Signos e o álcool


Vodka, Cachaça, Cerveja, Martini, CaipiSaquê, Whisk, Vinho do Porto… Como é que cada signo reage quando vai ao bar e enche a cara?

Sei que as senhoras são chegadas numa mandiga, num catimbó, numa astrologia, numa simpatia, numa amarração, numa reza forte, num culto, numa música com sentido obscuro da Gaga… Se o dito bem diz que “ou se é brasileiro ou se é cético, não dá para ser os dois”, em se tratando do viadeiro a coisa só se multiplica. A maioria de nós é tudo pé chato e tem uma ligação forte – ainda que secreta – com o espiritual ou com o  oculto. E se o tema envolve bebidjeenhas aí que a dupla está completa.

Muito papo furado para justificar esse compartilhamento do post bafoento do Astrologia da Depressão sobre a relação com cada signo do zodíaco e o otim, cata:

 Áries – Se o ariano já gosta de um desafio e é naturalmente impulsivo quando sóbrio, nem queira imaginar como é um ariano bêbado. Ele faz aposta com o sagitariano sem noção da turma pra ver quem bebe mais e quando já está bem mamado, parte para a missão briga, escolhendo um librianinho desavisado para utilizar todos os seus planos de provocação. Se o librianinho não ceder, ele encrenca com o primeiro que esbarrar no braço dele e, se conseguir ficar de pé, senta a porrada na criatura.

 Touro – Mais interessante que saber como um taurino se comporta quando está bêbado, é entender a razão que o fez ficar assim. Taurinos são os reis do “deixa eu provar?”. Começam com uma cervejinha, mas aí olham a caipirinha do amiguinho, ficam com vontade e pedem uma também (mas não ouse dar uma bicadinha do drink dele, viu?!). Quando o final da noite chega, ele já “experimentou” todos os drinks do menu, está “pra lá de Bagdá” e o que resta é juntar as cadeiras e tirar uma sonequinha. No dia seguinte, afirmará categoricamente que NÃO estava bêbado.

 Gêmeos – Se o geminiano fala muito quando sóbrio, a quantidade de palavras por minuto deve ser elevada à décima potência quando ele está bêbado. Sabe aquele cara que, quando bêbado, conta a mesma história umas vinte vezes pra certificar-se que todo mundo ouviu? É o geminiano! É certo que todos ouviram – por livre e espontânea obrigação -mas a possibilidade de ninguém ter entendido é grande, afinal, quando um geminiano bebe, pensa que está falando “paralelepípedo” e na verdade, quem está em volta só ouve “uga buga auê”.

 Câncer – Bêbado chorão, o canceriano abre a caixinha de memórias e conta – com chagas no coração – sobre como foi triste o dia em que a mamãe esqueceu de colocar o sanduíche dele na lancheirinha, em uma manhã de chuva de 1994. Doeu, doeu muito! Depois de encostar a cabecinha no ombro de todo mundo e chorar, assume o espírito “ursinho carinhoso” que habita seu ser para abraçar (até os olhos da pessoa esbugalharem) cada um dos amigos e aos prantos dizer: “você sabe que eu te amo, né, cara?!”.

 Leão (signo da Tchynna) – Se você tiver o azar de ter um leonino bêbado ao seu lado, certifique-se de esconder o violão. Se um leonino já gosta de palco quando sóbrio, chapado é ainda pior! Hits como ”Dormi na Praça”, “Galopeira” e “Borbulhas de Amor” fazem parte da seleção dos leoninos alcoolizados. Ao final de cada música, ele vai exigir que todos batam palmas, mas… generoso que é, não deixará de dedicar aquela música bem brega pra você.

 Virgem (signo do Nichs) – Antes de beber, passa o guardanapo no copinho pra garantir a limpeza. Depois da cachaça, reclama da demora do garçom, reclama do excesso de gelo (ou da falta dele), reclama da música e quando todo mundo está feliz e se divertindo, diz que quer ir embora, porque o banheiro da balada é nojento e ele quer vomitar na segurança de seu lar, onde o banheiro é cuidadosamente desinfetado.

 Libra – Se estiver solteiro (a), sente falta de um par e liga pra (o) ex que chutou há um mês na maior cara de pau, mas sem perder o charme e a diplomacia, claro. Diz que já teve mulheres de todas as cores, de várias idades e de muitos amores, mas ninguém o (a) fez tão feliz quanto ela (e). Conquistador, convida a criatura para um jantarzinho em um lugar mais reservado e no dia seguinte, acorda no motel com amnésia alcoólica arrependido do feito e culpando o amigo que o deixou ligar.

 Escorpião – O escorpiano fica taradinho e seduz ao sugar o canudinho, enquanto manda pra dentro uma caipirinha. Alisa  o (a) bartender, alisa  o (a) manobrista do estacionamento e alisa o(a) melhor amigo (a). Se algum deles não corresponder, despertará a fúria marciana e terá que ter um saco de Papai Noel para ouvir as ameaças do escorpiano rejeitado.

 Sagitário (signo da Max) – É aquele que pede a saideira 150 mil vezes e se o gerente disser que a balada está fechando, ele diz que não vai,  porque ainda não bebeu o bastante. Filósofo, faz questionamentos sobre a razão que nos trouxe ao mundo e começa um monólogo – cheio de palavras que ninguém entende – sem hora pra terminar sobre como a vida é maravilhosa e precisa de um sentido mais amplo.

 Capricórnio – Capricorniano só sai pra beber em happy hour, porque tem que fazer média. Metido a magnata, manda descer uma rodada por conta dele, só pra mostrar que pode pro pessoal da “firma”. Depois de consumir toda a bebida chique que comprou – eram os olhos da cara, ele tinha que beber – e ser nocauteado pelo álcool, o capricorniano fica introspectivo, se afasta do restante do pessoal e banca o bêbado solitário.

