Tem que ter, tem que ter disposição…


As-cariocas

Tenho vários amigos hétero que já me perguntaram como satisfazer uma mulher, achando que existe algum truque ou macete pra esse tipo de coisa. O necessário para satisfazer, não só uma mulher, mas qualquer pessoa, chama-se: disposição. E toda vez que eu venho ao Rio, o que não me falta é disposição! Muito calor, algumas trovoadas, tempo livre e lá vou eu em mais uma das minhas aventuras…

Marquei um encontro via Facebook, afinal, conhecer pessoas nunca é demais. Como eu digo, network. Estava esperando um bolo, mas só ganhei um chá de cadeira. Tomei uma latinha pra dar aquela coragem e eis que ela aparece, toda falante e bem articulada, de início me intimidou. E o que podia fazer?? Precisava de território conhecido e nada como um barzinho pra meu me sentir em casa.

Estávamos sentados no barzinho e o dono do bar não tirava os olhos de mim, depois de duas ou três cervejas, ele se aproxima da mesa e solta: “você não tem 18 anos”. Oi? Como assim? Perguntei se ele queria provas e larguei minha identidade na mesa. Ele pega o documento, sai do bar, atravessa a rua e caminha até chegar num posto policial localizado na esquina. Nem me liguei e continuei entretida na conversa, quando de repente um PM aparece do meu lado! E eu achando que já tinha acontecido de tudo comigo, cinco anos se passaram desde a maioridade e a história sempre se repete.

Depois dessa cena, da vergonha do dono do bar e de algumas gargalhadas, minha disposição gritou novamente: “Será que já te embebedei o suficiente pra você ficar comigo?? E a resposta veio como tapa: “nem precisava disso”. Nessa noite, fiz um tour noturno pelas ruas de um bairro que ainda agora não sei o nome, entretanto isso pouco importa. A chuva veio, o alcool desinibiu e mais uma vez as cariocas botaram banca! Como nos versos cantados pelo Kid Abelha ♪ na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê ♪

P.S: Eu não acredito em ativa/passiva, acredito em diversão!

Ela é carioca… ela é…


Alô, alô amigos e amigas do Babado Certo… O ano tá acabando (amém) e estou de volta para alegria de muitos e tristeza de outros. Agora, formada e com mais tempo livre, vou voltar a movimentar isso aqui!

Esta semana estive no Rio pra passar o natal com a família e relato aqui um dos meus “passeios” solitários pelas terras cariocas:

Estava no Andaraí, entediada e com grana no bolso. Depois de perturbar muito meu irmão pra descobrir os points da redondeza, preferi me aventurar num pagode. De início achei que tinha errado, nunca vi tanto negão junto, mas aos poucos as mulheres surgiam, algumas em dupla, outras acompanhadas, só que ela…

Uma mulata (meu ponto fraco) com samba no pé e o gingado inconfundível dos cariocas. Ela chegou sozinha, porém frequentadora assídua, foi logo se enturmando e abrindo a roda de pagode. Peguei uma mesa e uma cerveja, sentei e esperei a melhor oportunidade de fazer “amizade”. MUITAS horas se passaram, já era noite e a garota não se cansava, bebericava a cerveja da mesa de um amigo e voltava a balançar os quadris de forma contagiante.

Foi então que ela me viu. Eu já estava a observando desde cedo, mas acredito que ela não tinha percebido, ou se percebeu soube disfarçar muito bem. Ela me olhou e ao notar que eu a olhava, sorriu. Virou de costas e voltou a sambar. Eu poderia ter ido embora mas aquele sorriso indicava uma porta aberta e como diria minha avó: “Se a vida lhe der limões, faça uma limonada”.

E eu fiz. Tomei coragem (mais 1 cerveja), esperei ela sair daquela confusão pra ir ao banheiro e fui puxar conversa. Só que aí, meus caros leitores, aí que a jiripoca piou…

“Pensei que não viria falar comigo”, foi a primeira frase que ela disse. Eu fiquei branca, azul, rosa choque com bolinhas amarelas e só consegui sorrir, sem graça. Ela riu, se apresentou e me chamou pra sentar na mesa com os amigos dela.  Conversa vai, conversa vem:

– Não sou daqui. Sou de Vitória, ES.
– Sou da Vila Isabel.
– Prefiro a Imperatriz.
– Você sabe que não devia ter dito isso, né?

Depois de muitas frases provocativas, olhares e esbarrões, fui parar num apartamento, próximo ao pagode. O que aconteceu depois disso? Eu comprovei mais uma vez que as mulatas tem o melhor rebolado do mundo!