“Mas, mãe, é hora de deixar o ninho!”


Namora há muito tempo, o amor só aumenta e surge a necessidade de dividir a vida com seu companheiro. Ou, não aguenta mais ter que dar satisfação de TODOS seus passos. Ou, quer levar o boy que quiser pra dentro de casa, fazer festinhas. Ou, quer ficar só. Ou, quer apenas crescer, se emancipar. Ou quer tudo isso. Ou quer algumas coisas dessas.Enfim, chega um dia em que muitos de nós quer/tem que deixar a casa dos pais. Está certo que isso é cada vez mais raro, já que hoje há cada vez mais uma tendência de nós, jovens ficarmos mais tempo debaixo das asas de mamãe.

No passado, sair de casa era um processo não só esperado, como preparado e incentivado pelos pais. Hoje, o que se tem visto é cada vez mais o caminho oposto. E agora falo de nós gays.

Me parece – em especial com gays assumidos e bem aceitos por pais sozinhos (separados, viúvos etc) – que há uma vontade em prender o filhos em casa,  um bizarro complexo de édipo tardio! Não sei se por insegurança, medo de que “algo de mal aconteça aos seus tesouros perdidos neste mundo cruel”, ou se por receio de perder a companhia dos filhos, ficar velhos, solitários e esquecidos… ou os dois! Em famílais, onde a sexualidade é sabida, porém não dita, também fica a impressão que os pais temem que o filho saia de casa e “despiroque o cabeção” (ou e edízão, no caso)!. Com isso, eles ficam fazendo dolorosos jogos de culpa e chantagem que nos prendem em casa e cada vez mais nos impedem de nos fazer emancipar!

Eu moro sozinho e longe de mamãe, mas ela sempre fica se preocupando comigo, me cobrando coisas mesmo estando a dezenas de milhares de quilômetros. Diz sempre que queria morar perto de mim para lavar minhas roupas. “Mãe, já sou mocinho, aceita!”. Sei que era bem mais prático quando alguém fazia tudo pra mim, mas nada paga a sensação de ser livre e independente (ainda que a gente viva se fodendo)!

Tenho muitos amigos que passam por problemas de super-proteção dos pais. Sabemos que é amor, preocupação e outros sentimentos bons, mas faz parte do ciclo da vida abandonar o ninho! Claro, há quem prefira ficar morando com a família e eu respeito. Mas se não, coragem, garota, percorra o mundo!

E vocês, como lidam com isso?

Enquanto isso no primeiro mundo…


Não, não sou daqueles que diminui seu país diante de outros e mimimi. Mas, não há como negar que em muitos, as políticas aos homossexuais estão a anos-luz das nossas. Enquanto por aqui se discute se os homossexuais “merecem” uma legislação de proteção a violência e de união afetiva, e partidos bizarramente fazem campanha de Tv dizendo que família é constituída por homem e mulher, excluindo, assim, outras formações de casais, em Londres…

A Grã-Bretanha vai tirar as palavras “pai” e “mãe” dos documentos oficiais, substituindo-as por “progenitor 1” e “progenitor 2”, para evitar o constrangimento de casais homossexuais e de seus filhos. A BBC informou que a mudança vai começar pelo passaporte.

Outros países europeus deverão seguir o exemplo britânico.

Trata-se de uma tendência que já se verifica no Parlamento Europeu. No ano passado, a instituição recomendou aos seus integrantes que não usassem “Miss”, “Mademoiselle”, “Seniora and Seniorita” porque esses prenomes de tratamento indicam uma identidade sexual que pode ofender as pessoas.

Via Paulo Lopes.

Confessions Tour


Só foi a Madonna vir a terras brasileiras que mexeu com muita gente na terrinha. Brinks! O que eu vou falar é sério.

Muito feliz, pois dois de nossos leitores-comentadores mais assíduos sairam do armário essa semana. Quem já passou, ou quem não passou deve imaginar, é um momento barra pesada e tal, mas que tem sua importância política e para a formação da pessoa e de sua identidade, enfim, para a felicidade geral da nação. Dos comentários do blog dessa semana:

lady pattyassumiu, néArrasaram! Ai, gente, me emociono! Abraço coletivo!

Como nossos outros leitores lidam com o armário, especialmente com relação a família?