 Aquário (signo da Dé) – Se alguém disser que a presidente do Brasil é a Dilma, ele vai bater na mesa e dizer que não é. O objetivo do aquariano é bater boca e trocar ideia, tanto faz se ele tem razão ou não – afinal, ninguém tem razão quando está bêbado. Depois de tirar todos os amigos sóbrios do sério com suas discordâncias sem sentido, ele desencana, abraça o desconhecido da mesa do lado, diz “esse cara é meu amigo!”.

 Peixes – Diz que está vendo duendes, fadas, gnomos e compartilha suas experiências de conexão com o cosmos. Esotérico, diz pra todo mundo que é bruxo e começa a fazer leitura de caipirinha, cuba libre e tequila – depois de beber “tutchinho”, é claro. Para cada amigo sortudo que tem o prazer de consultar o peixinho “guru”, ele prevê uma desgraça iminente.

O meu, sou eu e o do Max eu mais do que ninguém posso dizer que É o Max (acho que qualquer um que já se  sentou com ela numa mesa de bar e já ouviu ela discorrendo infinitamente sobre orgasmo prostático concorda). Para mim astrologia é ciência exata. Mas e o seu signo, bateu direitinho, beesha de pouca fé?

Um passarinho verde me contou…


…que está surgindo um bar gay no Triângulo. Aliás, vai tornar-se.

O nome do bar é Charger e é do mesmo dono da Ink Lounge. Ao que tudo indica eles estão querendo fazer uma dobradinha bar-boate ali naquela região nobre e, até então, heteronormativa da capital (assim como acontece com Lama-Move).

Elas já dominaram a Lama. Próximo objetivo é Triângulo ds Berbudas!

As gueis e sapas que goshtam de otinzar agradecem!

SaturdayNight’sBatHairy: Boa noite, Cinderela!


Sabadãããão, piscando o edizãããão, doido pra ir até o chão! Aí vai a dica de bate-cabelão! Que aliás é uma tentativa de reparar uma injustiça. Uma das melhores bandas de dance music da atualidade e que bom-ba na Europa e que por aqui tem sido completamente ignorada (é, né?). Vocês por acaso já ouviram Alphabeat tocar na buatchy? Aposto que não, cata o som, fia, que é babado:

É retrô, é dançante, é divertidíssimo. Dá pra fazer dancinahs ridiculas cas colegas e quebrar tudo.

Precursor

A dica de buatchy de hoje é de segurança na verdade. Eu sou do tipo que precisa de um otim no rock pra ficar loko e me jogar. Sou adepto da boa e véia caipirinha, principalmente (antes eu era viciado em sex on the bitch, até pegar trauma de vodka). Sempre ouvi falar sobre o “boa noite cinderela”, aquela coisinha que botam na bebida da gente tornando-nos zumbis controláveis para que façam de um tudo com a gente, com nosso corpinho. Sempre brinquei com esse troço na buatchy, dizendo: “Ah, eu quero é  que me peguem mesmo! É o que tem pra hoje” e aceitava toda bebida de estranho.

Até que um dia eu estava linda na move, – vou contar o que ocorreu comigo, mas conheço pesosas que também já passaram por isso – batendo meu bom cabelo e batendo quadris casguei quando de repente… PAH! Um lapso de tempo aconteceu. “Apaguei” ali onde eram os queijos e “acordei” algum tempo depois, tonto e confuso, sentado sobre a caixa de som com um cacura entre minhas pernas. “O que que está acontecendo?“, perguntei empurrando a bee. Mas até hoje não soube o que aconteceu nessas horas em que estive out. Se alguém souber comenta aí ALOKA!

Ficadica: Protejam seus copos, vinhados! Bota a mãozinha toda trabalhada na manicure na boca do copo… Ou sei lá, tem gente que quer mesmo ser possuído.

Muita animação na areia molhada


Amo esse Estado e nem é ironia. As coisas podem ter tudo para dar errado, mas as bees vão lá e fazem toda bombar. É muita animação!

17 horas e o Baygon já bateu!

Vejam o exemplo do Areia Beats 2010 que era um evento em local aberto, na praia e mesmo com clima chuvoso foi super bem freqüentado – quantitativamente e qualitativamente, leia-se gente bonita e bem vestida. Era só dar uma olhada na fila nos terminais rodoviários, nos ônibus que iam em direção a Camburi. A do 508, por exemplo, no domingo, estava uma fechação, uma fechação de bees guerreiras. Mesmo sem entender tanto assim de música as Djs aparentemente mandaram super bem: a batida foi num bate-cabelo crescente, querida, parecia que elas estavam recebendo o santo. ALOKA!

Tinha só uma bee montada e eu a parabenizo pela coragem, afinal chuva é inimiga número um de qualquer drag, como bem conversávamos eu e Angela Jackson dia desses. O nome dela é impronunciável e tem tantas consoantes como um nome pode ter, mas era algo como Mel Khobolthhy (corrijam-me se tiver errado).

Heroína!

A coisa começou a bombar mesmo a partir das 5 da tarde e ainda chovia, mas muitas bees já ferviam ainda de sunguinha (cata o diminutivo!), entretanto parece-me que muitas chegaram só depois da chuvarada mesmo. O Luí encheu e a galera foi ficando do lado de fora. A cerveja estava gelada sim e o atendimento foi tranqüilo, pois até tinham umas caixas de cerveja espalhadas por pontos diferentes o que foi uma coisa ótima.

Gente, meia-noite e tinha beesha fritando na “pishta” ainda. Loosho.

Enfim, um beijopraquemétraveshtyefazalinhagarotadochuveiro.