida nos ensinam). Um deles é o desejo, ou seja, o fato de gostar mesmo de dar o cu, por preferir e desejar o outro assim, uma coisa mais psicológica, identitária e até afetiva. O segundo, que no meu caso julgo mais importante, é o fator prazer físico. Há gente que sofre muitíssimo para dar e não sente prazer algum, muito pelo contrário. Meu namorado mesmo, pobrezinho, toda vez que tentei comê-lo me dava tanta pena de vê-lo sofrendo (mordia a mão, serrava os olhos e gemia baixinho, ele tentava, coitado) que eu parava e dizia: “Ah, vamos fazer daquele jeito que a gente faz melhor!” (sou muito compreenssivo). Eu sinto muito prazer em ser penetrado e é um prazer físico. A massagem do pênis na próstata me dá sensações deliciosíssimas, contínuas durante toda a relação e que culminam em orgasmos muito mais poderosos na hora da ejaculação. passivaNão há vergonha no prazer, são as possibilidades que o corpo masculino permite (ou não!) e que de forma alguma subjulga aquele que sente mais prazer estando nessa posição. Até porque, no meu caso eu não sou um passivo-passivo. Sou um passivo-ativo. “Como assim, Dé, você é versátil?!“, você deve estar se perguntando. E eu te respondo, bee ameega e leytora, eu até faço a ativa muito raramente, mas ser passiva-ativa é dominar seu bophe na cama! Você que é o dominador! É quando você é quem manda, você que se se mexe, você quem fala grosso e coordena tudo, e ele fica a mercê dos seus movimentos e das suas habilidades… Meu cu, você já entendeu.

Por isso amiga, grite linda: SOU PASSIVA, MEU AMOR! E não tenha mais vergonha disso.